Governo recua e inclui artistas maranhenses no São João 2018

Acabou com importante resultado a pressão de artistas maranhenses e a bancada de oposição na Assembleia Legislativa, imposta ao governador Flávio Dino (PCdoB).

A cobrança era para que a programação do São João 2018 valoriza-se artistas locais, e não apenas nacionais, como Agnaldo Timóteo, contratado para as festividades.

Na tarde de ontem o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (DEM) admitiu o recuo.

Ele informou que o Governo decidiu incluir cantores e compositores locais e revelou uma reunião marcada para hoje entre o secretário de Cultura, Diego Galdino com representantes de Danças Portuguesas – também para a participação nas festividades -.

“Beto Pereira, Mano Borges, César Nascimento… todos confirmados no nosso São João. Amanhã o Sec Diego Galdino terá reunião com os grupos da Dança Portuguesa e, dessa forma, as atrações estarão todas confirmadas”, informou.

O imbróglio sobre a programação das festas juninas começou quando artistas maranhenses renomados protestaram por estarem de fora. Ao mesmo tempo, se descobriu que dentre os contratados estava Agnaldo Timóteo, cantor de bolero.

Inicialmente, Timóteo estava escalado para apresentar-se no Arraial do Ipem. Mas, diante da pressão, o governo acabou modificando a agenda do artista, e colocando-o na programação do Arraial dos Aposentados, na Casa das Dunas.

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São João 2018: Edilázio repudia desvalorização aos artistas locais

O deputado estadual Edilázio Júnior, pré-candidato a deputado federal pelo PSD, repudiou hoje, na Assembleia Legislativa, a falta de apoio do Governo do Maranhão à cultura e aos artistas locais.

Na elaboração da programação para o São João 2018, o Governo deixou de fora artistas maranhenses consagrados como Betto Pereira e contratou por cerca de R$ 250 mil, Agnaldo Timóteo. Pereira chegou a protestar em seu perfil em rede social, e recebeu gestos de solidariedade de outros músicos como Carlinhos Veloz e Mano Borges.

“Senhor Presidente, eu já falei algumas vezes aqui nesta tribuna que é isso que dá nós termos um governador que não sabe diferenciar a matraca de um maracá. E aí chega o período junino e o que nós estamos vendo aqui é essa tristeza com as brincadeiras locais, com os artistas locais. E o governador trazendo para cá Agnaldo Timóteo por R$ 250 mil”, iniciou.

Edilázio lamentou o desprestígio aos artistas locais e lembrou que o Governo tem adotado a mesma postura desde o início do mandato, em 2015. Ele também lançou um desafio a produtores culturais que atuam no estado: “Quero saber qual produtor contrataria Agnaldo Timóteo, para um show privado, por R$ 250 mil. Isso é brincar com o dinheiro público, é brincar com a nossa cultura e é brincar com os maranhenses. A Leci Brandão, que o único estado que ela ainda se apresenta, por coincidência, estado em que é governado por um comunista. E ela é deputada estadual pelo PCdoB em São Paulo, por duas vezes esteve aqui já no réveillon. Agora eu pergunto: Por que não vem para um show privado?”, completou.

Ele afirmou que a Secretaria de Cultura aparelhou as festas populares para beneficiar o PCdoB e disse que o resultado a desvalorização da cultura local.

“Quem sofre com isso, quem perde com isso são os maranhenses, são os nossos arraiais que perdem o brilho, que perdem a alegria, assim como vem sendo no carnaval e agora será no período junino, porque mais uma vez, repito, a culpa é de nós termos um governador que é avesso a cultura maranhense, que é avesso ao nosso folclore e que não sabe distinguir a matraca de um maracá”, finalizou.