“O Maranhão elegeu uma mentira”, diz Lobão sobre Flávio Dino

O senador Edison Lobão (MDB), pré-candidato à reeleição, foi duro com o governador Flávio Dino (PCdoB), ontem (21), durante seu discurso em ato da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Para ele, o eleitor do Maranhão desiludiu-se com o comunista.

“O povo foi iludido uma vez, não será iludido uma segunda”, declarou.

O senador acrescentou que o estado “paga o preço” de ter acreditado nos comunistas.

“O Maranhão elegeu uma mentira. Erramos, e porque erramos estamos pagando o preço”, concluiu.

Do blog de Gilberto Léda

Oposição critica execução orçamentária dos 100 dias de governo de Flávio Dino

Edilázio é oposição na Casa

Deputado estadual Edilázio Júnior

O Estado – Deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa fizeram críticas, ontem, ao governo Flávio Dino (PCdoB) após reportagem de O Estado apontando que a gestão comunista, embora tenha conseguido aumentar as receitas geridas diretamente pelo governo, não tem investido adequadamente os recursos de que dispõe em caixa.

Os dados constam do relatório resumido da execução orçamentária do Estado, produzido pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) e publicado no Diário Oficial do Estado do dia 30 de março, e apontam que nos dois primeiros meses de 2015, o Executivo arrecadou R$ 2.271.231.841,50, mas executou efetivamente, em obras e serviços públicos, apenas R$ 1.489.384.371,50.

Para o deputado estadual Adriano Sarney (PV), os números mostram que o governador chegou ao poder sem um projeto bem definido para o Maranhão. “Não há um planejamento efetivo e o resultado são esses gastos apenas com aliados no Carnaval, em soma maior que os gatos com policiamentos “, destacou. Ele se referia ao fato de que só com o Carnaval foram gastos aproximadamente R$ 12 milhões, enquanto com o “Policiamento” o Governo do Estado gastou apenas R$ 848 mil, de uma dotação disponível de R$ 96 milhões.

Deputado Adriano Sarney / Agência Assembleia

Deputado Adriano Sarney / Agência Assembleia

Para se contrapor, aliados do governador comemoraram dados de uma pesquisa encomendada pelo governo, mostrando aprovação de 72%. “A marca principal desse governo, que justifica tamanha aprovação popular, é a opção pelos mais pobres, como exemplo, o programa Mais IDH que atende os 30 municípios com mais carência, além da forma transparente como o governo proíbe, pune e previne casos de corrupção”, analisa Othelino Neto (PCdoB).

Discrepância ­ O deputado Edilázio Júnior (PV) classificou a revelação de O Estado como uma “discrepância” no discurso do governador do Maranhão. Segundo ele, a informação de que foram priorizados gastos com Carnaval, em detrimento da Segurança Pública, é “ainda mais estarrecedora” porque divulgada uma semana após o episódio envolvendo os resgates de quatro detentos de Pedrinhas. Na ocasião, ficou comprovado que o sistema soube com a antecedência da ação criminosa, mas não atuou para impedir.

Deputada estadual Andrea Murad

Deputada estadual Andrea Murad

“O governo investiu cerca de R$ 12 milhões no Carnaval, e isso em apenas 50 municípios, de um total de 217. Já para o policiamento, o investimento pífio foi de apenas R$ 848 mil. E isso diante de uma grave crise na segurança, com números exorbitantes de homicídios e fugas no complexo penitenciário de Pedrinhas”, declarou. Na avaliação do parlamentar verde, “o balanço, portanto, é negativo”.

Cortes na Saúde – A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) declarou a O Estado que “era esperado” que o Governo do Estado não cumprisse a obrigação constitucional de investimentos na saúde. Ela atribuiu a ineficiência na execução do orçamento à “falta de pessoas capacitadas para os cargos estratégicos” no Governo Flávio Dino (PCdoB). Para a peemedebista, a redução dos gastos na Saúde são causa de queda na qualidade do atendimento e aumento do número de reclamações de beneficiários do sistema.

“Não gastar o mínimo exigido é a prova do descaso e da falta de compromisso com o setor, por isso a qualidade no atendimento caiu, acabaram com as consultas em centros de especialidades, faltam medicamentos e material hospitalar nas unidades, ou seja, o governador não está conseguindo ou não quer dar continuidade ao trabalho que fez a saúde avançar nos últimos 5 anos”, relatou.

Segundo a Constituição Federal, os estados devem investir na rede de saúde 12% da receita de impostos e transferências ­ descontadas as transferências constitucionais, como FPE e Fundeb, por exemplo. No primeiro bimestre deste ano, contudo, o Estado do Maranhão investiu apenas 8,62% desse total, o que corresponde a apenas 68,4% de tudo o que deveria ser desembolsado para a Saúde. O Governo Flávio Dino (PCdoB) ainda pode corrigir a falha, compensando o baixo investimento do início do ano com mais gastos nos próximos meses.

Andrea Murad também comentou a paralisação de obras em todo o estado. “O orçamento não executado também reflete nas obras paradas que vemos pelo Estado. Ou o governo não quer ou não sabe executar e os prejuízos serão maiores do que se imagina”, completou.

Edivaldo Júnior se transforma em alvo de aliados de Flávio Dino

Edivaldo é criticado até por irmão do governador

Edivaldo é criticado até por irmão do governador

O Estado – Aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) e até um irmão do comunista reforçaram, ontem, o coro de insatisfação contra o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), por conta do reajuste dos preços das passagens de ônibus na capital.

Em todos os casos, a principal crítica foi à falta de diálogo entre o Município e a população, o que culminou em decisão unilateral pelo aumento.

Na Câmara Municipal, os vereadores Professor Lisboa e Rose Sales, ambos do mesmo PCdoB que o governador, condenaram a medida. Filho do ex­vice­prefeito Roberto Rocha, Roberto Júnior (PSB) também atacou o prefeito.

A postura tem sido encarada como uma mostra do clima de insatisfação que se instalou entre Estado e Prefeitura após o anúncio do reajuste.

Professor Lisboa ressaltou que um dos motivos alegados para o aumento – o reajuste dos preços das tarifas de energia e dos combustíveis – atinge não apenas os empresários do sistema de transportes, mas, também, o cidadão comum. “São fatores que atingem todos os brasileiros e não somente os empresários de transporte urbano de São Luís”, destacou.

Para a vereadora Rose Sales, a população de São Luís foi “penalizada”. Ela considerou “abusivo” o percentual de reajuste adotado pela Prefeitura. “Mais uma vez a população está sendo penalizada, pois o aumento abusivo concedido pela atual gestão em junho do ano de 2014 foi resultado da inoperância da gestão em não ter cumprido o acordo para as empresas adquirirem o sistema de bilhetagem eletrônica única e de biometria facial, o que coibiria fraudes gerando receita de R$ 4,2 milhões por mês”, ponderou a comunista, em nota.

Roberto Júnior classificou de injusta a decisão do prefeito. “Os usuários do transporte são constituídos, em sua maioria, por pessoas de baixa renda. E não podemos deixar de achar injusta a decisão do prefeito de aumentar as tarifas” afirmou

Compartilhamento – A manifestação de Sálvio Dino, irmão do governador Flávio Dino, veio por meio das redes sociais. Ele compartilhou em sua página pessoal uma postagem do também vereador Honorato Fernandes (PT), condenando a falta de diálogo e defendendo a revisão do aumento. “Falta diálogo, informação e clareza quanto ao aumento da tarifa.  É preciso ser revisto o aumento por todos os vereadores. Esse aumento foi de encontro a uma lei municipal promulgada pela própria Casa”, diz a postagem.

No texto do petista, replicado por Dino, há um relato de “descontentamento” geral da população com a medida, em contraposição a suposta aprovação a melhorias no transporte público, anunciadas em propaganda institucional.

“Acabo de chegar em casa, depois de ter rodado vários bairros de São Luís, e o que vi e ouvi é o total descontentamento pelo aumento da passagem de forma surpreendente, diferente do que assisti na televisão há poucos instantes, numa propaganda da Prefeitura. É preciso diálogo”, completa o texto

Pelo filho…

Edivaldo tentou defender a gestão do filho

Edivaldo tentou defender a gestão do filho

Quase um mês depois de assumir o mandato na Assembleia, o deputado Edivaldo Holanda (PTC) resolveu estrear ontem na tribuna.

Mas o tema escolhido foi dos piores.

Em causa própria, o parlamentar que se manteve calado por duas semanas, resolveu tentar defender o filho, Edivaldo Júnior, prefeito de São Luís.

Não escolheu o melhor dia.

Sem nenhum argumento sólido que pudesse justificar o mandato do prefeito, Holanda-pai acabou por avivar as lembranças de promessas não cumpridas por Edivaldo, como o bilhete único.

Foi enquadrado pelos deputados Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PPS), obrigando-se a sair do plenário antes do fim da sessão.

O papel de Holanda foi o de qualquer pai.

Edivaldo Júnior foi alvo de debate na Assembleia

Edivaldo Júnior foi alvo de debate na Assembleia

Mas, há alguns anos, era o próprio Holanda quem desdenhava de uma situação idêntica, embora invertida.

Derrotado na eleição de 2010, ele assumiu o mandato na Assembleia, como suplente, graças à benevolência do então prefeito João Castelo (PSDB), que chamou a deputada Graça Paz (então no PDT), para uma secretaria.

No plenário, o pai do atual prefeito era o primeiro a atacar a ex-deputada Gardênia Castelo (PSDB) que vivia uma solitária batalha na tentativa de defender o pai das críticas de sarneysistas e dinistas.

Edivaldo Holanda sabe que também vive uma missão inglória.

Sabe que tentar defender a gestão do filho é levantar a bola para que outros parlamentares desmontem os seus próprios argumentos.

Mas não tem muito o que fazer, afinal, pai é pai…

Da coluna Estado Maior

Castelo chama seus criticos de “cretinos” e promete que novo asfalto de São Luís vai durar 5 anos

Castel durante evento que chamou criticos de cretinos e bandidos

Do blog de Daniel Matos – O prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), destilou ódio hoje, durante solenidade em que assinou a ordem de serviço para a pavimentação de ruas e avenidas na zona rural. Ainda incomodado com a decisão do Tribunal de Justiça que suspendeu a aplicação da nova tabela do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Castelo classificou como “injustas” e “cretinas” as críticas à sua gestão e chamou de “imprensa marrom” – sem dar nomes – os veículos de comunicação que costumam apontar erros cometidos por ele e por sua equipe de auxiliares. Em um surto de populismo jamais visto nas últimas décadas no Maranhão, digno do período em que ele governou o estado (1979-1982), João Castelo prometeu que a nova camada asfáltica que será aplicada nas ruas e avenidas da capital vai durar cinco anos, ou seja, permanecerá intacta até 2016, último ano do seu próximo mandato, caso se reeleja, ou daquele que eventualmente derrotá-lo nas urnas em 2012. “Serei intransigente com com três itens: a qualidade e a agilidade das obras e o preço que a Prefeitura pagará ao empreiteiro vencedor da concorrência pública”, declarou, para delírio da claque escalada para aplaudi-lo na cerimônia. Castelo informou ainda que semana que vem autorizará o início do asfaltamento de ruas e avenidas da zona urbana de São Luís e voltou a atacar jornais e emissoras de rádio e TV que denunciam falhas em sua gestão. “Essa imprensa me agride todos os dias, de manhã, de tarde e de noite. Isso é coisa de quem não tem competência para exercer certas funções”, disparou. Em meio à divulgação de informações sobre as obras, Castelo voltou à carga contra a mídia que não reza em sua cartilha. “Não vou responder a bandidos”, detonou, para em seguida ser alvo, novamente, de efusivos aplausos.

Foto: Flora Dolores