E “diálogos” era só o que ele pregava…

Ao que tudo indica, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve enfrentar dias nada agradáveis à frente do Poder Executivo Estadual.

Apesar do forte poderio midiático, Dino já não conta com a simpatia de delegados e policiais civis, que em menos de uma semana lançaram notas de repúdio, respectivamente, à condução da Segurança Pública do Maranhão.

Na semana passada, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) lançou manifesto e classificou a gestão comunista de “Governo da propaganda, da mídia e da ilusão”.

Ontem a manifestação foi da Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol), que repudiou a falta de diálogo do Governo com a categoria e a alteração de lei estadual que, segundo os delegados, trata-se de uma medida “antidemocrática”.

Diálogo, aliás, foi uma palavra muito explorada pelo governador Flávio Dino durante a campanha eleitoral de 2014. Tanto que, ainda na pré-campanha, ele lançou o “Diálogos pelo Maranhão”.

Era só o que pregava.

A bem da verdade é que os “diálogos” parecem ter ficado apenas no conceito da gestão comunista. Na prática, sobretudo para as categorias que fazem a segurança pública do Maranhão, o que prevalece é a “propaganda, a mídia e a ilusão”.

E por tudo isso, dias turbulentos estão por vir…

Delegados de Polícia Civil apontam falta de diálogo do Governo

Marcone Lima é delegado e presidente da Adepol

O Estado – Os delegados do Estado repudiaram a ação do Governo do Maranhão que, segundo os profissionais, quer que entidades de classe sejam retiradas da composição do Conselho de Polícia Civil por meio de alteração da Lei nº 8.508 (que dispõe sobre a reorganização da Polícia Civil no estado). A insatisfação da categoria foi exposta por meio de nota, divulgada pela Associação dos Delegados de Polícia (Adepol).

Em trecho do documento, os delegados qualificam a medida do Governo como “reprovável, despropositado, antidemocrático, anticlassista e prejudicial à instituição”. Além de repudiar a medida do Poder Executivo Estadual, os delegados também condenaram a “absoluta ausência de diálogo” com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP).

A categoria informou ainda que a delegacia-geral de Polícia Civil do Estado ainda não se pronunciou sobre as reais necessidades das policias. Os delegados também criticaram a falta de audiências entre eles e representantes do governo.

Por fim, os delegados justificaram o posicionamento contrário ao Governo por meio dos argumentos de “gestão democrática, com respeito à independência funcional dos delegados da Polícia Civil”.

Outro Lado
O Governo do Maranhão ainda não se manifestou a respeito da manifestação de repúdio da Adepol.