Jornalistas discutem função social da imprensa

Itevaldo Júnior conversou com jornalistas da assessoria do Tribunal de Justiça

Itevaldo Júnior conversou com jornalistas da assessoria do Tribunal de Justiça

O papel dos meios de comunicação e a função social da imprensa na atual conjuntura política. Este foi um dos assuntos discutidos pelos profissionais da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, no projeto “Café com Palavra”, em mesa-redonda com o jornalista Itevaldo Júnior.

Profissional com experiência nas áreas política e cultural, com reportagens marcantes na imprensa maranhense, Itevaldo Júnior afirmou em debate com os jornalistas do TJMA que os meios de comunicação social ocupam papel importante no processo de mudança da realidade política, econômica e social no País.

Questionado se a comunicação online, com os inúmeros recursos oferecidos pela Internet, pode comprometer a sobrevivência do jornal impresso, Itevaldo Júnior frisou que os veículos tradicionais de comunicação não podem competir de forma ingênua com a Internet.

Para o jornalista, o jornal impresso tem que se reinventar nessa nova realidade no mercado da comunicação, para manter sua vitalidade como instrumentos de comunicação eficiente junto à sociedade, que já consegue aferir a qualidade da informação que recebe.

Segundo ele, os veículos tradicionais, em especial impressos, devem manter o que têm de melhor, ampliando o contato com a sociedade, com efetivos investimentos no conteúdo e na qualidade do jornalismo praticado, dando mais consistência à notícia e evitando a superficialidade.

Itevaldo Junior diz que a força do jornalismo impresso está nas grandes reportagens com abordagens contextualizadas sobre temas pertinentes à sociedade, descrevendo o mundo no qual vivemos.

O jornalista enfatizou que a imprensa tem que exercer plenamente a sua função social. No caso específico dos jornais, ele ressalta que esse segmento de mídia não pode abandonar a grandes reportagens e tratar com superficialidade questões que definem a vida do cidadão.

Na ocasião, ele apresentou aos jornalistas da Assessoria de Comunicação do TJMA o livro “Quase Retratos”, obra literária da sua lavra, concebida a partir da sensibilidade e do olhar atento do jornalista no cotidiano profissional.

Ascom TJMA

Edilázio repudia ataques de Cutrim ao Governo do Estado e MP

Edilázio repreende Raimundo Cutrim

Edilázio repreende Raimundo Cutrim

O líder do Bloco Democrático na Assembleia Legislativa, deputado estadual Edilázio Júnior (PV), repudiou hoje na tribuna da Casa, os ataques do deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) à governadora Roseana Sarney (PMDB) e sua família. Cutrim chegou a acusar a chefe do Executivo de favorecer, com o uso da máquina, pré-candidatos ao Legislativo Estadual. Edilázio repreendeu e lamentou a postura de Cutrim.

O comunista havia subido na tribuna para cobrar o pagamento das emendas aos deputados que compõem a oposição na Casa. Mas, ao fazer o protesto, Cutrim acabou atacando a governadora e sua família – ao sugerir suposto uso de dinheiro público na pré-candidatura de Adriano Sarney -, a procuradora-geral de Justiça, Regina Rocha e o presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo (PMDB).

Edilázio considerou legítima a defesa pelo pagamento das emendas parlamentares – que são definidas pelo Executivo –, mas criticou a forma com a qual o comunista expôs às suas reivindicações.

“Venho repudiar as palavras do deputado, ex-secretário, delegado federal Raimundo Cutrim. Seu posicionamento foi extremamente infeliz. Se ele tem opinião pessoal contra quem quer que seja do governo, devemos respeitar. Agora, falar da família Sarney, que não tem medo da família Sarney, venho sem preocupação defender, uma vez que jamais ouvimos falar de ameaça, ou de qualquer ato repressor por parte da família”, disse.

Edilázio também questionou a postura de Cutrim em relação aos demais membros da oposição e apontou a incoerência do parlamentar, que até o ano passado integrava a base do governo na Assembleia.

“Deputado Raimundo Cutrim não é mais oposição do que Marcelo Tavares, do que Rubens Júnior ou Othelino Neto. Não vejo nenhum deles usar palavreado chulo, palavreado torpe como ele utiliza e trata os colegas e as instituições”, afirmou.

O pevista ainda confrontou Cutrim em relação a cobrança pelas emendas parlamentares a oposição, feita somente agora, momento em que ele atua politicamente em grupo adversário.

“Cutrim até ontem era membro do primeiro escalão desse governo e nunca se preocupou com a oposição. Agora vem aqui dizer que quer que a governadora pague as emendas da oposição. Cutrim sempre foi muito privilegiado pelo Governo do Estado e sabe muito bem disso. Agora o desafio aqui e aposto o meu carro numa bicicleta, se assim ele quiser, se ele vai conseguir repetir a votação que teve nas últimas eleições”, finalizou.

 Ascom