Imperatriz no radar

Dois dos principais pré-candidatos a governador do Maranhão escolheram a cidade de Imperatriz para testar popularidade na sexta-feira,6, fatídico dia da eliminação do Brasil da Copa da Rússia. E a movimentação mostrou que o governador Flávio Dino (PCdoB) tem muito com que se preocupar naquela região, que sempre serviu de base dos projetos esquerdistas para o Maranhão.

No dia da eliminação do Brasil, o senador Roberto Rocha, que concorrerá ao governo pelo PSDB, reuniu militantes tucanos e aliados regionais para uma reunião com o candidato do partido a presidente, ex-governador Geraldo Alckmin (SP). Com ele, estavam o deputado estadual Wellington do Curso, o ex-prefeito local Sebastião Madeira, e o deputado federal Waldir Maranhão – o ex-governador José Reinaldo não participou por estar, ainda, em recuperação de um acidente.

A presença de Alckimin e Rocha mobilizou centenas de populares ao escritório regional tucano.

Um dia antes, a ex-prefeita Maura Jorge (PSL) foi recebida em um evento suprapartidário de candidatos a deputado estadual que decidiram apoiar sua candidatura ao governo. E o encontro reuniu, ao menos, duas mil pessoas, mostrando que o desejo de mudança está em plena ebulição no segundo maior colégio eleitoral do Maranhão.

Somada à força da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), a presença festiva de Roberto Rocha e Maura Jorge confirma que o comunista não terá vida eleitoral fácil na Região Tocantina. Que deve ser fundamental para decidir o segundo turno.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Licitação nebulosa

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão está diante daquilo que pode ser confirmado como o mais novo escândalo de corrupção no Governo Flávio Dino (PCdoB).

Trata-se de uma representação formalizada pela Quartzo Engenharia Ltda – ME, que questiona no tribunal a “licitação” que resultou na contratação de empresa para a conclusão dos serviços de infraestrutura na Unidade Mista do Maiobão, comandados pela Sinfra. O caso já foi tema de reportagem de O Estado.

O conselheiro de contas Osmário Freire Guimarães, relator da representação, já se manifestou pela suspensão do processo de licitação para a obra. Ele tomou por base a manifestação da Unidade Técnica do tribunal e do parecer técnico do Ministério Público de Contas (MPC).

A votação no Pleno da Corte de Contas, contudo, depende do posicionamento do conselheiro Nonato Lago, que pediu vistas do processo.

A licitação para a obra na Unidade Mista do Maiobão é nebulosa. A denúncia apresentada pela Quartzo relata desclassificação do certame fundamentada em procedimento não previsto em edital. A vencedora para um contrato de R$ 4,7 milhões foi a Athos Construções Ltda.

Mas o caso não para por aí.

Apesar de o contrato ter sido assinado somente no dia 28 de março, o governador Flávio Dino anunciou a conclusão do processo de licitação e assinou a ordem de serviço para a obra em solenidade realizada no dia 17 daquele mês, em Paço do Lumiar, ao lado do prefeito Domingos Dutra.

Outro detalhe curioso é que até o dia 15 de março o processo de licitação sequer estava concluído, daí a reação de concorrentes.

Portanto, indícios não faltam para um posicionamento enérgico, cirúrgico e técnico dos conselheiros de contas.

Diante ou não da pressão que tentará impor o Poder Executivo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

O apoio de Roseana a Lula

A ex-governadora Roseana Sarney, pré-candidata ao Governo do Maranhão pelo MDB, manifestou solidariedade ontem ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de seu perfil em rede social.

Na publicação, Roseana cobrou ato por justiça em decorrência da condenação e prisão do petista.

A luta de Lula por justiça também é nossa”, disse e completou: “O Maranhão está com Lula, eu também estou”.

Roseana também publicou um vídeo de ato político ao lado do ex-presidente, onde o petista faz referência à lealdade da ex-governadora e da aliança que ambos mantêm desde a campanha eleitoral de 2002.

Foi o bastante para provocar a ira de adversários políticos da emedebista, que se acham “donos” de Lula.

Na manhã de hoje o pré-candidato a deputado federal e homem de confiança do governador Flávio Dino, Márcio Jerry, esperneou no twitter.

Chamou o ato de solidariedade de Roseana de cinismo. Chateado com a amizade entre Roseana e Lula, ele disse que há ‘desfaçatez’.

Vai entender…

Saúde: um desastre…

Um desastre

A área da Saúde, sem dúvida, é uma das mais frágeis no governo de Flávio Dino (PCdoB). Todas as semanas existem denúncias de atraso de pagamento de salários – e com isso a ameaça de paralisação dos profissionais -, desrespeito às regras trabalhistas na relação conturbada da gestão com as Oscips, falta de medicamentos, material médico-hospitalar e estrutura física precária em unidades de saúde do Estado.

A mais recente informação ruim para quem precisa usar o serviço público de Saúde no Maranhão é a paralisação das atividades dos profissionais que atuam no Hospital Regional Materno Infantil, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Imperatriz e na Casa da Gestante.

Um documento encaminhado à Promotoria de Saúde daquele município comunica a paralisação de advertência, porque o governo não pagou ainda as verbas rescisórias de trabalhadores terceirizados da BioSaúde, mais uma Oscip problemática que prejudica os direitos dos trabalhadores e a gestão comunista finge não ser um problema do estado.

Outra informação que vem da Saúde é a estrutura deficiente do Hospital Carlos Macieira, em São Luís. Por meio das redes sociais, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad (PRP) vem mostrando que parte do forro da UTI da unidade caiu. Segundo Murad, o local teve de ser esvaziado às pressas.

O ex-secretário conseguiu resumir pelas redes a situação da Saúde no Maranhão: é o reflexo do desastroso governo de Flávio Dino.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Edivaldo ainda “distante” da pré-campanha de Flávio

Imagem da inauguração de obra em São Luís em 2016

O prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (PDT), reeleito em 2016 com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), ainda está distante da pré-campanha do padrinho político.

O pedetista toca a administração municipal – mesmo que de forma tímida -, e não faz movimento algum mais consistente em direção ao projeto de reeleição de Dino.

No pleito de 2016, quando disputou a Prefeitura de São Luis, Edivaldo contou com o suporte do Palácio dos Leões para convencer o eleitorado de sua reeleição.

Naquela ocasião, ambos trabalhavam juntos no “Programa Mais Asfalto”, e intensificava a pavimentação de vias da zona rural de São Luís.

É provável que a “parceria institucional” reapareça em breve em São Luís.

Mas Edivaldo, por enquanto, segue um protocolo particular e discreto.

Até que se abra o sinal verde…

Concorrência necessária

O desembargador Marcelino Chaves Everton, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) barrou, na semana passada, uma tentativa, no mínimo, estranha do governo Flávio Dino (PCdoB) de realizar uma importante licitação com a participação de apenas um concorrente.

Estava pronto para ser finalizado o certame para a construção de um hospital de urgência e emergência, pelo Executivo estadual, em São Luís. A unidade foi batizada de Hospital da Ilha, pelos comunistas.

Curiosamente, o único concorrente seria um tal Consórcio Hospital da Ilha, codinome da dupla formada pela Construtora Amorim Coutinho – velha conhecida da gestão Dino e dos seus aliados em Caxias – e pela Solufarma do Brasil Engenharia.

Mas o desembargador do TJ não permitiu. Deferiu um mandado de segurança da Planova Planejamento e Construções S.A., e suspendeu a licitação.

Motivos não lhe faltavam mesmo: o tal Consórcio Hospital da Ilha havia sido inicialmente declarado inabilitado, mas entrou na marra, por decisão judicial, proferida pela desembargadora Cleonice Freire, em maio.

Com isso, seria o único licitante e, certamente, teria aprovada sua proposta de pouco mais de R$ 132 milhões para a realização da obra. Por essa razão, Everton mandou suspender o processo. Quer que, antes de sua continuação, o mérito do mandado de segurança que garantiu a Amorim Coutinho na licitação seja analisado.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

PT rachado

Não será surpresa se o PT maranhense tiver braços eleitorais em algumas das principais candidaturas a governador do Maranhão, mesmo coligado oficialmente com o comunista Flávio Dino. Há vozes discordantes entre os petistas que deixam claro a simpatia pela aliança com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB); e outros, que ainda defendem apoio ao deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

O clima de racha é cada vez maior no PT a ponto de se ouvir vozes como a do professor Márcio Jardim – pré-candidato a senador pelo partido – admitir que a legenda não vai integralmente com Flávio Dino. Lideranças como Antonio Heluy e Joab Jeremias assumem publicamente simpatia pela aliança com Roseana.

A admissão de Márcio Jardim levou seu xará comunista Márcio Jerry a voltar a agredir seus adversários, de forma tão raivosa que mostrou o tamanho da preocupação dinista com o partido que o próprio governador esnoba em sua chapa governamental.

O atrelamento do PT ao governo Flávio Dino se dá por intermédio do professor Chico Gonçalves e do sindicalista Augusto Lobato, ambos empregados de Flávio Dino. E também pelo vereador Honorato Fernandes, cujo interesse é eleger-se deputado estadual. Nenhum outro grupo do partido mostra-se plenamente satisfeito com a aliança comunista. Por isso o PT vai rachado, de novo, nas eleições de outubro.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Apreensão de veículos: O constrangimento de Rogério Cafeteira

Deputado Wellington, Ex.ª hoje, infelizmente, tem levantado uma bandeira que pode ser até simpática para alguns, mas não cabe, sinceramente, deputado, a um parlamentar. V. Ex.ª hoje incentiva a que não se pague impostos no Maranhão“, Rogério Cafeteira, líder do Governo na Assembleia Legislativa, no dia 9 de abril de 2018.

O líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM), é sem dúvida o parlamentar da base governista que saiu mais constrangido com o recuo do governador Flávio Dino (PCdoB) em relação a decisão reduzir drasticamente a apreensão de veículos com atraso no licenciamento no Maranhão.

Antes defensor árduo das ações ostensivas da BPRv e com discussões ásperas na tribuna do Legislativo com deputados contrários às apreensões, a exemplo de Wellington do Curso (PSDB), coube a Cafeteira a missão de apresentar aos colegas o Decreto que disciplina este tipo de ação no Maranhão e que substitui as apreensões de veículos por medidas educativas, exatamente aqueles defendidas pela oposição e que ele rebatia.

Cafeteira utilizava o discurso de que a oposição era contrária a blitze de lei seca [o que não é verdade], quando admitia, ao mesmo tempo, que a defesa da oposição pelo não recolhimento de veículos era um “incentivo à sonegação de impostos“.

Se não, vejamos um trecho do que disse Cafeteira na sessão do dia 9 de abril deste ano, há exatos 30 dias -, na tribuna da Assembleia Legislativa.

Deputado Wellington, por incrível que pareça, V. Ex.ª não faz parte, mas V. Ex.ª era principal personagem de um grupo, Deputado Carlinhos Florêncio, que se comunica quando tem blitz de combate ao álcool da Lei Seca, que V. Ex.ª hoje, infelizmente, tem levantado uma bandeira, que pode ser até simpática para alguns, mas não cabe, sinceramente, deputado, a um parlamentar. V. Ex.ª hoje incentiva a que não se pague impostos no Maranhão. Eu, daqui a pouco, temo que V. Ex.ª… V. Ex.ª hoje tem feito uma apologia à sonegação em todos só sentidos. Eu, daqui a pouco, temo que V. Ex.ª chegue aqui e defenda um médico que dá o preço de uma consulta ou de uma cirurgia com recibo ou sem recibo. De um dentista que faça um tratamento em seu dente com recibo ou sem recibo com preços diferentes. Deputado, eu vejo que V. Ex.ª insiste em uma questão… em legislar sobre uma questão que eu de novo reitero aqui, nós, V. Ex.ª não tem competência para legislar. É competência da União. É competência federal a legislação sobre trânsito”, disse Cafeteira, no tempo da liderança do partido.

Agora, depois do recuo de Flávio Dino a 5 meses das eleições, diante do forte desgaste a imagem do comunista, Cafeteira foi obrigado a mudar de posicionamento. Trata a nova postura [de não mais recolher veículos mediante o não pagamento de licenciamento e do IPVA] como medida como educativa, só não consegue explicar porque o Governo não adotou essas mesmas medidas desde 2015, quando deu início à atual gestão.  

Decisão do Governo de suspender apreensão de veículos acontece a 5 meses da eleição

A decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de suspender as ações em massa de apreensão de veículos dos maranhenses acontece exatamente a 5 meses das eleições 2018.

A medida também ocorre depois de uma avaliação interna, que apontava para forte desgaste da imagem do comunista diante da ação enérgica da BPRv sobre o proprietário de veículo que acumulava débito de imposto do veículo.

Pelo menos duas representações já havia sido oferecidas pelo deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal (MPF), com a sustentação de inconstitucionalidade de recolhimento do veículo por causa de atraso de IPVA.

O parlamentar apresentava inclusive entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador Flávio Dino e o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (DEM) – agora constrangido -, apontavam um suposto ataque às ações da polícia.

Agora, foram obrigados a recuar, justamente no período em que se aproxima as eleições.

Mais de 11 mil proprietários de veículos, contudo, já tiveram os seus bens leiloados, em apenas 3 anos de governo comunista.

Um número jamais registrado no Maranhão.

Que coisa…

Que pedido…

A informação de que o Ministério Público Federal pediu a transferência de policiais militares envolvidos no esquema de contrabando para o presídio de Pedrinhas acendeu o sinal de alerta de adversários do governador Flávio Dino (PCdoB).

Motivo?

A coincidência do pedido com a revelação do soldado de que o secretário Estadual de Segurança, Jefferson Portela, teria pressionado o policial para inserir em seu depoimento o nome de um deputado e de um delegado.

O fato é que a esposa de um oficial preso já denunciou o que ela chamou de “trama” para levar os PMs para Pedrinhas.

Pela legislação, o policial militar somente pode cumprir prisão no sistema prisional convencional após condenação.

O policial militar tem a mesma prerrogativa funcional de um juiz, por exemplo. E para ir para o presídio comum, somente após “perder a farda” e assim deixar de ser militar para ser civil.

Este, até o momento, não é o caso dos policiais apontados como membros da quadrilha que se beneficiava com o esquema de contrabandos no Maranhão.

Para a oposição ao governador Dino, há sim uma relação entre a delação do soldado envolvendo Jefferson Portela e este pedido do MPF.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão