Com Rocha no comando, PSDB deve deixar Governo Flávio Dino

A direção nacional do PSDB efetivou uma intervenção no comando estadual da sigla no Maranhão, destituiu o então presidente Carlos Brandão – vice-governador de Flávio Dino (PCdoB) -, e efetivou na presidência do partido, o senador Roberto Rocha.

O ato afasta qualquer possibilidade de reedição da aliança PCdoB-PSDB para as eleições 2018.

Ex-aliado de Dino, Roberto Rocha é pré-candidato ao Governo do Estado, e conduzirá a sigla durante todo o processo eleitoral no Maranhão.

Em situação amplamente desfavorável, Dino vê o seu palanque “derreter” e começa a perder legendas importantes. Além do afastamento praticamente irreversível do PSDB, o comunista ainda pode perder o apoio do PT, que já manifestou insatisfação com o lançamento da candidatura própria de Manuela d’Ávila, do PCdoB, à Presidência da República.

Para lideranças nacionais do PT, o lançamento de uma candidatura própria do PCdoB, enfraquece o projeto da legenda e do ex-presidente Luiz Inácio Lula de consolidar um nome de consenso da esquerda.

A reeleição de Dino, portanto, começa a ficar cada vez mais difícil…

Mordeu a língua

Em público, o governador Flávio Dino (PCdoB) e os seus aliados pregam o discurso da vitória assegurada em 2018 e da força política do seu governo para subjugar os adversários. Nos bastidores, o governador comunista usa todo o aparelho estatal para lotear o governo, negociando cargos em troca de apoios, num claro abuso de poder político a um ano do pleito.

E Flávio Dino negocia apoios porque não tem segurança no próprio discurso de vitória; porque sabe que a população já percebeu o fracasso do seu projeto de mudança e convive diariamente com as concupiscências de sua gestão. E para sobreviver vem mordendo a língua, agindo da forma que dizia condenar.

Há dois problemas claros enfrentados pelo governador comunista a influenciar o seu trabalho de cooptação partidária, em troca de espaço no governo: o primeiro é o tamanho do seu próprio partido, o PCdoB. Sem tempo na propaganda eleitoral e sem força popular capaz de mobilizar massas, o PCdoB depende do tempo e da militância de outros partidos para sobreviver numa campanha. PT, PDT, DEM, PTB, PP e PR têm exatamente isso que os comunistas precisam, daí a “venda”* de cargos na estrutura do governo.

O segundo ponto é a força partidária que a oposição em suas várias vertentes começa a mostrar ao comunista: Roseana Sarney tem o PMDB, deve reunir o PSD e mais o PV, para ficar apenas nos três mais consolidados. Só eles já garantem praticamente o mesmo tempo que Dino terá com o ônus de vender o governo.

Além de Roseana, Roberto Rocha, com o seu PSDB, tem também tempo para fazer frente ao comunista. E se conseguir atrair PSB, DEM e PPS, como se discute nacionalmente, aí terá à disposição uma força na propaganda significativa para enfrentar o ex-aliado.

É por tudo isso que Flávio Dino se movimenta em busca da salvação do mandato e da reeleição. Lamentável que, para isso, faça tudo o que sempre disse condenar.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

*Saiba Mais – Recentemente, o governador Flávio Dino trocou o comando da Secretaria de Esportes. Para o lugar de Marcio Jardim, do PT, assumiu Hevérton Rodrigues, ex-assessor de André Fufuuca (PP). A indicação, do próprio Fufufuca, selou um acordo de aproximação entre Dino e o PP para as eleições 2018.

Definição no PSDB: Brandão atento aos cenários

O presidente do PSDB no Maranhão, vice-governador do Estado, Carlos Brandão, participou na noite de ontem da reunião ampliada da Executiva Nacional da sigla, que definiu a permanência do partido na base do Governo Federal.

Lideranças nacionais do partido e representantes de todos os estados, participaram do ato.

Atento aos cenários, Brandão defendeu a tese de preservação à boa política. “Tenho acompanhado atentamente as movimentações do meu partido e respeito a decisão nacional, defendendo sempre a política feita com verdade, transparência, respeito às instituições e compromisso com o cidadão e com o país”, reforçou, ao assegurar que vai seguir as determinações que a coletividade partidária definir nacionalmente.

Também participaram do encontro, representantes de bancada, quatro ministros: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos); os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Goiás, Marconi Perillo, e do Pará, Simão Jatene; os prefeitos de São Paulo, João Dóriae e de Manaus, Arthur Virgílio.

 

 

Candidatos ao comando do PT/MA pregam apoio à reeleição de Flávio Dino

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís em 2016 / imagem Gilberto Léda

Os cinco candidatos a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, pregam apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

O deputado estadual Zé Inácio; Augusto Lobato; Eri Castro; Paulo Romão e Francimar Lima são os candidatos com chapa registrada.

O presidente da sigla no estado, Raimundo Monteiro, afirmou que o “sentimento” dos petistas é pela reeleição do comunista. Ele ponderou, contudo, que uma aliança com Flávio Dino dependerá da conjuntura política para 2018. Isso porque Dino ainda tenta o apoio do PSDB, o que impossibilitaria a reedição de aliança com o PT.

“Não há nada definido. O que a gente percebe é um sentimento de todos no PT de apoiar Flávio Dino em 2018 já que ele defendeu a presidente Dilma Rousseff no processo que resultou no golpe. Claro que isso pode mudar de acordo com o que for se configurando”, sugeriu, em entrevista a O Estado.

O deputado estadual Zé Inácio defende espaços na chapa do comunista no pleito eleitoral do próximo ano. “A nossa chapa defenderá a reeleição do governador Flávio Dino, assim como lutará para que o PT faça parte da chapa majoritária”, completou.

O PT do Maranhão, portanto, sonha e trabalha pela reeleição de Flávio Dino.

 

Cabo Campos declara apoio a Edivaldo Júnior

cabo-campos-com-edivaldoO deputado estadual Cabo Campos (DEM) declarou, na manhã de hoje, apoio à reeleição do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), da coligação “Pra Seguir em Frente”. De acordo com o parlamentar, neste segundo turno, Edivaldo é o melhor candidato para governar a capital do Maranhão.

Segundo Campos, durante os quase quatro anos que esteve à frente da administração municipal, Edivaldo soube superar as dificuldades dos dois primeiros anos e depois a crise econômica que se abateu em todo o país, que afetou principalmente as finanças municipais.

“Caminharei com Edivaldo neste segundo turno, porque temos que continuar com que está dando certo. Ele tem feito uma boa administração e agora está preparado, mais experiente, para o segundo mandato”, destacou o deputado estadual Cabo Campos.

No primeiro turno, Campos estava na campanha da deputada federal Eliziane Gama (PPS).

Bentivi não é mais pré-candidato a prefeito pelo PHS

phsO médico, advogado e jornalista João Bentivi não é mais pré-candidato a prefeito de São Luís pelo PHS. A direção municipal da sigla se dobrou aos pré-candidatos a vereador, que questionavam o desempenho de Bentivi nas pesquisas de intenções de votos, como mostrou o blog em primeira mão [reveja aqui] e retirou o nome do correligionário da disputa.

Por meio de nota, Marcos Vinicius Andrade, presidente do diretório municipal da sigla, aliado do deputado estadual Carlinhos Florêncio (PHS), o partido explicou a decisão.

“Essa agremiação política toma essa decisão atendendo aos pedidos da maioria dos pré-candidatos a vereador de São Luís, por entender que, nesse momento, o melhor caminho é a coligação na majoritária. O desempenho da nossa candidatura própria nas pesquisas precisou ser refletida”, diz o comunicado.

O partido quer compor chapa com a indicação do candidato a vice-prefeito, de algum dos quatro pré-candidatos em disputa: Eduardo Braide (PMN), Edivaldo Holanda Júnior (PDT), Wellington do Curso (PP) e Eliziane Gama (PPS). A legenda vai se reunir – em datas diferentes -, com os pré-candidatos para discutir a possibilidade de aliança.

“A decisão final sobre o rumo do PHS nas eleições municipais de 2016 será tomada pela Direção do Partido ouvindo os pré-candidatos a vereadores e filiados partidários”, completa a nota, assinada por Marcos Vinicius Andrade, presidente municipal do PHS.

O “plano B” do Palácio dos Leões

edivaldo obraSem qualquer influência sobre a pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) e do deputado estadual Wellington do Curso (PP), somado a inviabilização até aqui, da pré-candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), o governador Flávio Dino (PCdoB) tem no prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSB), “plano B” para a disputa das eleições de outubro.

Não é novidade para ninguém que Bira do Pindaré é o pré-candidato favorito de Dino. E os movimentos políticos do governador, do início do ano até aqui, demonstram isso. Foi inclusive o que afirmou há duas semanas na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Edilázio Júnior (PV), sem nenhuma contestação por parte da base governista. Bira foi o único – até de forma protocolar -, a rejeitar o “título” de preferido.

Mas Bira está com a sua pré-candidatura ameaçada. Eliziane e Wellington distantes de Dino. Restou Edivaldo Júnior, que não conseguiu efetivar a mudança tão prometida no pleito de 2012. E prometida justamente ao lado do comunista.

Flávio Dino não tem muita opção.

Fará de tudo para conseguir efetivar o PT na chapa de Edivaldo. Mário Maceira passou a fazer parte do projeto político para 2018, e Edivaldo é “a ponte” necessária para essa travessia.

Por isso a sua importância no contexto.

Isso porque não deu muito certo aquele esboço de aliança entre o PSB e o PT.

Lembram?

Os contornos seriam outros agora…

Ações e reações

As eleições municipais entraram definitivamente no cotidiano político do Maranhão. E nos dois maiores colégios eleitorais do estado, os últimos movimentos dão sinais de que tudo o que vinha se vendo nos bastidores das pré-campanhas começa a se modificar, num intenso movimento de ações e reações.

Em São Luís, por exemplo, as últimas semanas têm sido de intensas articulações e rearticulações entre partidos e candidatos, o que pode levar a modificações nas principais candidaturas já postas. O PSB, que vinha em um namoro meio que morno com a deputada Eliziane Gama (PPS), pode acabar fechando com o deputado Wellington do Curso (PP), catapultado às primeiras posições pelas últimas pesquisas de intenção de votos.

Mas a deputada Eliziane Gama não ficou parada e vai buscar reforço partidário para a coligação que lidera, já formada por PPS, PSDB, Rede e PTN. Pode se articular com PMDB e com PV, o que abriria novas opções para a formação de chapas.

E o acordo que pode levar o PSB ao palanque de Wellington deve passar também por Imperatriz. Presidente do PP maranhense e aliado histórico do senador Roberto Rocha (PSB), o deputado federal André Fufuca licenciou-se do mandato em favor do ex-prefeito Ildon Marques (PSB), que lidera as pesquisas na Região Tocantina.

Em sentido oposto ao de Roberto Rocha, o governador Flávio Dino (PCdoB) ordenou o deputado Marco Aurélio (PCdoB) que desistisse da candidatura a prefeito em favor da ex-deputada federal Rosângela Curado (PDT), que disputa a segunda colocação em Imperatriz com o delegado Assis Ramos (PMDB).

São ações e reações provocadas, sobretudo, pelos últimos resultados das pesquisas de intenção de votos nos dois municípios. E também por causa de outro processo eleitoral: o de 2018, para o Governo do Estado.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

“Não sou pré-candidata a vice-prefeita”, diz Rose Sales

rose salesA vereadora Rose Sales (PMB), pré-candidata a prefeita de São Luís, rechaçou a possiblidade de compor, na condição de vice, a chapa do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Wellington do Curso (PP).

Rose afirmou que jamais recebeu qualquer convite por parte de Wellington para a formação de uma chapa, reafirmou a sua candidatura ao Executivo Municipal e explicou que já trabalha na construção de uma plataforma de governo. As declarações da pré-candidata foram dadas com exclusividade a O Estado.

“Não existe nenhuma conversa no sentido de que eu componha a chapa de Wellington. Esse convite foi eu quem havia feito a Wellington, antes mesmo de ele se filiar ao PP, para que ele fosse o meu vice. Fiz esse convite pessoalmente ao deputado, justamente porque eu saí como a terceira maior força política da Ilha nas últimas eleições e pelo histórico de trabalho que tenho em São Luís”, disse.

Sales assegurou que em nenhum momento chegou a cogitar abrir mão de sua candidatura para o comando do Palácio La Ravardière. Ela disse estar ciente dos boatos de que poderia não mais disputar o Executivo, e classificou esse tipo de informação como uma armação de adversários políticos.

“Eu não sou pré-candidata para ser vice. Eu poderia muito bem permanecer na minha comunidade e garantir a reeleição para a Câmara Municipal, mas não é esse o meu objetivo. Minha questão não é cargo, mas sim compromisso em fazer com que São Luís entre nos trilhos do desenvolvimento e cresça. Eu quero resgatar dignidade para a vida da população”, disse.

Abrindo o jogo

Há alguma possibilidade de você compor chapa, na condição de vice, de Wellington do Curso?

Rose Sales – Nenhuma. Sou pré-candidata a prefeita e não a vice. Tenho projetos para São Luís. E em relação a Wellington, jamais sequer recebi convite. Pelo contrário. Foi eu quem o convidou para ser o meu vice.

Em algum momento você cogitou abrir mão da disputa do Executivo e garantir reeleição?

Rose Sales – Não. Estou obstinada a disputar essa eleição. Nunca tive variação alguma em relação a esse projeto. O que existe lá fora é muita especulação e muita má fé nas informações que são veiculadas a meu respeito.

Sua pré-candidatura pouco tem sido divulgada. Quais os avanços? Há apoio partidário?

Rose Sales – Estamos trabalhando intensamente. Temos alcançado adesões importantes e estamos construindo a nossa plataforma de governo. Estou tranquila em relação a este projeto e fortificada nas bases. O que queremos fazer em breve é apresentar uma plataforma com competência técnica que represente os anseios do povo.

Eliziane Gama acredita que terá apoio do PPS em 2016

Eliziane é a principal adversária de Edivaldo

Eliziane é a principal adversária de Edivaldo

A deputada federal Eliziane Gama (Rede), acredita que apesar de ter deixado o PPS, terá apoio da sigla nas eleições de 2016 na capital.

Tanto acredita, que se coloca na condição de “amiga” do PPS.

Pode até ser que a parlamentar consiga apoio do popular-socialista, mas ela parece alheia ao movimento que hoje o próprio partido abraça.

O PPS abriga hoje o deputado Wllington do Curso – que aliás, a própria Eliziane deixou escanteado -, e que já figura como principal opositor ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na Assembleia Legislativa do Maranhão.

E deve passar a abrigar também o presidente do Legislativo, deputado Humberto Coutinho, aliado do governador Flávio Dino (PCdoB) e que terá condições de mudar os rumos da legenda para as eleições.

O PPS, na verdade, já vive outro momento sem Eliziane Gama. E ela terá de se contentar com isso…