Doador de campanha é dono de imóvel alugado pelo Governo em Caxias

O Estado – O governo Flávio Dino (PCdoB) assinou em outubro do ano passado mais um contrato de aluguel de imóvel em que há suspeita de favorecimento de aliado do Palácio dos Leões.

Na cidade de Caxias, foi escolhido para funcionar como sede da 2º Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), órgão subordinado ao Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), um prédio localizado no número 3480 da Avenida Senador Alexandre Costa.

Pela locação o governo acertou pagar R$ 7 mil por mês, durante um ano, totalizando R$ 84 mil ao final do contrato.

O imóvel em questão pertence a Ironaldo José Bezerra de Alencar, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Caxias. Aliado do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), ele já era um dos entusiastas de Flávio Dino na cidade anos antes da eleição de 2014.

Torcia tanto para a vitória do comunista naquele ano que chegou a contribuir financeiramente para a campanha.

De acordo com dados do sistema de prestações de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ironaldo de Alencar doou, no dia 10 de julho de 2014, recursos estimados em R$ 15,6 mil ao comitê financeiro de Dino. No mesmo dia, o pai dele, Antonio Apolônio de Alencar, contribuiu com o mesmo valor, ao mesmo comitê.

O recurso, nos dois casos, foi repassado dessa conta para a conta específica de campanha do comunista no dia 7 de outubro.

Relações – Há ainda outras duas relações entre a Ironaldo de Alencar e Flávio Dino. Em junho de 2013, o ex-vereador, juntamente com Humberto Coutinho, articulou o apoio de Kedson Lima, liderança de Aldeias Altas, ao então pré-candidato do PCdoB a governador.

O encontro entre os quatro está registrado em blogs da região, ocasião em que se vislumbrava a possibilidade de declaração de apoio de um filiado do PV – e ligado ao então roseanista Magno Bacelar – ao candidato comunista.

A segunda ligação é familiar: a irmã de Ironaldo, Ireneide de Alencar Marques, foi nomeada ainda no início da gestão Flávio Dino como chefe do Instituto de Proteção e Defesa ao Consumidor do Maranhão (Procon-MA) em Caxias.

Mais

Problemas no Portal da Transparência impediram a reportagem de O Estado de checar quanto já foi pago pelo governo Flávio Dino a Ironaldo de Alencar pelo aluguel do imóvel da Avenida Senador Alexandre Costa. Até o fechamento desta edição o Detran-MA ainda não havia se posicionado sobre o tema.

Assembleia respeita um minuto de silêncio por mortes em Caxias

Plenário respeitou 1 minuto de silêncio

Plenário respeitou 1 minuto de silêncio

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde de ontem, para homenagear o Dia das Mães e prestar condolências às mães caxienses de quase 200 crianças mortas na Maternidade Carmosina Coutinho, o que segundo ele é um ato de desrespeito com a falta de dignidade humana.

Na oportunidade, o parlamentar relembrou o protesto realizado no último domingo (10) pelas mães, que espalharam cruzes pela Praça da Matriz, no município de Caxias, além de latas de leite vazias em acompanhamento de faixas nas quais estavam escritas que “quase 200 mães não poderão comemorar seu dia”, e pediu, também, que fosse feito 1 minuto de silêncio, dentre os presentes, em respeito às vítimas, além de fazer referência à citação bíblica contida em Mateus 2:18, que retrata “o massacre dos inocentes”.

“Inicialmente, o pedido não foi compreendido pelo presidente em exercício, Othelino Neto, que parece não ter dado atenção ao meu pedido, e mais uma vez solicito a sensibilidade do presidente e dos demais parlamentares desta Casa, em homenagem e solidariedade às quase 200 mães que tiveram seus direitos de comemorarem o Dia das Mães abortados, que façamos 1 minuto de silêncio em respeito às dores destas mães”, lamentou o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

Ascom

Arnaldo Melo inaugura Parque Empresarial de Caxias

Arnaldo CaxiasA região dos Cocais ganha uma das infraestruturas mais modernas e arrojadas para a implantação de empresas. O governador Arnaldo Melo (PMDB) e o secretário de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauricio Macedo, inauguraram, na tarde de ontem o Parque Empresarial de Caxias, segundo do estado. A obra, construída pela Secretaria de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), teve investimento de R$ 10,3 milhões, recursos oriundos do BNDES e foi realizada em seis meses.

A inauguração contou com a presença do prefeito de Caxias, Leonardo Coutinho (PDT); do deputado federal César Pires (DEM); do secretário de Articulação Política, Rodrigo Valente, do presidente do Sindicato das Indústrias e Comércio do Leste Maranhense (Sindcocal), Edivan da Silva Amâncio, além de empresários e autoridades da região. Este é o segundo Parque Empresarial entregue aos empresários pelo governo. Em novembro, foi inaugurado o parque empresarial de Timon.

Arnaldo Caxias 2A construção do Parque Empresarial de Caxias faz parte do Programa Viva Maranhão. Está localizado às margens da BR-316, no quilômetro 564, e conta com uma área inicial de 51 hectares divididos em 53 lotes empresariais. O terreno para a implantação, possui no total 100 hectares e foi doado pela prefeitura municipal de Caxias.

O governador Arnaldo Melo disse que o Parque Empresarial de Caxias é uma oportunidade belíssima para os caxienses maranhenses. “A entrega deste parque empresarial abre oportunidades para todos aqueles que acreditam no Maranhão, para os que querem investir e construir sua empresa aqui para gerar renda para o povo maranhense”, disse o governador Arnaldo Melo.

Arnaldo também vistoriou as obras de construção do Hospital Macrorregional de Caxias.

O abuso do CQC

cqc3EDITORIAL* – A tendência nos meios jornalísticos maranhenses – sobretudo os blogs – é comemorar toda ridicularização contra adversários e tentar esconder as vergonhas dos aliados.

Isso aconteceu de novo, no episódio envolvendo o prefeito de Caxias, Leo Coutinho (PSB), e o repórter Ocar Filho, do programa CQC, da Band: aliados de Coutinho tentaram abafar o episódio, sem a visão crítica necessária, enquanto seus adversários espalhavam a cena, internet a fora, rindo do que consideravam desgraça alheia.

Mesmo aqueles que já criticaram o CQC bateram palmas, só por que o alvo era uma adversário. E os que batiam palmas até tempos atrás, tentavam pichar o programa, sem consistência crítica.

Este blog não age assim porque busca sempre manter a coerência em suas posições.

E a posição deste blog sempre foi a de crítica ao formato do programa CQC, da Band, um espaço de achincalhe, covardia e canalhice disfarçados de programa de humor.

E mais uma vez, um repórter deste programa passou dos limites em sua tentativa de fazer rir.

O que o repórter Oscar Filho fez com o prefeito de Caxias foi mais uma destas canalhices típicas daquele programa, infelizmente aplaudido também pela mídia colonizada maranhense a cada gracinha que tenta fazer.

Mas o CQC é apenas um antro de canalhas, com sua raras e honrosas exceções.

Por lá já passaram tipos como Rafinha Bastos e Danilo Gentilli, exemplos de esgoto humorístico brasileiro tão aplaudido em tempos de internet.

O programa, ainda hoje, é assento do mau caráter Marcelo Taz.

O que aconteceu em Caxias foi um exemplo típico do que acontece quando um mau caráter perde as estribeiras.

Leo Coutinho – em que pese todos os problemas de sua gestão e a incapacidade gerencial – agiu como deveriam agir todas as vítimas do pseudo-repórter, que faz humor, não jornalismo. E ao tirar Oscar Filho do sério – quando deveria ser o contrário – o repórter mostrou a face de sua arrogância, agredindo o prefeito municipal.

É assim que age o CQC em todo o país quando se vê desmoralizado com suas próprias armas – a ironia e o deboche.

Infelizmente, este tipo de gente ainda é idolatrada por jovens retardados de redes sociais e bajulada por jornalistas colonizados, que sonham ser William Bonner em “Sum Pallo”.

Mas este blog não entra na onda dos colonizados.

Por que o programa da Band é só mais um lixo editorial transmitido no país…

*Do blog de Marco D’Eça

Lobão Filho desmonta projeto de mudança prometido por Dino em Caxias

Leo Coutinho foi eleito com o apoio de Flávio Dino

Leo Coutinho foi eleito com o apoio de Flávio Dino

O senador Lobão Filho (PMDB), candidato ao Governo do Estado pela coligação “Pra Frente Maranhão”, utilizou ontem o programa eleitoral para dar continuidade à desmistificação do discurso e da promessa de mudança pregada por Flávio Dino (PCdoB) no estado.

Lobão Filho mostrou aspectos da administração pública do município de Caxias, que assim como São Luís elegeu em 2012 um prefeito aliado de Dino, com o discurso de “renovação” e “mudança”. Léo Coutinho (PSB), que pertence à família do ex-prefeito Humberto Coutinho – assim como Edivaldo Júnior, em São Luís – não conseguiu concretizar nenhuma de suas promessas e enfrenta alto índice de rejeição.

O programa do peemedebista apontou uma série de denúncias de corrupção e de descaso com a população de Caxias. Um dos pontos diz respeito à promessa de Léo Coutinho e de Flávio Dino, em 2012, de transformar um município em uma “Cidade Olímpica”.

Lobão Filho mostrou que Caxias recebeu do Ministério dos Esportes o equivalente a R$ 5.600 milhões para a construção de um complexo esportivo, que incluía três piscinas olímpicas, mas depois de quase 2 anos de gestão a administração pública não concluiu as obras.

Outro setor que enfrenta grave crise é a saúde. Ao lado de Flávio Dino, como mostraram as imagens, Léo Coutinho prometeu a conclusão das obras do Hospital do Câncer, para o mês de março, mas o projeto não foi consolidado.

Os serviços prestados pelo Hospital Municipal de Caxias também são precários. A unidade, que serviria para desafogar o atendimento na região, está sucateada, sem equipamentos e materiais.

“A população de Caxias, assim como a de São Luís, sabe que se mudou alguma coisa, foi para pior. Esse projeto de poder mascarado de mudança não nos leva a lugar algum. É uma falsa mudança”, disse Lobão Filho.

Escrivã é morta em Caxias durante depoimento de suspeito de estupros

Loane foi morta quando tomava depoimento de suspeito de cometer estupros

Loane foi morta quando tomava depoimento de suspeito de cometer estupros

A escrivã piauiense Loane Maranhão da Silva Thé foi covardemente assassinada a facadas por volta de meio dia de hoje na Delegacia Especial da Mulher, em Caxias.

O assassino, Francisco Alves Costa, de 43 anos de idade, que trabalha como gari na Prefeitura de Caxias, iria prestar depoimento à Loane, por acusação de estupro contra as filhas de 17 e 20 anos de idade, quando utilizou uma arma branca para esfaquear e assassinar a escrivã. Eles estavam sozinhos na mesma sala.

De acordo com o delgado regional Celso Álvares Rocha, é provável que o criminoso tenha utilizado uma das armas apreendidas durante operação policial, que estavam sobre uma mesa, junto a documentos.

É possível também, que ele já tenha entrado na sala armado, e aproveitado a oportunidade para golpear a escrivã. O delegado afirmou que ao ser atacada, Loane gritou e pediu ajuda. Uma investigadora de polícia que estava em outra sala se dirigiu até o local, mas também acabou esfaqueada no abdômen. A investigadora foi levada para o Hospital Regional de Caxias e não corre risco de morte.

Francisco Alves Costa já está preso.

Prefeito de Caxias move 12 ações contra blogueiro

Leo Coutinho é prefeito de Caxias

Leo Coutinho é prefeito de Caxias

Do blog do Saba – Os tempos foram mudando e hoje o número de profissionais de comunicação assassinados caiu consideravelmente. Mesmo assim, o perigo ainda existe.

Alguns políticos tentam a cooptação, oferecendo dinheiro, muito dinheiro para calar comunicadores que fazem o dever de cidadão de denunciar e esclarecer a opinião pública contra atos irregulares ou ilegais. Este blogueiro já perdeu a conta de quantas vezes foi oferecido dinheiro para mudança de postura nas matérias que faço desde o distante ano de 1992.

Alguns políticos, por acreditarem que, pela influência, o poder e o dinheiro conseguem tudo, atacam membros da imprensa através da justiça, por meios de ações judiciais que tentam intimidar comunicadores e calar vozes divergentes.

Já respondi inúmeros processos judiciais por danos morais por conta de matérias que produzi ao longo de mais de 20 anos atuando no jornalismo em Caxias. Jamais fui condenado nesses processos. A justiça dos homens me inocentou em todos eles.

Para minha surpresa e indignação, o prefeito de Caxias, Léo Coutinho, está movendo contra mim o maior ataque contra um profissional de imprensa que se tem notícia na história do Maranhão.

O titular do blog está sendo alvo de 12 ações na justiça impetradas pelo chefe do executivo caxiense. Continue lendo aqui…

MP entra com ação civil pública por improbidade contra Léo Coutinho

léo coutinhoA promotora de justiça Carla Mendes Pereira Alencar ingressou, no dia 23 de setembro, com uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Caxias, Leonardo Barroso Coutinho (conhecido como Léo Coutinho) e sua esposa e secretária municipal da Mulher, Liana Lobato Rocha Coutinho. A ação foi motivada pela quebra do princípio constitucional da impessoalidade na administração pública.

De acordo com a titular da 1ª Promotoria de Justiça de Caxias, o prefeito promoveu a distribuição de material publicitário divulgando os feitos dos primeiros dias de seu mandato, com o título de “100 dias com você”. O material foi composto de 80 mil jornais impressos, 20 mil folders e 20 outdoors. O valor total aplicado foi de R$ 77.800.

No jornal, em uma folha em que constam as ações desenvolvidas na área da saúde, das sete fotos existentes, seis trazem a imagem do prefeito. Em outras páginas do informativo também estão presentes fotos e falas de Léo Coutinho, deixando claras as suas metas pessoais frente à administração municipal. Na página dedicada à Secretaria Municipal da Mulher, das 18 imagens publicadas, nove retratam Liana Coutinho.

Outro ponto levantado pelo Ministério Público é a semelhança entre a logomarca adotada pela prefeitura e aquela utilizada pelo atual prefeito durante a campanha política. De acordo com a promotora Carla Alencar, “o culto à personalidade fica claro pela forma de divulgação no material de propaganda institucional, no qual se verifica por várias vezes a ênfase às pessoas dos demandados, além do uso de símbolo que vincula o nome Caxias à logomarca utilizada durante a campanha eleitoral do requerido para o cargo de prefeito municipal”.

Na ação, a representante do Ministério Público ressalta que a lei é clara no sentido de que a propaganda institucional jamais poderá ser utilizada para a promoção pessoal do administrador, devendo observar os princípios constitucionais da administração pública, como a legalidade, moralidade, impessoalidade e interesse público. Ao ir de encontro ao que prevê a legislação, o gestor público está cometendo ato de improbidade administrativa.

Como medida Liminar, a 1ª Promotoria de Justiça de Caxias requer que a Justiça determine a suspensão da utilização da logomarca adotada pela atual gestão para a Prefeitura de Caxias, que tem grande semelhança com a utilizada pelo gestor durante a campanha eleitoral. No entendimento do Ministério Público, a marca é uma afronta ao princípio da impessoalidade na administração pública.

Além da medida Liminar, a ação protocolada pede a condenação de Leonardo Barroso Coutinho e de Liana Lobato Rocha Coutinho por improbidade administrativa. Se condenados, os requeridos estarão sujeitos à perda da função pública que estiverem exercendo, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração recebida, ressarcimento do dano causado aos cofres públicos e proibição de contratar ou receber qualquer tipo de benefício do Poder Público pelo prazo de três anos, mesmo que por meio de empresa das quais sejam sócios.

As informações são do MPMA

Câmara de Caxias vai apurar sumiço de UTI

Vereador Catule na Câmara

Vereador Catule na Câmara de Caxias

De O Estado – A Câmara Municipal de Caxias aprovou na sessão de segunda-feira, dia 3, a criação de uma comissão para apurar denúncia publicada na edição de domingo de O Estado, segundo a qual a Prefeitura fez desaparecer equipamentos que serviriam para montar 11 leitos de UTI pediátrica. O caso está sendo encaminhado a uma comissão especial de tomada de contas para em seguida ser entregue ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público.

A proposta de investigar o assunto mais detidamente foi apoiada por 12 dos 19 vereadores. Apenas dois votaram contra e houve ainda três abstenções. Outros dois vereadores faltaram à sessão. Os integrantes da comissão ainda não foram definidos.

Segundo o vereador Fábio Gentil (PSDC), o objetivo é descobrir o destino dos equipamentos que seriam destinados à Maternidade Sinhá Castelo, que nem existe mais. “Nunca se soube da existência desses equipamentos. O que sabemos é que a maternidade Sinhá Castelo não existe mais. Vamos investigar o assunto para descobrir se os equipamentos chegaram a ser enviados a Caxias e qual o destino dado a eles”, declarou Gentil.

Segundo ele, tão logo for definida a composição da comissão, os trabalhos serão iniciados. “Já temos a denúncia inicial, do jornal O Estado, e, formada a comissão, vamos apurar com o cuidado necessário o destino desses equipamentos”, disse.

Para o vereador Antonio José de Albuquerque, o Catulé (PSB), a investigação será uma oportunidade de esclarecer o que chamou de “grave denúncia”. “A população não pode ficar sem respostas sobre tão grave denúncia”, ressaltou.

Denúncia – Em 30 de novembro de 2007 Edmundo Gomes, então secretário de Estado da Saúde, e Humberto Coutinho (PDT), então prefeito de Caxias, assinaram convênio de R$ 523.299,19 para a instalação de UTI pediátrica no Hospital Municipal Sinhá Castelo. Desse valor, o Estado repassou imediatamente R$ 475.726,54. Os R$ 47.572,65 – 10% sobre o que dera o Estado – foram repassados pela Prefeitura caxiense a título de contrapartida.

Por duas vezes, a Prefeitura de Coutinho pediu prorrogação do prazo para comprar e instalar os leitos de UTI, o que foi atendido. No dia 5 de agosto de 2008, o prefeito mandou a prestação de contas. Ele teria pago R$ 522.852,00 às empresas Dismahc e E. M. M. Mota por equipamentos sofisticadíssimos, como 8 ventiladores pulmonares, 2 cardioversores, 11 camas específicas de leitos de UTI, 11 reanimadores neonatais, desfribiladores e monitores multiparamétricos, dentre 85 aparelhos de 18 itens adquiridos.

Em maio de 2010, quase dois anos depois de compradas as UTIs que desapareceram, a Secretaria de Estado da Saúde voltou a Caxias e constatou: o gasto foi feito e o dinheiro saído dos tesouros estadual e municipal se consumiu, mas nunca nenhuma criança que de lá para cá necessitou dessas UTIs para ser salva foi efetivamente socorrida.

Em discurso na Assembleia, também na segunda-feira, a deputada Cleide Coutinho (PSB), esposa de Humberto, disse que não existiu sumiço de equipamentos. Segundo ela, uma maternidade foi inaugurada com o nome Carmosina Coutinho, mas os pedidos dos equipamentos para a unidade foram feitos ainda em nome da antiga maternidade, Sinhá Castelo, que ainda estava em funcionamento porque o novo prédio não havia sido inaugurado e, por isso, não tinha

CNPJ. “Depois de concluída e inaugurada, todos os equipamentos foram transferidos para a nova maternidade”, afirmou.