Testemunhas do caso Mariana Costa serão ouvidas hoje pela polícia

lucas-porto-aptA Polícia Civil ouvirá a partir de hoje, as testemunhas do assassinato da publicitária Mariana Costa, sobrinha do ex-presidente José Sarney.

Dentre as testemunhas estão familiares, amigos e vizinhos do apartamento onde ela morava e foi morta.

O objetivo agora é desdevendar a motivação para o crime, que a polícia diz ter sido cometido pelo empresário e cunhado da vítima, Lucas Porto.

Lucas era casado com a irmã de Mariana. A polícia já levantou a hipótese de Mariana ter descoberto e decidido contar para a irmã, um relacionamento extraconjugal de Lucas, mas não há confirmação da tese.

“A partir de quarta-feira vamos procurar ouvir familiares, pois não foi possível ainda por conta do velório e sepultamento da vítima e vamos reinquirir novamente o suspeito”, resumiu o secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Na terça-feira, a Polícia Civil do Maranhão divulgou as filmagens do circuito interno das câmeras de segurança do condomínio onde morava Mariana Costa. Por meio das imagens é possível observar que Lucas esteve duas vezes no local do crime. De acordo com as investigações, das 14h às 15h, período provável da morte de Mariana segundo laudo do IML, apenas Lucas Porto teve acesso ao apartamento.

Ele nega o crime.

 

A polícia diz já ter colhido provas o suficiente que incriminam o suspeito.

Flávio Dino critica condução coercitiva de Lula pela PF

Dino PF

O governador Flávio Dino (PCdoB) saiu em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a condução coercitiva realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã de hoje.

Para o comunista o ato foi tomado de “espetacularidade”, o que  “conflagra a sociedade”.

Dino afirmou que medidas coercitivas devem obedecer ao princípio da proporcionalidade (necessidade). “Não me parece o caso na condução do ex-presidente Lula”, disse.

Curioso é que Flávio Dino não se manifestou da mesma forma na ocasião da condução coercitiva do adversário político, ex-secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad (PMDB), no ano passado.

Na ocasião, a PF conduziu o secretário para prestar depoimento, mesmo depois de o peemedebista ter se manifestado publicamente, e encaminhado documento para a PF, se colocando à disposição da Justiça para qualquer informação.

Coisas da política…

Jovem que provocou acidente e morte de Laura Burnett prestará depoimento hoje

O jovem Carlos Diego Araújo Almeida, de 22 anos, responsável pelo acidente que causou a morte da menina Laura Burnett Marão, de apenas 8 anos de idade, será ouvido pela polícia hoje.
O depoimento de Carlos deverá ocorrerá na Delegacia de Trânsito da capital. No período da tarde, serão ouvidos os agentes de trânsito que atenderam a ocorrência e testemunhas.
O boletim de ocorrência aponta que Carlos Diego bateu de forma violenta em carros que estavam parados no sinal vermelho, na Avenida Jerônimo de Albuquerque. Em um dos veículos estava Laura Burnett, que precisou ser internada na UTI do Hospital UDI.
De acordo com a polícia, apesar de ter se recusado a fazer o teste do bafômetro, o jovem admitiu que estava dirigindo sob o efeito de bebida alcoolica. Por este motivo, ele pode ser indiciado por homicídio doloso.
O inquérito policial já foi aberto…

Waldir Maranhão impõe acesso a provas como condição para depor em CPI

Waldir Maranhão é deputado federal

Waldir Maranhão é deputado federal

O vice-presidente da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão (PP), não prestou depoimento, como havia assegurado que faria, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que investiga desvios de recursos públicos da estatal.

No último fim de semana, o parlamentar havia se colocado à disposição de forma espontânea – ou seja, sem ter sido convocado -, para depor ao colegiado. Ele encaminhou um ofício de seu gabinete para o presidente da CPI, deputado federal Hugo Motta (PMDB/PB), pedindo que o depoimento ocorresse na última terça-feira.

Waldir, no entanto, especificou no ofício, uma condição para que o depoimento pudesse de fato ocorrer. Ele pediu que fosse disponibilizado para o seu gabinete, toda prova já produzida contra si e descrita nos autos.

Como o parlamentar não recebeu nenhum documento referente ao inquérito nº 3989, no qual está incluído o seu nome, ele não compareceu ao colegiado. O fato está publicado na ata de trabalho da comissão do dia 19 deste mês.

Waldir Maranhão, na verdade, não está, pelo menos momentaneamente, obrigado a prestar esclarecimentos junto à CPI da Petrobras. O depoimento dele já foi requerido pela deputada federal Eliziane Gama (PPS), que coordena os trabalhos do colegiado, mas o pedido ainda não foi aprovado pela comissão.

Delação – Waldir Maranhão foi citado pelo doleiro Alberto Yoousseff no processo de delação premiada, como um dos beneficiados pelo esquema de desvio de recursos públicos da estatal.

Por esse motivo teve o seu nome incluído na lista da Operação Lava Jato, encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que foi divulgada no início do mês à imprensa após autorização do ministro Teori Zavascki.

Waldir Maranhão será ouvido pela CPI da Petrobras

waldir2-300x209Gilberto Léda – O deputado federal Waldir Maranhão (PP), vice-presidente da Câmara Federal, será ouvido na próxima terça-feira pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

O anúncio foi feito na manhã de hoje (19), pelo presidente da Comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), no início da sessão convocada para ouvir o depoimento do ex-presidente da estatal, Renato Duque.

Segundo Motta, Waldir Maranhão ofereceu-se espontaneamente para prestar esclarecimentos. Ele figura na lista de deputados que tiveram o pedido de investigação autorizado pelo ministro Teori Zavascki.

Em depoimento à Polícia Federal (veja aqui) o doleiro Alberto Yousseff declarou que Maranhão integrava um rol de deputados “de menor relevância” dentro do PP e que estes recebiam propinas de R$ 30 mil a R$ 150 mil.

Preso que havia acusado Flávio Dino muda versão em novo depoimento

depoimentoO preso de Justiça André Escócio de Caldas, afirmou ontem em depoimento à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) – documento foi publicado com exclusividade pelo PCdoB -, de que teria recebido promessas de vantagens dentro do sistema prisional e uma “boa quantia” em dinheiro, para gravar o vídeo em que ele aparece acusando Flávio Dino (PCdoB) de integrar uma quadrilha especializada em roubo a banco.

No depoimento de ontem, não se sabe ainda em quais circunstâncias, ele afirmou ter incluído o nome de Flávio, Weverton e Patrícia após a garantia de que receberia regalias. Apesar disso, não fica claro, até o momento, quem garante as regalias ao criminoso. Não fica claro também, qual seria o montante em dinheiro pago a ele, após o depoimento.

O novo depoimento de André de Caldas foi colhido ontem pelo delegado da Seic Thiago Bardal e por membro do Ministério Público. Apesar de trechos do documento terem sido divulgados pelo PCdoB, a Polícia Civil não se manifestou.

Coligação de Lobão Filho pede investigação da PF sobre “vídeo-bomba”

documento PFA coligação “Pra Frente Maranhão” protocolou pedido de investigação na Polícia Federal (PF) sobre o vídeo em que um suposto bandido – em depoimento à Polícia Civil -, aponta a relação do candidato da coligação “Todos pelo Maranhão”, Flávio Dino (PCdoB) com uma quadrilha especializada em assalto a banco.

Desde a divulgação do vídeo, o PCdoB sustenta trata-se de uma fraude, um material apócrifo. No entanto, somente a Polícia pode esclarecer e afirmar a autenticidade ou não do vídeo divulgado.

O blog já teve acesso ao nome do preso, interrogado em Pedrinhas. Aguarda agora o posicionamento oficial da Secretaria de Segurança Pública.

Aguarda também as investigações da  Polícia Federal.

“Rico não fica na cadeia”, diz Pedrosa sobre habeas corpus em favor de fazendeiro

A Secretaria de Segurança Pública, administrada pelo secretário Aluizio Mendes, escondeu na delegacia de homicídios o fazendeiro Manoel de Jesus Martins Gomes, o “Manoel de Gentil”, acusado de ser o mandante do assassinato, com 7 tiros, do líder quilombola Flaviano Pinto Neto, de 45 anos de idade, no dia 30 de outubro do ano passado. O absurdo aconteceu ontem, quando o criminoso prestava depoimento naquela unidade. No local, advogados do fazendeiro faziam campana para impedir que informações fossem repassadas com precisão para a imprensa. Funcionou.

Aos meios de comunicação, a polícia informou que o fazendeiro ainda estaria em São Vicente Ferrer, local do crime, e que somente chegaria hoje em São Luís. Na verdade, após o depoimento, ele foi levado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, aguardando um pedido de habeas corpus impetrado no TJ pelos advogados.

Bom. Nunca fui a favor da imposição da polícia acerca da exposição midiática para de criminisos. No entanto, me deixa impressionado, porque esse tipo de exposição – muitas vezes covardes – só acontece com aqueles que não possuem instrução alguma. Lembram do caso do pintor Carlos Antonio, que reside na Ilhinha (reveja aqui), preso injustamente acusado de ter matado uma idosa no Renascença. A polícia prendeu sem ter informações precisas sobre o crime, convocou uma coletiva de imprensa, e apresentou o rapaz como o principal suspeito. No dia seguinte, disse que havia sido um equivoco, e soltou o rapaz. Uma vergonha, falta de respeito e incompetência.

O fazendeiro por sua vez, tem dinheiro, educação, completa noção do crime que cometeu, e ainda ganhou como brinde, um habeas corpus do Tribunal de Justiça, assinado pelo desembargador Antonio Fernando Bbayma Araujo pelo crime que cometeu. E mais, foi escondido e protegido pela própria polícia.

Revoltado, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA), Luís Antônio Pedrosa, afirmou ao Jornal Pequeno, que a decisão do desembargador (de libertar o assassino) demonstra como funciona o sistema de Justiça do Maranhão. “Rico não fica na cadeia”.

E infelizmente tenho que concordar…

Polícia esclarece transferência de presos

A polícia esclareceu que os três presos que ficaram em São Luís e permanecem no Comando Geral da Polícia Militar, não são  Marinaldo Assunção Roxo, conhecido como Cerequinha; Nilson da Silva Sousa, o Diferente, e Rone Lopes da Silva, o Roney Boy, apontados como líderes da rebelião ocorrida no Anexo do Presídio São Luís.

Os detentos que continuam em São Luís, na verdade, fizeram parte do núcleo que liderou o movimento. Dentre eles, está um índio Guajajara, apontado como o mentor e executor da barbárie que teve como objetivo, decapitar três presos.

De acordo com a polícia, a transferência dos 20 detentos foi feita por policiais da Força Nacional de Segurança (FNS), encaminhados ao Maranhão pelo Ministério da Justiça (MJ).

Todos os presos que embarcaram são considerados de alta periculosidade e, alguns deles, já estavam em trâmite processual para que a transferência fosse feita. Segundo o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, a decisão faz parte do conjunto de decisões que estão sendo tomadas por conta da rebelião.

Mais informações em breve…

Adolescente muda depoimento, assume autoria de assassinato e namorado é solto

 

Carlos Pimentel foi liberado após namorada assumir crime - foto: Flora Dolores

A adolescente que ontem confessou a trama e participação no assassinato da idosa Edelves Fialho, de 77 anos, mudou seu depoimento hoje, garantindo que matou a idosa sem a ajuda de terceiros. Com isso, já foi liberado Carlos Antônio de Oliveira Pimentel, preso ontem sob a acusação de ter sido o executor do crime. A partir de então, o caso tido pelo superintendente da Polícia Civil, Sebastião Uchôa, como solucionado  apresenta-se com uma reviravolta e pode inclusive ter novos detalhes revelados.

Agora à tarde, o advogado de Carlos Pimentel, identificado apenas como Rodrigo, falou com este blog pelo telefone, afirmando que quer que seu cliente possa esclarecer a situação em uma coletiva de imprensa. “Ele não pode sair a rua que as pessoas querem o linchar”, disse.

“Essa nova versão não muda nada, pois o caso já foi elucidado. Resta apenas fazer a individualização do crime, ou seja, saber quem fez o que, como fizeram e quem não fez nada. No máximo em 10 dias estará tudo determinado”, rebateu Sebastião Uchôa.

O delegado disse também que a mudança repentina nos relatos contados pela acusada pode configurar uma tentativa de livrar o namorado e assumir toda a responsabilidade tendo em vista o conhecimento no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que determina medidas sócio-educativas e não penas de reclusão em presídios à pessoas em sua idade.