A culpa nunca é dele

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu, ontem, mais uma mostra de como tem dificuldades em assumir as responsabilidades pelos seus atos.

Em entrevista à Globo News, ele foi pressionado a responder o que faria no seu segundo mandato para resolver o problema da extrema pobreza no estado, já que não conseguiu isso no primeiro – dados do IBGE apontam que a situação de miséria só aumentou entre os maranhenses nos últimos quatro anos.

Como sempre, Dino esquivou-se. E culpou a conjuntura nacional.

– O estudo ao qual você se refere mostrou, infelizmente, o aumento da extrema pobreza em todo o país. No Brasil, cresceu a extrema pobreza e em todos os estados, em razão da brutal recessão econômica. É claro que os estados que têm historicamente, uma maior dependência das transferências constitucionais federais, notadamente chamadas de FPE e FPM sofrem mais duramente com uma recessão econômica – disse.

E sobre o que fazer para reverter o quadro, o comunista já mudou de opinião. Diz, agora – diferentemente do que dizia há duas semanas -, que 2019 será um ano de recuperação da economia e de melhores possibilidades para a saída dos estados da recessão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Caos na saúde

Imagem meramente ilustrativa / Diego Chaves

A edição de ontem de O Estado trouxe um levantamento nacional preocupante e que coloca o Maranhão como o 24º estado no ranking nacional da saúde pública.

O estado governado pelo comunista Flávio Dino é hoje o último em expectativa de vida do país e o 22º em mortalidade infantil. O relatório ainda aponta que cerca de 70% dos óbitos registrados no estado na fase infantil, são evitáveis.

Pelo levantamento, falta uma adequada atenção à gestante, ao recém-nascido e à mulher na hora do parto.

Os dados desconstroem todo um discurso elevado pelo governador Flávio Dino de que houve avanço na área da saúde durante o seu governo, e atestam as denúncias da oposição de sucateamento das UPAs e hospitais regionais, desvalorização dos profissionais e falta de investimento no setor.

E vai além disso, mostram os efeitos danosos provocados por uma organização criminosa que segundo a Polícia Federal atuava dentro da Secretaria de Estado da Saúde na gestão comunista.

A classificação do Maranhão no ranking nacional do DGE mostra que as coisas não vão tão tão bem como prega Flávio Dino no governo virtual acampado no twitter e no facebook.

A situação é alarmante.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Governo tentou, mas não conseguiu explicar polêmica da falência do Maciel

O governador Flávio Dino (PCdoB) tentou, utilizou o seu perfil em rede social, mas não conseguiu convencer ninguém de que sua gestão não tem nada a ver com a iminente falência da rede de supermercados Maciel.

Bem ao seu estilo, o comunista foi às redes chamar de mentirosos todos os que atribuem a quebra da empresa a benefícios concedidos pelo Executivo no ramo atacadista.

Mas não convenceu ninguém…

E não convenceu porque não adianta, agora, o governo tentar se eximir de uma responsabilidade que foi antecipada em dois anos.

Explico…

Foi ainda em 2017 que a gestão Flávio Dino mandou seus aliados na Assembleia Legislativa aprovarem projeto de lei que garante isenções a atacadistas que tenham capital social mínimo de R$ 100 milhões e gerem 500 ou mais empregos – estes pagam, atualmente, apenas 2% de ICMS no Maranhão, contra 18% de quem não atende a essas exigências.

Apenas um atacadista maranhense atende a esse critério e todos sabem qual é.

O projeto foi apelidado de “Robin Hood às avessas” e a oposição fez muitas críticas ao texto.

Já naquela época, por exemplo, o deputado Adriano Sarney (PV) chegou a alertar que o projeto, se aprovado, poderia prejudicar pequenos e médios atacadistas.

“São os pequenos e médios atacadistas que geram mais empregos nesse setor no Maranhão, por isso defendemos que o governo, antes de sancionar a lei, ouça o clamor do empresariado, faça as readequações necessárias e reencaminhe a proposta para a Assembleia para que possamos aprovar uma lei mais justa e que beneficie toda a classe”, disse.

Mas o governo não deu ouvidos.

E agora tenta se eximir de responsabilidades…

De Gilberto Léda, com edição do blog

Mero cartório

O governador Flávio Dino (PCdoB) até tenta, não se pode negar: com um aparato de comunicação milionário, busca de todas as formas apresentar-se como o comandante de uma gestão proativa, realizadora, que toca obras e projetos importantes para o Maranhão.

Mas, quando a coisa aperta, ele próprio destrói tudo. E, desnudando-se, apresenta o seu governo tal qual ele, de fato, é.

Um mero cartório, repassador de orçamentos, responsável por manter a máquina – inchada por ele próprio – funcionando em sua capacidade mínima.

Foi o que o comunista confirmou no fim da semana passada ao projetar 2019.

As prioridades? Pagar funcionários e fornecedores – estes, por sinal, com quase R$ 1 bilhão para receber, apenas das faturas atrasadas.

– Nossa prioridade agora é fazer pagamentos de fornecedores e manter pagamento dos atuais servidores em dia. Qualquer nova medida dependerá do alcance desses objetivos -, destacou ele, acrescentando:

– Aguardamos maior nitidez no quadro nacional para avaliar como será a evolução das finanças estaduais em 2019.

Nenhum grande projeto, nenhuma grande obra. Nada de excepcional.

É o governo comunista nu, e cru…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Calote do Governo a fornecedores quase triplica em apenas 1 ano

Nas alturas*

Um fato chamou especial atenção de fornecedores do Governo do Maranhão na a entrevista que concedeu o governador Flávio Dino (PCdoB) à Folha de S. Paulo, publicada na segunda-feira, 7.

Em determinado ponto, o comunista admite “algum atraso de fornecedores, mas nada alarmante”.

Após uma rápida pesquisa no Portal da Transparência do Maranhão, percebe-se que o conceito de “alarmante” do governador maranhense pode não ser o mesmo do homem médio – muito menos dos fornecedores com faturas em atraso.

Segundo dados oficiais, a atual gestão estadual entrou o ano de 2018 com mais de R$ 807 milhões de restos a pagar – ou seja, débitos não quitados do ano anterior -, quase R$ 200 milhões a mais que os R$ 624 milhões de 2017.

São valores que só aumentam ano a ano. Por isso, hoje estão nas alturas.

Em 2015, assim que assumiu o governo, Dino recebeu o Estado com restos a pagar da ordem de R$ 289 milhões. Quatro anos depois, o valor do “calote” em fornecedores praticamente triplicou.

Mas não é “nada alarmante”.

Aguardemos os dados de 2019, que estarão disponíveis para consulta pública em breve.

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

O silêncio de Flávio Dino sobre a chacina de jovens em São Luís

Em pleno gozo de férias concedidas por si mesmo, o governador Flávio Dino (PCdoB) ainda não se posicionou publicamente sobre a trágica, massacrante e cruel chacina de jovens da zona rural de São Luís no último fim de semana.

O triplo assassinato ocorreu no povoado Mato Grosso e abalou a população da capital. Segundo as investigações, os jovens, que não possuíam antecedentes criminais, foram torturados antes de serem mortos.

Há duas semanas Flávio Dino passeou nas redes sociais com o discurso de que houve a redução no índice de criminalidade em São Luís.

Na publicação, ele sugeriu até uma comparação com o período que antecedeu o seu governo.

Depois da chacina, contudo, silenciou.

Chefe de Poder, com a Segurança Pública sob as suas diretrizes e com o comando de um subordinado, seria no mínimo razoável um posicionamento enérgico do governador do estado.

Flávio Dino foi eleito para conduzir os rumos do Maranhão. E os rumos do estado não passam distantes de políticas públicas que atendam à segurança.

O silêncio, portanto, não cabe a ele.

A ele não.

Ë hora de deixar um pouco o governo virtual e descer à realidade. Porque aqui, as pessoas têm medo da violência que abala o estado…

Hora de virar a página…

Virada de página?*

O governador Flávio Dino (PCdoB) inicia hoje o seu segundo mandato no comando do Poder Executivo.

É responsabilidade dele, portanto, conduzir – do alto do Palácio dos Leões -, os rumos do povo maranhense pelos próximos 4 anos.

E apesar de ter fracassado no seu primeiro mandato, com o rebaixamento do estado em todos os indicadores sociais, aumento da dívida pública junto ao Tesouro Nacional, elevação de impostos, e aumento da extrema pobreza no Maranhão, as coisas podem mudar.

Basta haver força de vontade.

Se entender que educação e saúde são mais importantes que propaganda institucional, Dino vai direcionar mais investimentos para os setores, e não para as empresas que montam os quadros publicitários.

Se enxergar que privilégios devem ser cortados, o comunista vai diminuir os gastos com alugueis de jatinhos e helicópteros.

Se admitir que o inchaço da máquina é prejudicial para a saúde fiscal do estado, o chefe do Executivo vai optar pela economia dos cofres públicos.

Se conseguir compreender que a política do arrocho fiscal ao contribuinte só faz penalizar o maranhense, evitará seguidos aumentos de impostos.

Se acordar para o fato de que programas sociais podem ser retomados – a exemplo do Viva Luz -, e de que políticas públicas efetivas devem ser implementadas para que haja reação do mercado interno, promoção de emprego e renda e desenvolvimento econômico, deixará de “habitar” apenas no mundo virtual das redes sociais e acampará no mundo real e palpável.

Ë necessário arregaçar as mangas e iniciar o trabalho. Não adianta ficar 24 horas por dia e 365 dias do ano olhando pelo retrovisor.

O maranhense agradece…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão*

Números desastrosos

São amplamente desfavoráveis e desastrosos os índices sociais apontados por vários institutos de credibilidade nacional e internacional sobre a situação econômica do Maranhão nos últimos 4 anos.

Aumento da extrema pobreza; ampliação do desemprego; última colocação em ranking de desenvolvimento do Sebrae; estado com os piores indicadores no estudo Desafios de Gestão Estadual (DGE) 2018, sobretudo em aspectos como pobreza, acesso à telefonia, expectativa de vida, acesso à internet, renda domiciliar per capita e PIB per capita; queda do PIB; além do aumento da dívida pública junto ao Tesouro Nacional e do rombo no Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA), são alguns fatos que devem e precisam ser levados em consideração para uma análise mais profunda da gestão Flávio Dino (PCdoB).

Dino iniciou o seu mandato em 2015 com o discurso de que iria mudar a realidade da população maranhense.

Ele prometeu desenvolvimento, acesso a programas sociais, ampliação na oferta de empregos, e maior dignidade às famílias maranhenses.

Mas, além de rebaixar o Maranhão em número recorde de indicadores sociais, o comunista ainda teve a sua gestão envolvida em escândalos de corrupção, sobretudo na área da Saúde – onde o secretário Carlos Lula se tornou alvo de inquérito da Polícia Federal (PF) -, e foi condenado e declarado inelegível pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2016.

Dino chega, portanto, ao fim do seu primeiro mandato com um balanço real amplamente desfavorável e que penaliza a população, situação oposta ao que apresenta o governo virtual nos mais variados perfis em redes sociais.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Afronta à Constituição

O decreto do governador Flávio Dino que determinou o não cumprimento de decisões judiciais relacionadas a pagamento de vantagens e aumentos a servidores públicos continua repercutindo.

O Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais, a seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e especialistas em Direito criticam a decisão do comunista e classificam de desrespeito à Constituição o que decidiu Dino.

O presidente da OAB no Maranhão, Thiago Diaz, disse que buscará meios legais para contestar o decreto, já que considera o não cumprimento de decisões judiciais uma afronta à independência entre os poderes.

O Estado publicou no fim de semana artigo do professor e doutor em Direito, Christian Barros Pinto, que fez críticas ao decreto também. Segundo o doutor, “é de causar estupefação” porque se decisão judicial não for cumprida “de nada serve a constituição, os juízes, o judiciário inteiro”.

Cleinaldo Lopes, presidente do Sindsep, considera que Dino dá mais um golpe nos servidores, que não conseguem aumento há quatro anos por decisão do chefe do Executivo e não obterão mais nada, nem por meio da Justiça. Lopes lembrou que o decreto estadual acaba alcançando outras lutas dos servidores públicos, como a readequação salarial de 21,7%.

Pelo visto, o decreto do governador somente não incomodou o próprio judiciário, que não deu qualquer manifestação a respeito.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Dissidentes trabalham para esvaziar Roseana no MDB

Um grupo de dissidentes compostos pelo deputado estadual Roberto Costa, pelo deputado federal Victor Mendes e Assis Ramos, trabalha forte para esvaziar a ex-governadora Roseana Sarney no MDB.

A articulação do grupo começou quando Roseana manifestou internamente, o desejo de buscar a presidência do partido.

Para o grupo, a decisão de Roseana acabou provocando uma espécie de mal-estar na sigla.

Os dissidentes sustentam que a derrota nas urnas no mês de outubro foi um recado claro da população de que o partido precisa de mudança e renovação.