Cabo Campos é afastado da própria casa pela Justiça após agredir mulher

O deputado estadual Cabo Campos está afastado da sua residência desde o dia 9 de fevereiro, por força de uma decisão do desembargador José Luiz Almeida, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), relator de um processo em que ele é acusado de ter agredido a própria esposa, Maria José Campos.

A notícia-crime foi encaminhada ao Judiciário após um inquérito policial apurar a denúncia de agressão do parlamentar contra a companheira, com quem convive maritalmente há 26 anos.

Em boletim registrado na Delegacia Especial da Mulher (DEM), no dia 4 de fevereiro, a vítima relatou que, após uma discussão, foi atingida com golpes na cabeça e na boca, na presença de dois filhos.

Ela disse, ainda, que ultimamente vinha sendo agredida verbalmente e constrangida pelo marido.

“A vítima informou que ultimamente tem sofrido agressões verbais e constrangimento moral de seu esposo e que durante uma discussão entre o casal foi agredida de forma violenta e inesperada, tendo o agressor desferido golpes em sua cabeça e boca, lesionando-a, e que os fatos ocorreram na presença de seus dois filhos”, relatou o magistrado em sua decisão.

O processo tramita no TJMA em virtude de o parlamentar ter prerrogativa de foro. Além do afastamento de Campos da residência do casal, o desembargador José Luiz Almeida deferiu outras três medidas protetivas em favor da esposa agredida, dentre elas a proibição de o parlamentar chegar a menos de 200 metros dela ou tentar qualquer tipo de comunicação.

Acompanhamento – No início da semana, a deputada estadual Valéria Macedo (PDT), procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa do Maranhão, disse que acompanha o processo.

“Infelizmente os fatos divulgados pela mídia ocorreram contra uma mulher. A Procuradoria da Mulher na AL está acompanhando a questão de perto. Já há providências concretas. O caso já se encontra no TJMA inclusive com medidas protetivas concedidas contra o agressor deputado estadual Cabo Campos”, declarou.

A pedetista avalia até a possibilidade abertura de processo no Conselho de Ética da Assembleia contra o parlamentar do DEM.

“A questão da persecução criminal, portanto, está encaminhada junto a Procuradoria de Justiça e o TJMA porque o agressor tem foro por prerrogativa de função. Falta avaliar a questão de eventual processo disciplinar na Comissão de Ética na AL pela ação do agressor, que deixa a sociedade perplexa”, completou.

O deputado Cabo Campos foi procurado pela reportagem de O Estado para comentar o assunto, mas não retornou as tentativas de contato. Após a divulgação do caso, ele chegou a gravar um vídeo, em que classificava de “caluniosa” a notícia, que ele atribuiu ao fato de este ser “ano eleitoral”.

“Agora é essa notícia caluniosa que realmente está doendo em meu coração. Estamos em ano eleitoral, eu já esperava alguns ataques, mas um ataque tão maldoso, e tão sem ética, eu não esperava”, disse Campos, pedindo orações a seus simpatizantes

Saiba Mais

Fotos que começaram a circular ontem mostram a esposa do deputado estadual Cabo Campos, Maria José Campos, com marcas no lábio inferior, num leito de hospital.

De O Estado

Valéria Macedo confirma agressão de Cabo Campos à esposa

A deputada estadual Valéria Macedo (PDT), procuradora da Mulher na Assembleia Legislativa do Maranhão, confirmou à imprensa a tramitação de uma ação no Tribunal de Justiça contra o colega parlamentar, deputado estadual Cabo Campos (DEM), por agressão à mulher. A vítima teria sido a sua esposa.

A confirmação da ação foi feita ao blog Atual7, editado por Yuri Almeida. O caso, contudo, segue em segredo de Justiça.

“Infelizmente os fatos divulgados pela mídia ocorreram contra uma mulher. A Procuradoria da Mulher na AL está acompanhando a questão de perto. Já há providências concretas. O caso já se encontra no TJMA inclusive com medidas protetivas concedidas contra o agressor deputado estadual Cabo Campos”, disse Valéria Macedo.

A pedetista revelou que não está descartada a possibilidade de abertura de processo no âmbito do Conselho de Ética da Casa.

“A questão da persecução criminal, portanto, está encaminhada junto a Procuradoria de Justiça e o TJMA porque o agressor tem foro por prerrogativa de função. Falta avaliar a questão de eventual processo disciplinar na Comissão de Ética na AL pela ação do agressor, que deixa a sociedade perplexa”, completou

Outro lado – Antes de a deputada Valéria Macedo confirmar a existência da ação, o deputado Cabo Campos chegou a negar a agressão, após publicação de reportagem no blog do Stênio Johny [veja aqui].

Campos classificou de caluniosa a notícia e fez referência ao ano eleitoral, para justificar a circulação da notícia.

“Agora é essa notícia caluniosa que realmente está doendo em meu coração. Estamos em ano eleitoral, eu já esperava alguns ataques, mas um ataque tão maldoso, e tão sem ética, eu não esperava”, disse Campos, pedindo orações a seus simpatizantes.

Abaixo, o posicionamento na íntegra, de Cabo Campos.

Em tempo: Cabo Campos é policial militar de carreira, e está licenciado da função para exercer mandato no Poder Legislativo.

Alto clero, baixo clero…

A reunião do governador Flávio Dino com os seus oficiais da Assembleia Legislativa, na quarta-feira e na quinta-feira da semana que passou, evidenciou uma espécie de conceito de “sociedade de castas”, que há muito impera na política, mas nunca é admitida pelos políticos. Para Dino – assim como para outros detentores de poder -, as Casas Legislativas têm o seu pontificado, os cardeais, os bispos e o clero, dividido em alto, médio e baixo.

Para avaliar o desgaste de dois projetos antipáticos à população aprovados pela Assembleia, o governador chamou primeiro os cardeais do seu time, hoje representados pelos presidente e vice-presidente da Assembleia, deputados Humberto Coutinho (PDT) e Othelino Neto (PCdoB), respectivamente. Só depois chamou seus bispos, os líderes Rogério Cafeteira (PCdoB) e Rafael Leitoa (PSB).

Foi com seus cardeais que o governador definiu que era preciso preservar a elite política de sua base parlamentar do desgaste. Mas reconheceu também que era necessário ter alguém insistindo na defesa dos indefensáveis projetos. Para isso, foi preciso acionar os deputados Cabo Campos (DEM) e Júnior Verde (PRB), legítimos representantes do Baixo Clero.

Nem Campos, nem Verde conseguiram sucesso no convencimento de colegas e populares da qualidade dos projetos, mas cumpriram a missão ordenada pelo Alto Clero do seu grupo político. E mostraram mais uma vez que a casta comunista continua operando a pleno vapor.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

A covardia de Cabo Campos e Júnior Verde

Jorge Aragão – Quando se imaginou que depois do fatídico 15 de março, nada mais pudesse surpreender na Assembleia Legislativa, eis que aparecem os deputados estaduais Cabo Campos e Júnior Verde, com uma estratégia injusta e covarde.

Os dois parlamentares, depois de passarem quase oito horas calados, sem se pronunciar durante a votação da MP 230, resolveram, nesta quinta-feira (16), um dia após a votação, se posicionar e tentar justificar os seus votos, que foram contrários a emenda do deputado Eduardo Braide – que respeitava o Estatuto do Educador e atendia ao interesse da categoria.

Entretanto, a atitude dos parlamentares foi equivocada, pois trouxe novamente à baila o assunto, e covarde, já que esperaram os professores saírem da Assembleia para externarem seus pensamentos.

Ou seja, o “tiro saiu pela culatra” e os dois parlamentares ainda ouviram o que não queriam da Tribuna, pois tanto Max Barros, quanto Eduardo Braide responderam à altura os pronunciamentos tolos e desnecessários de Cabo Campos e Júnior Verde.

“Eu entendo que o dia e o momento para se estabelecer o contraditório, o debate, a divergência de opiniões não é o dia de hoje, era o dia de ontem, quando a matéria foi votada, quando os principais interessados estavam aqui na galeria para participar e ouvir o debate, ontem foi o grande dia para se estabelecer o contraditório, o debate, o poder da argumentação, não hoje. Nem os principais representantes do governo nesta Casa ousaram discutir mais esse assunto. Mas parece que as vezes, para alguns, é necessário mostrar algum serviço ao governo para fazer esse discurso apenas para registro da mídia”, cutucou Max Barros.

Eduardo Braide foi mais incisivo e chegou até a alertar a categoria de policiais civis e militares quando seus reajustes forem votados na Assembleia. Braide fez a comparação pelo fato de Júnior Verde ser policial civil e Cabo Campos ser policial militar.

“Os deputados tiveram toda a oportunidade de defender a medida provisória na forma original, já que estão dizendo que é a melhor coisa do mundo. Por que não subiram na Tribuna ontem para dizer que a MP era boa? Hoje, que já foi aprovada, que não tem nenhum educador na galeria para poder acompanhar a votação, sobe-se com maior arroubo para dizer que a MP é boa. Existem certos momentos que é melhor ficar calado do que falar. Pelo que estão dizendo, Polícia Militar do Maranhão, Polícia Civil do Maranhão, tomem cuidado porque, se o governo do Estado chegar aqui com uma medida para implantar a recomposição salarial em qualquer gratificação de vocês e não no subsídio, tem deputado que já declarou da Tribuna que é bom e que vai votar desse mesmo jeito. Eu quero dizer o que foi feito ontem aqui, foi rasgar o Estatuto do Magistério. E falo em alto e bom som, que essa matéria será levada à Justiça e eu tenho certeza que a Justiça haverá de reconhecer esse equívoco”, finalizou Braide, que durante o seu discurso, comprovou mais uma vez, através de matéria retirada no site do próprio SINPROESEMMA, que a categoria não queria a gratificação em cima da GAM, mas sim em cima do vencimento.

Pelo visto os dois parlamentares, com a ida extemporânea na Tribuna, apenas fizeram com que o assunto viesse novamente ao debate e que estavam com medo de se posicionar diante dos professores.

Dessa forma, era melhor terem realmente ficado calados.

Cabo Campos declara apoio a Edivaldo Júnior

cabo-campos-com-edivaldoO deputado estadual Cabo Campos (DEM) declarou, na manhã de hoje, apoio à reeleição do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), da coligação “Pra Seguir em Frente”. De acordo com o parlamentar, neste segundo turno, Edivaldo é o melhor candidato para governar a capital do Maranhão.

Segundo Campos, durante os quase quatro anos que esteve à frente da administração municipal, Edivaldo soube superar as dificuldades dos dois primeiros anos e depois a crise econômica que se abateu em todo o país, que afetou principalmente as finanças municipais.

“Caminharei com Edivaldo neste segundo turno, porque temos que continuar com que está dando certo. Ele tem feito uma boa administração e agora está preparado, mais experiente, para o segundo mandato”, destacou o deputado estadual Cabo Campos.

No primeiro turno, Campos estava na campanha da deputada federal Eliziane Gama (PPS).

Cabo Campos assegura apoio de policiais militares a Eliziane Gama

Cabo Campos ElizianeO deputado estadual Cabo Campos (DEM) declarou apoio ontem, em entrevista coletiva, à deputada federal e pré-candidata a prefeita de São Luís, Eliziane Gama (PPS). A entrevista foi concedida na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa.

Na ocasião, o parlamentar assegurou também o apoio de policiais militares e da comunidade evangélica à popular-socialista e entregou um documento com uma série de propostas para o plano de governo da candidata. Gama afirmou que integrará o documento ao

Campos, que foi companheiro de chapa de Eliziane no pleito de 2012, garantiu empenho e se colocou à disposição da coordenação de campanha da deputada federal.

“Eu acredito em Eliziane porque ela é comprometida com a cidade. A minha aliança com ela é programática e eu tenho muita esperança que possamos ter dias melhores, sem fila para a marcação de consulta, com educação, saúde, asfalto e transporte melhor. Nós vamos sair vitoriosos. Isso aqui não é utopia, isso aqui pode sim ser realidade”, disse.

Ele ressaltou o prestígio de Gama junto à Polícia Militar do Maranhão, e afirmou fará a articulação com a categoria.

“Eliziane Gama apoiou o nosso movimento paredista, quando ocupamos a Assembleia Legislativa em 2011. Ela esteve conosco aqui fortemente durante todos os momentos, e os policiais militares não se esquecem disso. E eu como representante desta categoria, digo que nós seguiremos com ela neste ano de 2016, rumo à vitória”, disse.

Reconhecimento – Eliziane Gama, que participou do ato e recebeu de forma simbólica uma chave das mãos de Cabo Campos – o que consolidou a aliança -, falou deu ênfase à importância do gesto, uma vez que Campos pertence ao DEM, que fará parte da coligação de Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

“O deputado Cabo Campos representa as minorias da cidade. Ele representa a população negra, pobre e excludente, que sonha em ter uma vida melhor. E termos uma pessoa que agregue valores e que possui uma história como essa, significa que estamos no caminho certo, trilhando no caminho que devemos trilhar. Foi uma felicidade muito grande receber o Cabo Campos nessa caminhada”, enfatizou.

Eliziane finalizou o ato, com a garantia de que incluirá todas as propostas do anteprojeto entregue pelo deputado, no seu plano de governo que será apresentado ao eleitorado da capital.

Cabo Campos comemora queda do coronel Alves do comando da PM

cabocampos-1O deputado estadual Cabo Campos (PP) convocou praças da Polícia Militar (PM) para o retorno do Calhau na noite de ontem, para comemorar a queda do comandante-geral da corporação, coronel Alves.

Crítico da gestão do alto escalão da PM, Campos passou o ano de 2015 inteiro questionando os métodos adotados pela corporação contra os praças da polícia.

Na noite de ontem, ao se manifestar num grupo de WhatsApp, ele disse que estava levando champanhe para comemorar com os colegas de farda.

No vídeo abaixo, policiais comemoram com fogos a queda do oficial.

A falta de coragem de Cabo Campos de enfrentar o Governo

Deputado estadual Cabo Campos

Deputado estadual Cabo Campos

Havia decidido não expor qualquer posicionamento precipitado a respeito da atuação do deputado estadual Cabo Campos (PP), até para não provocar qualquer ato de injustiça na crítica.

Por isso, optei por observá-lo até aqui, com paciência, respeito, e até estima, por quem em 2012, chegou a disputar a Prefeitura de São Luís.

Pois bem.

Cabo Campos assumiu mandato com uma postura e ar de independência na Assembleia Legislativa. Chegou a ensaiar, de fato, o papel de um parlamentar que apesar de pertencer à base do Governo, não teria qualquer tipo de “amarra” no exercício do mandato.

Equívoco.

Corporativista – é mais do que evidente a sua defesa única e exclusiva aos interesses dos colegas de farda -, seja qual for a circunstância, Campos se submete ao Governo.

No início da semana, por exemplo, Campos criticou o alto comando da Polícia Militar, em decorrência da transferência de policiais que se opõem ao Comando Geral. Até aí tudo bem, mas elogiar o governador Flávio Dino, na mesma ocasião, no mesmo discurso, foi demais.

Se o policial militar é perseguido hoje, isso ocorre, no mínimo, sob o olhar “atento” do Governo. Aliás, o comando da corporação, para quem não sabe, é nomeado pelo governador. E se o Governo é contrário a este tipo de prática, cabe tão somente ao Executivo substituir o alto comando da PM. É uma questão de lógica, de coerência, uma interpretação simples.

Se há transparência, moralidade na gestão pública, espaço democrático e diálogo na gestão Flávio Dino, o mesmo tem de ocorrer em todas as áreas do Governo, bem como no alto escalão da PM, nomeado e oficializado por ele.

Ou não? Há algum contra-ponto a esse respeito?

Cabo Campos sabe disso. Mas, prefere a subserviência de um parlamentar como qualquer outro que pertença à base do Governo na atual legislatura. Não se diferencia em nada de Professor Marco Aurélio (PCdoB), Rogério Cafeteira (PSC), Levi Pontes (SD) e Fernando Furtado (PCdoB), por exemplo.

É igual aos demais. E isso é ruim para o seu mandato.

Deputados apontam precariedade de destacamento da PM para onde soldado retaliado foi transferido

Destacamento da PM em Marajá do Sena / blog do Ebnilson

Destacamento da PM em Marajá do Sena / Imagem blog do Ebnilson

Os deputados Cabo Campos (PP), Wellington do Curso (PPS) e Sousa Neto (PTN) denunciaram ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, a precariedade e o sucateamento do destacamento da Polícia Militar no município de Marajá do Sena, para onde foi transferido o soldado Diego Paixão, que segundo os parlamentares, acabou retaliado pelo Comando Geral da Polícia Militar por e opor ao alto escalão da corporação. Cabo Campos levou fotos do destacamento para a tribuna e repudiou a transferência do policial – que afirmou a um blog mantido por um colega de farda ­, perseguido por questões políticas.

“Tenho em minhas mãos, um documento de apresentação do soldado Diego Paixão, informando que ele não está sendo transferido simplesmente, mas sim, fazendo uma substituição ao soldado Carlos Renan Azevedo, que foi para Bacabal. O que me causa estranheza é que o soldado Carlos não queria ir a Bacabal, muito menos o soldado Diego, para a cidade onde está”, disse.

Cabo Campos descreveu o cenário do destacamento para o qual o soldado Diego foi transferido e responsabilizou o comandante do 15º Batalhão da PM, Miguel Gomes Neto. “A viatura está parada, sem funcionar. Aqui, na foto do banheiro, um buraco em baixo e um remendo na instalação. As paredes são precárias. Agora observem essa cena lastimável. O local onde os soldados tomam banho está tomado de urubus. Ao fundo passa um esgoto a céu aberto. Quero perguntar ao comandante Miguel Neto, se ele tem coragem de fazer as suas necessidades no mesmo banheiro que agora está sendo utilizado pelo solado Diego”, completou.

 Providências – Cabo Campos afirmou que já solicitou do Comando Geral da PM e da Secretaria de Segurança Pública a justificativa para a transferência dos policiais. Ele também adiantou outras medidas já adotadas.

“Estamos pedindo ao Ministério Público e Ministério do Trabalho, apuração sobre o caso e em relação a situação degradante daquele destacamento policial. Estamos também entrando com um mandado de segurança [na Justiça] para tentar reverter a situação e vamos acompanhar o caso também pela Comissão de Segurança aqui da Casa”, completou.

Wellington do Curso criticou o Governo do Estado pela situação da Polícia Militar no interior do estado. “Me preocupa e chama a atenção essas acomodações, que só tomamos conhecimento por conta dessas denúncias. São locais deprimentes, que atentam contra a dignidade humana Como você pode exercer um trabalho, exercer uma atividade de suma importância, que é a policial, se você não tem o mínimo, o básico para se alimentar ou o básico para usar o banheiro dignamente?”, questionou.

 “Sou da base do governo Flávio Dino [PCdoB], mas não posso me calar diante disso. Homens que dão as suas vidas pela nossa segurança não dispõem do mínimo. A cidade de Marajá do Sena não tem viatura, os policiais tem uma moto para conduzir o preso. Fico imaginando como é feita a condução desse preso. O meliante senta na garupa da moto e o policial diz: agarre na minha cintura ou dê um jeito de se equilibrar porque vou te levar para a delegacia. Eu não compreendo”, finalizou.

Cabo Campos afirma que prisão de policiais é “marketing político”

Deputado estadual Cabo Campos

Deputado estadual Cabo Campos

O deputado estadual Cabo Campos (PP) fez duras críticas na última quarta-feira, na Assembleia Legislativa, à condução do caso de Vitória do Mearim, que resultou na morte do mecânico Irinaldo Batalha por um vigilante que estava acompanhado de policiais militares.

Para Campos, a prisão dos dois policiais militares identificados em vídeo representa tão somente “marketing político”. Campos revelou que colocou o seu advogado à disposição dos colegas de farda e assegurou que acompanhará o desenrolar dos fatos.

“Estão fazendo marketing político com dois trabalhadores. Eles foram convidados para vir aqui em São Luís em quando chegaram aqui foram presos em flagrante. Este parlamentar que vos fala já colocou o seu advogado à disposição dos dois e vamos acompanhar passo a passo”, afirmou.

Para Campos, os dois policiais militares não estavam envolvidos no crime cometido pelo vigilante. Ele sustenta a tese de que a viatura somente chegou ao local após os tiros terem sido disparados por Luis Carlos Machado de Almeida.

De acordo com o parlamentar, os policiais sequer sabiam da morte de Irinaldo Batalha, por isso teriam o retirado do local do crime e o levado na viatura – provavelmente já sem vida, como mostram as imagens de vídeos que circularam nas redes sociais.

“Antes de fazer qualquer julgamento àqueles dois homens honestos, trabalhadores, honrados, policiais militares que estavam fazendo o seu serviço, antes de tomar qualquer atitude, que vejam o vídeo na íntegra”, disse.