O posicionamento coerente e seguro de Eduardo Braide

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) passou a ser atacado por aliados do governador Flávio Dino (PCdoB), após ter decidido se abster na votação que autorizou o aumento de imposto no Maranhão.

É dever de justiça, contudo, reconhecer todo o empenho do parlamentar travada no Plenário da Assembleia, na última quarta-feira, contra o Projeto de Lei 239/2018, de autoria do governador Flávio Dino.

Antes de qualquer coisa, aliás, é preciso lembrar que a votação somente ocorreu na quarta-feira, e não no início da semana, como pretendia o Palácio dos Leões, por causa da intervenção decisiva de Braide, que pediu vistas do projeto no âmbito da CCJ, logo após ter identificado a manobra governista.

Não fosse a atuação do deputado na CCJ, a sociedade não iria sequer ter a oportunidade de tomar conhecimento do teor do projeto antes de sua apreciação, protestar, e ocupar a galeria do Legislativo no dia da votação.

Braide, é bom que se registre, foi o deputado que contestou com maior competência técnica cada artigo do projeto conhecido como “pacote de maldades”.

Foi ele quem revelou o aumento de imposto e a reforma tributária embutida na matéria, que instituía uma série de outras providências.

Foi ele também quem conseguiu com que o Governo recuasse e incluísse na isenção do IPVA, as motocicletas de 110 cilindradas.

Perseguido por ser o nome mais cotado para assumir a Prefeitura de São Luís, o parlamentar explica no vídeo acima o motivo da abstenção na votação do PL 239/2018.

E esse blog reconhece a atuação de Braide e a coerência no seu posicionamento.

Mais de 112 mil eleitores deixaram de votar na Ilha

Urna eletrônicaO Estado – Dados do Sistema de Divulgação de Resultado de Eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que mais de 112 mil eleitores deixaram de votar no primeiro turno das eleições municipais no último domingo (2), nos quatro municípios que integram a Região Metropolitana de São Luís: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Em números absolutos, a abstenção na Ilha foi de 112.790 eleitores, o que representa um índice de 13,6%. Quando somado, o quantitativo eleitoral dos quatro municípios chega a 828.766 eleitores. Destes, apenas 715.976 compareceram aos locais de votação.

O município que mais apresentou abstenção na disputa eleitoral do último domingo, foi São Luís.

De um total de 659.779 eleitores aptos a exercer o direito ao voto, apenas 566.975 compareceram às urnas. A abstenção na capital foi de 92.804 eleitores. Um índice de 14,07%.

Em São Luís Edivaldo Holanda Júnior (PDT), com 45,66% dos votos válidos e Eduardo Braide (PMN), com 21,34% dos votos válidos, disputarão o segundo turno no dia 30 deste mês.

O município de São José de Ribamar, que tinha como candidato único Luís Fernando Silva (PSDB), foi o segundo em índice de abstenção na Ilha.

De um total de 92.420 eleitores aptos ao voto, apenas 81.171 compareceram aos locais de votação no último domingo. A abstenção foi de 11.249, ou 12,17%.

Paço do Lumiar, que elegeu Domingos Dutra (PCdoB) com 32,96% dos votos válidos como novo prefeito, aparece logo em seguida no que diz respeito ao índice de abstenção.

Isso porque de um total de 58.698 eleitores habilitados pelo sistema da Justiça Eleitoral, apenas 51.937 votaram no dia 2 de outubro. Outros 6.761 eleitores, ou 11,52% do total, não comparecem às urnas.

Menor índice – O município da Ilha que apresentou o menor índice de abstenção e que também possui o menor eleitorado da Região metropolitana foi Raposa.

De 17.869 eleitores aptos a registrar voto, 1.976 (11,06%) deixaram de exercer o direito. Outros 15.893 compareceram aos locais de votação.

O município de Raposa elegeu como prefeita Talita Laci (PCdoB), com 41,41% dos votos válidos.