Maranhão perdeu mais de 1,8 mil postos de trabalho em 2017

Levantamento do portal Trabalho Hoje a pedido do Correio Braziliense

Na contramão da retomada da economia em 2017, o estado do Maranhão encerrou o último ano com um saldo negativo de mais de 1,8 mil postos de trabalho fechados.

É o que aponta levantamento nacional feito pelo portal Trabalho Hoje, a pedido do jornal Correio Braziliense e publicado ontem.

O relatório analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que contabiliza empregos com carteira assinada em todo o país.

Ao todo, o Maranhão perdeu – de janeiro a novembro de 2017 -, 1.838 postos de emprego. O panorama é exatamente o inverso do cenário positivo alcançado por outros 17 estados, que conseguiram ampliar as oportunidades de trabalho nos últimos 11 meses.

O resultado foi criticado pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB), que responsabilizou a administração de políticas públicas e fiscal implantada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Para Rocha, o projeto de Dino para o estado, fracassou.

De acordo com o relatório do portal Trabalho Hoje, Maranhão foi o sexto estado da federação a perder postos de trabalho no país.

Só não apresentou resultado pior do que os estados do Rio de Janeiro [-84.676]; Alagoas [-7.052]; Pernambuco [-4.753]; Pará [-4.621] e Paraíba [-1.941].

Por outro lado, outros 17 estados apresentaram resultados positivos e elevação de postos de trabalho ao longo de 2017, junto à retomada da economia.

São Paulo, por exemplo, conseguiu criar mais de 92.357 vagas de emprego. Minas Gerais apresentou mais 51.884 postos de trabalho e Santa Catarina criou outros 59.058 empregos novos.

Estados como Tocantins, Amazonas, Rondônia, Rio Grande do Norte, Roraima, Piauí, Bahia e Goiás, também conseguiram apresentar saldo positivo.

Relatórios – A redução de postos de trabalho e o aumento do desemprego no Maranhão já haviam sido atestados por outros levantamentos.

Em 2016 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou o resultado da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicilio (PNAD), que apontou o Maranhão com o estado de menor percentual de pessoas empregadas no setor privado.

O relatório do PNAD também apontou o Maranhão como o estado de menor renda ofertada por trabalhador de carteira assinada.

Em 2017 o PNAD também apontou São Luís como a capital de maior índice de desemprego no país.

Na ocasião, os dados provocaram discussões na Assembleia Legislativa entre a oposição e a base governista.

Reportagem de O Estado

Maranhão tem saldo negativo de vagas de emprego

O Maranhão teve redução no número de empregos formais em novembro, apontam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) anunciados nesta quinta-feira (29). No mês, as empresas do estado contrataram 11.572 trabalhadores e dispensaram 13.320, com um saldo negativo de 1.748 postos de trabalho (redução de 0,38% em relação a outubro).

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse acreditar na recuperação do nível de emprego no estado. “No ano que vem, temos certeza de que os números serão melhores, para que os trabalhadores possam ter ocupação e renda e garantir o sustento de suas famílias e o crescimento do país”, disse o ministro. “Só o trabalho vai assegurar um Brasil forte, com crescimento sustentável e oportunidades a todos”, declarou.

O comércio, com um saldo positivo de 646 vagas, e a agropecuária, com 163, foram os setores que tiveram aumento no número de vagas formais em novembro. A construção civil teve uma redução de 1.430 de empregos formais, seguida de serviços, com 610 dispensas a mais do que as contratações no mês.

O levantamento mostra que houve aumento no número de vagas em novembro em 18 dos 52 municípios do estado com mais de 30 mil habitantes. Em outros dois municípios, o saldo ficou zerado. Em termos absolutos, Timon teve o maior saldo de empregos formais (258), seguido de Caxias (215).

Dados do Ministério do Trabalho

São Luís é a segunda capital em número de desemprego no país

inadimplênciaA cidade de São Luís é a segunda capital do país em número de desemprego. São Luís é também a quinta cidade com o maior percentual de inadimplência no Brasil, atrás apenas de Manaus, Porto Velho, Macapá e Palmas.

O levantamento em relação ao desemprego é do IBGE. Já o índice de inadimplência é resultado de uma pesquisa da Serasa Experian.

Um retrato triste, que sofre a influência direta da crise financeira no país e que vai também de encontro a tão prometida mudança feita pela dupla Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e Flávio Dino (PCdoB).

Na sessão de hoje, na Assembleia Legislativa, o deputado Adriano Sarney (PV) criticou a política econômica do Governo do Estado. Citou o fim dos incentivos fiscais para o setor industrial e o fim do programa Pro-Maranhão, que tinha justamente objetivo de incentivar a implantação, ampliação, relocalização e reativação de indústrias e agroindústrias no Maranhão e fomentar o desenvolvimento de empresas de pequeno porte que atuam nestes setores, por meio de incentivos fiscais.

A política adotada por Dino, foi prejudicial ao setor, segundo o parlamentar. Os números não mentem…