Crise na Saúde resulta em suspensão de contrato com o Instituto Gerir

A grave crise na Saúde do Governo do Estado – setor que foi alvo em novembro  do ano passado de uma operação da Polícia Federal -, resultou na suspensão do contrato da SES com o Instituto Gerir, que administrava o Hospital Carlos Macieira e o Hospital de Ortopedia e Traumatologia  [antiga Clínica Eldorado].

Houve troca de acusações entre o Executivo Estadual e o instituto. Gerir aponta calote do Governo do Estado de mais de R$ 63 milhões.

A suspensão do contrato ocorreu no início da semana, ocasião em que gestores do Instituto Acqua – prováveis substitutos do Gerir -, realizaram visita às instalações do Hospital de Traumatologia, supervisionados por servidores da SES.

O caso instalou clima de tensão entre funcionários das unidades – que denunciam o não recolhimento de FGTS e INSS desde o início do ano e que também temem por demissões -.

No Hospital de Traumatologia, segundo funcionários, o número de cirurgias foi reduzidas em mais de 50% nas últimas semanas. O centro cirúrgico também foi obrigado a reduzir a escala de plantão noturno, em decorrência da redução drástica no atendimento.

Troca de acusações – Logo que surgiu a informação da suspensão dos contratos da SES com o Gerir, o Governo do Estado divulgou nota sobre o caso. Na nota, o Executivo informou que resolveu suspender o contrato tendo em vista “reiterados descumprimentos do contrato”.

“Lamentavelmente, alguns representantes do Instituto Gerir resolveram reagir com ameaças e chantagens, inclusive envolvendo indevidamente uma emissora de TV. Contudo, a nossa gestão não cede a chantagistas nem a qualquer tipo de pressão ilegal, venha de onde vier”, destacou trecho da nota.

Depois disso, o Instituto Gerir reagiu e denunciou calote de mais de R$ 60 milhões no contrato com a SES.

“Sobre a suspensão dos contratos de administração do Hospital Carlos Macieira, do Hospital de Trauma e Ortopedia e do Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, feitas abritrariamente pela Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão, o Instituto Gerir esclarece que: A Secretária da Saúde mente e tenta tapar o sol com a peneira ao transferir suas responsabilidades. Os principais prejudicados por isso são, como sempre, os cidadãos maranhenses; a Secretaria da Saúde descumpriu o contrato ao não pagar o Instituto Gerir. O calote é de R$ 63 milhões. Os valores são referentes às dívidas com o Instituto Gerir na administração dos 3 hospitais; a Secretaria da Saúde foi notificada por diversas vezes para pagar essa dívida. Esses documentos seguem no anexo. Nunca pagou e, por fim, para fugir do pagamento, decidiu suspender o contrato; O calote de R$ 63 milhões será cobrado judicialmente”, informou.

O caos, a instabilidade e o colapso na Saúde, administrada pelo secretário Carlos Lula, só tem prejudicado a população maranhense.

Lamentável…

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