Cassação de Eduardo Cunha: saiba como cada deputado maranhense votou

maranhenses-cassacao-2maranhenses-cassacaoA Câmara Federal cassaou na madrugada de hoje, o mandato do deputado federal e ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O parlamentar, principal articulador do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no Legislativo, havia sido investigado e acusado de desvios pela Operação Lava Jato. Na acusação, a manutenção de contas irregulares em “paraísos fiscais”.

Por esse motivo, foi denunciado junto ao Conselho de Ética da Casa por partidos de esquerda por quebra de decoro parlamentar.

No julgamento de ontem, 450 deputados federais votaram pela cassação, nove se abstiveram e 10 votaram contra. Cunha está agora inelegível por 8 anos, ou seja, somente poderá disputar as eleições de 2026.

Dos 18 deputados federais que integram a bancada maranhense, 16 votaram pela cassação do parlamentar. Alberto Filho (PMDB), se absteve e Júniro Marreca (PEN) não compareceu na sessão.

Bira do Pindaré já despacha como secretário mesmo sem exercer cargo

bira doidãoGilberto Léda – Há alguma confusão envolvendo o nome do deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), indicado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) como secretário de Estado de Ciência e Tecnologia.

O socialista já aparece emreleases da sua assessoria de imprensa despachando no gabinete da Sectec como titular da pasta. Mas nunca deixou o cargo que ocupa na Assembleia Legislativa.

Isso mesmo.

clô-298x300Bira do Pindaré ainda não renunciou ao mandato de deputado, é o que informa a Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Casa.

Só que já despacha como secretário.

Estranho, não?

Segundo apurou o blog, o problema é com o primeiro suplente, o petista Valdinar Barros.

garrone-300x277Em 2010, quando elegeu-se pela primeira vez, Bira ainda fazia parte do PT. Ele saiu do partido no meio do mandato e Barros entrou na Justiça para tomar-lhe o mandato.

Por conta disso, o deputado solicitou a Flávio Dino que fosse oficialmente nomeado apenas em fevereiro, quando se inicia a nova legislatura e sua licença culminará com a posse de Fernando Furtado (PCdoB), não mais de Valdinar.

Mas, pelo visto, faltou explicar isso à assessoria…

Acompanha a apuração dos votos no Maranhão

A Justiça Eleitoral iniciou há pouco a apuração dos votos válidos das eleições gerais no Maranhão.

Clique aqui e acompanhe o desempenho dos candidatos a presidente da República, senador, deputado federal, deputado estadual e governador.

Espigão começará a ser construído em fevereiro

Por Ronaldo Rocha

publicada em O Estado

 Orçada em R$ R$ 12.038.277,56 milhões, a obra que prevê a construção do Espigão da Ponta d’Areia será iniciada em fevereiro, foi o que anunciou ontem o secretário de estado da Infra-Estrutura (Sinfra), Max Barros. Ele recebeu de técnicos da Vale, na Assembléia Legislativa, documentos complementares ao projeto do Espigão. Os documentos haviam sido solicitados pela Marinha do Brasil – por causa da alteração da Carta Náutica da Península da Ponta d’Areia – e serão repassados para a Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA). A Carta Náutica é uma representação cartográfica de uma área naútica, podendo representar, em conjunto, as regiões costeiras adjacentes à área.

Secretário Max Barros analisa documentos com técnicos da Vale, deputados e empresários

De acordo com o secretário, o próximo passo do Governo do Estado será solicitar da Prefeitura de São Luís, o Alvará para o empreendimento, para que em seguida possa ser expedida a ordem de serviço. “O espigão será essencial para a melhora na navegabilidade naquela região. A obra também proporcionará a extinção da erosão que ameaça vias e empreendimentos na Ponta d’Areia, aumentará a faixa de praia e aumentará o fluxo entre o mar e a Lagoa da Jansen, contribuindo assim para a despoluição deste importante cartão postal da cidade”, resumiu.

O Gerente Geral de Relações Institucionais da Vale, Dorgival Ferreira Pereira, que entregou oficialmente os documentos elaborados pela companhia ao secretário Max Barros, disse que a alteração da Carta Náutica ocorreu como uma exigência de segurança da Marinha do Brasil. “A questão foi prontamente atendida. Nossos engenheiros fizeram todos os levantamentos, realizaram a pesquisa e concluem esta etapa, com a entrega de cinco volumes de documentos”, completou.

O secretário afirmou que a construção do Espigão Costeiro – também conhecido como quebra-mar – é uma importante obra para a capital. “Nosso objetivo é acabar com todos os problemas que a Ponta d’Areia vem enfrentando nos últimos anos por conta da erosão”, disse.

Licença prévia – A Sinfra havia recebido em outubro do ano passado, a Licença Prévia para a construção do espigão na Ponta d’Areia. A autorização foi expedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).  Logo em seguida a secretaria procurou a Capitania dos Portos para saber quais os documentos necessários para a alteração da Carta Náutica. Na época, o capitão-de-mar-e-guerra, Nelson Ricardo Calmon Bahia, comandante da Capitania no Maranhão, havia dito que, uma vez entregues os documentos solicitados pela autoridade marítima, não haveriam dificuldades para que fosse dado um parecer favorável à construção do espigão costeiro.

O documento está relacionado diretamente à influência da obra na navegabilidade naquela região. Está incluso, um relatório com estudos sobre os impactos ambientais previstos.

O procedimento licitatório para a construção do espigão costeiro foi realizado em abril de 2010. A vencedora foi a empresa Ducol Engenharia LTDA, que realizará a obra por um valor de R$ 12.038.277,56 milhões, recursos próprios do Governo do Estado. Os valores foram publicados no Diário Oficial do dia 30 de abril do ano passado.  O resultado do procedimento licitatório ocorreu três dias antes. O prazo para a construção do espigão é de 180 dias.

Foto: Biné Morais / O Estado

            Mais

 De acordo com a Secretaria de Infra-Estrutura, o espigão terá 572 metros de extensão. Uma largura inicial de 7 metros e de 13 metros no final da estrutura. A altura do espigão deve variar de 4 metros a 14 metros no terreno natural, ficando a 1,4 metros acima do mar, durante a maré alta. O ponto de construção será nas proximidades do Memorial Bandeira Tribuzzi. A obra tem o objetivo de conter a erosão e a força das águas principalmente na Península da Ponta D’Areia.