Só discurso? Cafeteira afirma que base está liberada para assinar CPI

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), assegurou ao jornalista Jorge Aragão que o governador Flávio Dino (PCdoB) liberou a sua base, no legislativo estadual, para assinar a CPI da Saúde proposta pelo deputado Wellington do Curso (PP).

A liberação ocorreu um dia depois de uma dura discussão entre Cafeteira e o deputado Eduardo Braide (PMN).

Na ocasião, Braide reclamou de ataques pessoais desferidos por Cafeteira e levantou a hipótese de o líder do Governo agir daquela forma sob a orientação do Palácio dos Leões. Cafeteira, na oportunidade, rechaçou.

“O governador deixou claro que esse é assunto da Assembleia Legislativa e depende dos deputados estaduais quererem ou não instalar a CPI. Sendo assim, os deputados governistas, caso queiram, podem assinar a favor da criação da CPI”, disse Rogério Cafeteira.

Resta saber se haverá ou não, movimento do Governo, para impedir a instalação da CPI.

Edivaldo Holanda justifica saída da base governista

O deputado estadual Edivaldo Holanda Braga (PTC) explicou hoje o motivo que o levou a deixar o Bloco Parlamentar União Pelo Maranhão, o chamado Blocão, e consequentemente, a base governista na Assembleia Legislativa.

Ao jornalista Gilberto Léda [leia aqui], Edivaldo afirmou que ao deixar o Blocão, passa a ter liberdade dentro do Plenário para votar as matérias que são de interesse da população. Ele também afirmou que, a partir de agora, passa a atuar mais próximo da comunidade que o elegeu em 2014.

“Eu quero liberdade, uma liberdade maior no plenário para analisar determinadas matérias e ter meu posicionamento bem mais próximo da comunidade do estado que me elegeu”, disse.

O parlamentar também rechaçou intenção de sair de seu partido político. “Eu deixei o bloco, não foi com a intenção de deixar o meu partido. Também não deixei meu bloco para votar com determinado partido, a minha votação é pessoal, é minha, é individual, a análise é minha, a liberdade é minha de votar. Eu não vou votar com a orientação de A, B ou C”, completou.

Ao ser perguntado se espera por uma reação do Governo Flávio Dino (PCdoB), ele disse que não.

Base governista se movimenta para reduzir reajuste de servidores do TCE

Fábio Braga é quem assina emenda

O Estado – A base governista na Assembleia Legislativa prepara-se para aprovar – provavelmente na sessão de hoje – uma emenda modificativa proposta pelo deputado estadual Fábio Braga (SD) que diminuirá de 10,67 para 6,3 o percentual de reajuste dos servidores do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Segundo o parlamentar, que é vice-líder do Bloco Parlamentar Pelo Maranhão, o Blocão – da base comunista na Casa -, o objetivo é uniformizar o percentual de reajuste das diversas carreiras do Estado.

“Observando-se o Projeto de Lei nº 002/2017, de autoria do Tribunal de Justiça do Maranhão, os servidores deste órgão buscam um reajuste geral de 6,3%. Portanto, visando a revisão geral entre os servidores do Estado é que se apresenta a Emenda Modificativa acima”, argumenta Braga.

Ainda de acordo com a justificativa apresentada por ele, a própria “Corte de Contas concorda que haja a aprovação de um reajuste em caráter geral para todos os servidores públicos do Estado”.

Segundo apurou O Estado, no entanto, a modificação do percentual é uma iniciativa do Palácio dos Leões, que já havia acordado reajustes na casa dos 6% com servidores do TJ-MA e do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e temia reações caso aprovasse uma reposição maior os funcionários do TCE.

Tramitação – O projeto com a reposição inflacionária das carreiras do TCE-MA está na Assembleia desde dezembro do ano passado. Seria votado em regime de urgência – com 10,67% de aumento -, mas no dia marcado para a aprovação a maioria dos aliados do governador esvaziou o plenário.

Na ocasião, o vice-presidente do Legislativo, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), que era quem presidia a sessão, rechaçou manobra do governo e tentou explicar a não votação da matéria. Ele afirmou que o projeto de lei chegou a ter uma tramitação rápida na Casa em decorrência de um pedido de urgência aprovado, mas lamentou a ausência de deputados no plenário.

“Quero prestar o esclarecimento de que este assunto, para mim merece uma atenção destacada tendo em vista o fato de eu ser servidor de carreira do Tribunal de Contas. Não existiu nenhum tipo de manobra por parte do Poder Executivo”, disse.

 

A “neutralidade” de Flávio Dino nas eleições de São Luís…

deputados de edivaldoNove deputados estaduais que pertencem à base governista, se reuniram na manhã de ontem para discutir estratégias eleitorais em prol da campanha do prefeito Edivaldo Júnior (PDT) em São Luís.

O encontro ocorreu na Assembleia Legislativa e contou com a presença de Fábio Macedo, Othelino Neto, Marco Aurélio, Rogério Cafeteira, Glalbert Cutrim, Rafael Leitoa, Júnior Verde, Zé Inácio e Rigo Telles.

A articulação, que ‘brotou’ do Palácio dos Leões, reforça a tese da prioridade já determinada a aliados por Flávio Dino: reeleger Edivaldo.

Não há neutralidade…

As vozes na Assembleia Legislativa

Andrea Murad tem atuado como se fosse líder da oposição

Andrea Murad tem atuado como se fosse líder da oposição

A nova Legislatura foi iniciada há 11 dias na Assembleia Legislativa e com ela o novo cenário político no Maranhão.

A bancada do governador Flávio Dino (PCdoB) conta com a maioria absoluta na Casa e a oposição, por sua vez, ainda não tem uma configuração definida.

Até o momento, as vozes oposicionistas são apenas as de Andrea Murad (PMDB), Adriano Sarney (PV), Sousa Neto (PTN) e Edilázio Júnior (PV). Foram os únicos até que partiram para um embate direto e que confrontaram os governistas.

Deputado Adriano Sarney / Agência Assembleia

Deputado Adriano Sarney / Agência Assembleia

Deputado Sousa Neto

Deputado Sousa Neto

Outros parlamentares se situam na chamada “linha de independência”, como Alexandre Almeida (PTN), e alguns até surpreendem pela postura adotada até aqui, como o deputado Roberto Costa (PMDB). Roberto tem se mantido distante das discussões políticas na Casa.

Edilázio é oposição na Casa

Edilázio é oposição na Casa

Já do lado governista, é impressionante a desenvoltura do deputado Edson Araújo (PSL). Parlamentar de pouca representatividade na legislatura passada e membro da base do governo Roseana Sarney (PMDB), Edson utiliza a tribuna quase que todos os dias, com discursos elogiosos ao governador Flávio Dino. Há muito jogo de cena também…

Cauteloso, Othelino Neto (PCdoB) é talvez o governista mais à vontade na nova legislatura. Ele tem exercido uma função estratégica na base dinista, e certamente será reconhecido por isso mais tarde.

 

Rogério Cafeteira é líder de Flávio na AL

Rogério Cafeteira é líder de Flávio na AL

Rogério Cafeteira (PSC) tem feito um bom papel na liderança do governo, mas talvez ainda constrangido, tenha perdido um ou outro embate para parlamentares não tão experientes como ele no Parlamento.

Deputado Marco Aurélio / Agência Assembleia

Deputado Marco Aurélio / Agência Assembleia

Já Marco Aurélio (PCdoB), vice-líder do Governo na Casa, tem atuado com afinco na defesa do governador Flávio Dino, mesmo que se utilizando de discursos contraditórios e sem muita consistência. O comunista tem potencial, não há como negar, mas o futuro o mostrará que as vezes o silêncio é a melhor resposta em momentos de “crises pontuais” no governo. Aquilo que é indefensável, permanecerá assim, queira ele ou não se manifestar.

As análises continuarão…

Por que Roseana não conversa com deputados?

Roseana Sarney deixou de conversar com deputados da base governista

Roseana Sarney deixou de conversar com deputados da base governista

Marco D’Eça – Um dos motivos que levaram o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) a enfrentar dificuldades na definição da chapa majoritária com a qual pretende disputar as eleições de outubro é a antipatia da própria Roseana à articulação política.

Bastava poucas horas de conversa da governadora – ou das lideranças do grupo – com  alguns deputados estaduais, para que ela compreendesse exatamente o que se passa na Assembleia Legislativa.

Até agora, Roseana, o senador José Sarney e seus aliados mais próximos só têm como interlocutor na Assembleia o próprio presidente da Casa, deputado Arnaldo Melo (PMDB).

E é claro que, legitimamente, Melo só dirá a eles o que for do seu interesse.

Se conversasse com os líderes de bancada, um ou outro deputado isolado, Roseana poderia saber, por exemplo, que história é essa de um tal acordo condicionando a escolha de Washington Oliveira para o TCE à indicação, por parte da Assembleia, do eventual governador indireto.

Roseana também poderia saber, conversando diretamente com os deputados, se existe mesmo o fechamento de questão em torno de eventual eleição indireta de Arnaldo Melo.

Mas o problema é que, desinteressada da vaga de candidata ao Senado, Roseana pouca importância dá às conversas com os membros de sua bancada.

E o tempo foi passando, até chegar a um ponto de quase não-retorno.

E deu no que deu…

 

Pauta trancada na Assembleia

MPs e projetos de lei de 2013 ainda precisam ser analisados

MPs e projetos de lei de 2013 ainda precisam ser analisados

Um impasse entre membros da base governista na Assembleia Legislativa do Maranhão resultou no trancamento da pauta do Legislativo. Hoje, a Medida Provisória nº 155/2013, encaminhada à Assembleia por meio de mensagem governamental nº 076/2013, que acrescenta dispositivos à Lei nº 5.637/1993, já com parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e que estabelece a regulamentação da política de gratificações de funcionários da Secretaria de Estado da Saúde (SES), acabou não sendo votada. Por isso, a pauta da Casa ficou trancada.

A MP é uma das oito que estão pendentes de 2013 e assim como outros 15 Projetos de Lei do Executivo e do Judiciário, precisa ser analisada em Regime de Prioridade para que o Legislativo dê continuidade ao seu trabalho regular.

Amanhã, caso a MP nº 155/2013 não seja apreciada, nenhuma outra matéria poderá entrar em discussão ou em votação na Casa. O problema é que há uma divergência justamente entre a base governista e que envolve o secretário Ricardo Murad.

Na segunda-feira os deputados esvaziaram a sessão para não votarem a MP e hoje sequer iniciaram a discussão.

Desta forma, permanece trancada a pauta do Legislativo.