Escolas seguem com aulas suspensas por falta de merenda

melancia-merendaEstudantes de pelo menos seis escolas municipais de São Luís permanecem com as aulas suspensas por falta da merenda escolar.

Algumas unidades têm recebido apenas melancias fatiadas para distribuir – em pequenas quantidades – aos estudantes. Outras escolas sequer têm recebido os alimentos.

Por esse motivo, diretores e professores da educação infantil decidiram manter a suspensão das aulas, até que a Prefeitura de São Luís resolva o problema.

Ontem, estudantes da Unidade de Educação Básica (UEB) Sá Valle, no Anil, protestaram na rua contra a falta da merenda escolar. Eles fizeram uma passeata e chamaram a atenção da sociedade para o problema.

 

A UEB Professor Sá Valle, contudo, não é a única escola na mesma situação. Na sexta-feira, dia 18 deste mês, professores da rede municipal de ensino de São Luís denunciaram que algumas escolas da capital liberaram os alunos por falta de merenda.

O problema seria um impasse entre as merendeiras e uma empresa terceirizada. As escolas que tiveram de liberar os alunos foram UEB Maria Amélia Profeta, (Coroadinho), a UEB Rubem Almeida (Bequimão), a UEB Professor João de Souza Guimarães (Sol e Mar) e o anexo da UEB Jornalista Neiva Moreira (Bequimão).

Hoje, já não houve aula na UEB Mário Pereira, no Maracanã.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou ontem que as questões trabalhistas referentes às merendeiras estão sendo tratadas pela empresa responsável pelo serviço. A secretaria disse ainda que o fornecimento da alimentação escolar na rede municipal de ensino está garantido com gêneros alimentícios adquiridos de agricultores locais.

Cintra foi depredado durante ocupação de estudantes

cintra-1 cintra-2Gilberto Léda – Os alunos do Centro Integrado do Rio Anil (Cintra) retornam hoje (22) às aulas após 41 dias sem qualquer atividade na escola.

As aulas estavam suspensas desde que um grupo de não mais que 15 estudantes decidiu ocupar o prédio em protesto contra a PEC 55 (ex-PEC 241) e contra a reforma do Ensino Médio – curiosamente, pela valorização da educação, segundo eles próprios.

Apesar da retomada das aulas, a manifestação seguirá na escola, mas em local reservado, que permita o acesso dos demais alunos.

Nos próximos dias, o principal trabalho da direção do Cintra é reorganizar a casa.

Em mais de um mês de protesto, o que os ocupantes menos fizeram foi debater o ensino público brasileiro, ou os prós e contras da PEC do Teto.

Nesse meio tempo, o que houve foram farras regadas a muita vodka – garrafas ainda ontem (21) estavam no local (veja no vídeo abaixo) – e uma incompreensível depredação das estruturas da escola.

Coisa de animais.

Em vistoria realizada ainda na segunda-feira, membros das Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE) e da Defensoria Pública da União (DPU) constataram o cenário de completo caos no local. E, diante da intransigência dos ocupantes, decidiram abandonar as negociações por desocupação.

Restou à Seduc negociar com um dúzia de manifestantes a retirada deles das áreas internas do Cintra – mantendo o protesto em área mais afastada – para que os estudantes de verdade não sejam ainda mais prejudicados.

“Querem reduzir Uema a centro acadêmico”, denuncia César Pires

Deputados de oposição e da base governista esvaziaram o Plenário da Assembleia Legislativa na sessão de hoje, e não apreciaram requerimento de urgência do deputado governista Marco Aurélio (PCdoB), que pedia a votação – em sessão extraordinária -, do Projeto de Lei nº 181/2016, de autoria do Governo do Estado, que criaria a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

O esvaziamento do Plenário, com a obstrução do PV, do PEN e da bancada de oposição, ocorreu após corajoso e lúcido discurso do deputado estadual César Pires (PEN), ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que tratou da inconstitucionalidade da proposta do governador Flávio Dino (PCdoB).

Pires provou, no campo da ciência, que caso seja criada de forma açodada, a UemaSul na verdade não poderá ser classificada junto ao MEC de universidade, mas sim de centro acadêmico.

“Esse projeto é fruto da ignorância acadêmica. E se for aprovado, fruto da ignorância desse parlamento”, disse.

Pires esclareceu, por exemplo, que há diferenças entre universidade, faculdade e centro acadêmico. Mostrou que para se tornar universidade – como tenta fazer parecer no projeto de lei, uma instituição de ensino superior precisa obrigatoriamente proporcionar atividades de ensino, pesquisa e extensão com autorização do MEC.

Dentre os requisitos mínimos, pelo menos um terço do corpo docente da universidade deve possuir o título de mestrado ou doutorado [o que não haveria na UemaSul]; um terço dos docentes deve ter contrato em regimento de tempo integral [algo que a UemaSul também não possuiria – a proposta do Governo é deslocar professores, ocasionalmente da Uema, na capital] e deve desenvolver ao menos quatro programas de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado – de boa categoria, sendo que um deles deve ser doutorado.

Pires afirmou que caso a Assembleia aprovasse hoje o projeto, estaria diminuindo a Uema. “Querem transformar a uma universidade num centro acadêmico, isso é absurdo”, disse.

O projeto de lei acabou não sendo votado por falta de quórum, mas estará na pauta de amanhã. O deputado Marco Aurélio, que defendeu a aprovação do requerimento de urgência, alegou que a instituição promoverá benefício para a Região Tocantina.  Ele disse que o objetivo é de que a instituição passasse a funcionar em janeiro de 2017.

Pires rebateu: “Não haverá tempo o suficiente para a regularização dessa instituição e de seus cursos, à luz das exigências resolutivas. Eles querem que comece a partir do dia 1º de janeiro. Como, se no mundo acadêmico é necessário ter pró-reitoria de graduação, de planejamento, administrativo e de finanças […]. Os  estudantes que estão lá e que receberiam diploma pela Uema vão passar a receber por um centro acadêmico que será criado. Como pode? Eu farei a denúncia ao Conselho Nacional de Educação para que analise […]. Não se cria universidade a toque de caixa”, completou.

Assista a íntegra do posicionamento de César Pires.

Greve dos professores completa 28 dias em São Luís

Em 2014, também em greve, professores protestaram contra Edivaldo

Em 2014, também em greve, professores protestaram contra Edivaldo Júnior

A greve dos professores da rede pública municipal de ensino completou ontem exatos 28 dias. Com atividades paralisadas em decorrência de um não acordo com a Prefeitura de São Luís, os professores exigem reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Amanhã está prevista uma nova audiência entre o Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) e o Executivo Municipal.

Os docentes querem 11,36% de reajuste, mas a Prefeitura oferece 10,6%, de forma parcelada. O parcelamento do reajuste é rechaçado pela categoria, que exige a reposição integral dos salários.

Quando foi eleito, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) prometeu valorizar os professores do município. O que tem feito, contudo, é exatamente o contrário.

Sem sequer dialogar com a categoria, Edivaldo estagna talvez o mais importante setor da administração municipal.

Lamentável para quem se propôs como o novo e a mudança…

Flávio Dino desafia MP e homologa concurso para professor do Estado

Dino homologaO governador Flávio Dino (PCdoB) ignorou a recomendação do Ministério Público Estadual de reaplicar as provas para a seleção de professores da rede estadual de educação, e homologou o resultado de concurso público quer foi marcado por uma série de irregularidades, dentre elas, o plágio de 256 questões.

Dino anunciou a homologação do concurso horas depois de o Ministério Público ter feito a recomendação ao Poder Executivo, com prazo de 48 horas para o cumprimento da medida.

Além do deboche do comunista à instituição, Dino também deve jogar os “aprovados” do concurso contra o Ministério Público, que agora não terá outra opção – diante de tamanha humilhação -, a não ser entrar na Justiça pedindo a anulação do concurso.

A homologação do resultado e a convocação dos “aprovados” também provocará para o MP, outro embaraço jurídico. Isso porque todos aqueles que forem convocados e nomeados para os seus respectivos cargos, também poderão recorrer à Justiça pedindo as suas permanências na estrutura da rede estadual de educação.

Mas, isso tudo só ocorreu diante da sonolência e até excessiva paciência do Ministério Público para com o Governo.

O órgão anunciou ter identificado as irregularidades no início do ano, logo após candidatos terem denunciado questões plagiadas de outros concursos.

De posse das informações, ao invés de ingressar na Justiça com pedido de imediato cancelamento do concurso, o MP preferiu reunir-se com secretários do Governo [Marcelo Tavares e Rodrigo Lago] e pedir “esclarecimentos”, com foto pousada e matéria encaminhada à imprensa cheia de “cuidados”, talvez para não atingir Dino.

Rodrigo Lago, secretário de Transparência, respondeu no twitter que não havia irregularidade alguma no concurso, porque o “edital não previa questões inéditas”. Um deboche, aceito àquela atura, silenciosamente pelo MP, que agora, se vê nessa situação vexatória.

Com a homologação, Flávio Dino desafia o Ministério Público.

Sem vigilantes, escolas municipais se transformam em alvo de bandidos

escola 1O Estado – Em quatro dias, seis escolas da rede municipal de ensino foram alvo de vandalismo em São Luís. A violência tem mudado a rotina de estudantes da capital. Por causa da insegurança, alunos das Unidades de Educação Básica (UEB) Santa Clara, na Santa Clara; Estudante Edson Luiz de Lima, na Gancharia, e Professor João de Sousa Guimarães, na Divineia, ficaram sem aulas ontem.

Na manhã de ontem, muitos estudantes chegaram a ir para a UEB Estudante Edson Luiz de Lima, na Rua 4, na Gancharia, área ItaquiBacanga, mas foram informados na entrada que as aulas estavam suspensas. Durante toda a manhã, as salas de aula ficaram vazias, e a presença dos estudantes foi substituída pela da Polícia Militar (PM), que manteve quatro viaturas em frente à escola durante todo o dia.

A direção da UEB não se pronunciou sobre a retomada das aulas na unidade. Além dos policiais, representantes da direção da escola e do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) e o delegado Walter Wanderley, responsável pelo 5º Distrito Policial (DP), no Anjo da Guarda, estiveram reunidos e discutiram medidas para garantir a segurança dos alunos.

A reunião aconteceu porque na sexta-­feira, dia 18, uma estudante de 14 anos ficou ferida após ser atingida por estilhaços de vidro de uma janela da escola, que foi apedrejada. “Atiraram uma pedra de fora do colégio e isso ocasionou a lesão da estudante. Não houve invasão, como se falou inicialmente. Foi uma pedra arremessada do lado de fora do colégio”, informou o coronel Araújo, comandante da Ronda Escolar.

Ele informou ainda que a reunião de ontem serviu para traçar estratégias de segurança para a escola. “Infelizmente, a escola fica em uma região onde a realidade é preocupante e a ação de criminosos, comum. Por isso, estamos planejando atividades a serem realizadas na área para promover uma cultura de paz entre a comunidade”, disse o coronel Araújo, comandante da Ronda Escolar.

A polícia investigou e descobriu que dois adolescentes alunos da escola, acompanhados de outro adolescente tentaram roubar o celular de uma estudante do local. Como ela correu, eles jogaram as pedras que atingiram as vidraças da UEB. Um deles chegou a ser apreendido na manhã de ontem, mas foi liberado após prestar declarações. A família dos três adolescentes deve arcar com as despesas pelos danos causados à escola.

Outra unidade escolar que manteve os portões fechados durante toda a segunda-­feira foi a UEB Santa Clara, na Rua 3 Irmãos, no bairro Santa Clara. Na tarde de domingo, dia 20, a escola foi incendiada, possivelmente por integrantes de facções criminosas. Parte do telhado e quatro salas de aula foram atingidas. A direção da unidade também não informou quando as aulas serão retomadas. Na manhã de ontem, um carro da PM podia ser visto no pátio da escola, que foi periciada, para esclarecer as causas do incêndio. Na Divineia, foram os alunos da UEB Professor João de Sousa Guimarães que tiveram de ficar em casa. Na madrugada de segunda­feira, a escola foi invadida por criminosos que roubaram mesa de som, modens, aparelho de DVD e uma televisão. Pacotes de leite que seriam usados no lanche dos alunos foram rasgados, segundo relatos de funcionários.

“Precisamos ser advogados pela Educação”, diz deputado

Deputado Wellington do Curso

Deputado Wellington do Curso

O vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado Wellington do Curso (PPS), utilizou a tribuna na manhã de hoje (11), para parabenizar a todos os estudantes pelo seu dia. Aproveitando a ocasião, o parlamentar solicitou ao Governo do Estado que adotasse medidas no sentido de revitalizar a Casa dos Estudantes, localizada na Rua de Nazaré, no Centro Histórico de São Luís.

Wellington falou da situação do prédio e enfatizou a necessidade de se revitalizar o ambiente. O deputado, ao fazer referência ao dia dos advogados, também comemorado hoje, destacou que é preciso que cada cidadão seja “advogado da educação”, defendendo-a como o instrumento mais eficaz na transformação de realidades.

“Ser estudante é encarar a vida como um desafio e ver o conhecimento como o meio de superação. Hoje, dia do estudante, aproveito para parabenizar a todos os que, diuturnamente, identificam no conhecimento a arma mais poderosa contra os problemas sociais. Sabendo dos desafios enfrentados pelos estudantes, solicitei que o Governo do Estado adotasse medidas no sentido de revitalizar a Casa dos Estudantes, localizada no Centro Histórico de São Luís. É preciso que sejamos advogados da educação e a coloquemos como ponto principal em nossa sociedade. Enquanto educador e parlamentar, compreendo a educação como o instrumento mais eficaz na transformação de realidades e, por isso, defendo que deva ser prioridade em nosso Estado”, declarou.

Ascom

Wellington do Curso propõe melhorias para a Educação

Wellington do Curso

Deputado estadual Wellington do Curso

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS), vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Maranhão, utilizou a tribuna, na manhã desta quarta-feira (15), para apresentar proposições e reafirmar o seu compromisso com a Educação no Estado.

Na ocasião, o parlamentar apresentou o Projeto de Emenda à Constituição (PEC), de sua autoria, que torna obrigatório o ensino da Literatura Maranhense em escolas públicas e privadas e solicitou, ainda, a reativação da rede de bibliotecas Farol da Educação, além da implantação de uma escola de ensino médio em Engenho d’ Água, povoado do município de Caxias.

“Enquanto professor e parlamentar vejo a Educação como o instrumento mais eficaz na transformação de realidades. Por acreditar que a educação pode concretizar sonhos, apresento Emenda à Constituição Estadual que torna obrigatório o ensino da literatura maranhense”, disse.

Entenda as proposições:

– PEC que torna obrigatório o ensino da literatura maranhense

A Emenda acrescenta parágrafo ao art.221 da Constituição, tornando obrigatório o ensino da literatura maranhense em escolas públicas e particulares.

– Revitalização e Ampliação da rede de Faróis da Educação

Ainda nos primeiros dias de mandato, o deputado Wellington solicitou a revitalização dos faróis da educação. A solicitação foi encaminhada à SEDUC e ao Governo do Estado. Após obter resposta, a solicitação repete-se, com destinatário diferente: a Secretaria de Estado da Cultura, que é quem está responsável pelos Faróis. O principal objetivo da solicitação refere-se à reativação dos 9 Faróis presentes  em São Luís, tendo em vista a necessidade de se fomentar a leitura.

– Criação de escola de Ensino Médio em Engenho d’Água, Caxias-MA

Engenho d’Água é um povoado de Caxias, cidade localizada a 361 km da capital maranhense. Apesar do crescimento populacional, Engenho d’Água ainda não possui, sequer, uma escola de ensino médio, o que faz com que os alunos, ao concluírem o ensino fundamental, tenham que se deslocar para o centro de Caxias, Nazaré do Bruno ou Timon. Tal solicitação almeja a concretude do direito que é a educação.

Má gestão de Edivaldo provoca evasão escolar em São Luís

canoa 1O povoado de Jacamim, localizado entre o estreito dos Coqueiros e a ilha de São Marcos, fica a 20 km da capital São Luís, mas compõe um cenário de verdadeiro contraste social. O acesso à pequena ilha é feito apenas por via marítima, o que dificulta o dia-a-dia de quem precisa ir e vir.

Fazem parte dessa ciranda diária, as crianças moradoras do Coqueiro, matriculadas na UEB Nossa Senhora das Mercês. Para chegar à escola, elas precisam atravessar o estreito e percorrer, aproximadamente, 10 km por terra.

Nada disso seria um problema se a Prefeitura de São Luís, no mero cumprimento de seu papel, disponibilizasse transporte adequado para a comunidade escolar. Porém, seguindo a linha de descaso adotada em todo o âmbito educacional público do município, o acesso à unidade é limitado e gera problemas graves como a evasão escolar.

escola 1As lanchas da Prefeitura estão encalhadas desde o ano passado e o único ônibus que transporta os alunos até a escola tem capacidade apenas para 16 pessoas.

Com a falta de transporte escolar, o custo para chegar a até a escola é alto para aquela comunidade. Barqueiros autônomos fazem a travessia da população e não oferecem requisitos básicos de segurança como colete salva-vidas. Como consequência, a escola que poderia atender a 200 estudantes conta com apenas 85 matrículas.

“Cada travessia de canoa custa R$ 1,00. Eu tenho três filhos que precisam ir e voltar todos os dias. De onde eu vou tirar R$ 6,00 para que os três cheguem até a escola?”, justificou um morador.

Além de os professores não dispõem do benefício do terço de hora atividade, os contratados também não recebem vale transporte. E o alto custo do deslocamento faz com que as aulas sejam ministradas apenas às segundas, terças e quartas-feiras (pela manhã); e às terças, quartas e quintas-feiras (pela tarde).

Com tantos atropelos, o ano de 2014 fechou com apenas 48 dias letivos e 2015 nem tem data para começar. Além disso, as salas são multiseriadas, ou seja, alunos de diferentes séries ocupam a mesma sala e dividem o mesmo professor e conteúdo.

escola 2“Como falar em igualdade de oportunidades diante de um cenário tão lastimável? A educação que o prefeito de São Luís oferece a essas crianças não passa de faz-de-conta”, criticou a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, que vivenciou, nesta última semana, a experiência diária dos alunos e professores do Jacamim.

Infraestrutura – como se não bastasse a trágica aventura para chegar até a escola, lá chegando, a realidade não decepciona as expectativas geradas pelo tortuoso caminho: o bebedouro não funciona, a estrutura da caixa d’água ameaça cair, as janelas são cobertas com palha para proteger as turmas de sol e chuva, há rachaduras e cupim por todo lado e, ainda, esgoto a céu aberto.

“Incompetência administrativa não justifica toda essa calamidade. A conduta do prefeito de São Luís e do secretário de educação diante dessa comunidade é desumana”, lamentou, emocionada, a presidente do Sindeducação.

Ascom