Insultos comunistas

Sem defesa para os malfeitos de seu governo, o governador Flávio Dino e seu principal auxiliar, o supersecretário Márcio Jerry (ambos do PCdoB), passaram os últimos dois dias a insultar, agredir, ofender e desqualificar o trabalho da Polícia Federal, que desbaratou uma quadrilha que desviou mais de R$ 18 milhões na gestão comunista.

Dino e Jerry não se conformam de terem sido pegos com a mão na botija. Sobretudo pelo fato de que foi a partir de uma mulher indicada por Jerry, com salário de R$ 13 mil na Secretaria de Saúde, que a PF passou a investigar o esquema na atual gestão.

O governador prefere atacar adversários políticos e jogar a culpa em terceiros pelos seus malfeitos – aliás, como virou costume em seu governo. Jerry, por outro lado, prefere insultar a própria Polícia Federal, atribuindo a investigação em seu governo a ingerências políticas.

Ao desqualificar a Polícia Federal, o principal auxiliar de Flávio Dino – que foi juiz federal e, muitas vezes, precisou da ação da instituição – agride não apenas uma das instituições mais respeitáveis da República, mas a própria República.

Se havia malfeitos na pasta da Saúde, Flávio Dino teve três anos para corrigir o problema. Poderia ter feito em 2015, em 2016 ou em 2017. Mas passou esse tempo todo convivendo com essa corrupção bem na frente do seu nariz. E com indicados do seu próprio lugar-tenente.

Talvez até pelo fato de ter sido o pivô da investigação é que Jerry insulta tanto a Polícia Federal. Mas, junto com ela, insulta também a inteligência do maranhense.

E é este o problema do “sabido”.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Descaso: cirurgias são suspensas no Dutra por falta de reagentes químicos

Caso foi mostrado em reportagem pela TV Mirante ontem: reprodução TV

Caso foi mostrado em reportagem pela TV Mirante ontem: imagem, reprodução de TV

O Hospital Universitário, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), unidade Presidente Dutra, suspendeu cirurgias eletivas em decorrência da falta de reagentes químicos utilizados para a realização de testes sanguíneos e exames sorológicos, responsáveis pela identificação de doenças como hepatites, Aids e diabetes.

O caso foi mostrado ontem pela TV Mirante, após a denúncia de Núbia Carneiro, que está com o marido internado há 22 dias à espera de uma cirurgia nos rins e no intestino. O paciente é holandês.

Núbia já havia recorrido à direção do hospital, que transferiu a responsabilidade pelo processamento das bolsas de sangue com os reagentes químicos, ao Centro de Hematologia do Maranhão (Hemomar).

Procurado pela reportagem, o Hemomar admitiu a falta do material. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por sua vez, afirmou que os kits sorológicos e os reagentes já “estão sendo entregues”. O prazo para a normalização da entrega é de sete dias, a contar de ontem.

Assista aqui a reportagem da TV MIrante_____________________

Para os pacientes que esperam por uma cirurgia, e seus respectivos familiares, contudo, um descaso, principalmente por parte do Governo do Estado.

“Há outras pessoas [pacientes] na mesma situação. Ontem eu fiz a primeira denúncia, e vou continuar, porque é absolutamente absurdo o que está acontecendo no estado do Maranhão. Esse é um dos muitos absurdos que acontecem nesse estado esquecido”, disse Núbia.

Ao blog só resta lamentar a situação e torcer para que os pacientes consigam tão logo as suas cirurgias e o retorno, com saúde, para os seus lares.

Descaso na Vila Luizão

973c77d89066bc585f8fe25a9433976fÉ precária a situação de ruas e avenidas do bairro Vila Luizão, na capital. Sem uma infraestrutura decente, as vias foram afetadas pelas chuvas que caíram em São Luís nos últimos dias, prejudicando moradores, pedestres e motoristas.

Exemplo disso é a Rua do Canavial, que há anos tem recuperação prometida por prefeitos e vereadores [Ivaldo Rodrigues (PDT)] e Marquinhos (DEM)], que atuam na região.

Sem pavimentação e sistema de drenagem de águas pluviais, a rua se tornou num verdadeiro lamaçal. Um risco para pedestres, sobretudo gestantes, crianças, idosos e deficientes físicos, que precisam utilizar a rua para chegar em casa.

Um descaso, semelhante às centenas de exemplos espalhadas por toda a cidade. Mas, as eleições estão chegando…

Placa foi colocada por moradores em forma de protesto contra os vereadores Ivaldo Rodrigues e Marquinhos

Placa foi colocada por moradores em forma de protesto contra os vereadores Ivaldo Rodrigues e Marquinhos

Wellington denuncia descaso com a educação em Grajaú

Wellington do Curso é deputado pelo PPS

Wellington do Curso é deputado pelo PPS

O vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Wellington do Curso (PPS), denunciou nas redes sociais e no próprio parlamento maranhense o descaso com a educação no município de Grajaú.

Ao fundamentar a denúncia, o parlamentar fez referência a levantamentos feitos por uma liderança política do município e destacou dados que demonstram o nível de responsabilidade da gestão municipal para com aquilo que, segundo o deputado, deve ser prioridade em uma sociedade: a educação.

“Analisando os dados, percebemos a ínfima atenção que tem sido destinada à Educação em Grajaú. Identificamos, através de tal pesquisa, que nossas crianças não estão aprendendo o básico, isto é, a ler e escrever e, tampouco, a realizar operações matemáticas. Tal realidade implica naquilo que podemos chamar de ‘distorção idade-série’, já que como os alunos não estão aptos, acabam reprovando. Não podemos tratar a educação como apenas mais um segmento, pois estamos lidando com vidas e futuros”, ressaltou.

Segundo levantamentos embasados em dados do MEC, Grajaú ainda soletra quando o assunto é educação.

No resultado da última “Prova Brasil”, somente 12% dos alunos do 5º ano aprenderam o adequado na competência de leitura e interpretação. No 9º ano, apenas 7%; Em matemática, apenas 7% dos alunos do 5º ano aprenderam o adequado na competência de resolução de problemas. Para o 9º ano, apenas 2%.

Como consequência dos números anteriores, há um perceptível atraso escolar. Do 6º ao 9º ano, os índices de atraso variam entre 38% a 48%, isto é, há o percentual de alunos com dois ou mais anos de atraso escolar.

Na Zona Rural e nas áreas indígenas, em 17 escolas, 50% ou mais dos alunos estão com doi2 anos ou mais de atraso. Em 08 escolas, 100% dos alunos estão atrasados.

“De acordo com o Portal Transparência, Grajaú recebeu em 2014, 47.338.994,37 reais. Ante isso, eis a dúvida: em que tais recursos foram aplicados? Acaso a educação deve estar em último plano? Enquanto tais respostas não aparecem, as crianças continuam lutando para terem acesso ao que é constitucionalmente assegurado: a educação”, completou o deputado Wellington.

O preço do descaso

Edivaldo não se preparou para o cargo de prefeito

Edivaldo não se preparou para o cargo de prefeito

Por mais que o prefeito Edivaldo Júnior (PTC) e seus apoiadores tentem aparentar tranquilidade e insistir na afirmação de que ele realiza um governo de mudanças, a realidade e os fatos que movimentam o dia a dia de São Luís na atualidade demonstram exatamente o contrário. A capital do Maranhão está sofrendo as consequências dos erros, equívocos e omissões de um governo que não tem marca nem feição claramente definida.

As evidências estão nos aspectos mais reveladores de que uma cidade tem gestão. A limpeza urbana, por exemplo, vem sofrendo um processo de deficiência ostensivo, com áreas cada vez mais numerosas nas quais é facilmente identificada a falta de coleta de lixo. Outro exemplo é que, em qualquer parte da cidade, as regras de trânsito são flagrantemente desrespeitadas. Mais um: os principais logradouros públicos do centro da cidade estão transformados em feirões de venda de alimentos, nos quais, além da desordem, imperam a falta de higiene e um alto risco à saúde da população.

Os exemplos são muitos: malha viária deteriorada, iluminação deficiente, rede hospitalar marcada pela defasagem e pela falta de investimentos, rede escolar carente de manutenção e servidores insatisfeitos – a começar pelos professores da rede municipal de ensino, que estão em greve geral por tempo indeterminado. A máquina administrativa municipal não passou por nenhuma reforma nem reavaliação, de modo que o governo atual tem a mesma cultura administrativa dos que já passaram.

O caso do transporte público é notório: está defasado, não atende às necessidades da população e encontra-se sitiado por meios alternativos e irregulares e no momento encontra-se numa situação de colapso, evidenciada por um movimento grevista de motoristas, cobradores e fiscais que, de tão insatisfeitos, desrespeitam ostensivamente decisões da Justiça do Trabalho ao paralisar 100% da frota.

É claro que não se pode debitar esses problemas na conta do prefeito Edivaldo Júnior. Ele recebeu a Prefeitura como uma bomba gigantesca e de muitos pavios, que aqui e ali são acesos de acordo com as circunstâncias. O trabalho da atual gestão tem sido o de apagar esses pavios, para evitar que a grande bomba exploda. O problema é que eles são apagados, mas não são eliminados, o que torna a administração municipal de São Luís um ambiente de tensão permanente.

O prefeito Edivaldo Júnior certamente acreditou que poderia controlar a situação cuja existência ele tinha conhecimento, já que fora vereador por dois mandatos. Não há, portanto, como recorrer ao argumento de que não conhecia a realidade que o esperava. O problema é que o então candidato não se preparou para ser prefeito – não estudou os problemas, não preparou um plano de governo de curto, médio e longo prazo, e assumiu sem saber o que fazer no emaranhado de problemas. Não bastasse isso tudo, aconselhado pelo seu mentor político, rejeitou todos os acenos de cooperação.

O prefeito paga hoje um preço alto pelo erro de não ter se preparado para o cargo.

Editorial de O Estado do Maranhão