Fufuca sugere aval do PP para que Wellington permaneça na oposição ao Governo

O deputado federal André Fufuca, presidente estadual do Partido Progressista (PP), sugeriu ontem, a O Estado, aval para que o deputado estadual Wellington do Curso mantenha postura de oposição em relação ao Governo do Maranhão na Assembleia Legislativa.

Fufuca aproximou o PP do Governo, após conseguir indicar para a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, Heverton Rodrigues Pereira. Wellington, por outro lado, único membro da legenda no Legislativo Estadual, tem elevado críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

A aproximação do PP com o Executivo e a postura de Wellington em relação a Dino, provocou uma situação de divergência política na sigla. Para André Fufuca, contudo, trata-se de uma liberdade democrática dada aos membros do partido.

“O partido é democrático, há várias correntes com ideologias e pensamentos diferentes. Respeitamos o pensamento de todos”, disse.

Ontem, Wellington afirmou não ter recebido qualquer orientação do comando do partido. Ele disse que manterá coerência e a mesma postura no Legislativo.

Na última segunda-feira, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), provocou o pepista.

Ele destacou a aproximação entre o PP e o Palácio dos Leões e cobrou uma mudança de postura de Wellington.

“É com muita satisfação que vejo o PP, do meu amigo deputado Wellington do Curso, serrando fileiras junto ao Governo do Estado e dando sua contribuição para que a gente possa realmente efetivar as mudanças que o Maranhão necessita. Tenho certeza que o deputado Wellington não vai fugir a esse combate e vai estar ao nosso lado trabalhando pelo bem do Maranhão”, ironizou.

Wellington não respondeu.

 

Informações de O Estado

Mordeu a língua

Em público, o governador Flávio Dino (PCdoB) e os seus aliados pregam o discurso da vitória assegurada em 2018 e da força política do seu governo para subjugar os adversários. Nos bastidores, o governador comunista usa todo o aparelho estatal para lotear o governo, negociando cargos em troca de apoios, num claro abuso de poder político a um ano do pleito.

E Flávio Dino negocia apoios porque não tem segurança no próprio discurso de vitória; porque sabe que a população já percebeu o fracasso do seu projeto de mudança e convive diariamente com as concupiscências de sua gestão. E para sobreviver vem mordendo a língua, agindo da forma que dizia condenar.

Há dois problemas claros enfrentados pelo governador comunista a influenciar o seu trabalho de cooptação partidária, em troca de espaço no governo: o primeiro é o tamanho do seu próprio partido, o PCdoB. Sem tempo na propaganda eleitoral e sem força popular capaz de mobilizar massas, o PCdoB depende do tempo e da militância de outros partidos para sobreviver numa campanha. PT, PDT, DEM, PTB, PP e PR têm exatamente isso que os comunistas precisam, daí a “venda”* de cargos na estrutura do governo.

O segundo ponto é a força partidária que a oposição em suas várias vertentes começa a mostrar ao comunista: Roseana Sarney tem o PMDB, deve reunir o PSD e mais o PV, para ficar apenas nos três mais consolidados. Só eles já garantem praticamente o mesmo tempo que Dino terá com o ônus de vender o governo.

Além de Roseana, Roberto Rocha, com o seu PSDB, tem também tempo para fazer frente ao comunista. E se conseguir atrair PSB, DEM e PPS, como se discute nacionalmente, aí terá à disposição uma força na propaganda significativa para enfrentar o ex-aliado.

É por tudo isso que Flávio Dino se movimenta em busca da salvação do mandato e da reeleição. Lamentável que, para isso, faça tudo o que sempre disse condenar.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

*Saiba Mais – Recentemente, o governador Flávio Dino trocou o comando da Secretaria de Esportes. Para o lugar de Marcio Jardim, do PT, assumiu Hevérton Rodrigues, ex-assessor de André Fufuuca (PP). A indicação, do próprio Fufufuca, selou um acordo de aproximação entre Dino e o PP para as eleições 2018.

No comando da Câmara, Fufuca consegue aprovar texto da Reforma Política

Depois de muitas discussões e o fechamento de um acordo para adiar para a próxima semana a votação dos destaques, a Câmara dos Deputados aprovou ontem, 5, o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16, que trata de diversos pontos da reforma política.

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP), havia prometido semana passada que votaria o texto principal da reforma política nesta semana. O parlamentar conseguiu cumprir a promessa, ainda que os destaques fiquem para a semana que vem, quando o titular do posto, Rodrigo Maia (DEM-RJ) retoma o comando da Casa.

Dentre eles, está o que acaba com as coligações proporcionais. O texto foi aprovado por 384 votos a favor e 16 contrários.

A votação dos destaques está marcada para ter início na próxima semana.

Outro ponto considerado importante e também polêmico na PEC é o que cria uma cláusula de desempenho para os partidos poderem acessar recursos do Fundo Partidário e o tempo de propaganda em rádio e TV.

Informações de O Estado online

“Preconceito contra o nordestino, contra o maranhense”, diz André Fufuca

Gilberto Léda, deputado André Fufuca e Ronaldo Rocha na redação de O Estado após entrevista / imagem: Paulo Soares/O Estado

O presidente em exercício da Câmara Federal, deputado André Fufuca (PP) concedeu entrevista hoje à Rádio Mirante AM, TV Mirante e jornal O Estado.

No centro das conversas com os jornalistas, o comando da Câmara, os projetos polêmicos que estão na pauta do Legislativo, e as críticas que recebeu logo após ter alcançado o comando da Casa, sobretudo por parte da oposição e da imprensa do sul do país.

“Você vê que tem alguns casos em que não é preconceito contra o Fufuca. É contra o jovem, que tem 28 anos, é contra o nordestino, é contra o maranhense. Não é contra mim, porque aquilo não me atinge. Quem achar que uma chacota me atinge, está perdendo tempo”, disse.

A reportagem completa de O Estado será publicada na edição especial deste fim de semana. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Gilberto Léda.

No centro do Poder

É evidente o preconceito da mídia do Sul demonstrado com o deputado André Fufuca (PP), que assumiu ontem o exercício da presidência da Câmara Federal. O preconceito se dá, sobretudo, pelo sobrenome político do parlamentar, uma espécie de corruptela do nome Francisco, pai do deputado.

Mas mesmo diante do preconceito sulista, André Fufuca demonstrou altivez, coragem e segurança para conduzir os trabalhos na Câmara Federal neste momento de forte turbulência política. Estão na pauta de discussões assuntos como as reformas política, previdência, tributária, além de outras questões de forte repercussão.

Inteligente – apesar de muito jovem, com apenas 28 anos, completados domingo – Fufuquinha, como é mais conhecido no interior maranhense, cercou-se de líderes de peso na Câmara, como os governistas Beto Mansur (SP), Carlos Marum (RS) e Darcísio Perondi (RS), experientes raposas, que garantiram a ele a base parlamentar para conduzir os trabalhos. O deputado maranhense pode contar ainda com experientes colegas maranhenses, na Câmara e no Senado, capazes de lhe dar o cabedal político necessário.

Demonstrando humildade e capacidade de aprendizagem rápida, combinada à segurança que demonstra nestes momentos, André Fufuca vai deixando sua marca no parlamento brasileiro.

E só está no seu primeiro mandato.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão.

Fufuca é o mais jovem deputado a assumir a presidência da Câmara

O deputado federal maranhense André Fufuca (PP) assumiu hoje o comando da Câmara Federal. Com o ato, ele tornou-se o parlamentar mais jovem da história a ocupar tão importante cargo.

Ele é o atual 2º vice-presidente da Casa e tem apenas 27 anos de idade.

O maranhense ficará no comando em virtude de viagens ao exterior do presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do 1º vice-presidente, Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Com informações de Gilberto Léda

André Fufuca é eleito 2º vice-presidente da Câmara Federal

O deputado federal André Fufuca (PP-MA) demonstrou mais uma vez que é um dos parlamentares mais articulados em Brasília.

Nesta quinta-feira (02), André Fufuca conseguiu 283 votos e se elegeu o novo 2º vice-presidente na nova Mesa Diretora da Câmara Federal.

Apesar de estar no seu primeiro ano de mandato, André Fufica já conseguiu ser Líder da Bancada do Maranhão em Brasília, assumiu a presidência do PP, além de ter participado de comissões importantes na Câmara Federal.

Agora ocupará o cargo de 2º vice-presidente, onde pode assumir a presidência da Câmara quando o presidente e o vice-presidente estiverem ausentes. Ele também examina os pedidos de ressarcimento de despesa médica dos deputados e incentiva a interação da Câmara com órgãos do poder legislativo estaduais.

Maia – André Fufuca conseguiu se eleger ao lado do presidente reeleito da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que obteve 293 votos e seguirá comandando o parlamento no biênio 2017-2018.

Maia derrotou outros cinco candidatos que também estavam na disputa: Jovair Arantes (PTB-GO), Luiza Erundina (PSOL-SP), Júlio Delgado (PSB-MG), André Figueiredo (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

No total, votaram 504 dos 513 deputados. Para ser eleito em primeiro turno, Maia necessitava de pelo menos metade mais um dos votos (253). O deputado Jovair Arantes teve 105 votos e foi o segundo mais votado.

Informações do blog de Jorge Aragão

Impasse na bancada maranhense após licença de Fufuca

rubensA licença o deputado federal André Fufuca (PP) da Câmara Federal, provocou impasse na bancada maranhense em relação à liderança.

A princípio, um acordo entre alguns membros do colegiado assegurava ao deputado Alberto Filho (PMDB), a condição de coordenador interino, como revelou o blog de Jorge Aragão.

Ocorre que uma ala da bancada, sobretudo a ligada ao governador Flávio Dino (PCdoB) que nova eleição para a coordenação interina do colegiado.

Por meio de seu perfil em rede social, por exemplo, o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) que aguarda uma reunião entre os deputados para que o tema seja discutido.

“Com a licença do deputado André Fufuca estamos sem coordenador da bancada junto à CMO. Reuniremos na terça para decidir”, disse.

Não há consenso sobre o tema…

Cisão entre Waldir Maranhão e Fufuca se estende à propaganda do PP

Waldir não gravou programa do PP

Waldir não gravou programa do PP

Destituído recentemente do comando do Partido Progressista (PP) no estado, o deputado federal Waldir Maranhão não gravou o seu programa para a propaganda partidária da sigla, regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que começou a ir ao ar na TV aberta no fim de semana.

A ausência de Waldir é reflexo da divergência entre ele e o deputado federal André Fufuca, que foi quem o substituiu no comando da legenda. Na propaganda, Fufuca fala na construção de um novo PP no estado.

“Existe um novo Partido Progressista sendo construído no Maranhão. E com ele, nasce uma nova forma de lhe dar com a política e com a nossa população. Queremos discutir problemas, desenvolver projetos e apresentar soluções para a nossa terra. Participe do novo PP, ajudando não a mudar, mas a construir um novo Maranhão. Aqui você vai ter voz”, destaca André Fufuca em um dos trechos do programa.

Já o deputado Waldir Maranhão, não gravou mensagem ao eleitorado, apesar de o partido ter reservado espaço para ele. Durante o programa do PP, foi veiculada imagem fixa com a frase: “propaganda partidária eleitoral. Espaço reservado ao deputado federal Waldir Maranhão”, por exatos 60 segundos.

O Estado entrou em contato com o parlamentar por meio de um aplicativo de troca de mensagens via internet, e perguntou o motivo de ele ter decidido por não gravar o programa, mas até o fechamento desta edição, o deputado não havia respondido.

Fufuca falou em novo partido em programa

Fufuca falou em novo partido em programa

André Fufuca explicou que a decisão de não gravar foi do próprio Waldir. “Garantimos o espaço a ele na propaganda partidária. Waldir, no entanto, optou por não gravar. Mesmo assim, o espaço permaneceu inalterado, tanto que foi veiculado com a informação de que o tempo pertencia a ele, durante o programa”, disse.

Disputa – A divergência entre Waldir Maranhão e André Fufuca começou logo após a filiação do deputado estadual Wellington do Curso na sigla. Wellington é pré-candidato a prefeito de São Luís e chegou na legenda, apoiado por André para, justamente, disputar as eleições 2016.

Ocorre que Waldir Maranhão conduzia o partido, até então, para apoiar a pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS).

A crise entre ambos se agravou, contudo, no mês passado, quando Waldir decidiu ir de encontro a orientação do diretório nacional da sigla, e votou contra a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal.

Ele acabou destituído do comando do partido no Maranhão e assistiu a legenda ser entregue a André Fufuca.

Waldir Maranhão ainda chegou a ingressar com uma ação na Justiça para reaver a presidência do diretório estadual do PP, mas teve a liminar rejeitada. A legenda permanece sob o comando de Fufuca e a pré-candidatura de Wellington mantida.

Informações de O Estado do Maranhão