Cleide Coutinho recua e adere à candidatura de Othelino na AL

A deputada estadual eleita, Cleide Coutinho (PDT), viúva do ex-presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), recuou da articulação pelo comando da Mesa Diretora do Legislativo Estadual e aderiu à candidatura de Othelino Neto (PCdoB).

Cleide cogitava, até a semana passada, disputar a presidência da Casa. O PDT, partido pelo qual foi eleita, formará a maior bancada a partir de 2019, uma vez que elegeu 7 deputados. A legenda já decidiu, contudo, ficar com a vaga de 1º vice-presidente da Casa e o comando de algumas das principais comissões, a exemplo da CCJ.

Na manhã de hoje, num gesto de apoio ao comunista, Cleide se reuniu com Othelino.

Foi uma demonstração de apoio.

Roseana lamenta morte de Humberto Coutinho

“O Maranhão perde uma liderança política e um homem que lutou fortemente durante os últimos anos pelo restabelecimento de sua saúde.

Ao longo de minha trajetória política, eu e Humberto Coutinho mantivemos uma relação de muito respeito, buscando o melhor para o Maranhão e para a região dos Cocais, onde ele manteve sua base, tendo sido eleito prefeito de Caxias e também Deputado Estadual.

Que Humberto descanse e que Deus conforte Cleide, sua esposa e companheira, os filhos e toda a família. A todos eles, os meus sinceros sentimentos.

Roseana Sarney”

Oposição tenta adiar votação de projeto de Alexandre Almeida

Cleide Coutinho pediu vistas de projeto

Cleide Coutinho pediu vistas de projeto

A deputada Cleide Coutinho (PSB), membro da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, colocou em prática ontem a estratégia de seu grupo de tentar adiar ao máximo a votação do Pojeto do Lei 208/2014, de autoria do deputado Alexandre Almeida (PTN).

O projeto estava sob a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, que é composta por sete membros, e já havia recebido quatro votos favoráveis – ou seja, foi aprovado -, quando Coutinho pediu vistas.

Com a manobra, a parlamentar ganhou 48 horas a mais para que seja concluída a tramitação do projeto na comissão. Mesmo não podendo mudar mais o resultado da votação no colegiado, é garantia de que ele não vá para votação em plenário nesta semana.

A expectativa da base governista, no entanto, é votar a proposta já na próxima semana, após o parecer da CCJ. O projeto de Almeida torna desnecessária a eleição indireta para o cargo de governador e vice, em caso de vacância, quando houver um período menor que 30 dias  para a conclusão de mandato.

A Constituição do Estado é omissa em relação ao caso.

Após ataques, oposição tenta amenizar desgaste com Ministério Público

Rubens Júnior foi o mais agressivo contra o MP

Rubens Júnior foi o mais agressivo contra o MP

A Assembleia Legislativa vota hoje em caráter de urgência, moção de aplauso ao Ministério Público proposta pelo deputado estadual Edilázio Júnior (PV).

Com isso, tenta apagar a má impressão que ficou com os ataques dos parlamentares oposicionistas Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Othelino Neto (PCdoB) e Cleide Coutinho (PSB).

Mais algo chama a atenção.

Rubens Júnior, o mais agressivo contra a instituição, adiantou ontem que orientará a bancada de oposição a votar favorável a moção. Segundo ele, as críticas ao Ministério Público não estão acima da instituição, que “é importante para a garantia dos direitos constitucionais”. Mesmo assim, ele assegurou não retirar uma palavra sequer do que foi dito.

Talvez por vaidade ou até mesmo orgulho, o parlamentar ainda não conseguiu admitir publicamente que errou, exagerou nas considerações e feriu a honra de toda uma instituição.

Tenta, com o gesto de hoje, amenizar o desgaste – que foi inevitável -, e recuperar a imagem perante promotores e procuradores de Justiça.

Se conseguirá, é outra história…

Procuradora-geral de Justiça repudia ataques da oposição ao MP

A procuradora-geral de Justiça do Maranhão, Regina Lúcia Rocha, repudiou as declarações dos deputados de oposição Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Othelino Neto (PCdoB) e Cleide Coutinho (PSB), que tentaram desqualificar o órgão por causa Ação Civil Pública contra o ex-prefeito de Caxias, Humberto Coutinho (PSB) e mais nove pessoas, todas acusadas de desvio de dinheiro público.

Regina Rocha rechaçou influência política no MP

Regina Rocha rechaçou influência política no Ministério Público

Além de atacar o Ministério Público, os parlamentares insinuaram influência política nas ações do órgão, o que também foi duramente rebatido pela procuradora.

“O Ministério Público não pauta a sua atuação em virtude da situação político-partidária de quem quer que seja. Ele atua onde tem de atuar, onde há provas e elementos”, afirmou.

A procuradora também tratou de elevar o trabalho da promotora de Justiça Carla Mendes Pereira Alencar, que atua em Caxias e assina a ação. “A promotora de Caxias está respaldada pela administração superior e agiu dentro de suas atribuições em defesa do patrimônio público e combate à improbidade administrativa”, completou.

E agora, o que dirão os oposicionistas?

Cleide Coutinho contesta ação do Ministério Público contra Humberto

Cleide rebateu acusações contra Humberto Coutinho

Cleide rebateu acusações contra Humberto Coutinho

A deputada estadual Cleide Coutinho (PSB) contestou hoje na Assembleia Legislativa a ação movida pelo Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito de Caxias e seu marido, Humberto Coutinho por desvio de recursos públicos na Saúde do Município.

A parlamentar utilizou o pequeno expediente e o tempo das lideranças para rebater as acusações e sugeriu que havia influência e perseguição política do Governo do Estado, sem no entanto, conseguir explicar os desvios apontados.

É lamentável que o Ministério Público, instituição importantíssima na defesa dos valores da democracia seja tão rigoroso com aqueles que tentam trabalhar para melhorar as condições da saúde do tão sofrido povo maranhense“, disse em relação ao MP.

Cleide Coutinho afirmou que Humberto não cometeu nenhum tipo de irregularidade à frente da administração de Caxias e disse que o ex-prefeito irá provar na Justiça a sua integridade. Então tá…

CPI da Mulher continua desprezada pelos homens que compõem o colegiado

Deputadas participam de discussão na Câmara Municipal de Imperatriz

Deputadas participaram de discussão na Câmara Municipal de Imperatriz em maio

É notório e sincero o descontentamento das deputadas que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes contra a Mulher no Maranhão, em relação a ausência dos membros do sexo masculino nos trabalhos do colegiado.

Toda vez que o assunto é a CPI da Mulher, a primeira reação das deputadas que avançam nas investigações, diz respeito à falta de importância dada pelos deputados.

Francisca Primo (PT), Gardênia Castelo (PSDB), Eliziane Gama (MD), Cleide Coutinho (PSB) e Valéria Macedo (PDT) – que participou dos encontros em Imperatriz, estão sozinhas e sem apoio, na luta contra os crimes cometidos em desfavor da pessoa do sexo masculino.

No dia 24 de maio falamos sobre o tema, com o texto “CPI da Mulher: luta de um gênero só”. Na ocasião o blog recebeu o telefonema de uma das integrantes do colegiado, que elogiava a crítica e ratificava o sentimento de todas as mulheres que integram a CPI.

Quando a CPI se deslocou para Imperatriz no mês passado, por exemplo, nenhum dos titulares: Roberto Costa (PMDB), Alexandre Almeida (PSD), Magno Barcelar (PV) e Edson Araújo (PSL), bem como os suplentes: Rogério Cafeteira (PMN), Rigo Teles (PV), Raimundo Cutrim (PSD) e Hélio Soares (PP), manifestaram qualquer gesto de apoio ou foram até aquela cidade, que segundo Francisca Primo, é uma das mais violentas contra a mulher no estado.

As atividades em Imperatriz foram importantes e significativas, tanto que a cidade se mobilizou. Além da participação do Poder Judiciário, das polícias, Defensoria Pública, Câmara Municipal, associações de moradores, ONGs e da sociedade civil organizada, o colegiado conseguiu colher depoimentos de mulheres que haviam sido vítimas de violência, mas até então não tinham denunciado seus casos à polícia.

Cleide Coutinho utilizou a tribuna da Casa na terça-feira, para ratificar a importância da CPI e mostrar preocupação com a situação das mulheres em Caxias. Ela disse que somente nos primeiros cinco meses deste ano, 15 mulheres foram vítimas de estupro naquela cidade.

Francisca Primo conta que dois novos casos de agressão contra a mulher estão sendo apurados pela comissão, que avança com os trabalhos. Mas nada disso parece interessar os homens que compõem a CPI.

E como no último texto sobre o assunto, é lamentável constatar, a cada dia que passa, que a CPI é apenas mais uma batalha de gênero, por gênero e pelo gênero.

CPI da Mulher: luta de um gênero só

Deputadas participam de discussão na Câmara Municipal de Imperatriz

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes contra a Mulher, tem sido esvaziada pelos membros do sexo masculino na Assembleia Legislativa. O motivo, ao que tudo indica, é o desinteresse. Desde a sua instalação, apenas as mulheres Francisca Primo (PT), que é a presidente do colegiado; Gardênia Castelo (PSDB); Eliziane Gama (MD) e Cleide Coutinho (PSB) têm atuado com assiduidade nos trabalhos.

São elas que recolhem as denúncias, organizam e cumprem a agenda, buscam respostas de órgãos públicos e inserem os dados coletados num esboço daquele que será o relatório conclusivo da CPI.

Há duas semanas, por exemplo, quando a CPI da Mulher definiu que iria se deslocar até a cidade de Imperatriz, cidade que segundo o próprio colegiado, é a mais violenta contra a mulher no Maranhão, apenas as deputadas Primo, Gardênia e Coutinho, participaram da reunião. Francisca Primo chegou a lamentar a ausência dos pares.

Na última quarta-feira, quando a equipe de fato se deslocou para a cidade da Região Tocantina [onde ficou até ontem], novamente apenas as mulheres participaram dos trabalhos. Além de Francisca Primo, Gardênia Castelo, Eliziane Gama e Cleide Coutinho, a deputada Valéria Macêdo (PDT), que não faz parte do colegiado, participou das atividades.

Os titulares do sexo masculino, por sua vez, Roberto Costa (PMDB), Alexandre Almeida (PSD), Magno Barcelar (PV) e Edson Araújo (PSL), permaneceram em São Luís. Assim como os suplentes, que poderiam pelo menos ter manifestado gesto de apoio: Rogério Cafeteira (PMN), Rigo Teles (PV), Raimundo Cutrim (PSD) e Hélio Soares (PP).

A luta em defesa da mulher, iniciada na Assembleia por Eliziane Gama – e que foi barrada para a presidência da CPI – se revela, a cada dia que passa, única e exclusiva das mulheres. Infelizmente é assim. É uma batalha de gênero, por gênero e pelo gênero. Enquanto isso, os homens [parlamentares] que poderiam contribuir nas investigações de crimes contra a mulher cometidos em sua totalidade por outros homens [os agressores], permanecem inertes, como se não tivessem interesse algum em relação aos trabalhos da comissão. Mas o que é mais grave, como se não tivessem interesse algum em relação à situação sofrível, humilhante e amarga da mulher vítima de violência no Maranhão.