Jhonatan afirma à polícia que assassinou presidiário para não ser morto

O criminoso Jhonathan de Sousa Silva – condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato do jornalista Décio Sá, então repórter de Política de O Estado, disse em depoimento à Polícia Civil que matou o detento Alan Kardec Mota porque estava sendo ameaçado de morte. O crime ocorreu no último domingo no Presídio São Luís 4, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Jhonathan Silva afirmou que as ameaças ocorriam desde 2016. Ele contou “que, depois que foi ameaçado de morte, teve um desentendimento com Alan Kardec em um jogo de futebol. Na ocasião, foi necessária a intervenção de outros internos para separar a briga.  “Alan Kardec gritava para os internos apoiarem ele”, relatou Jhonathan.

O homicida relatou ainda que há duas semanas se desentendeu com Alan Kardec em um jogo de xadrez, tendo ele dito para outro interno que resolveria com o interrogado suas diferenças na quadra, porque, se não fosse do jeito dele, iria esfaqueá-lo.

“Quando se encontrava em sua cela, uma noite antes do crime, ouviu o barulho de amolar de facas, mas não sabia de qual cela vinha. Na manhã, quando foi ao banheiro, encontrou um chuço no chão, próximo ao vaso sanitário. Pegou o chuço, indo em direção a Alan Kardec, e desferiu um golpe na região do peito”, relatou.

O criminoso matou Alan Kardec Dias Mota com golpes de ferro no peito, por volta das 7h30 do domingo, no horário do banho de sol. O detento ainda chegou a ser levado para o Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), mas não resistiu e morreu no fim da tarde.

Com informações de O Estado

Assassino de Décio Sá tem pena aumentada pelo TJ

Jhonatan foi condenado a 27 anos e 5 meses de prisão

Jhonatan foi condenado a 27 anos e 5 meses de prisão

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), em sessão extraordinária hoje, decidiu aumentar a pena de Jhonathan de Sousa, assassino confesso do jornalista Décio Sá. Condenado em julgamento anterior ao cumprimento de pena de 25 anos e três meses, ele teve sua condenação agravada para 27 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ficaram mantidas as demais penas determinadas pela Justiça de 1º Grau.

Na mesma sessão, o colegiado anulou o julgamento de Marcos Bruno Silva de Oliveira, que foi condenado a 18 anos e três meses de reclusão, por garantir fuga ao executor do crime, Jhonathan de Sousa. Com a nova determinação judicial, ele será submetido a novo Tribunal do Júri Popular.

Os processos – que ficaram sob a relatoria do desembargador José Luiz Almeida – referem-se às apelações criminais interpostas pela defesa dos acusados e pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), ambas solicitando reforma da decisão da 1ª Vara do Tribunal do Júri, proferida em fevereiro de 2014.

Em relação a Marcos Bruno, a defesa pediu, preliminarmente, a nulidade do júri, por considerar que a mídia em DVD não tinha qualidade e impediu a reapreciação dos depoimentos das testemunhas arroladas pelo MP. No mérito, pediu a realização de um novo júri.

Quanto ao recorrente Jhonathan de Sousa, a defesa pugnou pela redução da pena imposta, por entender que foi fixada de forma exacerbada e fora dos parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade.

O Ministério Público, por sua vez, refutou a nulidade apontada, asseverando que a mídia em DVD é claramente aproveitável, no que concerne à produção de provas. Afirmou que o pedido de redução das penas não se sustenta e defendeu que as mesmas sejam agravadas, diante da existência de qualificadoras previstas no artigo 121 do Código Penal.

O TJ voltará a julgar processos referentes ao caso em dezembro.

TJ julgará três processos do caso Décio Sá

Décio Sá foi morto em 2012

Décio Sá foi morto em 2012

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) julgará amanhã, em sessão extraordinária, três processos relativos ao assassinato do jornalista Décio Sá, ocorrido em 23 de abril de 2012.

Os recursos a serem julgados são de relatoria do desembargador José Luiz de Almeida. O julgamento ocorrerá no Plenarinho do TJMA (Av. Pedro II, s/n, 2º andar).

A primeira ação (017468/2014), que tem como revisor o desembargador Vicente de Paula Gomes de Castro, envolve os acusados Jhonathan de Sousa Silva (réu confesso da execução de Décio Sá) e Marcos Bruno Silva de Oliveira.

A segunda ação (010286/2014) tem como recorrente Shirliano Graciano de Oliveira.

Já no terceiro processo (013944/2015) figuram os acusados: Fábio Aurélio Saraiva Silva capitão da Polícia Militar (acusado de ter emprestado a arma que executou Décio Sá), Alcides Nunes da Silva, Joel Durans Medeiros, José Raimundo Sales Chaves Junior (mais conhecido como Júnior Bolinha acusado de ter intermediado a contratação do executor), Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva (mais conhecido como Buchecha acusado também de intermediar a contratação do executor) e José de Alencar Miranda Carvalho (acusado de financiar a execução).

Júnior Bolinha quer transferência para o Corpo de Bombeiros

Júnior Bolinha: nova tática

Júnior Bolinha: nova tática

Jorge Aragão – O preso José Raimundo Sales Junior, mais conhecido como Júnior Bolinha, através de seus advogados, ingressou na Justiça, através da 1ª Vara do Tribunal do Juri, com pedido de sua transferência do Complexo Penitenciário de Pedrinhas para a Unidade Prisional do Corpo de Bombeiros.

Os advogados estão alegando, para fazer a solicitação, que estão que estão zelando pela sua integridade física e moral de Junior Bolinha, que em Pedrinhas se encontra ameaçada.

O juiz Ernesto Guimarães Alves, Juiz Auxiliar da Entrância Final, oficiou no último dia 12 de dezembro, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Wanderley Pereira, para que se manifeste quanto a possibilidade de transferência e permanência de Júnior Bolinha no Corpo de Bombeiros.

Além disso, também foi determinando também que seja feita diligência para confirmar a situação em que se encontra Júnior Bolinha e foi solicitado ainda informações ao Diretor do Presídio São Luís I quanto a situação e a segurança do preso.

Júnior Bolinha é um dos acusados do assassinato do jornalista Décio Sá. De acordo com os autos, Jhonathan de Sousa Silva (réu confesso), denunciado como o autor dos tiros que mataram o jornalista, teria apontado Júnior Bolinha como a pessoa que lhe contratou para assassinar Décio Sá, a pedido de outras duas pessoas.

Curiosamente em dezembro do ano passado, Júnior Bolinha também deixou Pedrinhas, mas desta vez foi passear pelas ruas e avenidas de São Luís.

No dia 21 de dezembro de 2013, o preso Júnior Bolinha foi preso e não é redundância. Bolinha foi preso na Avenida dos Holandeses no início da noite. Segundo as informações da própria polícia, Júnior Bolinha teria pago a quantia de R$ 100,00 para ter sua saída facilitada (reveja aqui).

Naquela oportunidade, o Blog recebeu várias informações de que esta não teria sido a primeira vez que o preso sai, sem autorização legal, para o convívio com a sociedade e depois retornava para a prisão.

Décio Sá: acusado da morte vai para a prisão domiciliar

decioJorge Aragão – O desembargador José Luiz Oliveira de Almeida concedeu na sexta-feira (22), liminar em favor de José de Alencar Miranda de Carvalho, um dos acusados de ter encomendado a morte do jornalista Décio Sá, no dia 23 de fevereiro de 2012.

O pedido de liminar foi impetrado na Segunda Câmara Criminal pelo advogado Wendell Araújo de Oliveira. O desembargador José Luiz Almeida acatou o pedido e transformou a prisão de Miranda, preso no Comando da Polícia Militar em regime fechado, em prisão domiciliar. O estranho é que somente na noite desta segunda-feira (25) é que a informação acabou vazando.

No pedido, o advogado de Miranda sustenta que a idade avançada (74 anos), mais o problema de saúde (cardiopatia grave) e as condições do local onde estava preso seria suficiente para que a prisão fosse transformada em prisão domiciliar. Além disso, o advogado teria apresentado laudos médicos em que Miranda estaria sujeito a uma parada cardíaca a qualquer momento.

 

MP recorrerá de sentença aplicada a assassino de Décio

Executores de Décio permaneceram de cabeça baixa perante os promotores / Biné Morais

Executores de Décio permaneceram de cabeça baixa perante os promotores / Biné Morais

O Ministério Público Estadual (MP) poderá recorrer da sentença aplicada aos dois executores do jornalista Décio Sá e solicitar do Poder Judiciário do Maranhão que amplie a pena do pistoleiro paraense Jhonatan de Sousa Silva, de 25 anos, e de seu “piloto de fuga”, o bacabalense Marcos Bruno de Oliveira, de 28 anos. No início da madrugada de ontem, ambos foram condenados a cumprir, respectivamente, 25 anos e três meses, e 18 anos e três meses de prisão em regime fechado, pelo crime de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha na modalidade bando armado.

A intenção de requerer a ampliação de pena foi antecipada pelo promotor de Justiça Rodolfo Soares dos Reis, minutos após a leitura da sentença feita pelo juiz Osmar Gomes de Sousa, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri. “O Ministério Público entende que as três qualificadoras do crime, que são, exatamente, a prática do homicídio pela recompensa financeira; por emboscada e com a intenção de encobrir outro ato delituoso, que nesse caso trata-se da ‘agiotagem’ exercida pelos outros réus que se configuram no processo como mandantes. Tudo isso nos fundamenta a estudar com ânimo esse pedido à Justiça”, disse Rodolfo dos Reis.

O promotor que conduziu a acusação dos dois primeiros réus disse que a possibilidade do MP solicitar o aumento de pena dos executores do jornalista surgiu não apenas pela própria expectativa criada sobre o julgamento do assassino confesso de Décio Sá, mas também pelo que esperava a família do jornalista e a própria viúva da vítima. “Consideramos justa a maneira como o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri conduziu os trabalhos e aplicou a sentença. Entretanto, vamos considerar a expectativa dos familiares do jornalista, que esperavam a pena máxima”, acrescentou o representante do MP.

 De O Estado

Assassino de Décio é condenado a apenas 25 anos de prisão

Executores de Décio permaneceram de cabeça baixa perante os promotores / Biné Morais

Executores de Décio permaneceram de cabeça baixa perante os promotores / Biné Morais

Assassino confesso do jornalista Décio Sá, Jhonatan Souza foi condenado na madrugada desta quarta-feira pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, após veredicto de um júri popular por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha, a 25 anos e três meses de prisão em regime fechado. Marcos Bruno Silva, comparsa de Jhoantan e que o ajudou na fuga, pegou 18 anos de três meses de reclusão, também em regime fechado.

A família do jornalista morto considerou a pena muito leve e prometeu recorrer da decisão para tentar aumentar a pena. O Ministério Público também irá pedir aumento da pena. O advogado Pedro Jarbas, que defende o bandido, assegurou que irá recorrer da sentença contra Marcos Bruno

Foram quase três dias de julgamento do pistoleiro agenciado para matar Décio. Foram ouvidas testemunhas, debatida a acusação entre o MP e os advogados de defesa do assassino, até que se chegasse ao momento da manifestação do júri popular.

Jhonatan agora deve ser transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS) onde aguardava julgamento. Já Marcos Bruno cumprirá a sua pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

 

Assassino de Décio pode ser sentenciado hoje

Executores de Décio permaneceram de cabeça baixa perante os promotores / Biné Morais

Executores de Décio permaneceram de cabeça baixa perante os promotores / Biné Morais

O primeiro dia do júri popular dos assassinos de Décio Sá serviu para que promotores de Justiça e advogados de defesa confirmassem ou contestassem depoimentos de testemunhas arroladas no processo que trata do assassinato do jornalista.

Ao todo, cinco pessoas foram convocadas pelo Ministério Público Estadual (MP) e seis pelos advogados de Marcos Bruno Silva de Oliveira, de 29 anos, e Jhonatan de Sousa Silva, de 25 anos, que matou Décio. Do total apontado pela defesa, três (Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, e os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros) foram dispensados pelos advogados no fim da sessão de ontem, fato que deverá acelerar os trabalhos, já que, segundo o juiz Osmar Gomes dos Santos, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, a sentença poderá ser lida às 23h de hoje.

A previsão inicial era de que a sentença aos assassinos de Décio fosse imposta apenas na quarta-feira.

 Ronaldo Ribeiro – Ontem, o promotor de Justiça Haroldo Paiva de Brito afirmou que o advogado Ronaldo Ribeiro, denunciado pelo próprio MP de ter participado da trama que acabou com a morte de Décio, ainda poderá ser levado à júri popular.

Ele revelou que pediu mais provas à polícia contra o advogado e assegurou que as investigações do caso continuam.

Assassino de Décio vai a júri hoje

Jhonatan será julgado por um júri popular

Jhonatan será julgado por um júri popular

O assassino confesso do jornalista Décio Sá, o pistoleiro Jhonatan de Sousa Silva, 25 anos, senta hoje no banco dos réus. Ele desembarcou ontem, por volta das 14h, no aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís, para participar do julgamento de 11 acusados de participação no crime. O pistoleiro paraense que assassinou o jornalista será o primeiro a ser julgado, após um ano e nove meses do crime, que ocorreu por volta das 23h30, do dia 23 de abril de 2012, em um bar na Avenida Litorânea.

Jhonatan chegou em voo comercial da Azul Linhas Aéreas, escoltado por agentes penitenciários federais, transferido do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ao deixar o aeroporto, Jhonatan foi escoltado por homens do Grupo Tático Aéreo (GTA) até a sede do Instituto de Criminalística (Icrim) para fazer exame de corpo de delito e depois recolhido em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, no bairro Cohama.

Além de Jhonatan Silva, também deve ir a júri popular no hoje Marcos Bruno de Oliveira, apontado como piloto de fuga. Os dois respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha.

 De O Estado