“Sou candidato ao Senado Federal”, diz Sarney Filho

Em entrevista à Rádio Mirante AM, ao programa Acorda Maranhão, apresentado pelo jornalista Marcial Lima, na manhã desta sexta-feira (17), o ministro do Meio-Ambiente, Sarney Filho (PV), confirmou que pretende mesmo disputar uma vaga para o Senado Federal.

“Estou disposto a disputar o Senado Federal. É a primeira vez que afirmo isso numa emissora de rádio, então sou candidato ao Senado e já conto com apoio até mesmo de prefeito e lideranças políticas de partidos ligados ao Governo do Maranhão, como PCdoB e PDT”, assegurou.

Apesar de confirmar que será candidato ao Senado, Sarney Filho assegurou que não deixará de continuar seu trabalho no ministério do Meio Ambiente.

Sarney Filho também falou sobre o futuro político da sua irmã, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Para o ministro será muito difícil Roseana não atender o apelo popular e voltar a disputar o Governo do Maranhão.

“Essa é uma decisão dela, mas o sentimento da população é de saudades do Governo Roseana. Nos últimos dois anos de Roseana o Governo do Maranhão cresceu e agora nos dois primeiros anos do Flávio Dino cresceu negativamente. Se essa movimentação espontânea do povo maranhense continuar, dificilmente Roseana deixará de ser candidata, mas essa é uma decisão muito pessoal”, destacou.

Sarney Filho também revelou que a ex-governadora já deixou claro que não quer sair do Maranhão, ou seja, praticamente descartando uma candidatura ao Senado ou mesmo a Câmara Federal.

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Afagos tucanos

Brandão tem sido esvaziado pelo PSDB, mas Dino tenta manter partido na base

Na iminência de perder o apoio do PSDB para as eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem intensificado afagos à legenda e aos seus aliados, com nomeação de tucanos, membros do PPS e até do DEM em postos na articulação política.

A cúpula tucana nacional já decidiu que o partido terá coligação prioritária com o PMDB em 2018 – tanto em âmbito nacional quanto no Maranhão – e faz questão de promover o esvaziamento público do vice-governador Carlos Brandão, principal aliado de Dino.

E é convencido por Brandão que Dino resolveu abrir as portas do Palácio dos Leões aos tucanos. Na semana passada, nomeou o ex-vereador José Joaquim para uma subsecretaria na Secretaria de Articulação Política, com atuação em São Luís. Esta semana, a também tucana Gardeninha Castelo ganhou cargo de subdiretora na Assembleia Legislativa.

Embora tenha como plano B uma coligação eminentemente de esquerda – com PCdoB, PT, PDT e PSB – Flávio Dino não pretende abrir mão do tempo de propaganda do PSDB. E para isso, afaga também as lideranças do PPS, espécie de legenda-satélite dos tucanos no país.

Tanto que tem dado esperanças à deputada federal Eliziane Gama de que ela pode ser candidata a senadora pela chapa dinista. E na mesma leva da nomeação do tucano José Joaquim, nomeou o Pastor Porto para a mesma função, com atuação em Imperatriz.

Mas pelo andar da carruagem política nacional os afagos de Flávio Dino aos tucanos maranhenses podem até manter os seus membros atrelados ao projeto de poder comunista. Mas a legenda do PSDB e o seu tempo na propaganda eleitoral, certamente seguirão outros rumos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Lobão Filho na disputa de 2018

Lobão Filho na campanha eleitoral de 2014; senador promete embate em 2018

Adversário de Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2014 – em que, mesmo nas condições mais adversas possíveis e com uma candidatura construída em cima da hora, obteve mais de 1 milhão de votos -, o ex-candidato a governador Lobão Filho (PMDB) fez esta semana uma revelação que deixou animados os membros do seu grupo político.

“Preparem vossos espíritos, pois a guerra vai começar”, declarou o suplente de senador, abrindo espaço para o debate em grupos de WhatsApp. A princípio, explicou ele, sua intenção é disputar o Senado, estimulando uma candidatura do grupo ao governo.

Mesmo diante do pessimismo de alguns, o ex-candidato a governador mostrou o mesmo ânimo que teve em 2014, quando parecia prestes à vitória contra o comunista. E o raciocínio tem sua lógica de ser.

Segundo o suplente de senador, sua decisão de esperar três anos para começar a fazer o contraponto ao governo de Flávio Dino tem razão de ser nas próprias circunstâncias da eleição passada: Dino entrou nela como favorito e saiu dela com as esperanças da maioria do povo maranhense, que acreditou na história de mudança pregada na campanha.

“Começar a fazer oposição naquele momento, em 2015 ou 2016, seria correr o risco de ser tachado de despeitado. Soaria como choro de perdedor”, avaliou o peemedebista.

Agora, na visão do senador maranhense, o povo já conhece o comunista, começa a mostrar sua decepção com o discurso da mudança e começa, inclusive, a comparar o que o Maranhão tinha até 2014 e que perdeu sob o controle do comunista. “E não é pouca coisa”.

Lobão Filho sabe que esse debate está apenas começando, pretende aprofundá-lo no decorrer dos próximos meses, mas deixa uma pergunta, que, segundo ele, será respondida ao longo deste período: “Por que vocês acham que Roseana está tão animada em voltar a fazer política?”

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Ele já fez o mais difícil…

Imagem da campanha de 2014 no município Senador Alexandre Costa 

Marco D’Eça – O suplente de senador Lobão Filho (PMDB) teve uma das missões mais difíceis da história política do Maranhão nas eleições de 2014.

Em condições absolutamente adversas ele encarou uma disputa com o então favoritíssimo candidato a governador Flávio Dino (PCdoB).

À época, Edinho estava em pleno hospital, convalescendo de cirurgia;

À época, Edinho não tinha sequer jingle, material ou estrutura de campanha para se candidatar.

Sem falar que, à época, o peemedebista jamais tinha disputado uma eleição diretamente.

Mesmo assim, ele aceitou o desafio do seu grupo, que jazia em rumo e desestimulado, diante da força política demonstrada pelo adversário.

E foi nestas condições – repita-se: absolutamente adversas – que Edinho Lobão foi para a disputa.

Praticamente sem chances, ele conseguiu, mesmo assim, entusiasmar os que se aproximaram dele; e levou a campanha no peito e na raça até às vésperas da eleição.

Saiu do pleito com votação de quase 35% e mais de 1 milhão de votos.

Lobão Filho já fez o mais difícil, portanto.

Por tudo isso, diante da claudicância da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e da falta de outras lideranças com peso político no seu grupo, há se perguntar:

Por que não, de novo, em 2018?!?

Márlon Reis não descarta candidatura ao Governo em 2018

O advogado e ex-juiz, Márlon Reis, autor da Lei da Ficha Limpa, não descartou, ao jornalista Marco Aurélio D’Eça, disputar o Governo do Estado ou o Senado da República em 2018.

Um dos líderes do Rede Sustentabilidade no Maranhão, Reis tem participado cada vez mais do processo político no estado. Nas eleições do ano passado, apoiou a candidatura de Eliziane Gama (PPS), à Prefeitura de São Luís.

“Minha candidatura, ao governo ou ao Senado, será ao cargo que mais for útil ao partido. Nada está descartado”, disse.

O advogado assegurou que o Rede se manifestará no futuro sobre o posicionamento da sigla no estado.

A expectativa é de que Reis e Eliziane Gama atuem no mesmo campo político em 2018. É o mais provável que ocorra…

Roberto Rocha vai na ‘ferida’ de Dino

O senador Roberto Rocha (PSB) provocou mais uma vez o governador Flávio Dino (PCdoB), ao tratar de um gesto do novo presidente da Famem, Cleomar Tema (PSB), em favor de José Reinaldo Tavares (PSB).

Tema declarou apoio a Zé Reinaldo para o Senado em 2018. E Rocha questionou a postura de Dino em relação ao socialista.

“Causa estranheza a indiferença do governador do Maranhão Flávio Dino, com esta candidatura”, provocou.

Zé Reinaldo, que ajudou a eleger o governador em 2014, segue afastado do Palácio dos Leões.

 

 

Weverton Rocha confirma articulação por candidatura ao Senado

O deputado federal Weverton Rocha (PDT), um dos responsáveis pela reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em São Luís, confirmou ontem em entrevista exclusiva a O Estado, que já trabalha com um grupo de prefeitos, deputados, ex-deputados e lideranças políticas, a sua candidatura ao Senado da República em 2018.

Ele afirma que o grupo tem defendido a sua candidatura. “Nós temos hoje um grupo de políticos, de lideranças da sociedade civil, que estão criando esse entendimento de que nós precisamos nos preparar para disputar uma vaga no Senado Federal. O nosso trabalho é se manter preparado e à disposição desse grupo”, disse.

No mês passado Weverton Rocha se reuniu com cerca de 20 lideranças políticas na cidade de Santa Inês. Em fevereiro ele se reunirá com outras lideranças no município de Codó. Trata-se do projeto de consolidação de seu nome para a disputa majoritária.

Em 2018 duas vagas ao Senado Federal serão abertas com o fim dos mandatos dos senadores João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB.

 

Governo mira 2018 ao ampliar gastos com comunicação

Imagem meramente ilustrativa

O Estado – O orçamento da comunicação comunista para o ano que vem é R$ 15 milhões maior que o de 2016. No ano passado a lei aprovada pelos deputados maranhenses apontava para uma estimativa der gasto de 43,8 milhões com essa rubrica.

Mesmo que se considere que a atual Secap nasceu da união entre a antiga Secom e a extinta Secretaria de Assuntos Políticos e Federativos (Seap) – esta com previsão de receita de R$ 6,7 milhões para 2016 -, o orçamento de 2017 ainda é muito maior que o atual, que seria de R$ 50,5 milhões, se somadas as receitas das duas pastas, de acordo com a LOA 2016.

Segundo deputados de oposição, o objetivo do aumento é eleitoral. Uma alteração feita à Lei das Eleições no ano passado estabeleceu que, no primeiro semestre de todo ano eleitoral – no caso da gestão comunista o foco é 2018 -, os gastos dos governos “com publicidade dos órgãos públicos” não podem exceder “a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos que antecedem o pleito”.

Por isso a união das pastas, como forma de garantir uma estrutura mais robusta e, ainda, orçamento mais inchado em 2017. Assim, garante-se uma média maior de gastos em comunicação, permitindo o uso de verba satisfatória no primeiro semestre do ano em que Flávio Dino buscará a reeleição.

PCdoB inseguro em relação ao futuro político de Flávio Dino

flavio carrancudoA informação de que o governador Flávio Dino aparece como um dos nomes cotados pelo PCdoB para a disputa da Presidência da República em 2018 tem dividido o próprio partido.

Ontem, a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, colocou Dino como um dos quatro nomes da sigla sugeridos em plenária para a disputa eleitoral.

Na manhã de hoje, o diretório municipal do PCdoB em São Luís tratou de divulgar o teor de uma resolução política da legenda, que tem como prioridade, a reeleição de Dino no Governo do Maranhão.

Na resolução há destaque para o fato de Flávio ter se tornado o primeiro governador eleito pelo partido.

É a reação daqueles que temem, na verdade, o esvaziamento de Dino e o risco de um desempenho pífio em 2018.

Flávio Dino ficou com a imagem desgastada no cenário nacional ao atuar conjuntamente com o deputado federal Waldir Maranhão (PP) em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Ele também demonstrou falta de força e articulação política junto à bancada maranhense na Câmara Federal durante a votação de admissibilidade do processo de impeachment.

E para piorar, tem os três senadores da bancada maranhense no campo de oposição, apesar de ter sido eleito na mesma chapa de um destes em 2014.
Sem conseguir espaços no cenário político nacional, a eventual candidatura do comunista à Presidência em 2018 é vista com desconfiança pela sigla, que agora tenta abafar o tema.

Ainda a reeleição

flavio-dino-serioMuita gente comemorou o fato de o Senado ter aprovado, na semana passada, a Proposta de Emenda Constitucional que garantiu aos atuais governadores o direito a concorrer a um novo mandato em 2018. No Maranhão, por exemplo, houve festa da torcida do governador Flávio Dino (PCdoB) na imprensa. E os aliados do governador fizeram questão de reafirmar sua condição de reeleito em 2018.

Mas a questão ainda não está totalmente resolvida. O Senado até admite que os atuais detentores de mandato tenham o direito a concorrer à reeleição em 2018 – incluindo até mesmo o presidente Michel Temer (PMDB) -, mas vai impor uma condição que pode mudar o cenário eleitoral em todos os estados onde os governadores queiram concorrer.

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) já tem pronta uma nova PEC, que deve ser apresentada à votação ainda esta semana, em regime de urgência no Senado. Pela proposta, os governadores eleitos em 2014 – e o presidente Michel Temer, que não disputou aquela eleição como cabeça de chapa – podem até concorrer novamente em 2018. Mas terão, porém, que renunciar aos mandatos atuais até seis meses antes do pleito.

Foi a forma que o autor encontrou para preservar o direitos dos que se elegeram em 2014, mas preservando, também, a igualdade de condições no pleito, evitando o uso direto da máquina pública e o peso favorável a um ocupante do mandato.

A medida teve aceitação imediata na maioria do Senado, que espera colocá-la em votação já nesta terça-feira, em regime de urgência urgentíssima, o que garante a supressão da tramitação pelas comissões, indo direto para votação no plenário. E o assunto deve render durante toda a semana.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão