Deputados governistas acusam secretários de uso da máquina em campanha

Raimundo Cutrim e Vinicius Louro são da base do Governo

Os deputados estaduais Raimundo Cutrim (PCdoB) e Vinícius Louro (PR), ambos da base de apoio ao governador Flávio Dino (PCdoB), denunciaram ontem, na Assembleia Legislativa, que secretário da gestão comunista estão usando os cargos para fazer política e angariar votos no interior do estado.

Nenhum deles citou nomes, mas afirmaram que há auxiliares do governador, com pretensões de se candidatar nas eleições deste ano, que estão lançando mão da estrutura do Executivo para garantir benefícios a prefeitos em troca de apoio e votos.

O assunto veio à tona em discurso de Cutrim. Ao citar o caso da deputada federal Cristiane Brasil – indicada do PTB ao Ministério do Trabalho – que foi flagrada em áudio, quando ainda era secretária da Prefeitura do Rio, em 2014, pressionando servidores públicos a conseguir votos para ela, o parlamentar destacou que há casos parecido acontecendo no Maranhão.

“Aqui tem um secretário de Estado que foi a alguns prefeitos, e disse: ‘Olha, eu vou dar isto aqui para ti, para você votar em mim. Se não for, eu não dou’. Ora, secretário, são ações do governo”, criticou Cutrim, que não revelou o nome do secretário, mas citou alguns dos prefeitos assediados.

“O prefeito de Senador La Rocque, esse secretário foi lá e prometeu alguns recursos e obras ou fatos para aquele município: ‘mas só encaminho se você votar em mim’. Então aí há previsão legal de crime eleitoral, a partir do que você condiciona. Prefeito de São João do Caru também. Prefeito de Presidente Vargas, Wellington. Prefeito de Bom Jardim, onde é votado o Deputado Neto Evangelista. Prefeito de Pindaré Mirim, onde é votado o Chefe do Gabinete Civil, o Marcelo. Então são fatos que nós não podemos aceitar. Secretário do governo condicionando favor para colocar, tendo que votar nele. Isso é crime, nós não podemos, como Assembleia Legislativa, a população e o Ministério Público, não podemos aceitar fatos dessa natureza”, completou.

O deputado relatou, também, um caso envolvendo o ex-prefeito de Nova Olinda, Delmar Sobrinho, que votaria nele, mas mudou de ideia depois de abordado por um secretário de Flávio Dino.

“Para minha surpresa, tomei conhecimento em blogs que ele [Delmar Sobrinho] já estava com outra pessoa, secretário. Chegou lá: ‘eu vou dar isso, aquilo outro’. Fez um acordo, aquilo que o deputado aqui 90% não tem, como eu não tenho, e o secretário resolveu o problema dele”, afirmou.

Cutrim pediu maior vigilância por parte do próprio governo. “O governo tem que verificar esse assunto, é um assunto sério, eu estou andando nos municípios e aqui eu não disse os nomes dos secretários por falta, para não ser deselegante. Mas todos vocês sabem”, ressaltou.

Mais

Mesmo sem citar nomes, Raimundo Cutrim acabou lembrando um fato relacionado ao secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB. Após assediar prefeitos, no ano passado, ele acabou sendo convocado, a requerimento do deputado Júnior Verde (PRB) – aprovado por unanimidade – a dar explicações na Assembleia. Mas a base aliada acabou tratando de pôr panos quentes na questão. “Aqui, o deputado Júnior Verde fez uma convocação, depois ficou o dito pelo não dito. Não sei por que ele não falou o que ele pensava inicialmente. Então, mas são pessoas que estão condicionando o voto. Isso é crime. Isto é crime eleitoral e eu não aceito”, disse.

Vinícius Louro quer maior atenção a secretários candidatos

O deputado Vinícius Louro (PR) corroborou o discurso de Raimundo Cutrim. Segundo ele, os “interesses próprios” dos secretários candidatos têm prevalecido no interior do Maranhão, o que merece maior atenção por parte do governador Flávio Dino.

Segundo ele, mesmo no caso dos prefeitos que já têm posição fechada com algum deputados, os titulares das pastas têm exigido o apoio de lideranças ligadas aos gestores – vereadores, na maioria das vezes – para liberar benefícios às cidades.

“Eu acho que o Governador tem que buscar mais atenção dentro do governo, haja vista que a maioria dos seus secretários são candidatos. Então, da mesma forma, eles têm interesse próprio e não adianta a gente, nas nossas bases, prefeitos virem aqui no Governo do Estado e aí vai despachar com o secretário e a primeira coisa que ele pergunta é com qual deputado o prefeito está. O prefeito responde: ‘Rapaz, tu tem essa demanda aqui, mas, para liberar, arruma dois, três vereadores’. Essa é a primeira questão que está acontecendo no Governo do Estado. Isso estou falando como testemunha”, declarou.

Louro criticou, ainda, os casos de auxiliares do governador que têm fechado apoio, nos municípios, até mesmo com adversários do Palácio dos Leões.

“Outra questão que o governador tem que também ter mais atenção é a questão dos secretários que estão fazendo política no interior do Maranhão. Eu acho bem salutar o governador olhar realmente quem são os candidatos a deputados, tanto estaduais como federais, e olhar seus aliados, porque, na região do Médio Mearim, tem secretário e, em outras regiões, também há secretário, mas se vê os aliados desse secretário, ele não vota com o governador de jeito nenhum. Entendeu? Nós da base aprovando tudo que o governo manda para esta Casa, fazendo parte da base do governo e aí nós estamos sendo ali, vamos dizer, discriminados dentro do governo. Quer dizer, aqui dentro eu sou situação e lá na base eu sou oposição, porque é a nossa forma de tratamento que nós estamos tendo nas nossas bases”, concluiu.

De O Estado

Senado em disputa

lobaoTodos querem*

À medida que se aproxima o prazo para início do processo eleitoral de 2018, cada vez mais lideranças políticas se manifestam interessadas na disputa pelas duas vagas no Senado a ser aberta pelos atuais ocupantes do mandato, senadores João Alberto de Sousa e Edison Lobão (ambos do PMDB).

Nem João Alberto nem Lobão pretendem disputar a reeleição; e até agora citavam-se como interessados nas vagas os deputados federais Waldir Maranhão (PP), Weverton Rocha (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSB), além do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), e do presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT).

 Nas última semanas, começaram a surgir outros interessados. Apontam, por exemplo, que o prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT), pode deixar o cargo em 2018 para concorrer a uma das vagas. Embora ele próprio tenha negado, começou a fazer investidas pelo interior do Maranhão nos últimos dias, como se quisesse tornar-se mais conhecido além do Estreito dos Mosquitos.

Além dele, movimenta-se nos bastidores o deputado estadual Bira do Pindaré, que deve deixar o PSB e figura como opção pessoal do governador Flávio Dino (PCdoB) para o posto. Pindaré tem como trunfo, inclusive, o fato de já ter disputado o Senado.

Já o ex-ministro Gastão Vieira (Pros) declarou-se pessoalmente candidato a uma das vagas no Senado e pretende trabalhar para formação de uma chapa que viabilize seu nome. Por último, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) também admitiu a possibilidade de concorrer a uma eleição majoritária em 2018, que pode ser tanto o governo quanto o Senado.

Só aí são nove possibilidades; para duas vagas em jogo…

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Obs: Apesar de não ter sido citado na coluna, o suplente de senador Lobão Filho já demonstra interesse em uma das vagas. Ao blog ele afirmou, contudo, que o seu grupo político começará a discutir o tema somente no próximo ano.

Candidatos destacam Sabatina O Estado

sabatina-edivaldo-2-turno-2

Edivaldo destacou a Sabatina O Estado em seu perfil e disponibilizou link com a transmissão ao vivo

sabatina-eduardo-2-turno-2

Eduardo Braide também disponibilizou link para a transmissão ao vivo da Sabatina O Estado

O Jornal O Estado do Maranhão encerrou hoje o projeto pioneiro e que marcou o processo eleitoral em São Luís: a Sabatina O Estado.

Candidato do PMN no segundo turno, Eduardo Braide foi o último entrevistado do programa. Na segunda-feira, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) havia participado da sabatina, transmitida ao vivo por meio do site www.oestadoma.com.br.

A Sabatina – que abriu espaço para os nove candidatos a prefeito no primeiro turno -, teve duração de 1 hora para cada entrevistado e foi conduzida pelos jornalistas Marco Aurélio D’Eça, Gilberto Léda e Ronaldo Rocha [titular do blog], todos da editoria de Política do jornal. A jornalista Carla Lima, subeditora de Política, participou da elaboração de perguntas aos candidatos.

O programa era transmitido ao vivo de um dos estúdios da TV Mirante e pela rádio Mirante AM [no segundo turno]. internautas participaram com o envio de perguntas por meio de WhatsApp e das redes sociais, com a hashtag #SabatinaOEstado.

Nas entrevistas desta semana, que abriram as discussões políticas de segundo turno, os candidatos Edivaldo Júnior e Eduardo Braide repercutiram os programas em seus perfis em rede social.

A sabatina tinha por objetivo proporcionar ao eleitor maior conhecimento a respeito dos candidatos a prefeito. Também tinha por objetivo abrir aos candidatos, a oportunidade destes explorarem com maior profundidade as suas propostas.

E o objetivo foi alcançado.

O evento foi um sucesso.

A influência dos debates

TV Guará realizou debate ontem a noite

TV Guará realizou debate ontem a noite

Os candidatos entraram ontem naquilo convencionalmente chamado de reta final das campanhas eleitorais, com o início dos debates em emissoras de televisão. E são esses debates – o primeiro, ontem, na TV Guará, outro, dia 26, na TV Difusora, e o Gran Finale, dia 29, na TV Mirante – que formam o principal fator de influência na definição e consolidação do voto do eleitor.

São numerosos os exemplos de debates, em todo o país, que praticamente definiram uma eleição. Esses programas têm o poder de influenciar enormemente o voto do eleitorado indeciso – e até mudar o voto de quem já tinha candidato escolhido.

Foi no debate da TV Mirante, por exemplo, que, em 2008, o então candidato a prefeito Flávio Dino (PCdoB), acabou por perder a eleição para o tucano João Castelo (PSDB), ao passar uma dose de arrogância que foi mal vista pelo eleitor.

Na mesma Mirante, em 2012, a até então apagada candidata do PPS, Eliziane Gama, conseguiu emparedar os demais candidatos e chegou a subir oito pontos entre quinta-feira e o dia da eleição, superando vários adversários e alcançando o terceiro lugar, chegando com poder à mesa de negociações.

São apenas exemplos da importância dos debates no cronograma eleitoral, sobretudo em uma eleição que se mostra distante do interesse do eleitorado. E não basta apenas ir para ser reconhecido pelo eleitor. É preciso mostrar preparo, sem ser arrogante, e educação, sem ser submisso. O eleitor saberá avaliar essas características.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

TV Mirante define data para debate com candidatos a prefeito de São Luís

mirante.jpegA direção de jornalismo da TV Mirante reuniu-se ontem com representantes de candidatos a prefeito de São Luís e definiu a data e as regras para o debate a ser realizado pela emissora. O programa, ao vivo, será exibido no dia 29 de setembro, logo após a novela “Velho Chico”

No encontro com o diretor de jornalismo, Roberto Prado, e com a chefe de redação da TV, Eveline Cunha, ficou acertado que o debate terá 1h20 de duração, e será realizado em quatro blocos – sendo os dois primeiros de temas livres e os dois últimos de temas definidos por sorteio.

Combate à corrupção será tema obrigatório em todos os debates realizados pela TV Globo. Em São Luís, os demais temas definidos foram Orçamento Municipal, Saúde, Saneamento Básico, Creche, Esporte e Lazer, Mobilidade Urbana, Feiras e Mercados, Cultura, Turismo, Plano Diretor, Segurança, Emprego, Lixo, Habitação e Meio Ambiente.

O mediador será, novamente, o jornalista Tonico Ferreira, da Rede Globo de Televisão – ele retorna a mediar debates no Maranhão após as eleições de 2010 e de 2012.

Em entrevista a O Estado, Roberto Prado explicou as regras para participação. “Participarão aqueles candidatos de partidos que têm representatividade na Câmara, ou seja, mais de nove deputados federais, e aqueles, como assim decidiu a Globo, que tiverem 5%, ou mais, na última pesquisa do Ibope que vai ser divulgada no dia 28 de setembro”, destacou.

Com isso, já têm presença garantida o prefeito Edivaldo Júnior (PDT), da coligação “Pra seguir em frente”, o vereador Fábio Câmara (PMDB), da coligação “Coragem pra fazer”, a deputada federal Eliziane Gama (PPS), da coligação “São Luís de verdade”, e o deputado estadual Wellington do Curso (PP), da coligação “Por amor a São Luís”.

O Estado do Maranhão

Situação inusitada em Matinha: Justiça indefere registro dos dois candidatos

candidatos-de-matinhaO município de Matinha vai vivendo uma situação inusitada nestas eleições 2016. A cidade que teve o registro de duas candidaturas para a disputa eleitoral pela prefeitura, nesse momento não possuo nenhum candidato apto a ser votado pelo eleitor de Matinha.

Os dois políticos que apresentaram seus registros de candidaturas – Beto Pixuta (PDT) e Eldo Jorge (PCdoB) – sofreram derrotas no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e ambos tiveram seus registros indeferidos.

Beto Pixuta recorreu ao TRE-MA porque na Justiça de base teve o pedido de registro indeferido. A Corte Eleitoral manteve a decisão de primeiro grau. Já o candidato comunista Eldo Jorge chegou com o registro deferido, mas a decisão foi reformada e ele teve sua candidatura indeferida.

As informações obtidas pelo Blog é que Pixuta tem condenação confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça por improbidade administrativa e o comunista possui multa em processo de compra de voto.

Em tempo: Beto Pixuta já desistiu de disputar a reeleição e foi substituído pelo vereador Zequinha do Amaral (PRTB).

Informações de Jorge Aragão

Apenas um mês

Sabatina O EstadoA partir de hoje, os candidatos têm exatos 30 dias para convencer o eleitor de suas propostas para governar São Luís. Nesta sexta­feira, completam­se também oito dias de campanha no rádio e na TV. Pelo tempo reduzidíssimo, aparentemente ainda chamaram a atenção do eleitor e do formador de opinião.

O que se tem até aqui na campanha ­ que começou oficialmente no dia 16 de agosto, com a liberação para os eventos de rua ­ é o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) liderando, após ficar atrás durante todo o período de pré­campanha, e os principais adversários, Eliziane Gama (PPS) e Wellington do Curso (PP), alternando a segunda colocação, dependendo do instituto de pesquisa.

Os candidatos sabem que o tempo curto para convencer o eleitor é um empecilho para se viabilizar, mas entendem também que isso estimula a agir com mais intensidade nas ruas e na propaganda. E buscam ocupar também todos os espaços ofertados em emissoras de rádio, de TV, jornais, associações e qualquer local que se proponha a debater o processo eleitoral.

Dos nove candidatos a prefeito, apenas Zeluis Lago, do PPL, não apresentou qualquer programa no horário eleitoral, e nem parece disposto a fazê­lo.

Pelo que se viu nestes 15 dias de campanha, Zeluis pretende aproveitar apenas os espaços de entrevistas e debates a que for convidado, relegando a propaganda na TV. Até porque, com o pouco mais de 10 segundos de tempo, ele entende ser um custo desnecessário a cara produção de programas.

Todos os demais estão nas ruas e na TV tentando convencer o eleitor. E têm, agora, apenas um mês para isso.

Da Coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Caso do VLT foi o mais abordado por candidatos durante a Sabatina O Estado

Sabatina O EstadoCarla Lima, de O Estado – Por cerca de duas semanas, o jornal O Estado promoveu entrevistas com todos os candidatos a prefeito de São Luís. Na Sabatina O Estado, durante nove dias, foram abordados pelos postulantes ao mandato de prefeito temas relacionados à Saúde, Educação, Esporte, Turismo, Cultura, Infraestrutura de Mobilidade Urbana. Nesse último tema, o principal assunto foi o destino do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A Sabatina O Estado ouviu os candidatos Rose Sales (PMB), Edivaldo Holanda Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), Zeluis Lago (PPL), Fábio Câmara (PMDB), Cláudia Durans (PSTU), Valdeny Barros (PSOL), Wellington (PP) e Eduardo Braide (PMN). Cada um teve uma hora para apresentar suas propostas e fazer as considerações ou críticas aos adversários.

E entre os temas mais abordado, a Mobilidade Urbana foi o mais presente nas entrevistas de todos os candidatos. E dentro desse tema, o assunto VLT foi o mais comentado pelos candidatos tanto para criticar a compra como para apresentar a proposta para o destino do veículo.

As propostas para destinar o VLT foram as mais diversas. Foram desde mante o projeto de ser uma alternativa de transporte para quem vem da áreas Itaqui-Bancaga até para servir de prisão ou de trem para passeio turístico na Avenida Litorânea.

“Um crime cometido contra nosso povo e que o gestor responsável deveria está preso e preso dentro do VLT”
Cláudia Durans

“Porque não utilizar o VLT, por exemplo, para o turismo, com uma rota que vai da Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, até o final da via?”
Wellington

Além das propostas, teve ainda a explicação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior sobre o destino do veículo. Segundo ele, há um projeto no Ministério das Cidades para que o VLT seja implantado na capital.

E como já custou aos cofres públicos cerca de R$ 7 milhões, o gestor garantiu que a saída da Prefeitura de São Luís foi buscar na Justiça a recuperação desse recurso gasto a maioria para guardar o trem comprado.

Entre os candidatos que não pouparam críticas a existência do VLT em São Luís estão Cláudia Durans e Eliziane Gama. A primeira criticou o ex-prefeito João Castelo (PSDB), que foi o gestor que decidiu comprar o VLT na época das eleições de 2012. Gama preferiu criticar seu adversário pela perda de prazos junto ao Governo Federal para implantar o meio de transporte quatro anos depois de comprado.

Cláudia Durans disse que o VLT deveria ser tornar uma prisão para o gestor que aplicou dinheiro público em uma ação considerada pela candidata do PSTU como eleitoreira.
“Um crime cometido contra nosso povo e que o gestor responsável deveria está preso e preso dentro do VLT”, afirmou Durans.

Eliziane Gama garantiu que há verba disponível para implantar o VLT e que buscará junto ao Governo Federal verba para colocar o VLT para funcionar. Segundo ela, esse dinheiro não é novidade. No Ministério das Cidades existia cerca de R$ 480 milhões implantar esse tipo de veículo de massa, mas a Prefeitura de São Luís perdeu os prazos para assinatura do convênio.

Transformar o VLT em trem para o turismo é mais uma proposta

welllington sabatinaA proposta mais inusitada e de pouco alcance social foi do candidato Wellington. Ele disse que irá utilizar o VLT como transporte para turista na Avenida Litorânea da Praça do Pescador até o Parquinho da Litorânea.

“Porque não utilizar o VLT, por exemplo, para o turismo, com uma rota que vai da Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, até o final da via? É um projeto viável. Já foram gastos R$ 7,5 milhões na compra do veículo, e numa eventual administração do PP, nenhum investimento será desperdiçado”, disse o candidato.

Outros candidatos também apresentaram proposta para o VLT. Eduardo Braide, por exemplo, disse que apesar de não ter um projeto fechado para implantação do VLT devido ao seu programa de governo, discutirá a possibilidade de implantar o VLT sem que tenha que aumentar o custo desse projeto com o pagamento de indenizações de imóveis.

“Se em relação ao veículo de massa, o VLT for a melhor opção e nós vamos debater isso com a sociedade, vamos verificar a melhor forma de implantar o VLT sem pagar as indenizações dos imóveis que deixa esse tipo de projeto muito mais caro”, disse Braide.
Já Fábio Câmara preferiu não apresentar proposta para o VLT por “acreditar no que disse o prefeito” de que já há um processo de convênio com o Governo Federal para a implantação do VLT.

Mobilidade urbana foi o tema mais discutido por candidatos na Sabatina O Estado

eduardo braideNenhum outro assunto dominou mais a Sabatina O Estado nestes últimos 10 dias quanto a questão envolvendo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), comprado ainda na gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), ao custo de R$ 7 milhões e hoje armazenado em um galpão no Tirirical.

welllington sabatinaE na Sabatina, quando questionados sobre o tema “Mobilidade Urbana”, os candidatos acabavam recorrendo ao assunto VLT, com forte repercussão também nas redes sociais. E cada um deles – incluindo o próprio Edivaldo, que já perdeu cerca de R$ 600 milhões para o setor – apresentou sua versão para o uso do trem.

Cláudia Durans é sabatinada por O Estado / Foto: Biaman Prado

Cláudia Durans é sabatinada por O Estado / Foto: Biaman Prado

A candidata do PPS, Eliziane Gama – aliada de Castelo que é -, não quis polemizar. Defendeu como viável o traçado original, do Centro ao São Cristovão, e foi ela quem revelou a perda dos R$ 600 milhões na gestão de Edivaldo. O prefeito, por sua vez, disse que já tem no Ministério das Cidades um projeto em análise para implantação do VLT no trecho Centro/Itaqui Bacanga.

Eliziane Gama foi sabatina por Gilberto Léda, Marco D'Eça e Ronaldo Rocha / Foto: Thamyres D'Eça

Eliziane Gama foi sabatina por Gilberto Léda, Marco D’Eça e Ronaldo Rocha / Foto: Thamyres 

Eduardo Braide (PMN) contestou as duas opiniões e ressaltou que qualquer projeto deste tipo precisa analisar também o custo das desapropriações. O candidato do PMDB, Fábio Câmara, não apresentou saída para o uso do trem e chegou a afirmar que, “se o prefeito disse que tem um projeto, eu acredito no prefeito”.

edivaldo júnior sabatinaMais curiosas foram as propostas dos candidatos Cláudia Durans (PSTU) e Wellington do Curso (PP). A ultraesquerdista classificou de “crminosa” a compra do VLT e propôs que ele servisse de prisão para o responsável por sua compra.

Wellington do Curso foi além: sugeriu o uso do veículo como uma espécie de trenzinho na Avenida Litorânea, saindo da Praça do Pescador. Na sua avaliação, seria uma atração para turistas. Um brinquedo de R$ 7 milhões.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Edilázio participa de convenções no interior do estado

Edilázio convenções 2O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) participou de uma série de convenções partidárias no último fim de semana, no interior do estado.

Ele percorreu mais de 2 mil quilômetros, de sexta-feira a domingo, para assegurar apoio a candidatos a prefeito dos municípios de Urbano Santos, São Benedito do Rio Preto, São Bento, Timon, Santo Amaro e Igarapé do Meio.

Articulado e bem recebido pelo eleitorado de todos os municípios pelos quais passou, o parlamentar assegurou o favoritismo de todos os aliados que concorrerão no pleito de outubro.

Em Urbano Santos, Ediláizio participou da convenção que oficializou a candidatura de Iracema Valle (PT); em São Benedito do Rio Preto, ele assegurou apoio a Débora; em São Bento, ele participou da convenção que garantiu a candidatura de Luizinho Barros. Já em Timon, Edilázio participou da convenção do PSD, do deputado estadual e candidato Alexandre Almeida e em Igarapé do Meio o apoio foi consolidado ao candidato Raimundinho.