Justiça determina suspensão da propaganda política de Flávio Dino

Propaganda trata de construção dos IEMAs, apontados como da gestão Roseana

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão determinou a suspensão imediata de duas propagandas do governador Flávio Dino no horário eleitoral. Para a Justiça Eleitoral, as duas informações foram consideradas fake news.

Uma das propagandas trata dos Institutos de Educação do Maranhão os Iemas. A coligação da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) conseguiu provar que foi ela quem construiu os prédios e Flávio Dino apenas mudou a nomenclatura de toda uma estrutura já existente.

“Assim, quando o representante afirma que a candidata representante durante toda sua gestão não fez nenhum IEMA (Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão–IEMA), quer levar a crer que não foi construído por ela nenhum centro estadual de capacitação tecnológica, o que se constata que é uma inverdade uma vez que funcionavam 13 (treze) Centros de Capacitação Tecnológica do Maranhão – CETECMAs e 06 (seis) estavam prestes a funcionar, sendo que estes centros passaram da estrutura da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia – SECTEC para a estrutura da Universidade Virtual do Estado do Maranhão – UNIVIMA, esta última renomeada pelo representado para IEMA”, diz trecho da decisão.

A outra fake news da propaganda de Flávio Dino retirada do ar trata dos hospitais construídos na gestão de Roseana Sarney. A Justiça Eleitoral considerou inverdade a afirmação de que foi Dino quem construiu as unidades de saúde.

“É de conhecimento geral que os hospitais mencionados na propaganda contestada tiveram sua edificação iniciada ainda no governo anterior, alguns dos quais foram entregues à nova gestão em fase avançada de construção e próximos à conclusão, sendo despicienda a análise de quaisquer documentos para se alcançar esse entendimento. Dito isso, reputo que a divulgação da informação de que a candidata Representante teria passado longo tempo à frente da Chefia Estadual sem empreender a construção de hospitais de grande porte em quantidade significativa, além de não corresponder à realidade, tem o condão de ofender a sua honra objetiva, compreendida como o juízo que terceiros fazem acerca dos atributos de alguém, ante ao fato de que sua imagem enquanto gestora foi conspurcada com as pechas da displicência e descaso”, destaca o despacho do juiz eleitoral Alexandre Lopes de Abreu.

A propaganda de Flávio Dino tentava fazer crer que oito dos 10 hospitais macrorregionais foram todos construídos pelo comunista. Com a decisão, Dino fica proibido de usar novas propagandas tratando dos dois temas considerados inverdades.

Com informações de O Estado

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