Wellington denuncia abandono de escola estadual no Maiobão

“Quadra abandonada. Matagal. Banheiros imundos. Alunos assistindo às aulas no pátio porque as salas não possuem condições”. Essa é a realidade do Centro de Ensino Robson Martins, localizado no Maiobão, apontada pelo deputado estadual Wellington d Curso (PP).

“Isso aqui é um desrespeito com a gente. Eu tenho que dar aula no pátio porque ninguém aguenta ficar na sala de aula. Lá não tem interruptor e muito menos lâmpada. Ainda disseram que reformaram. Nesses anos todos a única coisa que eles fizeram foi pintar o muro. Escola digna? Só se for de pena. Essa escola deveria era ser interditada”, desabafou o professor Ribamar.

Na escola, o sentimento é de revolta por parte dos alunos que dizem não encontrar incentivo algum para estudar.

“A gente já é pobre e ainda tem que vir pra cá. Aqui não tem incentivo nenhum pra estudar. Nem livro a gente tem. Como que eu vou passar em vestibular desse jeito? Entrar na faculdade? Só em sonho mesmo. Eu queria saber era se o Governador colocaria o filho dele aqui”, disse Amanda, que irá fazer Enem no final do ano.

Ao constatar a precariedade da Escola de Ensino Médio, Wellington encaminhou, em caráter de urgência, ofício à Secretaria de Educação do Estado e ao Ministério Público para que adotem providências.

“Recebemos as denúncias de professores e de alunos. Viemos até à escola e o que encontramos foi uma prova de desrespeito. Salas sem condições. Quadra abandonada. Mato pra todo lado. Até no teto. Banheiro imundo. Em escola digna de Flávio Dino, alunos assistem às aulas ao relento. Isso é compromisso com a educação? O que mais chama atenção é que encaminharam um documento à Assembleia em que essa escola do Estado aparece como reformada. De acordo com o documento da própria Secretaria de Educação, essa escola sofreu uma intervenção em 2016. Qual foi o tipo de intervenção? Eles plantaram mato? Destruíram as salas? Quebraram os ventiladores? Fica aqui o questionamento que não é meu, mas de alunos e professores que sofrem com o descaso”, pontuou Wellington.

As denúncias quanto à situação da escola foram recebidas por meio do Projeto “De Olho nas Escolas”, que é desenvolvido pelo deputado Wellington. Entre as principais reivindicações há a estruturação das salas; iluminação; ventilação; reforma da quadra; serviços de capina, já que a escola está rodeada de mato e, ainda, fornecimento de livros e merenda escolar.

Wellington: mais de 40 escolas ainda não iniciaram ano letivo em SL

Após a passagem de mais de 04 meses do ano de 2017, escolas públicas municipais da cidade de São Luís ainda sequer começaram o novo ano letivo. Essa foi a denúncia feita pelo deputado estadual Wellington do Curso (PP), ao formalizar a reivindicação de uma professora da Rede Municipal de Ensino que, por meio do projeto “De olho nas escolas”, informou ao deputado sobre o não início das aulas.

A denúncia remete à situação da U.E.B Paulo Freire, localizada no bairro da Liberdade, que até o presente momento não iniciou o ano letivo de 2017.

“Quem sofre as consequências disso são nossos alunos. Eu estou em casa sem trabalhar. Já perdemos muito tempo. Primeiro, iríamos começar em janeiro. Depois, disseram que deveríamos começar no dia 15 de março. Agora, já estamos em maio, já se passaram 56 dias e nada de aula. E aí? Como fica a situação? O que eles irão fazer? Irão querer que a gente passe o conteúdo em 01 mês? Isso é brincar de ensinar”, lamentou a Professora Helena.

Sobre a situação, Wellington encaminhou ofício à Secretaria de Educação de São Luís para que acelere o procedimento e, então, inicie o ano letivo.

“Nossos alunos já perderam mais de um mês de aula. Isso, por si só, já caracteriza um prejuízo irreparável, mas que pode ser amenizado. Tanto em 2012 quanto em 2016, ao se candidatar ao cargo de prefeito, Edivaldo colocou em seu plano de governo o compromisso em manter a integralidade do calendário escolar. Fica o questionamento: como? Como se pode acreditar que o calendário está sendo cumprido quando, após 04 meses, as aulas sequer começaram? É assim que o Prefeito trata a educação em São Luís?de forma irresponsável e sem qualquer preocupação com o futuro de nossas crianças?”, disse Wellington.

Segundo o Sindicato dos Professores, 42 escolas municipais estão com problemas de infraestrutura em São Luís e ainda não retomaram as aulas por causa disso.

Edilázio denuncia abandono do Governo a Imperatriz

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) externou, na sessão de hoje, no Legislativo Estadual, um apelo feito pelo prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (PMDB) ao governador Flávio Dino (PCdoB), na ocasião de audiência do Parlamento Amazônico realizada naquela cidade, na última quinta-feira.

De acordo com Edilázio, Ramos afirmou que Flávio Dino abandonou a cidade da Região Tocantina após o período eleitoral do ano passado, quando o Palácio dos Leões perdeu a eleição com a então candidata Rosangela Curado (PDT).

“O prefeito Assis Ramos externou não só o sentimento dele, mas de toda a cidade de Imperatriz, de descaso do governador Flávio Dino com aquele município. Ele citou como exemplo o município vizinho, Açailândia, que foi contemplado recentemente com R$ 6 milhões para obras de asfaltamento. Já Imperatriz, foi contemplada com zero”, disse.

“Com muita humildade, o prefeito pediu para que os deputados da base pudessem clamar em favor de Imperatriz. Ele lembrou que durante o período eleitoral o ‘tapa-buracos’, assim como em nossa capital, estava a todo vapor. Porque o Governo tinha uma candidata naquela cidade. Quando derrotada a sua candidata, as máquinas desapareceram e não houve mais um palmo de asfalto sequer”, completou.

Ao concluir o seu discurso, Edilázio repudiou a postura do Governo do Estado em relação à cidade de Imperatriz.

“Que o governador Flávio Dino passe por cima de querelas políticas, de cores partidárias, e que execute direto. Que mande asfalto para a cidade de Imperatriz, que muito precisa. Cidade essa que deu 87% dos votos para ele, mas que hoje é maltratada. Fica o meu apelo e que o governador possa olhar para a cidade de Imperatriz”, finalizou.

Saiba Mais

O secretário de Estado de Infraestrutura, Calyton Noleto (PCdoB), que chegou a atuar como pré-candidato a prefeito de Imperatriz apoiado pelo Palácio dos Leões, é natural da cidade da Região Tocantina. Na condição de pré-candidato, ele chegou a afirmar que contaria com o apoio do Governo numa eventual gestão municipal. Meses depois de ter desistido da disputa e passada a eleição, Noleto não conseguiu mais articular nenhuma ação de infraestrutura para a cidade.

Wellington denuncia abandono de escolas municipais de São Luís

wellingtonO vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado Wellington do Curso (PPS), utilizou a tribuna na manhã sessão de ontem, para denunciar a situação de abandono e a falta de segurança nas escolas de São Luís.

Durante o pronunciamento, Wellington relatou a situação da Unidade Básica de Ensino Prof. João de Sousa Guimarães, localizada no bairro Divinéia. Ele afirmou que a instituição está sendo alvo de vandalismo e não possui sequer água, o que implica na impossibilidade de se ter aulas regulares, segundo ele.

O parlamentar solicitou a Secretaria Municipal de Educação e a de Segurança com Cidadania da capital, que adotem providências, a fim de solucionar os problemas. “Estamos vivenciando um período em que a violência tornou-se protagonista em um cenário marcado pela morte e banalização da vida. Infelizmente, nós, enquanto cidadãos, estamos à mercê do cumprimento de tal direito. A escola, que deveria ser um local propulsor de conhecimento, tornou-se alvo de vândalos, expondo a vida a risco. Não estamos nos referindo a um ou outro caso de vandalismo”, disse.

O parlamentar declarou que “a Prefeitura, de maneira negligente e irresponsável, tem ignorado as demandas escolares e, como resultado, nossas crianças estão sem ter, sequer, água e tampouco aulas. Estão matando os sonhos das crianças, já que sem a educação a possibilidade de realizá-los é ínfima ou inexistente. Não podemos admitir que o futuro de nosso estado seja assassinado. Não podemos banalizar a vida ao ponto de considerar a insegurança como algo normal”.

Wellington diz esperar que a Prefeitura adote medidas quanto às denúncias. “Por isso, denunciamos hoje essa triste realidade e esperamos que a Prefeitura, por meio das Secretarias, adote providências que atenuem a situação caótica e façam jus ao cumprimento dos direitos à segurança e à educação”, disparou o parlamentar.

Paço do Lumiar: precariedade no abastecimento da água e no tratamento do esgoto

Rua 140 do Maiobão em estado de abandono pela administração municipal

Rua 140 do Maiobão em estado de abandono pela administração municipal / Foto: João Bispo

Água de esgoto acumulada é um dos problemas apontados pela população

Água de esgoto acumulada é um dos problemas apontados pela população / Foto: João Bispo

É cada vez mais degradante e crítica a situação da população do município de Paço do Lumiar, quando o assunto diz respeito ao abastecimento de água e o tratamento do esgoto.

Um leitor do blog encaminhou fotos da situação de algumas vias do Maiobão, dentre elas a Rua 140 do bairro, que além da falta de infraestrutura viária, tem água de esgoto acumulada.

A água suja jorra de bueiros estourados ou entupidos e que carecem de manutenção. Além do mau cheiro, há água parada, proliferação de mosquitos, baratas e até roedores.

A água encanada oferecida a população, portanto, potável, também não é uma das melhores. A foto mostra uma coloração branca da água o que provocou até espanto aos moradores do bairro.

A Prefeitura de Paço do Lumiar entregou o sistema de abastecimento e de tratamento de esgoto à empresa Odebrecht. Apesar das cobranças feitas pela população ao Executivo, nenhuma providência foi tomada até então.

Já a empresa disponibiliza um call center para atendimento aos usuários do sistema. A população reclama, no entanto, que os atendes conseguem sequer citar o nome do município de Paço do Lumiar, quanto mais dar um encaminhamento aos problemas apontados.

E assim segue a rotina da população do município, que integra a Região Metropolitana de São Luís.

Água que sai da torneira tem coloração branca / Foto: João Bispo

Água que sai da torneira tem coloração branca / Foto: João Bispo

Zona Rural abandonada por Edivaldo

Moradores da Zona Rural realizaram protesto em junho por melhorias

Moradores da Zona Rural realizaram protesto em junho por melhorias

Um dado preocupante foi levantado hoje pelo jornal O Estado do Maranhão. Somente este ano, 25 casos de leishmaniose visceral (calazar) em humanos foram registrados em São Luís. Calazar é transmitido pelo mosquito flebótomo (Lutzomyia longipalpis) e atinge principalmente crianças.

E o que chama bastante a atenção é o fato de boa parte dos casos confirmados da doença ter como origem a Zona Rural da cidade, a mais abandonada pelo Poder Público.

É lá que falta – de uma maneira até escandalosa -, saneamento básico, saúde, infraestrutura, transporte público eficiente e moradia digna.

Esse blog já mostrou, só para citar como exemplo [reveja aqui], que o Consórcio São Cristóvão, formado por empresas de ônibus que exploram o serviço público na capital, devolveu à Prefeitura de São Luís três linhas que atendiam a população da Zona Rural: Mato Grosso – Terminal do São Cristóvão / Tibiri – Terminal da Praia Grande e Tibiri – Terminal do São Cristóvão.

Mas esse é o menor dos problemas, tendo em vista que foram contratadas outras empresas, em caráter emergencial, para suprir o déficit de ônibus.

Há de mais grave também a falta de água potável para cozer alimentos, asseio e para beber; coleta de resíduos sólidos [lixo] e inexistência de rede de esgoto em boa parte dos bairros. Sem falar na iluminação pública e na segurança, esta de responsabilidade do Governo do Estado.

O que falar então da precariedade na assistência básica de saúde. Os postos de saúde estão em completo estado de abandono, e sem estrutura física não cumprem o que exige o Ministério da Saúde por meio do PSF.

O retrato da Zona Rural de São Luís, portanto, é de abandono, e não houve qualquer mudança como prometeu Edivaldo Holanda Júnior (PTC).