Já são sete os candidatos ao Governo do Maranhão

Com a confirmação da candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Estado, chegou a sete o número de candidatos.

Além de Braide, vão concorrer ao comando do Palácio dos Leões, Roseana Sarney (MDB), Maura Jorge (Pode), Ricardo Murad (PRP), Roberto Rocha (PSDB), Odívio Neto (PSOL) e Flávio Dino (PCdoB), que disputará a reeleição.

 

Braide tem articulado candidatura ao lado do deputado federal Zé Reinaldo (sem partido). Ambos já foram aliados, mas romperam com o comunista.

O primeiro chegou a ocupar o posto de líder do Governo na Assembleia Legislativa. O segundo, foi quem iniciou Dino na política, após o comunista deixar a magistratura.

Roberto Rocha é o terceiro candidato a governador oriundo do grupo político de Flávio Dino.

Eleito na chapa do comunista em 2014, o tucano rompeu com Dino em 2016, após eles não chegarem a um acordo em relação à disputa eleitoral da Prefeitura de São Luís.

Os demais candidtaos: Roseana, Ricardo Murad, Maura Jorge e Odívio Neto, sempre atuaram em lado oposto ao de Dino.

Sacrifícios

O deputado federal José Reinaldo Tavares, ainda no PSB, parece totalmente disposto a não abrir mão de seu projeto para ser candidato a senador do Maranhão. Mesmo sem um destino partidário certo, as últimas declarações dele demonstram que, mesmo que não seja pelo grupo do governador Flávio Dino (PCdoB), ele será candidato em outubro.

Segundo Tavares, por duas ocasiões ele fez sacrifícios em nome do grupo ao qual ele passou a fazer parte. O primeiro sacrifício foi em 2006 quando decidiu não deixar o governo estadual para disputar a vaga na Câmara Alta e garantir que o então candidato Jackson Lago saísse eleito ao governo. Foi nessa época que o então governador do Maranhão cometeu uma série de irregularidades que levou, em outro momento, à cassação do diploma de Lago.

Outro sacrifício citado por Tavares foi em 2014, quando ele foi convencido pelo próprio Flávio Dino a não lançar sua candidatura a senador para deixar somente Roberto Rocha como candidato do então “grupo da mudança”.

Na época, o agora deputado federal chegou a lançar sua pré-candidatura, mas abriu mão depois que teve a garantia de Dino de que seria o próximo candidato ao Senado quatro anos mais tarde e também teria bases eleitorais que garantiriam sua eleição para Câmara dos Deputados.

O fato é que quatro anos depois Tavares vê novamente seu projeto de candidato ao Senado indo embora por falta de apoio do grupo que ele diz ter feito sacrifícios.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

PSOL lança engenheiro civil para a disputa do Governo

O PSOL maranhense lançou manifesto para apresentar a candidatura do professor Odivio Neto ao Governo do Estado.  Engenheiro civil ele já foi candidato do partido a vice-governador e a prefeito de São João dos Patos. Também disputou vaga na Câmara Municipal de São Luís.

O nome de Odivio Neto é o oitavo a ser apresentado como postulante á disputa de 2018 no maranhão. Além deles, apresentam-se ao eleitor os candidatos Flávio Dino (PCdoB), Roseana Sarney (PMDB), Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (PODE), Ricardo Murad (PRP), Eduardo Braide (PMN) e Coronel Monteiro (PEN-Patriotas).

No manifesto de lançamento da candidatura, o PSOL criticou o governo Flávio Dino, classificado como de acomodação de interesses de grupos. O partido classifica a candidatura de Neto como forma de luta contra exploração.

“Esta pré-candidatura reveste-se claramente de uma perspectiva de classe, democrática, popular e coerente com sua trajetória recente de combate, em primeira linha, ao governo de conciliação de interesses de Flávio Dino (PCdoB) e do governo golpista de Temer (PMDB). Nessa perspectiva, a pré-candidatura insere-se na luta contra toda forma de exploração e opressão do nosso povo, como sua própria história militante comprova”, diz o documento do partido.

Engenheiro civil, ex-candidato a prefeito de São João dos Patos e ex-candidato a vice-governador, Odivio também disputou as eleições para a Câmara Municipal de São Luís.

O manifesto tem assinatura de várias lideranças da esquerda maranhense e de líderes dos movimentos sociais.

Palanque esvaziado

Não bastasse a confirmação da candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que deu aos comunistas a indesejável certeza de que haverá segundo turno nas eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) amarga outro dissabor: a tendência é de que seu palanque esvazie à medida que forem sendo definidos os nomes do pleito presidencial.

Em 2014, como novidade da política, Flávio Dino navegou tranquilo por todas as candidaturas presidenciais – de Dilma Rousseff (PT) a Aécio Neves (PSDB), passando por Eduardo Campos (PSB) e até Marina Silva (Rede). A postura furta-cor foi possível, sobretudo, pelo leque de alianças que ele conseguiu no Maranhão, envolvendo direita e esquerda no mesmo balaio ideológico.

Para 2018, o comunista não terá a mesma facilidade. Já perdeu o PSDB, que terá palanque próprio no Maranhão, e tende a perder, também, o PSB, o PPS, e até o PTB e o DEM, que tendem a seguir a coligação com os tucanos em âmbito nacional.

Além disso, Dino terá de se virar para convencer os petistas a estar com ele, sobretudo após decisão do seu PCdoB de lançar a candidatura presidencial da ex-deputada federal Manuela D’Ávila.

O cenário eleitoral para o comunista que ora ocupa o Palácio dos Leões, é, portanto, muito mais obscuro do que aquele que ele planejou a partir de 2015, quando assumiu o governo,furtando sonhos de esperança e mudança nunca concretizados nestes três anos de mandato.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Flávio Dino contrariado com candidatura de Manuela D’ávila

O governador Flavio Dino assim como toda a cúpula do PCdoB no Maranhão, ficou contrariado com o lançamento da pré-candidatura da deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’ávila, à Presidência da República.

A candidatura de D’ávila acaba enfraquecendo o projeto de manutenção do PT no palanque de Dino em 2018. Isso porque o PT terá candidato próprio [Lula é o principal nome], e o PCdoB, a quem Dino deve fidelidade partidária, também.

O tema foi abordado hoje pela Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, abordou o tema.

“E eu? A decisão do PCdoB de lançar Manuela D’ávila (RS) candidata ao Planalto contrariou ala da sigla que contava com o ex-presidente Lula para fortalecer palanques no Nordeste. É o caso do governador Flávio Dino (MA)”, destacou a coluna.

A cúpula estadual do PCdoB já se mobiliza para uma reunião com a direção nacional do partido.

A tendência, contudo, é de que a candidatura de D’ávila seja mantida…

Marcio Jerry não garante candidatura de Jefferson Portela a deputado federal

O Estado – O presidente estadual do PCdoB no Maranhão, secretário Márcio Jerry (Comunicação e Assuntos Políticos) não garante que o secretário de Estado da Segurança, Jefferson Portela, também do PCdoB, será candidato a deputado federal pelo partido.

O próprio titular da SSP já se declarou pré-candidato ao cargo em algumas ocasiões, mas nos bastidores comenta-se que o projeto dele não tem apoio de Jerry.

Em entrevista a O Estado na manhã de ontem, durante participação em solenidade de homenagem à Rádio Timbira, o dirigente partidário confirmou que Portela já demonstrou interesse em ser candidato e acrescentou que o secretário de segurança tem esse direito.

“O Jefferson é militante do PCdoB, no gozo de seus direitos, inclusive de ser candidato. Ele já apresentou isto ao partido e outras pessoas também já apresentaram, para estadual, para federal”, declarou.

Márcio Jerry pontuou, contudo, que, assim como os de outros filiados que postulam entrar na disputa em 2018, o nome de Jefferson Portela ainda será avaliado antes da definição das candidaturas do partido.

“Temos um candidato natural ao Governo do Estado, obviamente, que é o governador Flávio Dino e a gente vai, no momento próprio, decidir todas as candidaturas, porque decidiremos o projeto eleitoral do partido. E, aí, não decidiremos individualmente: A, B, C ou D. Definiremos um projeto eleitoral e todos os nomes que aspiram a uma candidatura serão igualmente avaliados para que o partido defina quais desses nomes irão concorrer às vagas de estadual e de federal”, destacou.

Crise de egos

Os secretários de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) e da Segurança Pública (SSP), Marcio Jerry e Jefferson Portela, respectivamente, ambos do PCdoB, travam uma disputa de egos na estrutura do primeiro escalão do Governo Flávio Dino, por causa das eleições 2018.

Jerry e Portela são pré-candidatos a deputado federal e têm entrado em conflito na disputa de base eleitoral no interior do estado. Ontem, a crise entre os auxiliares de Dino foi exposta de forma até constrangedora para o Palácio dos Leões.

Portela revelou a um blog que faz a cobertura política da capital que Jerry tem atuado para impedir a sua candidatura à Câmara Federal. – Indiretamente, o Marcio Jerry busca me deixar fora da disputa, mas reitero que sou candidato a deputado federal – disse. Jerry silenciou.

A crise entre os dois tem se arrastado desde o fim do ano passado, quando Portela iniciou movimentação nos bastidores pela sua pré-candidatura. Jerry tem confidenciado a aliados que pretende alcançar pelo menos 150 mil votos em 2018, para tornar-se, assim, o deputado federal mais bem votado da história do Maranhão.

Por isso a cisma com outros membros do PCdoB que alimentam o objetivo de também chegar à Câmara. Portela, contudo, já assegurou que não recuará. E demonstrou não temer o “homem forte” do Governo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Nem aí para ele…

O governador Flávio Dino (PCdoB) poderia ter aproveitado a festa organizada pelo prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), para mostrar que apoia a candidatura do ex-governador José Reinado Tavares (sem partido) ao Senado Federal. Mas ignorou, como tem feito desde o início do governo. Como tem ocorrido em todas as ações políticas de Tavares, Dino silenciou diante da manifestação pública em favor do seu padrinho político.

Desde que se declarou interessado na disputa pelo Senado, Tavares tem esperado uma declaração pública de Flávio Dino em seu favor, o que nunca ocorreu. E o comunista não pode nem dizer que evitou fazer uso político do governo, já que, no dia seguinte, lá estava ele na convenção que reconduziu o vice-governador Carlos Brandão ao comando do PSDB.

Não é de hoje que o presidente da Famem, Cleomar Tema, trabalha para viabilizar o nome de José Reinaldo. No dia da sua posse na Famem, ele já havia declarado que apoiaria o ex-governador ao Senado. Enquanto isso, Dino mostra-se calado.

Para representar o comunismo no encontro de Tema, foi enviado o presidente regional do PCdoB, Márcio Jerry, conhecido desafeto de José Reinaldo – e que, inclusive, já declarou apoio à candidatura do também deputado federal Weverton Rocha (PDT).

Os movimentos de Dino podem até ser para evitar desgastes antes da hora. Mas fica a impressão de que ele ignora a candidatura do seu padrinho político. Isso fica bem nítido.

Da Coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Zé Reinaldo lança pré-candidatura ao Senado da República

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do
Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema, reuniu neste último fim de semana na
sua residência, na cidade de Tuntum, centenas de lideranças políticas
de várias regiões do estado, que declararam apoio à pré-candidatura ao Senado do deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB).

O evento, denominado I Encontro da Gratidão e que lançou oficialmente
a pré-candidatura do ex-governador, contou com as participações de
prefeitos; ex-prefeitos; deputados estaduais; deputados federais;
vereadores; ex-vereadores; secretários estaduais; além de presidentes
de partidos, lideranças comunitárias e de movimentos sociais.

“O presidente Cleomar Tema está de parabéns e, mais uma vez, mostrou
que, hoje, é uma das maiores e mais fortes lideranças políticas do
estado. Liderados por ele, centenas de prefeitos e ex-prefeitos
fizeram questão de reconhecer o trabalho do ex-governador José
Reinaldo e declarar apoio ao seu nome para o Senado. Eu, mesmo
pertencendo a um partido que não faz parte da base de apoio do
governo, apoio e irei pedir votos para Zé Reinaldo senador em 2018”,
disse o deputado federal Aluísio Mendes (PTN).

“Hoje, sem nenhuma dúvida, o Tema é a maior liderança municipalista do
Maranhão. O Zé Reinaldo foi um dos melhores govenadores para os
municípios. Portanto, essa parceria entre Tema e Zé Reinaldo é uma
união em favor das cidades”, disse o prefeito Juran Carvalho (PP), de
Presidente Dutra.

Para Djalma Melo (PTB), prefeito de Arari, a presença maciça de
gestores municipais no lançamento da pré-candidatura de Zé Reinaldo
mostrou, mais uma vez, que os prefeitos e prefeitas do Maranhão apoiam
o ex-governador e o presidente Cleomar Tema.

Gratidão – Zé Reinaldo agradeceuo apoio recebido de todos que
participaram do ato. O ex-governador chegou a emocionar-se com as
diversas declarações enaltecendo seu nome como o melhor para o Senado
e que representa verdadeiramente o sentimento de todos os atores do
municipalismo no estado.

“Agradeço, do fundo do coração, o apoio que estou recebendo. Agradeço,
de forma especial, ao amigo e irmão Cleomar Tema. Ratifico, mais uma
vez, o meu compromisso de ser um senador totalmente voltado para as
causas dos municípios do Maranhão”, assegurou.

Guerra aberta

Partiu da base governista a articulação para que o secretário de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, fosse convocado para audiência pública na Assembleia Legislativa. Tanto que o requerimento, de autoria do deputado Júnior Verde (PRB), foi aprovado por unanimidade em plenário. E só entrou na pauta por que o deputado Fábio Macedo (PDT) aproveitou-se da condição de presidente em exercício para por a proposição em pauta.

Por trás da questão envolvendo Adelmo – que já comprou briga com os próprios Macedo e Verde por espaços de votação no interior – está uma guerra fratricida entre deputados governistas e membros do governo Flávio Dino que pretendem disputar as eleições de 2018.

E eles são muitos: a começar pelo todo-poderoso secretário de Comunicação, Mário Jerry, passando pelo chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, são pelo menos 12 auxiliares-candidatos, em uma lista que tem nomes como Jeferson Portela e Duarte Júnior, queridinhos do PCdoB.

E para entrar na Assembleia, obviamente, esses pretensos deputados terão que ocupar a vaga de alguém que esteja na Casa. Como é pouco provável que eles consigam tirar as vagas consolidadas de oposicionistas, sobrará exatamente para os membros do governo na Assembleia.

E nesse jogo d gato e rato vale até jogar para a torcida, como o líder do governo, Rogério Cafeteira (PSB), que se faz de desentendido publicamente ao falar sobre o assunto, mas conspira nos bastidores contra os secretários-candidatos.

E a vida de Adelmo Soares não será fácil na sabatina da Assembleia. É bom lembrar que, com menos antipatia que ele na Casa, o secretário de Infraestrutura Clayton Noleto foi tão bombardeado que abriu mão da candidatura a deputado federal.

Da coluna Estado Maior, e O Estado do Maranhão