Vereador aponta caos na educação de São Luís e sugere renúncia a Edivaldo

O vereador Estevão Aragão (PSB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de São Luís, na manhã dessa segunda-feira (05),para fazer críticas ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), sobretudo no setor de Educação.

A motivação principal do posicionamento do parlamentar foi a realização da audiência pública ocorrida na última quarta, “SOS EDUCAÇÃO”, que serviu para discutir problemas como a falta de merenda escolar, atrasos no ano letivo, não conclusão das creches, estrutura da UEB’s, e outros.

Para Estevão, a sensação pós-audiência foi de frustração e indignação: “Para mim, foi o retrato do fundo do poço em que estamos. Esperávamos que o secretário Moacir Feitosa viesse trazer sugestões, soluções e avanços e para a melhoria da situação caótica da nossa educação. Infelizmente, limitou-se a trazer números. Números esses que milhares de nossas crianças desconhecem, pois tem escolas que ainda não iniciaram seu calendário letivo”, criticou.

“Não há violência maior perpetrada por essa administração, senão o que ele tem feito com as crianças da nossa cidade, onde o teto das escolas estão caindo sobre suas cabeças e não há merenda digna. Gostaria que nossas crianças vivessem na realidade fantasiosa trazida pelo secretário de educação”, complementou.

Estevão Aragão finalizou seu discurso com a sugestão de uma solução para os problemas de São Luís: “Quero dizer para aqueles que falam que a oposição só aponta problemas e nenhuma solução, trago uma: peço ao prefeito que renuncie o mandato”, ironizou.

Wellington denuncia abandono de escola estadual no Maiobão

“Quadra abandonada. Matagal. Banheiros imundos. Alunos assistindo às aulas no pátio porque as salas não possuem condições”. Essa é a realidade do Centro de Ensino Robson Martins, localizado no Maiobão, apontada pelo deputado estadual Wellington d Curso (PP).

“Isso aqui é um desrespeito com a gente. Eu tenho que dar aula no pátio porque ninguém aguenta ficar na sala de aula. Lá não tem interruptor e muito menos lâmpada. Ainda disseram que reformaram. Nesses anos todos a única coisa que eles fizeram foi pintar o muro. Escola digna? Só se for de pena. Essa escola deveria era ser interditada”, desabafou o professor Ribamar.

Na escola, o sentimento é de revolta por parte dos alunos que dizem não encontrar incentivo algum para estudar.

“A gente já é pobre e ainda tem que vir pra cá. Aqui não tem incentivo nenhum pra estudar. Nem livro a gente tem. Como que eu vou passar em vestibular desse jeito? Entrar na faculdade? Só em sonho mesmo. Eu queria saber era se o Governador colocaria o filho dele aqui”, disse Amanda, que irá fazer Enem no final do ano.

Ao constatar a precariedade da Escola de Ensino Médio, Wellington encaminhou, em caráter de urgência, ofício à Secretaria de Educação do Estado e ao Ministério Público para que adotem providências.

“Recebemos as denúncias de professores e de alunos. Viemos até à escola e o que encontramos foi uma prova de desrespeito. Salas sem condições. Quadra abandonada. Mato pra todo lado. Até no teto. Banheiro imundo. Em escola digna de Flávio Dino, alunos assistem às aulas ao relento. Isso é compromisso com a educação? O que mais chama atenção é que encaminharam um documento à Assembleia em que essa escola do Estado aparece como reformada. De acordo com o documento da própria Secretaria de Educação, essa escola sofreu uma intervenção em 2016. Qual foi o tipo de intervenção? Eles plantaram mato? Destruíram as salas? Quebraram os ventiladores? Fica aqui o questionamento que não é meu, mas de alunos e professores que sofrem com o descaso”, pontuou Wellington.

As denúncias quanto à situação da escola foram recebidas por meio do Projeto “De Olho nas Escolas”, que é desenvolvido pelo deputado Wellington. Entre as principais reivindicações há a estruturação das salas; iluminação; ventilação; reforma da quadra; serviços de capina, já que a escola está rodeada de mato e, ainda, fornecimento de livros e merenda escolar.

UEMA: ações para educação inclusiva são realizadas há mais de 20 anos

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) iniciou as ações para inclusão de pessoas com deficiência e/ou transtornos de desenvolvimento há cerca de 20 anos, quando criou o Núcleo Interdisciplinar de Educação Especial (Niesp). Em 2014, o núcleo foi reestruturado, tornando-se o atual NAU, Núcleo de Acessibilidade da UEMA, que visa a oportunizar a inserção e o acompanhamento educacional dos estudantes com algum tipo de deficiência, com diagnóstico de transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades, bem como os estudantes que apresentam dificuldades de mobilidade.

A coordenadora do NAU, Marilda de Fátima Lopes, explica como são resguardados todos os direitos das pessoas com deficiência, desde a inscrição no vestibular da UEMA: “Os candidatos que registram necessidade de atendimento específico no ato da inscrição do Vestibular são acompanhados. Existe uma comissão no departamento de concursos e vestibulares responsável pela análise de toda documentação, conforme legislação, para verificar a situação do candidato que se submeterá ao pleito”, afirmou.

Após aprovação no vestibular e o ingresso na Universidade os alunos são acompanhados de modo específico pela Instituição. Atualmente na UEMA são assistidos alunos com deficiência auditiva, deficiência física, baixa visão, cegos, com transtornos de desenvolvimento, autistas, com síndrome de borderline, doença de Crohn, esquizofrenia, entre outros. Os acadêmicos são acompanhados por profissionais do Núcleo, entre pedagogos, tradutor/intérprete de libras, ledor e transcritor de Braille e educador físico especial.

Para L.C, mãe de estudante com autismo que não quis se identificar, esse tratamento é uma preocupação da UEMA em proporcionar que esses alunos tenham condições de permanecer na Universidade e de se formar com qualidade: “O que tem acontecido na UEMA e que deveria acontecer em outras instituições também é que os alunos chegam e trazem seu perfil e os professores, técnicos, de um modo geral, se adéquam a essas realidades. A inclusão não é apenas oferecer cotas, a inclusão é dizer para esse cidadão que ele terá condições de cursar com qualidade, sendo que nessa perspectiva seus direitos serão respeitados e que eles serão orientados para seus deveres, isso é o que chamamos de cidadania plena e é isso que eu tenho encontrado aqui na UEMA”, disse.

O Núcleo de Acessibilidade da UEMA oferece diversos procedimentos educacionais especiais dependendo das características do comprometimento do aluno, como apoio pedagógico (ledor, transcritor de braile, revisor, monitor especial, etc.), atendimento educacional e metodologias especializadas.

Os docentes e servidores da UEMA também são orientados pelo núcleo. O NAU oferta, ainda, cursos de libras, disciplina de libras nos cursos de licenciatura, materiais ampliados ou em braile, auxílio ópticos, tradutor/intérprete de libra, cartilhas de orientação, além de manter uma interação direta com a família do acadêmico quando o aluno apresenta maiores comprometimentos.

Segundo o diretor do curso de Engenharia da Computação da UEMA, Rogério Moreira Lima, cada vez mais a Universidade tem recebido alunos com alguma deficiência e/ou transtornos de desenvolvimento: “Nós temos trabalhado essas demandas diferenciadas juntos aos docentes e tem sido muito gratificante essa participação e interação em parceria com NAU, pois é um desafio para todos nós, no sentido da oferecer apoio a esses alunos e promover esse processo de inclusão social”, afirmou o professor.

 

Escolas seguem com aulas suspensas por falta de merenda

melancia-merendaEstudantes de pelo menos seis escolas municipais de São Luís permanecem com as aulas suspensas por falta da merenda escolar.

Algumas unidades têm recebido apenas melancias fatiadas para distribuir – em pequenas quantidades – aos estudantes. Outras escolas sequer têm recebido os alimentos.

Por esse motivo, diretores e professores da educação infantil decidiram manter a suspensão das aulas, até que a Prefeitura de São Luís resolva o problema.

Ontem, estudantes da Unidade de Educação Básica (UEB) Sá Valle, no Anil, protestaram na rua contra a falta da merenda escolar. Eles fizeram uma passeata e chamaram a atenção da sociedade para o problema.

 

A UEB Professor Sá Valle, contudo, não é a única escola na mesma situação. Na sexta-feira, dia 18 deste mês, professores da rede municipal de ensino de São Luís denunciaram que algumas escolas da capital liberaram os alunos por falta de merenda.

O problema seria um impasse entre as merendeiras e uma empresa terceirizada. As escolas que tiveram de liberar os alunos foram UEB Maria Amélia Profeta, (Coroadinho), a UEB Rubem Almeida (Bequimão), a UEB Professor João de Souza Guimarães (Sol e Mar) e o anexo da UEB Jornalista Neiva Moreira (Bequimão).

Hoje, já não houve aula na UEB Mário Pereira, no Maracanã.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou ontem que as questões trabalhistas referentes às merendeiras estão sendo tratadas pela empresa responsável pelo serviço. A secretaria disse ainda que o fornecimento da alimentação escolar na rede municipal de ensino está garantido com gêneros alimentícios adquiridos de agricultores locais.

Cintra foi depredado durante ocupação de estudantes

cintra-1 cintra-2Gilberto Léda – Os alunos do Centro Integrado do Rio Anil (Cintra) retornam hoje (22) às aulas após 41 dias sem qualquer atividade na escola.

As aulas estavam suspensas desde que um grupo de não mais que 15 estudantes decidiu ocupar o prédio em protesto contra a PEC 55 (ex-PEC 241) e contra a reforma do Ensino Médio – curiosamente, pela valorização da educação, segundo eles próprios.

Apesar da retomada das aulas, a manifestação seguirá na escola, mas em local reservado, que permita o acesso dos demais alunos.

Nos próximos dias, o principal trabalho da direção do Cintra é reorganizar a casa.

Em mais de um mês de protesto, o que os ocupantes menos fizeram foi debater o ensino público brasileiro, ou os prós e contras da PEC do Teto.

Nesse meio tempo, o que houve foram farras regadas a muita vodka – garrafas ainda ontem (21) estavam no local (veja no vídeo abaixo) – e uma incompreensível depredação das estruturas da escola.

Coisa de animais.

Em vistoria realizada ainda na segunda-feira, membros das Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE) e da Defensoria Pública da União (DPU) constataram o cenário de completo caos no local. E, diante da intransigência dos ocupantes, decidiram abandonar as negociações por desocupação.

Restou à Seduc negociar com um dúzia de manifestantes a retirada deles das áreas internas do Cintra – mantendo o protesto em área mais afastada – para que os estudantes de verdade não sejam ainda mais prejudicados.

“Querem reduzir Uema a centro acadêmico”, denuncia César Pires

Deputados de oposição e da base governista esvaziaram o Plenário da Assembleia Legislativa na sessão de hoje, e não apreciaram requerimento de urgência do deputado governista Marco Aurélio (PCdoB), que pedia a votação – em sessão extraordinária -, do Projeto de Lei nº 181/2016, de autoria do Governo do Estado, que criaria a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

O esvaziamento do Plenário, com a obstrução do PV, do PEN e da bancada de oposição, ocorreu após corajoso e lúcido discurso do deputado estadual César Pires (PEN), ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que tratou da inconstitucionalidade da proposta do governador Flávio Dino (PCdoB).

Pires provou, no campo da ciência, que caso seja criada de forma açodada, a UemaSul na verdade não poderá ser classificada junto ao MEC de universidade, mas sim de centro acadêmico.

“Esse projeto é fruto da ignorância acadêmica. E se for aprovado, fruto da ignorância desse parlamento”, disse.

Pires esclareceu, por exemplo, que há diferenças entre universidade, faculdade e centro acadêmico. Mostrou que para se tornar universidade – como tenta fazer parecer no projeto de lei, uma instituição de ensino superior precisa obrigatoriamente proporcionar atividades de ensino, pesquisa e extensão com autorização do MEC.

Dentre os requisitos mínimos, pelo menos um terço do corpo docente da universidade deve possuir o título de mestrado ou doutorado [o que não haveria na UemaSul]; um terço dos docentes deve ter contrato em regimento de tempo integral [algo que a UemaSul também não possuiria – a proposta do Governo é deslocar professores, ocasionalmente da Uema, na capital] e deve desenvolver ao menos quatro programas de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado – de boa categoria, sendo que um deles deve ser doutorado.

Pires afirmou que caso a Assembleia aprovasse hoje o projeto, estaria diminuindo a Uema. “Querem transformar a uma universidade num centro acadêmico, isso é absurdo”, disse.

O projeto de lei acabou não sendo votado por falta de quórum, mas estará na pauta de amanhã. O deputado Marco Aurélio, que defendeu a aprovação do requerimento de urgência, alegou que a instituição promoverá benefício para a Região Tocantina.  Ele disse que o objetivo é de que a instituição passasse a funcionar em janeiro de 2017.

Pires rebateu: “Não haverá tempo o suficiente para a regularização dessa instituição e de seus cursos, à luz das exigências resolutivas. Eles querem que comece a partir do dia 1º de janeiro. Como, se no mundo acadêmico é necessário ter pró-reitoria de graduação, de planejamento, administrativo e de finanças […]. Os  estudantes que estão lá e que receberiam diploma pela Uema vão passar a receber por um centro acadêmico que será criado. Como pode? Eu farei a denúncia ao Conselho Nacional de Educação para que analise […]. Não se cria universidade a toque de caixa”, completou.

Assista a íntegra do posicionamento de César Pires.

Greve dos professores completa 28 dias em São Luís

Em 2014, também em greve, professores protestaram contra Edivaldo

Em 2014, também em greve, professores protestaram contra Edivaldo Júnior

A greve dos professores da rede pública municipal de ensino completou ontem exatos 28 dias. Com atividades paralisadas em decorrência de um não acordo com a Prefeitura de São Luís, os professores exigem reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Amanhã está prevista uma nova audiência entre o Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) e o Executivo Municipal.

Os docentes querem 11,36% de reajuste, mas a Prefeitura oferece 10,6%, de forma parcelada. O parcelamento do reajuste é rechaçado pela categoria, que exige a reposição integral dos salários.

Quando foi eleito, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) prometeu valorizar os professores do município. O que tem feito, contudo, é exatamente o contrário.

Sem sequer dialogar com a categoria, Edivaldo estagna talvez o mais importante setor da administração municipal.

Lamentável para quem se propôs como o novo e a mudança…

Flávio Dino desafia MP e homologa concurso para professor do Estado

Dino homologaO governador Flávio Dino (PCdoB) ignorou a recomendação do Ministério Público Estadual de reaplicar as provas para a seleção de professores da rede estadual de educação, e homologou o resultado de concurso público quer foi marcado por uma série de irregularidades, dentre elas, o plágio de 256 questões.

Dino anunciou a homologação do concurso horas depois de o Ministério Público ter feito a recomendação ao Poder Executivo, com prazo de 48 horas para o cumprimento da medida.

Além do deboche do comunista à instituição, Dino também deve jogar os “aprovados” do concurso contra o Ministério Público, que agora não terá outra opção – diante de tamanha humilhação -, a não ser entrar na Justiça pedindo a anulação do concurso.

A homologação do resultado e a convocação dos “aprovados” também provocará para o MP, outro embaraço jurídico. Isso porque todos aqueles que forem convocados e nomeados para os seus respectivos cargos, também poderão recorrer à Justiça pedindo as suas permanências na estrutura da rede estadual de educação.

Mas, isso tudo só ocorreu diante da sonolência e até excessiva paciência do Ministério Público para com o Governo.

O órgão anunciou ter identificado as irregularidades no início do ano, logo após candidatos terem denunciado questões plagiadas de outros concursos.

De posse das informações, ao invés de ingressar na Justiça com pedido de imediato cancelamento do concurso, o MP preferiu reunir-se com secretários do Governo [Marcelo Tavares e Rodrigo Lago] e pedir “esclarecimentos”, com foto pousada e matéria encaminhada à imprensa cheia de “cuidados”, talvez para não atingir Dino.

Rodrigo Lago, secretário de Transparência, respondeu no twitter que não havia irregularidade alguma no concurso, porque o “edital não previa questões inéditas”. Um deboche, aceito àquela atura, silenciosamente pelo MP, que agora, se vê nessa situação vexatória.

Com a homologação, Flávio Dino desafia o Ministério Público.

Sem vigilantes, escolas municipais se transformam em alvo de bandidos

escola 1O Estado – Em quatro dias, seis escolas da rede municipal de ensino foram alvo de vandalismo em São Luís. A violência tem mudado a rotina de estudantes da capital. Por causa da insegurança, alunos das Unidades de Educação Básica (UEB) Santa Clara, na Santa Clara; Estudante Edson Luiz de Lima, na Gancharia, e Professor João de Sousa Guimarães, na Divineia, ficaram sem aulas ontem.

Na manhã de ontem, muitos estudantes chegaram a ir para a UEB Estudante Edson Luiz de Lima, na Rua 4, na Gancharia, área ItaquiBacanga, mas foram informados na entrada que as aulas estavam suspensas. Durante toda a manhã, as salas de aula ficaram vazias, e a presença dos estudantes foi substituída pela da Polícia Militar (PM), que manteve quatro viaturas em frente à escola durante todo o dia.

A direção da UEB não se pronunciou sobre a retomada das aulas na unidade. Além dos policiais, representantes da direção da escola e do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) e o delegado Walter Wanderley, responsável pelo 5º Distrito Policial (DP), no Anjo da Guarda, estiveram reunidos e discutiram medidas para garantir a segurança dos alunos.

A reunião aconteceu porque na sexta-­feira, dia 18, uma estudante de 14 anos ficou ferida após ser atingida por estilhaços de vidro de uma janela da escola, que foi apedrejada. “Atiraram uma pedra de fora do colégio e isso ocasionou a lesão da estudante. Não houve invasão, como se falou inicialmente. Foi uma pedra arremessada do lado de fora do colégio”, informou o coronel Araújo, comandante da Ronda Escolar.

Ele informou ainda que a reunião de ontem serviu para traçar estratégias de segurança para a escola. “Infelizmente, a escola fica em uma região onde a realidade é preocupante e a ação de criminosos, comum. Por isso, estamos planejando atividades a serem realizadas na área para promover uma cultura de paz entre a comunidade”, disse o coronel Araújo, comandante da Ronda Escolar.

A polícia investigou e descobriu que dois adolescentes alunos da escola, acompanhados de outro adolescente tentaram roubar o celular de uma estudante do local. Como ela correu, eles jogaram as pedras que atingiram as vidraças da UEB. Um deles chegou a ser apreendido na manhã de ontem, mas foi liberado após prestar declarações. A família dos três adolescentes deve arcar com as despesas pelos danos causados à escola.

Outra unidade escolar que manteve os portões fechados durante toda a segunda-­feira foi a UEB Santa Clara, na Rua 3 Irmãos, no bairro Santa Clara. Na tarde de domingo, dia 20, a escola foi incendiada, possivelmente por integrantes de facções criminosas. Parte do telhado e quatro salas de aula foram atingidas. A direção da unidade também não informou quando as aulas serão retomadas. Na manhã de ontem, um carro da PM podia ser visto no pátio da escola, que foi periciada, para esclarecer as causas do incêndio. Na Divineia, foram os alunos da UEB Professor João de Sousa Guimarães que tiveram de ficar em casa. Na madrugada de segunda­feira, a escola foi invadida por criminosos que roubaram mesa de som, modens, aparelho de DVD e uma televisão. Pacotes de leite que seriam usados no lanche dos alunos foram rasgados, segundo relatos de funcionários.