Oportunismo e dubiedade

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

O governador Flávio Dino (PCdoB) terá amanhã mais uma oportunidade de colocar em prática a dubiedade da qual está travestido o seu projeto de poder no Maranhão.

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffman, desembarcará em São Luís para participar da inauguração da nova sede do Diretório Municipal da sigla e da Plenária das Mulheres do PT do Maranhão.

E Dino, que tenta manter o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) atrelado a si e ao mesmo tempo, demonstra simpatia ao PT, deve aproveitar a ocasião para mostrar-se um caminho viável para a sigla no estado.

Em 2014 Flávio Dino trouxe para a sua campanha, no Maranhão, o senador Aécio Neves, então presidente do PSDB e candidato a Presidência da República. Prometeu, junto do tucano, construir um caminho de renovação e de mudança no estado.  Ergueu os braços de Neves em palanques e pediu votos para o aliado.

Ao mesmo tempo, deu aval para que parte da militância do PT inaugurasse na capital, o Comitê Eleitoral “Dino-Dilma”, situado na Avenida Beira-Mar. O partido estava na chapa do adversário do comunista. Dino também assegurava ao eleitorado tratar-se de aliado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

E assim foi eleito.

Com dubiedade de projetos e pouca ou nenhuma coerência política.

Saudações, oportunismo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Temer prega unidade ao assumir Governo em definitivo

TEMER REPRODUÇÃO TV

TEMER REPRODUÇÃO TV

O presidente da República, Michel Temer, contestou nesta quarta-feira (31), na primeira reunião ministerial de seu governo após a aprovação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a tese da oposição de que o afastamento da petista foi um golpe. Ele também afirmou que não aceitará divisão em sua base de apoio no Congresso Nacional.

Elevando o tom da voz, Temer pediu aos ministros de seu governo reação às acusações de que sua gestão é “golpista”.

“Golpista é você, que está contra a Constituição”, enfatizou, referindo-se aos opositores que o acusam de ter dado um golpe.
“Não vamos levar desaforo para casa”, complementou.

A reunião ministerial começou por volta das 17h30, aproximadamente 40 minutos depois de ele ser empossado no comando do Palácio do Planalto em uma solenidade rápida no plenário do Senado. Três horas antes, no mesmo recinto, os senadores haviam decidido afastar definitivamente Dilma da Presidência da República.

Temer disse que é preciso responder às acusações do tipo. “Não podemos deixar uma palavra sem resposta”, afirmou.

O presidente ainda disse que durante o processo de impeachment não respondeu às acusações e foi de uma “discrição absoluta”, mas que agora não levará ofensa para casa. “As coisas se definiram, e é preciso muita firmeza”, afirmou.
Ele ainda disse que “no plano internacional tentaram muito e conseguiram dizer que no Brasil houve golpe”, e disse que não se pode tolerar essa informação. “Isso aqui não é brincadeira.”

Viagem à China
Na noite desta quarta, Temer viaja para a China, onde participará do encontro do G20, que reúne países com as maiores economias do mundo.

Segundo ele, a viagem será o primeiro momento para anunciar “novidade brasileira” aos outros países e começar a trazer investimento estrangeiro para o Brasil. Ele afirmou que terá uma reunião bilateral com o presidente da China no dia 2 de setembro e já foi convidado para reuniões com outros chefes de Estado durante o tempo em que ficará no país.

Temer pediu que os ministros divulguem que ele irá para a Ásia “para revelar aos olhos do mundo que temos estabilidade política e segurança jurídica.”
União política

Em seu discurso aos ministros, o presidente empossado uma hora antes pediu trabalho com afinco de sua equipe, a desburocratização de medidas e a divulgação das medidas tomadas pelo governo.

Informações do G1

Dilma afirma que impeachment é o “segundo golpe” sofrido na vida

dilmaA agora ex-presidente da República, Dilma Rousseff (PT), cassada pelo Senado da República, afirmou que o impeachment foi o segundo golpe sofrido por ela ao longo de sua trajetória de vida.

Para a petista, os senadores que decidiram pelo seu afastamento definitivo do Poder Executivo rasgaram a Constituição Federal.

“Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal, decidiram pela interrupção do mandato de uma presidente que não cometeu crime. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar”, disse.

Dilma fez o pronunciamento no Palácio da Alvorada, em Brasília, ao lado de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também acompanharam o discurso cerca de 30 manifestantes contrários ao impeachment que protestavam em frente ao Alvorada e foram autorizados a entrar.

“Apropriam-se do poder por um golpe de estado. É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar apoiado na truculência das armas da repressão e tortura que me atingiu quando era jovem. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo”, disse.

Apesar de ter sido cassada, Dilma não teve os seus direitos políticos suspensos por 8 anos. Isso porque a decisão dos senadores foi “fatiada”. Este aspecto da sentença deverá ser questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) por senadores que a acusaram de crime de responsabilidade.

Senado julga hoje o processo de impeachment de Dilma Rousseff

Dilma no SenadoJá iniciou a sessão no Senado Federal, presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que julgará o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Antes de que se inicie a votação do colegiado, 2 senadores de acusação e outros 2 de defesa poderão utilizar a tribuna da Casa, por cinco minutos, cada. Depois disso, Lewandoswski dá início a apuração dos votos que definirá o futuro do país.

Dilma Rousseff é acusada de ter cometido crime de responsabilidade ao realizar operações de crédito com bancos públicos sem a autorização do Congresso Nacional. As operações – chamadas de pedaladas fiscais -, não haviam sido, também, sido nformadas como despesas públicas nas contas do Governo petista.

Dilma prestou depoimento no Senado na última segunda-feira. No mesmo dia, advogados de defsa e acusação se manifestaram aos senadores.

Ontem, os parlamentares discutiram a matéria. Hoje, caberá a votação do processo. Os senadores atuarão como juízes para proferir a sentença à presidente.

Se Dilma for condenada, terá o seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por 8 anos.

Se for inocentada, ela retoma imediatamente os seus trabalhos no Comando do Executivo e as denúncias são arquivadas.

PCdoB desiste de Dilma e ensaia aproximação a Michel Temer

dino e dilmaColuna Radar On-line – O PCdoB não recebeu bem a notícia de que o PT apoiará um candidato do PSDB no Maranhão. O pedido foi feito pela presidente afastada Dilma Rousseff em uma tentativa de angariar votos contra o impeachment.

Interlocutores garantem que após a definição do processo os comunistas irão buscar um espaço no governo que era considerado, até outro dia, golpista.

Não por menos, o governador do estado, Flávio Dino (PCdoB), cansou de brigar em favor de Dilma e passou a trabalhar uma ponte para que o seu partido faça parte do novo governo.

Uma das pontes que Dino tem articulado é com o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, irmão de Renan.

A ideia é que o espaço do PCdoB seja dado na virada do ano. Dessa forma, Renildo, ao fim de seu mandato, seria o nome forte do partido no governo Temer.

Dilma grava mensagem de despedida

Foto de Roberto Stuckert Filho/ PR

Foto de Roberto Stuckert Filho/ PR

A presidente Dilma Rousseff (PT) convocou parte de seus ministros mais próximos para uma reunião no início da tarde de hoje na residência oficial da Presidência.

Nos bastidores, a informação é de que teriam participado do encontro os ministros Jaques Wagner (chefe de gabinete) e José Eduardo Cardozo (Advogacia-Geral da União), dois de seus principais conselheiros políticos.

Na ocasião Dilma gravou um pronunciamento para ser veiculado após a votação no Senado, que está em sessão para decidir se instaura ou arquiva o pedido de impeachment da presidente.

Até o início da gravação, ainda não estava definido o meio que o pronunciamento será veiculado – se em cadeia nacional de rádio e televisão ou pelas redes sociais.

Caso a maioria dos senadores decida dar sequência ao processo, a presidente deverá ser afastada do Palácio do Planalto por até 180 dias e, neste período, o vice Michel Temer assumirá a Presidência.

Informações do G1

Missão Temer

Carlos Brandão tentará aproximar Temer de Flávio Dino

Carlos Brandão tentará aproximar Temer de Flávio Dino

O vice­-governador Carlos Brandão (PSDB) assumiu uma árdua missão em Brasília. Tentará, nas próximas horas, aproximar o vice­-presidente da República, Michel Temer (PMDB), do Governo do Maranhão.

A missão tem como objetivo evitar o isolamento do Palácio dos Leões no cenário nacional e amenizar o desgaste do governador Flávio Dino (PCdoB) junto às cúpulas nacionais do PSDB e do PMDB.

A movimentação de Carlos Brandão ocorre justamente após deputados estaduais e federais avaliarem como equivocada a postura de Dino em relação a Temer.

Os parlamentares acreditam que com a militância fervorosa em favor da presidente Dilma Rousseff (PT) e contra o processo de impeachment que tramita no Senado Federal, Flávio Dino acabou distanciando o Maranhão de um eventual governo do peemedebista.

O governador do Maranhão ganhou o noticiário nacional ao classificar de golpistas aqueles que se colocaram a favor do impeachment. Ele chegou a conceder entrevistas com um exemplar da Constituição nas mãos, criticou o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), se indispôs com juízes federais ao apontar falhas na Operação Lava Jato, conduzida pelo juiz Sergio Moro, e criou um clima de animosidade com a OAB, após a entidade defender o impeachment da petista.

Em situação delicada ­ com carência de recursos para conclusão de importantes obras no Maranhão ­ e sem espaço político em Brasília, Dino escalou Brandão para tentar reverter o quadro.

Uma missão nada fácil, principalmente levando­se em consideração os interesses do PMDB e do PSDB para 2018.

E Dino sabe disso.

Da coluna Estado Maior

Senador do PSDB apresenta parecer pelo impeachment de Dilma

anastasiaO senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da comissão especial do Senado que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, apresentou nesta quarta-feira parecer favorável à admissibilidade do processo. O tucano foi primeiro a chegar e disse que trabalhou até às 2h30 da madrugada e retomou às 7h30 na elaboração do parecer.

Antes do início, Anastasia foi cercado e cumprimentado por senadores da oposição. O senador Mago Malta (PR-ES) gravou até um vídeo ao lado do colega tucano.

O documento será discutido amanhã, quando o advogado-geral da União José Eduardo Cardozo irá apresentar, às 10h, suas considerações finais da defesa sobre a admissibilidade do processo de impeachment e, só então, os senadores farão suas próprias análises e debaterão o relatório.

A votação do parecer pela comissão está prevista para sexta-feira. A seguir, o parecer vai ao plenário, que decidirá pela abertura ou não do processo de impeachment. A votação em plenário deve ocorrer na próxima semana, dia 11 de maio.

Andrea Murad quer apurar gastos de Flávio Dino em atos pró-Dilma

Andrea Murad 3A deputada Andrea Murad (PMDB) criticou o governador Flávio Dino (PCdoB), por ter, segundo ela, praticamente abandonado o Maranhão nas últimas semanas, para atuar politicamente em favor da presidente Dilma Rousseff (PT).

Ela rechaçou a homenagem prometida por Dino aos deputados que votaram contra o impeachment da presidente e assegurou que vai apurar se o comunista utilizará recursos públicos para a homenagem política.

“Com o dinheiro de quem ele vai fazer homenagem aqui no Maranhão, é com o dele? Ou é com o do povo? Não, daqui da Assembleia, Isso é um verdadeiro absurdo. Deve está achando que não tem o que fazer e com o que gastar”, disse.

A parlamentar questionou ainda a liderança do governo sobre os gastos com viagens para Brasília, onde o governador Flávio Dino e sua equipe dedicaram esforços por votos contra impeachment.

“Eu e o povo maranhense queremos saber se Flávio Dino fez essas viagens a Brasília em avião de carreira ou no jatinho alugado também pelo governo. Se for em avião de carreira, se foi pago pelo governo, se pagou hotel para ele e equipe do bolso ou se foram recursos nossos, do estado do Maranhão para bancar. Se ele usou jatinho e hotel com dinheiro do Estado, ele vai ter que devolver o dinheiro. Se Márcio Jerry também fez a mesma coisa, se foi dinheiro dele ou se foi dinheiro do governo e dos demais da equipe, irão ter que devolver. Essas respostas nós vamos querer. Fez tudo isso e sua passagem por Brasília ainda foi um fiasco assim como é a administração do seu governo aqui”, disse.

O Maranhão não pode parar, Flávio Dino…

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Fracasso.

Essa palavra define a atuação do governador Flávio Dino (PCdoB) em Brasília, em favor da presidente Dilma Rousseff (PT).

Dino abandonou as suas ações de governo no Maranhão, para “lutar” contra a aprovação do processo de impeachment na Câmara Federal.

Articulou junto à bancada maranhense, mas não obteve êxito. Somente Waldir Maranhão (PP) mudou de voto a “pedido” de Dino, e se posicionou, em cima da hora, contra o impedimento presidencial.

Dino, que já acusou de golpistas aqueles que articularam o impeachment de Dilma, terá de conviver, daqui a alguns meses, com um novo Governo Federal. Terá na presidência da República, Michel Temer (PMDB).

Precisa agora retornar ao trabalho. Planejar ações de governo. Pensar um Maranhão daqui para frente. Até porque a batalha no Senado, não há dúvida, já está perdida.

Dilma irá cair.

E Flávio Dino terá de agir em prol do Maranhão. O discurso de golpe, não caberá mais. O futuro do Maranhão está em jogo. E Flávio Dino precisa compreender isso, e retornar ao trabalho para o qual foi eleito.