Gastão Vieira pede a ‘bênção’ a Flávio Dino

O suplente de deputado Gastão Vieira, ex-membro histórico do grupo Sarney, agradeceu ao governador Flávio Dino pela movimentação que resultou na abertura de vaga para ele na Câmara Federal.

Gastão assumirá mandato em Brasília após Flávio Dino ter anunciado o então deputado Rubens Júnior (PCdoB) na Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) e a permanência de Simplício Araújo na pasta de Indústria e Comércio.

Depois de beneficiado pela articulação pessoal de Dino, ele se abriu ao eleitorado e agradeceu o comunista.

“A vida pública é um desafio. Tem sido para mim, superado pelo compromisso em trabalhar pelo Maranhão e pelo Brasil. Neste momento em que retorno à Câmara Federal, registro profundo agradecimento ao apoio e acolhimento pessoal que o Governador Flávio Dino me ofertou com indiscutível sinceridade. Conte comigo, Governador! Honrarei a sua confiança.Muito obrigado e grande abraço a todos”, disse, cheio de entusiasmo.

Gastão Vieira dificilmente tem uma biografia que se confunde com a tão criticada – por Dino -, ‘oligarquia’. Começou a atuar na política sustentado pelo grupo Sarney, na década de 1980.

Foi secretário de Estado de Planejamento no governo Lobão e depois foi auxiliar de primeiro escalão, na mesma pasta, de Roseana Sarney, já na década de 1990.

Também atuou como secretário de Educação nos governos Roseana, foi presidente do FNDE por indicação do grupo e ainda chegou a assumir o Ministério do Turismo no governo Dilma Rousseff, também por indicação do grupo Sarney.

Assumiu mandatos de deputado estadual e deputado federal, todos com eleições vencidas dentro do grupo Sarney.

Mas, ressentido pela derrota em 2014 e a suposta falta de apoio de membros do grupo – quando perdeu a disputa direta contra o hoje senador Roberto Rocha -, deu chilique e abandou as origens.

Passou a submeter-se aos projetos políticos de Flávio Dino, para quem agora “toma a bença”.

Gastão, portanto, iniciará um novo trabalho na Câmara Federal, mas só que agora, fora da ‘versão oligarquia’.

 

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