Fábio Macedo pede abono de faltas após acidente provocado na Holandeses

O Estado – O deputado estadual Fábio Macedo (PDT) protocolou ontem na Assembleia Legislativa requerimento por meio do qual solicitou o abono de faltas nas sessões plenárias realizadas no período de 14 a 24 de agosto de 2017. O pedido foi aprovado pela Mesa Diretora.

O parlamentar alega que estava em tratamento de saúde e, segundo o documento, apresentou atestado médico para justificar as ausências. Com isso, ele não terá descontos em seu salário, mesmo tendo deixado de participar de oito sessões plenárias.

O período, contudo, compreende pelo menos quatro dias em que Macedo deixou de comparecer à Casa após envolver-se em um acidente automobilístico na Ponta do Farol, em São Luís.

Mesmo oficialmente em “tratamento médico”, o pedetista estava com amigos num restaurante na Península da Ponta d’Areia, em São Luís, na noite do dia 19 de agosto, quando saiu do local aparentemente embriagado e, na Avenida dos Holandeses, perdeu o controle do seu veículo, atingido outros quatro carros.

Operação abafa – O assunto ganhou ampla repercussão pela atitude dos policiais militares que atenderam a ocorrência – há indícios de que eles agiram para abafar o caso.

Logo após o acidente, diante da aglomeração de curiosos e dos próprios proprietários dos carros danificados, o deputado chegou a tentar fugir do local, mas foi contido até a chegada da PM, que teve atuação contestada.

Mesmo após os relatos de que Fábio Macedo havia acabado de sair de um restaurante – onde esteve desde cedo – e, ainda, diante do aparente estado de embriaguez do parlamentar, nenhum teste de bafômetro foi realizado no local da ocorrência para averiguar o estado dele.

Além disso, relataram testemunhas ouvidas por O Estado, a viatura da PM que atendeu o chamado não levou Macedo para uma delegacia, o que seria praxe, mas para sua própria casa.

A atuação dos militares levantou suspeitas de que eles tenham sido orientados a abafar o caso, por se tratar de um aliado do governador.

O Estado entrou em contato com o Governo do Estado questionando a conduta da Polícia Militar no caso, mas nunca houve retorno sobre o assunto. O deputado Fábio Macedo, mesmo procurado, também nunca se manifestou sobre o caso.

Deputado admite “vexame” ao ter carro apreendido em blitz

Deputado estadual Vinícius Louro

O deputado estadual Vinicius Louro (PR), membro da base do Governo Flávio Dino (PCdoB) admitiu ter passado por situação vexatória, no último fim de semana, em decorrência da apreensão de seu veículo, por falta de pagamento do IPVA, durante uma blitz realizada pela Polícia Militar na Avenida Litorânea.

A declaração do parlamentar foi dada ao jornalista Diego Emir [veja aqui].

“Tive o carro recolhido, pois não paguei os impostos desse ano. O IPVA do meu carro é um pouquinho salgado. Mas já mandei resolver essa questão, para não passar mais por esse vexame”, disse. Ele negou ter sido pefo no teste do bafômetro.

O veículo apreendido é um BMW, de cor preta.

Tramita na Assembleia Legislativa, um projeto de lei de autoria do deputado estadual Wellington do Curso (PP), que veta apreensão de veículos em todo o território maranhense por causa de débitos de IPVA. O projeto, contudo, segue parado na CCJ da Casa.

Vereadora do PCdoB de Caxias que usou carro do Governo é cassada

O juiz de Direito Paulo Afonso Gomes, da 4ª Zona Eleitoral de Caxias cassou o mandato da vereadora Aureamélia Brito Soares (PCdoB), por abuso de poder político e econômico nas eleições 2016.

Aureamélia havia sido flagrada durante a campanha eleitoral utilizando um veículo alugado pelo Governo do Estado, o que acabou sendo utilizado como prova para a sua cassação.

Com a saída da comunista quem assume mandato é o suplente Genival Moto Peças (PSB). A informação é do jornalista Gilberto Léda.

O carro utilizado pela vereadora é uma caminhonete Volkswagem Amarok, que está alugada para a Secretaria de Estado da Indústria e Comério (Seinc) desde o dia 20 de julho do ano passado. O contrato, segundo informação prestada à Justiça Eleitoral pelo próprio titular da pasta, Simplício Araújo (SDD), tem vigência de um ano e encerra-se apenas no dia 20 de julho deste ano.

Em sua defesa, a Aureamélia Soares – que é esposa do atual secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares – confirmou que usava o carro na campanha, mas garantiu que à época da eleição ele ainda não estava sendo utilizado pelo Executivo.

O argumento é quase o mesmo da Seinc. Em nota oficial, a secretaria informou que, apesar de o contrato ser do dia 20 de julho de 2016, o uso efetivo do veículo iniciou-se apenas no dia 10 de outubro do mesmo ano, após as eleições.

Para a Justiça, contudo, as justificativas não foram o suficiente…

Ex-mendigo quer leiloar carro que construiu para comprar casa para os pais

Orismar e seus pais - Foto de Wagner Batista da Silva

Do site G1 – O ex-mendigo Orismar de Souza, 35 anos, que construiu um carro com sucata e usando ferramentas como martelo e talhadeira, pretende leiloar o veículo, apelidado de “camarão móvel”, para comprar uma casa para a mãe, a aposentada Maria das Dores de Souza, 54 anos, em São José de Piranhas (PB).

 A data do leilão ainda não foi escolhida, mas o rapaz espera receber a ajuda de algum leiloeiro oficial para organizar o evento. “Quero leiloar o carro para comprar uma casinha para minha mãe morar. Ela, meu pai [José Soares de Souza, 65 anos] e eu moramos de aluguel e o dono da casa já pediu o imóvel. Então, vamos ter de sair de lá e não temos para onde ir. Queria levar meus pais para um lugar onde eles possam passar a velhice deles com tranquilidade”, disse Orismar.

Sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ele está estudando diariamente para tirar o documento. “Eu trabalho de mototáxi para ajudar em casa, a comprar um quilo de carne, um pouco de pão. Meu pai recebe um salário mínimo de aposentadoria e sobra pouco para remédio e comida”.

 Ele teme ser parado em alguma blitz de trânsito na cidade e perder a motocicleta que tem cerca de 25 anos, comprada pela mãe. “Ela vendeu um terreninho que tinha por R$ 900 e comprou a moto para me dar de presente. Não quero perder essa moto.

Meus pais me ensinaram a não infringir nenhuma lei. Por isso quero tirar o documento logo.” Orismar conta com a ajuda do amigo Wagner Batista da Silva para realizar o leilão. “A gente não sabe como fazer isso ainda. Esperamos que algum empresário ou leiloeiro, alguém que entenda como fazer isso, para conseguir vender o ‘camarão móvel’ da melhor forma possível”, disse Wagner. “Já recebi proposta de R$ 25 mil para vendê-lo, mas não aceitei. Um terreno na cidade custa isso e não tenho como levantar uma casinha, que custa perto de R$ 50 mil”, disse o ex-mendigo.

A paixão automobilística de Orismar surgiu aos 9 anos, quando começou a construir carrinhos com lata de óleo, no sítio onde trabalhavam os pais, então produtores rurais em Cajazeiras (PB). Aos 17 anos, ele viu um rapaz com necessidades especiais dirigindo um carro adaptado e decidiu “construir meu próprio carro”. O sonho se tornou realidade em dezembro de 2010, quando ele concluiu o seu atual meio de transporte.

Usando apenas uma talhadeira e um martelo, que foram presentes de um vizinho, Souza disse que começou a cortar as primeiras chapas de aço. “Virei piada. Lembro de quando vi um homem montando um portão em uma casa e perguntei onde ele comprava as chapas de aço.

Ele riu da minha cara e disse que eu estava louco quando falei que queria construir um carro.” Souza contou ao G1 que chegou a passar fome para guardar dinheiro e conseguir comprar o material para a lataria do ‘camarão móvel’. “Deixava de comer para juntar todo o dinheiro necessário. Em quatro meses eu juntei R$ 450 e fui até a cidade comprar as chapas. Ninguém acreditava, todo mundo ria de mim.

Fui muito humilhado por isso, mas eu venci e construí meu carro, sozinho, com minhas próprias mãos.” Para construir o ‘camarão móvel’, Souza disse que pediu muitas peças nas oficinas da região e também pegava tudo que era descartado no lixo. “Peguei um motor de motocicleta, de 125 cc, para mover o carro. Antes, a ligação era feita com pedal, igual ao de moto, na parte traseira. Agora, em dezembro, consegui fazer a ignição com chave e também coloquei câmbio com ré.” Souza disse que o ‘camarão móvel’ chega até 80 km/h na rodovia de asfalto. “Na cidade e no barro eu ando devagar, não passo dos 40km/h. Cabe duas pessoas, mas não tenho namorada. Quando ando na rua é aquela festa, porque muita gente me admira e acaba tirando foto.”