Vereador aponta caos na educação de São Luís e sugere renúncia a Edivaldo

O vereador Estevão Aragão (PSB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de São Luís, na manhã dessa segunda-feira (05),para fazer críticas ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), sobretudo no setor de Educação.

A motivação principal do posicionamento do parlamentar foi a realização da audiência pública ocorrida na última quarta, “SOS EDUCAÇÃO”, que serviu para discutir problemas como a falta de merenda escolar, atrasos no ano letivo, não conclusão das creches, estrutura da UEB’s, e outros.

Para Estevão, a sensação pós-audiência foi de frustração e indignação: “Para mim, foi o retrato do fundo do poço em que estamos. Esperávamos que o secretário Moacir Feitosa viesse trazer sugestões, soluções e avanços e para a melhoria da situação caótica da nossa educação. Infelizmente, limitou-se a trazer números. Números esses que milhares de nossas crianças desconhecem, pois tem escolas que ainda não iniciaram seu calendário letivo”, criticou.

“Não há violência maior perpetrada por essa administração, senão o que ele tem feito com as crianças da nossa cidade, onde o teto das escolas estão caindo sobre suas cabeças e não há merenda digna. Gostaria que nossas crianças vivessem na realidade fantasiosa trazida pelo secretário de educação”, complementou.

Estevão Aragão finalizou seu discurso com a sugestão de uma solução para os problemas de São Luís: “Quero dizer para aqueles que falam que a oposição só aponta problemas e nenhuma solução, trago uma: peço ao prefeito que renuncie o mandato”, ironizou.

Paço do Lumiar: precariedade no abastecimento da água e no tratamento do esgoto

Rua 140 do Maiobão em estado de abandono pela administração municipal

Rua 140 do Maiobão em estado de abandono pela administração municipal / Foto: João Bispo

Água de esgoto acumulada é um dos problemas apontados pela população

Água de esgoto acumulada é um dos problemas apontados pela população / Foto: João Bispo

É cada vez mais degradante e crítica a situação da população do município de Paço do Lumiar, quando o assunto diz respeito ao abastecimento de água e o tratamento do esgoto.

Um leitor do blog encaminhou fotos da situação de algumas vias do Maiobão, dentre elas a Rua 140 do bairro, que além da falta de infraestrutura viária, tem água de esgoto acumulada.

A água suja jorra de bueiros estourados ou entupidos e que carecem de manutenção. Além do mau cheiro, há água parada, proliferação de mosquitos, baratas e até roedores.

A água encanada oferecida a população, portanto, potável, também não é uma das melhores. A foto mostra uma coloração branca da água o que provocou até espanto aos moradores do bairro.

A Prefeitura de Paço do Lumiar entregou o sistema de abastecimento e de tratamento de esgoto à empresa Odebrecht. Apesar das cobranças feitas pela população ao Executivo, nenhuma providência foi tomada até então.

Já a empresa disponibiliza um call center para atendimento aos usuários do sistema. A população reclama, no entanto, que os atendes conseguem sequer citar o nome do município de Paço do Lumiar, quanto mais dar um encaminhamento aos problemas apontados.

E assim segue a rotina da população do município, que integra a Região Metropolitana de São Luís.

Água que sai da torneira tem coloração branca / Foto: João Bispo

Água que sai da torneira tem coloração branca / Foto: João Bispo

Wellington denuncia caos em Alcântara após morte de jovem

Wellington do Curso

Wellington  denuncia caos em Alcântara

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) levou à Assembleia Legislativa na sessão de ontem, uma grave denúncia sobre a situação da Saúde de Alcântara. Ele falou do clima de instabilidade, insatisfação e manifestações ocorridas no município, nos últimos dias, devido à morte de uma jovem gestante, de 19 anos, ocorrida no último dia 30.

O parlamentar também encaminhou uma indicação solicitando ao Secretário Municipal de Saúde de Alcântara, Raimundo Neto, que preste esclarecimentos à Assembleia sobre os fatos referentes à morte da jovem e seu bebê, causada por falta de atendimento.

“Desde domingo a cidade de Alcântara tem passado por um momento de instabilidade e de manifestações. Todos os dias, manifestantes da cidade vão até a Prefeitura ou até a Câmara Municipal e isso tem causado certa instabilidade no município. Fizemos hoje uma indicação solicitando ao secretário municipal de Saúde de Alcântara, Raimundo Neto, que preste os esclarecimentos sobre os fatos inerentes à morte dessa jovem de 19 anos, como preceitua a Constituição Federal no seu artigo 196, que reconhece a saúde como direito de todos e dever do Estado”, destacou o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

Pedrinhas em foco

Complexo Penitenciário de Pedrinhas; quatro presos foram resgatados ontem

Complexo Penitenciário de Pedrinhas; quatro presos foram resgatados ontem

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou como pôde a crise no sistema penitenciário, a partir do início de 2014, para se promover como então candidato a governador.

Eram matérias quase que diárias publicadas em rede nacional, com repercussão nas principais entidades ligadas ao setor de segurança e reproduzidas com estardalhaço entre os aliados do comunista na mídia.

Durante a campanha, Dino apareceu como espécie de salvador da pátria, um mago capaz de dar jeito, como num passe de mágica, à situação de caos que Pedrinhas vivia.

Suas ideias e conceitos foram comprados pela mídia nacional, que engoliu a conversa e o tratou como a grande esperança para o Maranhão.

Quase 100 dias após assumir o comando do estado, Flávio Dino tem protagonizado cenas deprimentes na mesma Pedrinhas que disse que iria consertar.

Trouxe para o estado um técnico de Minas Gerais, pouco afeito a aparições públicas e distante do povo, das tradições, da história dos costumes do Maranhão. Não deu certo.

Flávio Dino nunca disse o que fará com os presídios que o governo anterior deixou praticamente prontos, fez um alarde para contratação de policiais, fato que nunca saiu do campo das ideias.

E a fuga de ontem foi o ápice de uma gestão que não conseguiu dar jeito ­ como prometera ­ no setor penitenciário.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Indiciada pela morte de oito jovens é nomeada por Flávio Dino

celia_indiciadabacuri1-225x300O governador Flávio Dino (PCdoB), eleito com o discurso do “novo e da mudança”, nomeou para o Cerimonial do Governo do Estado, ou seja, para trabalhar diretamente consigo, Célia Vitoria Neri Silva, ex-secretária de Educação do Município de Bacuri, indicada pela Justiça do Maranhão pela morte de oito jovens no interior do estado.

O caso da morte dos jovens, que ganhou repercussão nacional e foi explorada de forma exaustiva por aliados do agora governador e pela mídia alinhada a ele, ocorreu no ano passado, quando jovens eram transportados de forma irregular pela administração municipal de Bacuri para a escola, num veículo conhecido como “pau-de-arara”.

Justiça bloqueou os bens de Célia Neri

Justiça bloqueou os bens de Célia Neri

A nomeação da ex-secretária, que teve os bens bloqueados pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, foi publicada no Diário Oficial do dia 15 deste mês. A informação foi dada em primeira mão pelo blog Atual 7.

O Atual 7 chegou a questionar o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), quais teriam sido os critérios utilizados pelo Governo para nomear Célia como adjunta do Cerimonial – que é quem organiza todas as atividades oficiais do governador -, mas ele não soube explicar. Se limitou a dizer que ainda não teve “tempo de ver”.

Site Maranhão da Gente, alinhado ao projeto governista, explorou tragédia no ano passado

Site Maranhão da Gente, alinhado ao projeto governista, explorou tragédia no ano passado

Para quem não lembra, no ano passado, aliados do governador na Assembleia Legislativa, condenaram a postura da Secretaria de Educação de Bacuri, que transportava crianças em paus-de-arara, mas também tentou responsabilizar a governadora Roseana Sarney (PMDB) pelo ocorrido.

Bira do Pindaré (PSB), Raimundo Cutrim (PCdoB) – quem diria -, Neto Evangelista (PSDB), Othelino Neto (PCdoB) e Marcelo Tavares, repercutiram exaustivamente o tema na Assembleia.

Na oportunidade, disse Tavares: “Alguém já viu a governadora Roseana comprar ônibus escolar para fazer o transporte do ensino médio? Ninguém viu, mas, infelizmente, […] nós ainda temos que ver situações desastrosas, tragédias como essas que mataram muitos jovens maranhenses”, alardeou.

E agora Tavares, o que dizer a respeito do fato de ter de trabalhar com a ex-secretária e indiciada pela morte dos jovens? Certamente ficará calado.

Como se nota, a mudança que tanto Flávio Dino pregou durante a campanha eleitoral, ocorre para pior. Infelizmente…

Caos na educação de São Luís e Imperatriz

greve professoresCaos.

Assim pode-se definir a situação da educação nos dois maiores municípios do estado: São Luís e Imperatriz.

Insensível e sem manter qualquer diálogo com professores da rede municipal de ensino, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) apela para um informe publicitário na TV, pedindo o retorno dos docentes para as salas de aula. Chega a ser cômica a inserção.

Edivaldo ofereceu apenas 3% de reajuste salarial, o que foi prontamente rejeitado pelos profissionais da educação. De posse dos dados que atestam repasses milionários do Governo Federal para São Luís e com a comprovação material da capacidade da administração de custear o aumento, os docentes exigem no mínimo, 8% de reajuste.

Ontem, professores de escolas das zonas rural e urbana da capital realizaram enterro simbólico da administração municipal, em frente ao Palácio La Ravardière, sede administrativa da Prefeitura.

Em Imperatriz a situação também é preocupante. Lá, os professores já tiveram os pontos cortados pelo prefeito Sebastião Madeira (PSDB), e invadiram um prédio da administração pública. Sem diálogo com o gestor, os docentes esperam por um reajuste justo dos seus salários.

Em São Luís, a greve decretada ilegal pela Justiça -, já ultrapassa dois meses, já em Imperatriz, são quase 90 dias.

Edivaldo e Madeira pertencem ao grupo do “novo e da mudança”…

Ou muda ou paga caro

Edivaldo perdido em sua própria administração

Edivaldo perdido em sua própria administração

Treze dias depois de deflagrada, a greve dos rodoviários – motoristas, cobradores e fiscais – sofre uma reviravolta, mas, ao contrário do que era aguardado, não chegou ao fim, não obstante os esforços do Ministério Público e da Justiça do Trabalho no sentido de encontrar uma solução que satisfaça a todos, principalmente a população, a parte mais atingida pelo movimento paredista. Depois de horas de negociação, os rodoviários concordaram ontem em colocar 70% da frota em circulação, sem abrir mão da greve, que vai continuar até que seja construída uma solução definitiva.

Iniciada no dia 22 de maio, quando cerca de metade da frota de 1.100 ônibus foi tirada de circulação, os rodoviários mantiveram o movimento na certeza de que haveria uma solução rápida para o caso, com o atendimento, se não integral, pelo menos parcial, das suas reivindicações – basicamente 16% de aumento salarial e inclusão de familiares no plano de saúde. Mas a resposta dos empresários foi um sonoro “não”, acrescida do argumento segundo o qual as empresas vivem uma situação pré-falimentar, não dispondo de meios para atender a qualquer pleito que implique aumento de despesa.

Rodoviários, empresários e população – essa a grande vítima dos vícios e distorções do sistema municipal de transporte coletivo de São Luís – esperavam que a Prefeitura, principal responsável pelo serviço, intermediasse uma solução. O que aconteceu, porém, foi que, por absoluta falta de iniciativa, de projetos e de propostas efetivas da Prefeitura, a greve não apenas não foi encerrada, como recrudesceu, pois na quarta-feira da semana passada os grevistas resolveram levar o movimento ao extremo, retirando 100% dos ônibus de circulação.

O que se seguiu foi um jogo de pressões infrutífero, que sofreu mudanças depois que o Ministério Público entrou firme com o objetivo de encontrar uma solução para o problema, já que a administração municipal se revelou incapaz de construí-la. A negociação de ontem, porém, não levou a termo a greve, mas desarmou a intransigência e possibilitou uma brecha para um entendimento. Resultado: os rodoviários se comprometeram a colocar 70% da frota nas ruas, até que a Justiça do Trabalho julgue o dissídio coletivo da categoria, o que deve acontecer no meio da semana. Dependendo da decisão judicial, a greve poderá terminar ou recrudescer com a retirada total dos ônibus de circulação.

O cenário formado até aqui leva a duas conclusões óbvias. A primeira delas é a de que o sistema de transporte coletivo de São Luís está falido, e não será um reajuste salarial ou outra concessão a rodoviários que resolverá o problema. Outra conclusão: a administração municipal não está preparada para enfrentar situações dessa natureza, e, no caso específico do transporte de massa, dá demonstrações de que não tem projeto para melhorar o sistema e muito menos para fazer a revolução prometida pelo prefeito Edivaldo Júnior. Os fatos estão demonstrando com clareza solar que São Luís precisa radicalizar em matéria de melhorias urbanas.

A população, que vem pagando caro pela incompetência e falta de autoridade da atual gestão, pode abandonar sua postura ordeira e cobrar soluções em outros tons. Se tiverem sensibilidade, os gestores de São Luís devem mudar sua rota imediatamente. Para o bem de todos.

Editorial de O Estado do Maranhão

O preço do descaso

Edivaldo não se preparou para o cargo de prefeito

Edivaldo não se preparou para o cargo de prefeito

Por mais que o prefeito Edivaldo Júnior (PTC) e seus apoiadores tentem aparentar tranquilidade e insistir na afirmação de que ele realiza um governo de mudanças, a realidade e os fatos que movimentam o dia a dia de São Luís na atualidade demonstram exatamente o contrário. A capital do Maranhão está sofrendo as consequências dos erros, equívocos e omissões de um governo que não tem marca nem feição claramente definida.

As evidências estão nos aspectos mais reveladores de que uma cidade tem gestão. A limpeza urbana, por exemplo, vem sofrendo um processo de deficiência ostensivo, com áreas cada vez mais numerosas nas quais é facilmente identificada a falta de coleta de lixo. Outro exemplo é que, em qualquer parte da cidade, as regras de trânsito são flagrantemente desrespeitadas. Mais um: os principais logradouros públicos do centro da cidade estão transformados em feirões de venda de alimentos, nos quais, além da desordem, imperam a falta de higiene e um alto risco à saúde da população.

Os exemplos são muitos: malha viária deteriorada, iluminação deficiente, rede hospitalar marcada pela defasagem e pela falta de investimentos, rede escolar carente de manutenção e servidores insatisfeitos – a começar pelos professores da rede municipal de ensino, que estão em greve geral por tempo indeterminado. A máquina administrativa municipal não passou por nenhuma reforma nem reavaliação, de modo que o governo atual tem a mesma cultura administrativa dos que já passaram.

O caso do transporte público é notório: está defasado, não atende às necessidades da população e encontra-se sitiado por meios alternativos e irregulares e no momento encontra-se numa situação de colapso, evidenciada por um movimento grevista de motoristas, cobradores e fiscais que, de tão insatisfeitos, desrespeitam ostensivamente decisões da Justiça do Trabalho ao paralisar 100% da frota.

É claro que não se pode debitar esses problemas na conta do prefeito Edivaldo Júnior. Ele recebeu a Prefeitura como uma bomba gigantesca e de muitos pavios, que aqui e ali são acesos de acordo com as circunstâncias. O trabalho da atual gestão tem sido o de apagar esses pavios, para evitar que a grande bomba exploda. O problema é que eles são apagados, mas não são eliminados, o que torna a administração municipal de São Luís um ambiente de tensão permanente.

O prefeito Edivaldo Júnior certamente acreditou que poderia controlar a situação cuja existência ele tinha conhecimento, já que fora vereador por dois mandatos. Não há, portanto, como recorrer ao argumento de que não conhecia a realidade que o esperava. O problema é que o então candidato não se preparou para ser prefeito – não estudou os problemas, não preparou um plano de governo de curto, médio e longo prazo, e assumiu sem saber o que fazer no emaranhado de problemas. Não bastasse isso tudo, aconselhado pelo seu mentor político, rejeitou todos os acenos de cooperação.

O prefeito paga hoje um preço alto pelo erro de não ter se preparado para o cargo.

Editorial de O Estado do Maranhão