A mudança de postura de Flávio Dino e a crise que abala as contas do estado

Logo depois de reeleito para um mandato de mais 4 anos a frente do Executivo Estadual, o governador Flávio Dino (PCdoB) mudou o tom daquilo que pregava na campanha – de um estado forte financeiramente e com equilíbrio fiscal -, e passou a sugerir cortes na estrutura do Governo.

Para a oposição, a medida nada mais é do que um ato de desespero para evitar o que já havia anunciado desde 2016: a possibilidade de um colapso nas contas do estado.

O corte de despesas na Saúde e a discussão interna de redução de gastos da ordem de 30% em todas as pastas do Executivo, atestam a preocupação que há em relação à situação financeiro-econômica do Maranhão.

Flávio Dino iniciou o primeiro mandato inchando a máquina pública. Somente nos primeiros meses de gestão, ele aumentou em mais de R$ 470 milhões o gasto com pessoal, se comparado com o último quadrimestre do governo que o antecedeu. O inchaço da máquina, na ocasião, provocou a imediata queda do PIB em 2%. [reveja]

Mas não para por aí.

Relatório da consultoria Tendências divulgado pelo Valor Econômico, apontou o Maranhão como o estado líder no ranking negativo da extrema pobreza no país. O índice registrado pelo estado de 2014 até 2017 atingiu recorde nacional.

O levantamento confirmou o que já havia constatado o relatório do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), divulgado em dezembro de 2017 pelo mesmo Valor Econômico [reveja aqui].

Além disso, dados do relatório da dívida contratual interna dos estados e municípios junto ao Tesouro Nacional e ao Sistema Financeiro do Banco do Central, mostra que o governo Flávio Dino aumentou em 40% a dívida externa do Maranhão em pouco menos de 4 anos de gestão [reveja aqui, assinante].

E tem mais.

O Ranking de Competitividade, divulgado em setembro deste ano, comprovou a má gestão da Previdência Estadual no atual governo.

Segundo o levantamento, o índice maranhense nesse quesito caiu 17,8 pontos nos quatro anos da gestão comunista.

A informação do ranking de gestão – organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Unit – corrobora denúncias feitas desde junho.

As denúncias tratavam dos saques de mais de R$ 1 bilhão nos últimos anos do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadorias (Fepa).

Um cenário que o próprio governador tentou negar no período da campanha, mas que já apresenta os seus efeitos.

E não adianta, a partir de janeiro de 2019, tentar colocar a culpa no presidente eleito, Jair Bolsonaro…

 

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