Eliziane Gama quer a convocação de 23 na CPI da Petrobras

Eliziane Gama na Câmara Federal

Eliziane Gama na Câmara Federal

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), titular da CPI da Petrobras, protocolou hoje requerimentos de convocação de 23 pessoas e mais um, de instalação de quatro sub-relatorias na comissão. Dentre os suspeitos que a deputada quer ouvir estão o ex-ministro José Dirceu, o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ex-ministro Antonio Palocci, o senador Fernando Collor (PTB-AL), o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco e o ex-diretor de Serviços da companhia Renato Duque. Ela também quer ouvir o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Cardozo será chamado para explicar por que se encontrou com advogados da empreiteiras em caráter reservado. Já o ex-ministro José Dirceu, do governo Lula, que cumpre pena por envolvimento no Mensalão, é apontado pelo doleiro Alberto Youssef como beneficiário de recursos pagos por empreiteiras investigadas na operação Lava Jato. Parte desse dinheiro teria ido para o PT por meio da atuação de Vaccari e Dirceu.

Eliziane Gama quer que o ex-ministro Antonio Palocci, dos governos Lula e Dilma, explique um pedido de “doação” de R$ 2 milhões para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff, feito em 2010, conforme informação do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa.

De Fernando Collor de Mello Eliziane quer saber sobre recebimento de propina resultante de um contrato de R$ 300 milhões assinado em 2012 pela BR Distribuidora com a rede de combustíveis São Paulo. O negócio foi intermediado, segundo o jornal Folha de São Paulo, por Pedro Leoni Ramos, emissário de Collor.

O depoimento de Pedro Barusco, segundo requerimento de Eliziane Gama, “é de extrema importância para a CPI”. Ele foi braço direito de Renato Duque e chegou ao cargo por indicação de José Dirceu. A diretoria comandada por Duque cuidava de projetos e licitações, como a refinaria de Abreu e Lima e Comperj, obras cujo custo ultrapassa R$ 200 bilhões. Dois delatores da Lava Jato disseram ter pago propina de R$ 97 milhões a Duque e a Barusco em nome das empreiteiras para conseguir contratos de cinco obras.

Sub-relatorias – Eliziane Gama informou que o PPS quer que a Comissão Parlamentar de Inquérito tenha sub-relatorias de superfaturamento e gestão temerária na Petrobras; de constituição de empresas subsidiárias com o fim de praticar atos supostamente ilícitos; de superfaturamento e gestão temerária na construção e afretamento de navios de transporte, navios-plataforma e navios-sonda; e a última, para relatar denúncias de irregularidades na operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobras para a África.

Os alvos dos requerimentos

Auro Gorentzvaig (convite)

Atan de Azevedo Barbosa

Antonio Palocci

Augusto Amorim Costa

Bernardo Schiller Freiburghaus

Cesar Roberto Santos Oliveira

Fernando Collor de Mello

Fernando de Castro Sá

Geovane de Moraes

Guilherme Esteves de Jesus

Joao Vaccari Neto

José Dirceu

José Eduardo Cardozo

Luís Eduardo Campos Barbosa da Silva

Mário Frederico Mendonça Goes

Milton Pascowitchi

Paulo Okamoto

Pedro Barusco

Renato Duque

Shinko Nakandakari

Venina Velosa da Fonseca

Encaminhada pela Ascom

CPI do Bom Peixe retoma oitivas

Programa foi iniciado na gestão Castelo

Programa foi iniciado na gestão Castelo

Apesar das divergências internas entre a presidência e a relatoria, a CPI do Bom Peixe prossegue amanhã com novos depoimentos. Os mais aguardados são o do controlador-geral do Município, Délcio Rodrigues e Silva Neto, e o da auditora Elaine Jinkings Rodrigues. Os dois servidores assinam o relatório da CGM que aponta desvios de quase R$ 2 milhões ao erário na execução do Programa Bom Peixe na gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB).

Os membros da CPI decidiram convocar os representantes da CGM depois que os ex-secretários da Semaopa, Júlio França e Eliana Bezerra, tentaram desqualificar o relatório.

Para o presidente da CPI, vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB), o processo de investigação continua. “Já foi solicitada desde a semana passada a prorrogação por mais 60 dias das atividades da comissão. Portanto, a CPI vai continuar e o relatório será encaminhado ao Ministério Público [Estadual]”, declarou.

O vereador Edmilson Jansen (PTC) se mostrou indignado com a impossibilidade de a comissão dar início às acareações. “Essas acareações são fundamentais e importantes para elucidação dos fatos”, frisou. As acareações foram barradas pelos demais membros da CPI, Francisco Chaguinhas (PRP), Chico Carvalho (PRP), Esteveão Aragão (PSB) e Rose Sales (PCdoB).

Outro ponto destacado por Edmilson Jansen foi a decisão da maioria da CPI em não convocar o proprietário da empresa Pacific, o vereador do município de Cedral Luis Moraes, para prestar esclarecimentos. “Não entendi essa negativa, pois já havia sido deliberado, no último dia 12, pela convocação do proprietário da Pacific. Não sei que forças ocultas foram essas que mudaram a decisão”, ressaltou.

A agenda de oitivas da CPI do Bom Peixe prosseguirá também na sexta-feira (21) com o compromisso de ouvir o atual secretário de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Marcelo Coelho (PSB).

Com informações de O Estado

Caso Décio:defesa de acusados desiste de depoimentos de delegados

No primeiro dia das oitivas com testemunhas arroladas pela defesa dos acusados pelo brutal e covarde assassinato do jornalista Décio Sá, o destaque foi a desistência dos advogados de defesa em ouvir os delegados que atuaram no caso.

Ao todo, oito testemunhas que faziam parte da comissão de delegados, foram dispensados. Apenas uma empresária, proprietária de uma pousada onde Elker Farias hospedou-se antes do crime, foi ouvida no Fórum Desembargador Sarney Costa.

Amanhã não haverá audiência de instrução, uma vez que deveriam ser ouvidas apenas as testemunhas de defesa do acusado Ronaldo Ribeiro. Como o processo foi desmembrado em favor de Ribeiro a audiência foi cancelada.

Os depoimentos das testemunhas de defesa de Alcides Nunes e Joel Duram, Bolinha e Fábio Capita, acontecem na quarta-feira.