A prática é outra…

Em 2012, o governo maranhense decidiu patrocinar a escola de samba Beija-Flor, do Rio de Janeiro, para cantar São Luís na Marquês de Sapucaí, no ano em que a capital maranhense completava 400 anos. Na época, o então ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB) era uma das vozes com forte agressão ao projeto, mesmo com a justificativa de ser um investimento no quarto centenário da cidade.

O tempo passou, Flávio Dino virou governador e eis que surge a notícia de que o governo comunista vai pagar à Acadêmicos do Tatuapé, de São Paulo, para que o Maranhão seja homenageado com o enredo “Maranhão: os tambores vão ecoar na terra da encantaria”.
Mas qual seria a justificativa do governo comunista para o “investimento”?

Ao contrário de cinco anos atrás, não há nenhuma data prevista para 2018 que possa justificar o enredo maranhense. Mas há um detalhe que diferencia o projeto de 2012 com o de 2018: a Acadêmicos do Tatuapé tem como madrinha ninguém menos que a sambista e deputada estadual do PCdoB, Leci Brandão.

Leci, aliás, esteve no último réveillon de São Luís, uma das estrelas comunistas no Brasil, com cachê de R$ 65 mil pagos pelo governo amigo do PCdoB.

Tradução: o governador Flávio Dino pretende tirar dinheiro dos cofres públicos maranhenses para financiar uma escola de samba paulista que tem uma estrela do PCdoB como madrinha. É uma evidente troca de gentilezas entre camaradas. E mostra que, na prática, é outra a teoria de Flávio Dino.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão