DEM na briga…

Engana-se quem pensa ser fato consumado a aliança do partido Democratas com o PCdoB do governador Flávio Dino. Apesar das articulações de interesses do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (RJ), com o comunista maranhense, há outras peças vinculadas ao DEM que não vêem com bons olhos essa aliança.

E trabalham freneticamente contra isso.

E nesse meio de campo está ninguém menos do que o ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido). Filiado histórico ao DEM, desde quando a legenda se chamava PFL, Tavares tem relações de longa data com os principais dirigentes do partido, que não dão uma pataca furada pela candidatura de Rodrigo Maia ao Palácio do Planalto.

E a possibilidade de entrada do presidente Michel Temer (MDB) na disputa pela reeleição anima ainda mais o xadrez político.

O DEM fica numa espécie de meio-caminho entre o MDB e o PSDB e tem quase nada ou nenhuma relação política, ideológica, programática ou doutrinária com o PCdoB. Os dois partidos são absolutamente distintos entre si, e só na cabeça oportunista de Flávio Dino há a possibilidade de unidade entre eles.

José Reinaldo se empenha em Brasília para encaminhar o projeto democrata, que pretende ter um palanque próprio no Maranhão, o que beneficiaria o próprio Rodrigo Maia, se este for mesmo candidato a presidente.

E até julho, as coisas continuarão indefinidas…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Flávio Dino age rápido e assegura ingresso de aliados no DEM

O governador Flávio Dino (PCdoB) agiu rápido, após o rompimento com o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) e assegurou a entrada de aliados no Democratas (DEM).

Zé Reinaldo trabalha junto à direção nacional para ingressar no partido e dar sustentação à candidatura de Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Maranhão.

Atento ao cenário, Flávio Dino conseguiu garantir a filiação de pelo menos meia dúzia de aliados.

Os últimos: Neto Evangelista e [secretário de Estado de Desenvolvimento Social] e Luis Fernando [prefeito de São José de Ribamar].

O DEM é comandado pelo deputado federal Juscelino Filho, que consegue “flutuar” entre o grupo da ex-governadora Roseana Sarney e o de Dino. É o que ocorre, por exemplo, com o também deputado federal André Fufuca (PEN).

A disputa pelas eleições 2018 apenas começou…

Juscelino Filho afirma que César Pires queria compor o Blocão

Juscelino FilhoO deputado federal Juscelino Filho (PMB), que apesar de ainda não ser filiado ao partido, é quem decide os rumos do DEM no Maranhão, se posicionou a respeito do imbróglio que envolve a sigla na Assembleia Legislativa.

Juscelino explicou que Antônio Pereira e César Pires haviam entrado em consenso, num primeiro momento, em relação a entrada do partido no Bloco União Parlamentar. Após a evasão de deputados do Blocão para o bloco liderado por Josimar do Maranhãozinho (PR), Pires teria desistido da composição. Foi aí que começou, segundo o parlamentar, a divergência na sigla.

Deputado estadual César Pires

Deputado estadual César Pires

Tanto Antônio Pereira quanto Pires, recorreram à direção da legenda. Augusto Serra, presidente estadual do DEM, reconduziu Pereira à liderança do partido no Legislativo e após ter consultado Juscelino, concedeu o aval para que a legenda formasse bloco no Parlamento.

“Ele mesmo [César] participou de uma reunião, com Josimar e todos os demais daquele bloco, e Antônio Pereira, fechando a formação. Antônio assinou no mesmo dia, já César, disse que ia aguardar uma conversa com Alexandre Almeida [PSD] para assinar. Mas houve uma dissidência no Blocão, e alguns membros migraram por algumas horas para esse bloco. Quando isso ocorreu César ficou insatisfeito e nesse momento já foi querendo ingressar no Blocão do Governo. Nesse momento ficou a divergência entre os dois”, explicou.

Juscelino rechaçou, contudo, a entrada do partido no Blocão. “Como não houve entendimento entre os dois, o partido precisou se posicionar. Como que o partido iria para o Blocão se nós nunca tivemos sequer diálogo com o Governo? Foi a melhor decisão colocar o partido no Bloco União Parlamentar que é de centro. Essa foi a decisão”, explicou.

Juscelino disse que o partido jamais traiu César Pires, como o parlamentar sugeriu na tribuna da Assembleia Legislativa na manhã de ontem.

Luis Fernando recebe o apoio do DEM para a disputa de Ribamar em 2016

PSDB Luis FernandoO Democratas (DEM), partido liderado no Maranhão por Ricardo Guterres, fechou hoje com o tucano Luis Fernando Silva (PSDB) para a disputa das eleições em São José de Ribamar, em 2016.

O ex-secretário-chefe da Casa Civil e ex-secretário de estado da Infraestrutura, portanto, não mais disputará a eleição de São Luís.

“Luis Fernando é um exemplo de gestor público”, disse Guterres, e completou: “O DEM tem projetos para colaborar e participar da sua gestão em benefício ao ribamarense”.

O DEM é o primeiro partido a fechar com Luis Fernando para a eleição de 2016.

A resposta de César Pires a Jefferson Portela

Deputado estadual César Pires rebateu pro

Deputado estadual César Pires rebateu o ataque de Jefferson Portela, que tentou desmerecer a bancada de oposição na Assembleia Legislativa

“Olha, o Sarney merece o meu respeito, não convivo perto dele, não tenho intimidade estreita com ele, mas ele é um homem da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasileira de Letras, mas não conheço a academia dos incompetentes maranhenses, dos incapazes maranhenses, porque, se assim tivesse, o senhor secretário era a avant-première da história, para poder ser, na verdade, o que subiria ao pódio da incompetência e da truculência”, deputado estadual César Pires (DEM).

DEM avalia candidatura própria em São Luís em 2016

Ricardo Guterres é presidente do DEM

Ricardo Guterres é presidente do DEM

O presidente do Democratas em São Luís, Ricardo Guterres, anunciou que o partido pode lançar candidatura própria a prefeito de São Luís na eleição do ano que vem. O dirigente confirmou a possibilidade depois que as executivas nacionais do DEM e do PTB anunciaram a desistência da fusão entre as duas siglas por falta de consenso interno sobre a divisão do comando da nova legenda que surgiria após a unificação.

Ao comentar a desistência, Ricardo Guterres disse que sempre achou muito difícil a concretização da fusão, embora não fosse contrário à proposta. Mas deixou claro que esse é um assunto encerrado a partir de agora, tendo em vista a necessidade de preparar o partido para o pleito de 2016. “O DEM continuará seguindo um novo rumo, preparando os seus 205 diretórios municipais para que trabalhem com a perspectiva de aumentar o nosso quadro de prefeitos”, enfatizou.

Para atingir o objetivo, Guterres, que também é vice-presidente estadual do DEM, informa que nas próximas eleições o partido apresentará um conjunto de propostas voltadas ao desenvolvimento das cidades, em todos os setores. A boa articulação política, salienta o dirigente, também será fundamental para o sucesso do projeto eleitoral democrata. “Buscaremos qualidade na escolha das coligações, sem interferências e com total isenção”, afirma.

São Luís

Descartada a fusão com o PTB, que resultaria em mudanças profundas na conjuntura partidária, o DEM reavalia um projeto acalentado há algum tempo: o lançamento de candidatura própria a prefeito de São Luís. Guterres prefere não falar em nomes neste momento. “Estamos discutindo ainda”.

Conflito no DEM

César Pires  quer a direção do DEM

César Pires quer a direção do DEM

O deputado estadual César Pires concedeu ontem forte entrevista a O Estado em relação a situação de seu partido, o DEM, que é comandado em São Luís por Ricardo Guterres, para reafirmar que ele está reivindicando a direção do partido.

Segundo Pires, nenhum dos dirigentes do DEM hoje tem mandato eletivo e segundo o parlamentar, a sigla sempre viviu à sombra de outros partidos e sempre foi controlado por grupos terceiros. A abaixo a entrevista de O Estado com o deputado estadual.

O Estado – Quais rumos o DEM seguirá em 2016?

César Pires – O DEM não tem rumo a seguir se permanecer com a direção que tem. Ninguém senta com o partido para discutir alianças porque acham que o partido já tem donos e que somente segue orientações externas.

O Estado – E quais seriam as saídas para a mudança de rumo da legenda?

César Pires – É preciso inserir o partido novamente na pauta política. Estamos vivendo uma nova realidade e o DEM continua um partido pequeno, que hoje está resumido a dois deputados estaduais. É preciso mudar a direção assim mudando a mentalidade e garantindo os espaços que um partido como o Democrata tem nacionalmente

O Estado – Há possibilidades reais de mudança na direção do DEM tanto na estadual quanto em São Luís?

César Pires – O presidente Agripino Maia nos prometeu passar a direção nem que seja em São Luís para nós, membros que temos mandato. Precisamos dialogar. Ficaremos à espera do posicionamento da direção nacional.

 

 

Fusões e incorporação de partidos altera cenário para 2016 no estado

César Pires não fica no DEM se partido se fundir a outra siglsa

César Pires não fica no DEM se partido se fundir a outra siglsa

Após finalizado o processo eleitoral no Brasil, partidos políticos intensificam as negociações a respeito de possíveis fusões e incorporações no campo nacional. Esse tipo de movimentação atinge diretamente as estruturas políticas de algumas legendas no Maranhão, que já trabalham perspectivas de possíveis cenários para as eleições 2016.

Negociam fusões o PPS com o PSB e o DEM com PSDB – estes últimos de forma mais tímida. Já no que diz respeito à incorporação, PDT com o PTC. Todas estas siglas, exceto o DEM, integram o grupo oposicionista no estado, liderado pelo governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

Em Brasília, as direções de PPS e PSB já começaram a discutir com mais profundidade a possibilidade de fusão já para os dois últimos meses do ano. O PSB elegeu 34 deputados federais e o PPS outros 10. O objetivo é unificar e fortalecer a bancada, para atuar na oposição ao governo Dilma Rousseff (PT). O Solidariedade (SD) também sustenta a possibilidade de fusão.

Eliziane Gama  torce para que ocorra fusão com o PSB

Eliziane Gama torce para que ocorra fusão com o PSB

No Maranhão, a deputada estadual Eliziane Gama, presidente do diretório estadual do PPS, avalia positivamente a possibilidade de fusão. Ela destacou a O Estado o fortalecimento da legenda que comanda e disse que apoia o modelo proposto por dirigentes nacionais da sigla.

“Se houver de fato a fusão do PPS com o PSB, nós passaremos a ser a quinta maior legenda do Brasil, e isso significa muito. Significa, por exemplo, aumentar a bancada na Câmara Federal, presidir comissões na Câmara, obter mais tempo para debates, ampliação de fundo partidário, ou seja, nós conseguiríamos crescer bastante partidariamente”, afirmou.

Gama explicou que o debate foi iniciado durante a disputa do segundo turno das eleições presidenciais e revelou que a expectativa é de que uma definição ocorra em curto prazo.

“Antes da posse dos deputados federais, que ocorrerá em fevereiro, já teremos uma noção da possiblidade ou não da fusão. Particularmente acredito que é totalmente possível. Nas conversas que a gente tem com alguns colegas, dá para perceber também esse desejo. O PPS já vem tentando há muito tempo uma reformulação. Alguns falam até em refundação. A própria Marina Silva chegou a elogiar a determinação do PPS de debater essa refundação. Acho que os partidos brasileiros hoje precisam ter esse sentimento”, completou.

Não fica – Outras siglas que discutem a possiblidade de fusão no campo nacional, são o DEM e o PSDB, que quer ampliar as suas bases na oposição ao governo Dilma. Até o momento, segundo o deputado estadual César Pires (DEM), as negociações não alcançaram os membros da legenda no Maranhão. Pires, porém, já deixa claro que se a proposta for concretizada, ele deixa o partido.

“Até o momento, nada foi discutido no âmbito estadual, pelo menos que tivesse alcance dos deputados. Mas se houver fusão eu terei de procurar uma outra alternativa. Estarei liberado para isso [juridicamente]. Então o que digo é isso: se houver fusão eu não fico”, enfatizou.

Prefeito de Cajapió troca PCdoB pelo DEM

Prefeito de Cajapió não é mais do PCdoB

Prefeito de Cajapió não é mais do PCdoB; pertence agora à base do governo do estado

O prefeito de Cajapió, Nonato Silva já não é mais do PCdoB. Ele trocou o partido pelo DEM, do líder do governo na Assembleia Legislativa, César Pires, e declarou apoio ao pré-candidato do PMDB, Luis Fernando Silva.

Nonato Silva estava insatisfeito no PCdoB e reclamava a aliados o fato de sofrer patrulhamento por parte da cúpula estadual do PCdoB, comandado por Flávio Dino, pelo fato de haver firmado parcerias institucionais com o Governo do Estado.

Por isso resolveu dar uma baste e ampliar o esvaziamento do Partido Comunista. De todos os prefeitos eleitos pelo PCdoB, apenas um permanece com Flávio Dino.

Bruno Costa Galvão, de Igarapé Grande já declarou apoio a Luis Fernando e  Edson Souza, de Lajeado Novo, acompanha o peemedebista. Vilson Andrade, de Gonçalves Dias, já confirma nos bastidores apoio a Luis Fernando. Apenas Herando Macedo, de Dom Pedro, permanece na base de Dino. O que é pouco, para uma liderança política – como se auto afirma Dino.