Estadão: Waldir Maranhão deve se filiar ao PTB

O polêmico deputado maranhense Waldir Maranhão (PP), que chegou a comandar a Câmara e votou contra o impeachment de Dilma, estará nesta quarta-feira em São Paulo — e não hoje, terça, como anunciado inicialmente — para assinar a ficha de inscrição no PTB. Será recebido pelo presidente paulista da sigla, Campos Machado, e pelo presidente nacional, Roberto Jefferson.

O que corre entre os petebistas é que, por trás dessa filiação, estão dois projetos — um dele e outro do PTB. Primeiro, o novo filiado quer um apoio mais sólido para disputar o Senado em 2018 por seu Estado. Segundo, ele seria um “embaixador”, entre os eleitores maranhenses, da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência.

Projeto ao qual o PTB está ligado, e que deve ganhar força com a anunciada mudança para São Paulo, em maio, de Roberto Jefferson. Com novo domicílio eleitoral, Jefferson quer disputar ano que vem uma vaga como deputado federal por SP.

Blog Direto da Fonte, de O Estadão

Candidatos ao comando do PT/MA pregam apoio à reeleição de Flávio Dino

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís em 2016 / imagem Gilberto Léda

Os cinco candidatos a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, pregam apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

O deputado estadual Zé Inácio; Augusto Lobato; Eri Castro; Paulo Romão e Francimar Lima são os candidatos com chapa registrada.

O presidente da sigla no estado, Raimundo Monteiro, afirmou que o “sentimento” dos petistas é pela reeleição do comunista. Ele ponderou, contudo, que uma aliança com Flávio Dino dependerá da conjuntura política para 2018. Isso porque Dino ainda tenta o apoio do PSDB, o que impossibilitaria a reedição de aliança com o PT.

“Não há nada definido. O que a gente percebe é um sentimento de todos no PT de apoiar Flávio Dino em 2018 já que ele defendeu a presidente Dilma Rousseff no processo que resultou no golpe. Claro que isso pode mudar de acordo com o que for se configurando”, sugeriu, em entrevista a O Estado.

O deputado estadual Zé Inácio defende espaços na chapa do comunista no pleito eleitoral do próximo ano. “A nossa chapa defenderá a reeleição do governador Flávio Dino, assim como lutará para que o PT faça parte da chapa majoritária”, completou.

O PT do Maranhão, portanto, sonha e trabalha pela reeleição de Flávio Dino.

 

Crise na disputa pelo Senado

Crise senatorial*

O deputado federal Waldir Maranhão (PP) é um dos mais polêmicos e controversos aliados do governador Flávio Dino (PCdoB). A partir dele já foram geradas crises em âmbito estadual e nacional, a pedido do governador comunista. Agora, Maranhão começa a cobrar a fatura, com a força de ninguém menos que o ex-presidente Lula (PT).

Maranhão tem avisado colegas de bancada, senadores, prefeitos e, principalmente, os adversários dentro do próprio grupo, que será um dos dois candidatos a senador na chapa de Flávio Dino. Esta indicação teria sido garantida pelo próprio Lula, que pediu pessoalmente por Waldir ao governador maranhense.

O problema é que Flávio Dino tem outros dois postulantes ao Senado em sua chapa, ambos com cacife eleitoral no estado.

O primeiro é o deputado federal Weverton Rocha (PDT). O outro é o ex-governador e também deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB). Com apoio de ninguém menos que o presidente da Famem, Cleomar Tema (PSB), e um grupo de prefeitos e deputados federais e estaduais, Tavares só espera a chancela pessoal de Flávio Dino para cair em campo.

Mas, pela ótica de Waldir Maranhão, é pouco provável que Dino declare apoio a Tavares. Por isso é que se desenha no horizonte uma crise de proporções senatoriais na seara do comunismo maranhense.

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

PCdoB trabalha para vencer eleição 2018 no primeiro turno

Robert Lobato – O PCdoB, partido do governador Flávio Dino, está se preparando para uma missão ousada: vencer a eleição para o governo novamente no primeiro em 2018.

Segundo uma fonte qualificada do comunismo local, o partido está se movimentando para ampliar a sua base de apoio e de alianças partidárias. A ideia é não ficar refém de nenhuma legenda para conseguir um bom palanque e tempo considerável no horário de rádio e tevê.

“Estamos trabalhando para ganhar no primeiro turno novamente, ampliando um pouco o percentual da eleição de 2014. Há uma obra liderada pelo governador Flávio Dino de dimensão histórica, mas ainda intangível. A classe política já percebeu isso e aos poucos vai concordando com essa narrativa, assegurou o comunista.
Atualmente os comunistas se veem meio que preso às ambições do PDT (leia-se Weverton Rocha), além da possibilidade real de perderem o apoio do PSDB. Daí o movimento do Palácio dos Leões em direção à outras legendas como, por exemplo, o PTB do deputado federal Pedro Fernandes, além de outras a por vir.

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Monteiro e Zé Carlos disputam o comando do PT no Maranhão

Chapa de Monteiro eleita no último pleito; na eleição deste ano ele apoia Zé Inácio

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão encerra hoje o prazo de inscrição de chapas para a eleição do comando estadual e de todos os diretórios municipais da sigla.

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu antecipar de outubro para junho deste ano – entre os dias 1º e 3 – a realização do VI Congresso Nacional da legenda, o que aumentou a correria para a articulações de candidaturas.

Por conta da mudança no calendário, ficou antecipado, também, o Processo de Eleições Diretas (PED) nos municípios e nos estados – dias 9 de abril e de 5 a 7 de maio, respectivamente.

A eleição marcará o início do processo de reconstrução da legenda no estado, que ficou com a imagem arranhada após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Polícia Federal (PF), e também reposicionará a legenda para as eleições 2018.

Até a última sexta-feira nenhuma chapa havia se inscrito para a eleição do diretório estadual. Dois grupos, contudo, medirão forças na eleição.

O deputado estadual Zé Inácio será o candidato do grupo liderado pelo atual presidente da legenda, Raimundo Monteiro, e Augusto Lobato disputará a presidência da sigla com o apoio do deputado federal Zé Carlos.

São esses dois grupos que se enfrentarão, também, na primeira grande eleição, a municipal. No caso de São Luís, o maior colégio eleitoral do Maranhão, devem ser candidatos o atual presidente, Fernando Magalhães – com apoio de Monteiro -, o vereador Honorato Fernandes – com apoio de Zé Carlos -, e o militante Carlito Reis.

Reconstrução – O atual presidente estadual, Raimundo Monteiro, vê o PED como uma oportunidade de “reconstrução” do PT.

“O partido passa por um processo de reconstrução e fortalecimento em todo o país. A eleição será um momento importante, um marco para o futuro do PT”, destacou.

Segundo ele, a partir do processo eleitoral os petistas devem reforçar a campanha pró-Lula para a Presidência da República em 2018. Monteiro avalia que o Brasil pode ser convencido de que com o ex-presidente pode haver desenvolvimento.

“Estamos confiantes de que o presidente Lula ressurgirá com força nacional em 2018 e estaremos prontos para apoiá-lo aqui no Maranhão. O Brasil manchou parte da história com o golpe contra a presidente Dilma e precisa retomar o caminho que vinha sendo trilhado, de desenvolvimento”, afirmou.

Quem deve entrar na disputa

Diretório estadual

Zé Inácio – com apoio de Raimundo Monteiro

Augusto Lobato – com apoio de Zé Carlos

Diretório municipal de São Luís

Fernando Margalhães [reeleição] – com apoio de Raimundo Monteiro

Honorato Fernandes – com apoio de Zé Carlos

Carlito Reis – independente

“Sou candidato ao Senado Federal”, diz Sarney Filho

Em entrevista à Rádio Mirante AM, ao programa Acorda Maranhão, apresentado pelo jornalista Marcial Lima, na manhã desta sexta-feira (17), o ministro do Meio-Ambiente, Sarney Filho (PV), confirmou que pretende mesmo disputar uma vaga para o Senado Federal.

“Estou disposto a disputar o Senado Federal. É a primeira vez que afirmo isso numa emissora de rádio, então sou candidato ao Senado e já conto com apoio até mesmo de prefeito e lideranças políticas de partidos ligados ao Governo do Maranhão, como PCdoB e PDT”, assegurou.

Apesar de confirmar que será candidato ao Senado, Sarney Filho assegurou que não deixará de continuar seu trabalho no ministério do Meio Ambiente.

Sarney Filho também falou sobre o futuro político da sua irmã, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Para o ministro será muito difícil Roseana não atender o apelo popular e voltar a disputar o Governo do Maranhão.

“Essa é uma decisão dela, mas o sentimento da população é de saudades do Governo Roseana. Nos últimos dois anos de Roseana o Governo do Maranhão cresceu e agora nos dois primeiros anos do Flávio Dino cresceu negativamente. Se essa movimentação espontânea do povo maranhense continuar, dificilmente Roseana deixará de ser candidata, mas essa é uma decisão muito pessoal”, destacou.

Sarney Filho também revelou que a ex-governadora já deixou claro que não quer sair do Maranhão, ou seja, praticamente descartando uma candidatura ao Senado ou mesmo a Câmara Federal.

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Afagos tucanos

Brandão tem sido esvaziado pelo PSDB, mas Dino tenta manter partido na base

Na iminência de perder o apoio do PSDB para as eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem intensificado afagos à legenda e aos seus aliados, com nomeação de tucanos, membros do PPS e até do DEM em postos na articulação política.

A cúpula tucana nacional já decidiu que o partido terá coligação prioritária com o PMDB em 2018 – tanto em âmbito nacional quanto no Maranhão – e faz questão de promover o esvaziamento público do vice-governador Carlos Brandão, principal aliado de Dino.

E é convencido por Brandão que Dino resolveu abrir as portas do Palácio dos Leões aos tucanos. Na semana passada, nomeou o ex-vereador José Joaquim para uma subsecretaria na Secretaria de Articulação Política, com atuação em São Luís. Esta semana, a também tucana Gardeninha Castelo ganhou cargo de subdiretora na Assembleia Legislativa.

Embora tenha como plano B uma coligação eminentemente de esquerda – com PCdoB, PT, PDT e PSB – Flávio Dino não pretende abrir mão do tempo de propaganda do PSDB. E para isso, afaga também as lideranças do PPS, espécie de legenda-satélite dos tucanos no país.

Tanto que tem dado esperanças à deputada federal Eliziane Gama de que ela pode ser candidata a senadora pela chapa dinista. E na mesma leva da nomeação do tucano José Joaquim, nomeou o Pastor Porto para a mesma função, com atuação em Imperatriz.

Mas pelo andar da carruagem política nacional os afagos de Flávio Dino aos tucanos maranhenses podem até manter os seus membros atrelados ao projeto de poder comunista. Mas a legenda do PSDB e o seu tempo na propaganda eleitoral, certamente seguirão outros rumos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Lobão Filho na disputa de 2018

Lobão Filho na campanha eleitoral de 2014; senador promete embate em 2018

Adversário de Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2014 – em que, mesmo nas condições mais adversas possíveis e com uma candidatura construída em cima da hora, obteve mais de 1 milhão de votos -, o ex-candidato a governador Lobão Filho (PMDB) fez esta semana uma revelação que deixou animados os membros do seu grupo político.

“Preparem vossos espíritos, pois a guerra vai começar”, declarou o suplente de senador, abrindo espaço para o debate em grupos de WhatsApp. A princípio, explicou ele, sua intenção é disputar o Senado, estimulando uma candidatura do grupo ao governo.

Mesmo diante do pessimismo de alguns, o ex-candidato a governador mostrou o mesmo ânimo que teve em 2014, quando parecia prestes à vitória contra o comunista. E o raciocínio tem sua lógica de ser.

Segundo o suplente de senador, sua decisão de esperar três anos para começar a fazer o contraponto ao governo de Flávio Dino tem razão de ser nas próprias circunstâncias da eleição passada: Dino entrou nela como favorito e saiu dela com as esperanças da maioria do povo maranhense, que acreditou na história de mudança pregada na campanha.

“Começar a fazer oposição naquele momento, em 2015 ou 2016, seria correr o risco de ser tachado de despeitado. Soaria como choro de perdedor”, avaliou o peemedebista.

Agora, na visão do senador maranhense, o povo já conhece o comunista, começa a mostrar sua decepção com o discurso da mudança e começa, inclusive, a comparar o que o Maranhão tinha até 2014 e que perdeu sob o controle do comunista. “E não é pouca coisa”.

Lobão Filho sabe que esse debate está apenas começando, pretende aprofundá-lo no decorrer dos próximos meses, mas deixa uma pergunta, que, segundo ele, será respondida ao longo deste período: “Por que vocês acham que Roseana está tão animada em voltar a fazer política?”

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Ele já fez o mais difícil…

Imagem da campanha de 2014 no município Senador Alexandre Costa 

Marco D’Eça – O suplente de senador Lobão Filho (PMDB) teve uma das missões mais difíceis da história política do Maranhão nas eleições de 2014.

Em condições absolutamente adversas ele encarou uma disputa com o então favoritíssimo candidato a governador Flávio Dino (PCdoB).

À época, Edinho estava em pleno hospital, convalescendo de cirurgia;

À época, Edinho não tinha sequer jingle, material ou estrutura de campanha para se candidatar.

Sem falar que, à época, o peemedebista jamais tinha disputado uma eleição diretamente.

Mesmo assim, ele aceitou o desafio do seu grupo, que jazia em rumo e desestimulado, diante da força política demonstrada pelo adversário.

E foi nestas condições – repita-se: absolutamente adversas – que Edinho Lobão foi para a disputa.

Praticamente sem chances, ele conseguiu, mesmo assim, entusiasmar os que se aproximaram dele; e levou a campanha no peito e na raça até às vésperas da eleição.

Saiu do pleito com votação de quase 35% e mais de 1 milhão de votos.

Lobão Filho já fez o mais difícil, portanto.

Por tudo isso, diante da claudicância da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e da falta de outras lideranças com peso político no seu grupo, há se perguntar:

Por que não, de novo, em 2018?!?

Márlon Reis não descarta candidatura ao Governo em 2018

O advogado e ex-juiz, Márlon Reis, autor da Lei da Ficha Limpa, não descartou, ao jornalista Marco Aurélio D’Eça, disputar o Governo do Estado ou o Senado da República em 2018.

Um dos líderes do Rede Sustentabilidade no Maranhão, Reis tem participado cada vez mais do processo político no estado. Nas eleições do ano passado, apoiou a candidatura de Eliziane Gama (PPS), à Prefeitura de São Luís.

“Minha candidatura, ao governo ou ao Senado, será ao cargo que mais for útil ao partido. Nada está descartado”, disse.

O advogado assegurou que o Rede se manifestará no futuro sobre o posicionamento da sigla no estado.

A expectativa é de que Reis e Eliziane Gama atuem no mesmo campo político em 2018. É o mais provável que ocorra…