Polícia esclarece transferência de presos

A polícia esclareceu que os três presos que ficaram em São Luís e permanecem no Comando Geral da Polícia Militar, não são  Marinaldo Assunção Roxo, conhecido como Cerequinha; Nilson da Silva Sousa, o Diferente, e Rone Lopes da Silva, o Roney Boy, apontados como líderes da rebelião ocorrida no Anexo do Presídio São Luís.

Os detentos que continuam em São Luís, na verdade, fizeram parte do núcleo que liderou o movimento. Dentre eles, está um índio Guajajara, apontado como o mentor e executor da barbárie que teve como objetivo, decapitar três presos.

De acordo com a polícia, a transferência dos 20 detentos foi feita por policiais da Força Nacional de Segurança (FNS), encaminhados ao Maranhão pelo Ministério da Justiça (MJ).

Todos os presos que embarcaram são considerados de alta periculosidade e, alguns deles, já estavam em trâmite processual para que a transferência fosse feita. Segundo o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, a decisão faz parte do conjunto de decisões que estão sendo tomadas por conta da rebelião.

Mais informações em breve…

Adolescente muda depoimento, assume autoria de assassinato e namorado é solto

 

Carlos Pimentel foi liberado após namorada assumir crime - foto: Flora Dolores

A adolescente que ontem confessou a trama e participação no assassinato da idosa Edelves Fialho, de 77 anos, mudou seu depoimento hoje, garantindo que matou a idosa sem a ajuda de terceiros. Com isso, já foi liberado Carlos Antônio de Oliveira Pimentel, preso ontem sob a acusação de ter sido o executor do crime. A partir de então, o caso tido pelo superintendente da Polícia Civil, Sebastião Uchôa, como solucionado  apresenta-se com uma reviravolta e pode inclusive ter novos detalhes revelados.

Agora à tarde, o advogado de Carlos Pimentel, identificado apenas como Rodrigo, falou com este blog pelo telefone, afirmando que quer que seu cliente possa esclarecer a situação em uma coletiva de imprensa. “Ele não pode sair a rua que as pessoas querem o linchar”, disse.

“Essa nova versão não muda nada, pois o caso já foi elucidado. Resta apenas fazer a individualização do crime, ou seja, saber quem fez o que, como fizeram e quem não fez nada. No máximo em 10 dias estará tudo determinado”, rebateu Sebastião Uchôa.

O delegado disse também que a mudança repentina nos relatos contados pela acusada pode configurar uma tentativa de livrar o namorado e assumir toda a responsabilidade tendo em vista o conhecimento no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que determina medidas sócio-educativas e não penas de reclusão em presídios à pessoas em sua idade.