Lula afirma ter se sentido um prisioneiro

Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Foto: Paula Paiva Paulo/G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na tarde e hoje (4) que se sentiu “prisioneiro” por ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal. Ele depôs no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo e, em seguida, foi à sede nacional do PT, no Centro da capital paulista, onde fez um pronunciamento.

O presidente afirmou ainda que “acertaram o rabo da jararaca”, mas “não mataram”. E também falou sobre a presidente Dilma Rousseff: “Não permitem que a Dilma governe esse país”.

Lula é alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada nesta sexta. Além do depoimento, foi realizada busca a apreensão em sua casa, na sede do Instituto Lula e outros locais ligados ao petista. Investigadores suspeitam que o ex-presidente tenha recebido vantagens indevidas de empreiteiras suspeitas de desvios na Petrobras.

Depoimento na PF
“Me senti prisioneiro hoje de manhã”, afirmou diante de militantes. “Já passei por muita coisa na minha vida. Não sou homem de guardar mágoa, mas nosso país não pode continuar assim. Nosso país não pode continuar amedrontado.”

Ele disse que “jamais se recusaria a prestar depoimento. Não precisaria ter mandado uma coerção”. “Era só ter convidado. Antes deles, nós já éramos democratas.” “Se o juiz [Sérgio] Moro e o Ministério Público quisessem me ouvir, era só ter me mandado um ofício e eu ia como sempre fui porque não devo e não temo”, declarou.

Informações do Portal G1

Flávio Dino critica condução coercitiva de Lula pela PF

Dino PF

O governador Flávio Dino (PCdoB) saiu em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a condução coercitiva realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã de hoje.

Para o comunista o ato foi tomado de “espetacularidade”, o que  “conflagra a sociedade”.

Dino afirmou que medidas coercitivas devem obedecer ao princípio da proporcionalidade (necessidade). “Não me parece o caso na condução do ex-presidente Lula”, disse.

Curioso é que Flávio Dino não se manifestou da mesma forma na ocasião da condução coercitiva do adversário político, ex-secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad (PMDB), no ano passado.

Na ocasião, a PF conduziu o secretário para prestar depoimento, mesmo depois de o peemedebista ter se manifestado publicamente, e encaminhado documento para a PF, se colocando à disposição da Justiça para qualquer informação.

Coisas da política…