Flávio Dino e a BR-135

Aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) bem que tentaram sustentar o argumento de que a obra é federal e que o Governo do Estado nada tem a ver com ela, mas a pressão foi tão grande que ele acabou precisando se posicionar sobre a buraqueira e a paralisação da duplicação da BR-135.

Foi uma conjunção de fatores: primeiro os problemas já comuns dos maranhenses que precisam deixar a ilha de São Luís em feriados como o da Semana Santa; para piorar, uma mulher foi assassinada na rodovia, justamente quando reduzia a velocidade por conta de buracos e acabou sendo alcançada por bandidos.

A obrigação de reparar a via é, de fato, do governo federal. Da presidente Dilma Rousseff (PT), para ser mais claro. E é exatamente aí que entra a pressão que foi exercida sobre o comunista.

Nas últimas semanas, Flávio Dino foi o protagonista de atos em defesa da petista, na luta pela manutenção do mandato dela, contra aqueles que a desejam ver fora do poder – seja por meio de uma renúncia, seja pelo impeachment.

Dino já fez discursos exaltados a favor da presidente, escreveu textos e mais textos em defesa da democracia” e, no mais recente evento na presença de Dilma, deu-lhe um caloroso abraço e um beijo.

Coisa de amigos íntimos.

E é por ver tudo isso que o maranhense mais bem esclarecido cobra de Flávio Dino – não da presidente Dilma diretamente – uma ação mais efetiva pela solução dos graves problemas enfrentados na BR-135.

Nada mais justo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

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