João Dória desembarca hoje em São Luís

O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória (PSDB), desembarca hoje em São Luís.

Ele fará uma visita ao Grupo Mirante, onde será recebido pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), cumprirá agenda com o senador Roberto Rocha (PSDB), fará palestras em faculdades privadas e participará de um almoço promovido por entidades ligadas à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).

“É uma agenda do prefeito da cidade de São Paulo, que visita São Luís nessa condição. Não estou fazendo a visita na condição de pré-candidato, de candidato, de nada. Estou apenas atendendo a um convite de pessoas amigas, numa cidade amiga e num estado de pessoas que me são muito próximas”, disse, em entrevista exclusiva a O Estado.

Dória falou sobre o convite formalizado por empresários para a participação do almoço junto às entidades ligadas à Fiema e comentou o encontro com Roseana Sarney. “Vou atender a um convite para fazer uma visita à ex-governadora Roseana Sarney na TV Mirante e reencontrar bons amigos que fiz no Maranhão”, explicou.

Dória também falou sobre a atuação política do senador Roberto Rocha e possibilidade de comando do PSDB no Maranhão. Para o gestor da maior cidade brasileira, Rocha “tem todas as qualificações” para pleitear a candidatura.

“As decisões são locais e são respeitadas. O senador Roberto Rocha tem todas as qualificações para assumir essa condição, se assim desejar, e obviamente submetendo o seu nome à convenção estadual do PSDB”, destacou.

Dória diz esperar, a partir da convenção estadual, a pacificação do partido, principalmente levando-se em conta que o principal objetivo das articulações estaduais é garantir palanques fortes para a candidatura presidencial da legenda.

“[Espero do PSDB do Maranhão] Conciliação, bom entendimento e a consolidação para que, com o novo presidente, o PSDB no Maranhão possa seguir sua rota, quem sabe até ter um candidato ao Governo do Estado e, com isso, criar, também, palanque e condições para as propostas do PSDB na eleição de 2018”, comentou.

 

 

Desafio para Jota Pinto…

Quem participou ou assistiu a solenidade de posse dos vereadores e a recondução do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) ao comando do Poder Executivo de São Luís, percebeu que não é das melhores, a relação entre o presidente reeleito Astro de Ogum (PR) e o pedetista.

Com um discurso duro e direto, Astro denunciou abandono da Zona Rural, criticou a falta de investimentos na cadeia produtiva da capital e cobrou por parte da Prefeitura, respeito à independência do Legislativo Municipal.

Ogum afirmou que a Câmara não será subserviente ao prefeito e disse, em entrevista a O Estado, que “muita coisa” precisa mudar na relação entre os poderes.

Já Edivaldo no seu discurso de posse – sem, contudo, se direcionar a Astro de Ogum -, rebateu as críticas e elencou uma série de investimentos na Zona Rural e na produção do município.

O prefeito não conseguiu disfarçar o incômodo com o posicionamento de Astro. O vereador, por sua vez, demonstrou-se seguro no seu discurso e com cara de “poucos amigos”.

Não é necessário que se faça qualquer esforço para compreender que o clima é de “racha” na base do prefeito na Câmara, tanto que ele sequer ousou tentar impedir a reeleição de Astro de Ogum. Astro lidera um grupo, que apesar de governista, exige um tratamento diferenciado por parte do Executivo.

E caberá a Jota Pinto, agora na Articulação Política, tentar amenizar a turbulência.

Haja trabalho…

 

Wellington do Curso declara apoio a Eduardo Braide

wellington“Meu compromisso é com o povo”

Não posso me abster de me posicionar nesta disputa e diante do que foi exposto ao longo de um ano e dez meses do meu mandato, Edivaldo Holanda Júnior não tem a minima condição de continuar como prefeito de São Luís. Fui covardemente atacado durante as eleições e lutei contra duas máquinas (estadual e municipal).

Edivaldo foi omisso e abandonou a cidade.

Acredito que a troca de comando da Prefeitura de São Luís é necessária.

Agradeço mais uma vez os 103.951 mil votos que recebi e acredito que estes votos conscientes clamam por um novo gestor, evidenciando que não concordam com esse modelo atual que foi implantado pela família Holanda e pelo PDT que já está 26 anos comandando o Palácio de La Ravardiere.

Por isso tenho de me posicionar. Não sou covarde. Sou homem de Atitude.

Refleti muito nos últimos dias. Conversei com aliados políticos. Conversei com minha família e com minha equipe de assessores, com o povo de São Luís. Conversei com todos. Mas a minha consciência me obriga a tomar um posicionamento.

Ficar neutro ou permanecer calado seria pactuar com essa gestão fracassada de Edivaldo Holanda Júnior.

Meu compromisso é com o povo! Em nome da coerência e da alternância de poder, anuncio meu voto em favor de Eduardo Braide.

Desejo que São Luís tenha um futuro melhor pelos próximos quatro anos. Vou me manter atuante, vigilante e cobrando melhorias para o nosso povo. Continuarei em defesa da população e de São Luís.

Desejo sucesso a Eduardo Braide e se depender do meu voto, Edivaldo Holanda Júnior não será mais prefeito de São Luís a partir de 1 de janeiro de 2017.

Wellington do Curso, deputado estadual

Edivaldo avança na articulação política

edivaldo júniorEnquanto os seus adversários “batem cabeça” na articulação política, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) avança para consolidar-se como o candidato que apresentará a maior coligação para as eleições 2016.

No último fim de semana, com a entrada do PSD e do PEN na base de apoio à administração municipal, subiu para 11 o número de partidos aliados ao pedetista.

Os seus adversários, por outro lado, patinam, perdem espaço e recuam em relação ao prefeito.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS[?]), por exemplo, silenciou nas duas últimas semanas, ao perder apoios importantes para a disputa eleitoral. Ela não poderá contar mais com o PP, do pré-candidato Wellington do Curso, e com o PSB, do senador Roberto Rocha.

Perdida na articulação política ao tentar uma alternativa partidária, Eliziane teve de retornar ao PPS. Mas, também não se posiciona sobre o tema.

No PSDB a disputa já tardia é entre o deputado federal João Castelo e o deputado estadual licenciado, Neto Evangelista, que só resolveu resgatar uma eventual pré-candidatura nas últimas semanas. Isolado por Flávio Dino, o partido estava afastado das discussões sobre a sucessão do prefeito Edivaldo. A direção estadual foi repreendida pela cúpula nacional da sigla e agora tenta recuperar o tempo perdido.

Edivaldo, no período, segue apenas colhendo frutos. Conseguiu implantar importantes projetos na administração pública, cumpriu promessas de campanha e intensificou a sua articulação política.

Deu um passo a frente.

 

Articulação em curso

Há em curso, nos bastidores partidários maranhenses, um intenso processo de articulação tendo em vista a vinculação das eleições de 2016 às de 2018, com cada liderança buscando se viabilizar em um pleito, já com vistas ao próximo.

De um lado, o governador Flávio Dino, com o PCdoB e, provavelmente, o PDT e o PT. Do outro, PSB, PPS, PSDB e, provavelmente, a Rede Sustentável. E entre os dois, o grupo capitaneado pelo PMDB, que pode reunir PV, DEM, PSD e outras pequenas legendas.

Em jogo, uma vaga de vice­prefeito em 2016, outra vaga de vice, mas em 2018, e duas vagas de candidato a senador, tudo vinculado uns aos outros. Tutor do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), o governador Flávio Dino trabalha diretamente para reelegê­-lo, porque sabe que disto depende a tranquilidade para a montagem de sua própria chapa à reeleição, em 2018.

Por isso, tenta vincular o vice do prefeito ao seu próprio, garantindo também duas vagas de senador à mesma articulação. funciona basicamente assim: o vice de Edivaldo teria dois anos de prefeito garantido, já que Edivaldo deixaria a Prefeitura, dois anos depois de reeleito, para ser vice do próprio Flávio ­ ou candidato a senador.

E a outra candidatura de senador, teria mais tranquilidade, já que um dos potenciais candidatos já estaria contemplado com a Prefeitura. O problema vem exatamente na outra ponta do grupo que hoje gravita em torno do próprio governador.

Este grupo tem o PSDB, o PSB e a Rede, por exemplo. E estes partidos também atuam para garantir as mesmas vagas, em 2016 e 2018. E, caso não consigam, marcharão em faixa própria.

E ainda tem o grupo do PMDB, que tem lideranças poderosas, como a ex­-governadora Roseana Sarney, o ex­-candidato a governador Lobão Filho, o ex­-secretário Ricardo Murad, sem falar nos donos das duas vagas no Senado que estarão em disputa em 2018: Edison Lobão e João Alberto. Difícil, portanto, desvincular 2016 de 2018. E todos os grupos têm consciência disto.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Paulinha Lobão na mira do PMDB

Paulinha Lobão também passou a ser alvo de ataques na internet

Paulinha Lobão pode ser candidata pelo PMDB

Marco D’Eça – O assunto ainda é tratado apenas nos bastidores, mas já existe um movimento no PMDB para filiar a apresentadora de TV Paulinha Lobão.

E o objetivo é transformá-la em candidata nas eleições de 2016, provavelmente a prefeita.

Dirigentes do PMDB, como o presidente em exercício Remi Ribeiro, admitem claramente o interesse na filiação de Paulinha, que chegou a ser especulada no PRTB, mas ainda está sem partido.

Quando perguntada sobre o futuro do PMDB, a própria ex-governadora Roseana Sarney faz mistério sobre “uma candidata forte em 2016”.,

Há dois meses, num jantar com jornalistas, Paulinha Lobão admitiu o interesse em disputar as eleições de 2016. A princípio, imaginou-se uma candidatura a vereadora.

Mas o caminho pode ser outro…

Eliziane Gama com potencial para ir mais alto

Eliziane é a principal adversária de Edivaldo

Eliziane é a principal adversária de Edivaldo

Ao migrar do PPS para a Rede, partido comandado pela ex-ministra Marina Silva, a deputada federal Eliziane Gama ganhou musculatura para a disputa eleitoral de 2016.

Principal adversária do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e líder em todas as pesquisas de intenções de votos realizadas até então, Gama, inegavelmente possui cacife eleitoral gigantesco.

Tanto, que começa a ser cortejada com maior intensidade por partidos como o PSB e PMDB, que possuem – por sua vez -, estrutura o suficiente para liderar projetos próprios, e ao mesmo tempo, atacada por adversários.

Dona da maior votação para a Câmara Federal em 2014 no estado, Eliziane Gama começa a ser observada nos bastidores também, como detentora de um potencial para despontar como o maior contraponto ao governador Flávio Dino (PCdoB), padrinho de Edivaldo, no pleito de 2018.

E isso pode acabar consolidado exatamente agora, nas articulações para as eleições do próximo ano. Basta a própria Eliziane enxergar isso…

Prêmio de consolação

consolaçãoRicardo Della Coletta – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem se queixado que o grupo político do ex-presidente José Sarney emplacou aliados nos principais cargos federais no Estado. O comunista conseguiu na última semana ao menos um prêmio de consolação: na última quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff nomeou Luiz Carlos Mendonça Furtado para a gerência-executiva do INSS no Maranhão. Furtado é indicação do deputado Rubens Júnior (PCdoB-MA).

PT maranhense perde em articulação política e fica sem o comando do Incra

Raimundo Monteiro admitiu a derrota

Raimundo Monteiro admitiu a derrota

O Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão perdeu espaços e já não tem mais o controle do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado.

O sociólogo Jowberth Frank Alves da Silva, servidor de carreira do instituto, não é mais o superintendente do órgão no estado. Ele havia sido indicado pela direção do PT e tomado posse em dezembro de 2014, em Brasília.

Para o seu lugar, deve ser oficializado o nome do ex-secretário de Pesca e Agricultura do governo Roseana Sarney (PMDB), Davidson Franklin. O PT local, “dono” do posto, esperava conseguir indicar um substituto imediato, mas acabou atropelado por uma forte articulação política, que segundo o presidente estadual da sigla, Raimundo Monteiro, “veio de cima”.

“Já está realmente praticamente consolidado. Esperávamos realmente indicar um nome, mas as coisas não deram certo. É assim mesmo, faz parte do jogo. Foi uma articulação que veio de cima e numa hora dessa não temos muito o que fazer. Vamos conversar com a direção nacional do partido, mas creio que não há o que fazer. Já está acertado. Parece já definido”, lamentou.

Monteiro tentou minimizar o fato, com a alegação de que a decisão partiu da presidente da República, sem muita influência política. “Num momento de crise como esse pelo qual o país passa, é natural que a presidente tome decisões como essa. Tínhamos sim uma expectativa em relação ao Incra, mas também entendemos o momento e o contexto. É assim mesmo”, disse.

Postos – A presidente Dilma Rousseff (PT) ainda deverá fazer outras duas modificações em órgãos federais no Maranhão. Uma na Companhia dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e outra na Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA). Para a Codevasf o nome forte é o do deputado federal Sétimo Waquim (PMDB). O presidente do PT inclusive admitiu que o espaço é do PMDB. “Isso já havia sido acertado”, disse.

Já para a DFDA a indicação do partido é do nome de Rodrigo Comerciário (PT). Apesar disso, Monteiro admitiu – de forma discreta ­, que a sigla pode acabar perdendo também o espaço. “Na época tínhamos indicado o nome do Comerciário, mas agora vamos ver o que vai acontecer”, disse.

STJ mantém Edmar Cutrim no comando do TCE

Edmar Cutrim é mantido no comando do TCE

Edmar Cutrim é mantido no comando do TCE

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fisher, indeferiu notícia-crime protocolada pelo Diretório do PMDB no Maranhão, através da qual, o partido solicitava o afastamento do conselheiro Edmar Cutrim do cargo de presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA).

O despacho do ministro, relator do pedido, foi proferido ontem.

Félix Fisher baseou sua decisão no entendimento do próprio Ministério Público Federal, que considerou a “ilegitimidade da legenda partidária para pleitear medida cautelar de natureza processual penal em face de delito de ação pública incondicionada, mormente não sendo encampada pelo Parquet, por falta de evidências”.

O MPF também afirmou que “o relato de possíveis infrações penais supostamente cometidas por ocupantes de cargo por prerrogativa de função ou qualquer outro servidor público, por si só, não revela necessidade de afastamento do cargo”.

O ministro cita outro trecho do entendimento do Ministério Público Federal: “A análise preliminar feita nos documentos que acompanham a notícia-crime não revelou evidências de que o Representado [conselheiro Edmar Cutrim] esteja promovendo atos destinados a desconstituir material probatório dos supostos crimes. O Ministério Público Federal oficia pelo não conhecimento da pretensão cautelar formulada”.

O PMDB solicitava o afastamento do conselheiro, após divulgado áudio de uma conversa em que ele tratava de política/partidária e pedia apoio para o filho, deputado estadual eleito Glaubert Cutrim (PRB). Na denúncia, o partido alegou que Edmar também teria favorecido o governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

A direção do partido ainda não se manifestou sobre a decisão.

Ascom