Governo afirma que Flávio Dino teve agenda político-institucional em BSB

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Após o desgaste da imagem do governador Flávio Dino (PCdoB) junto à opinião publica – em decorrência da sua atuação político-partidária em favor da preisdente Dilma Rousseff (PT) -, o Governo do Estado adotou nova estratégia e tenta agora amenizar a crise.

Afirma, por meio do porta-voz Marcio Jerry (PCdoB), secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, que apesar de Flávio Dino ter passado dias inteiros em Brasília se reunindo com lideranças políticas para tentar capturar votos contra o processo de impeachment, o governador cumpriu agenda meramente político-institucional.

Era o que faltava.

A explicação ocorreu logo após a deputada estadual Andrea Murad (PMDB) afirmar que vai cobrar explicações sobre os gastos do governador durante a sua última passagem por Brasília. Afinal, Dino usou dinheiro do próprio bolso, ou dos cofres públicos, para “lutar” contra o impeachment de Dilma na última semana?

Ontem o deputado Edilázio Júnior (PV) cobrou do governador que volte ao trabalho para o qual foi eleito, no Maranhão. Mas, Dino parece mais preocupado com a situação da presidente. Tanto que já marcou uma “homenagem”, na Assembleia Legislativa, aos deputados federais que votaram contrários ao impedimento presidencial.

Seria essa outra agenda político-institucional

Waldir Maranhão e os seus…

WaldirO deputado federal Waldir Maranhão (PP) decidiu ontem, véspera da votação do processo de impeachment na Câmara Federal, mudar de voto em relação à situação da presidente Dilma Rousseff (PT).

Antes apoiador do impeachment, ontem, convencido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador Flávio Dino (PCdoB), decidiu votar contra o processo.

Não se sabe o que pode ter sido oferecido, ou o que fizeram para que o parlamentar mudasse o seu posicionamento.

Mas, uma coisa é certa: posicionamento ideológico, e coerente, não foi.

Se depois de todos esses meses de intensas discussões, debates, e avaliações sobre o processo na Câmara, e confirmação até pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da existência de fatos que sustentem a ação, ele estava convencido do afastamento da presidente da República, o que o fez mudar repentinamente?

Não sei o que é mais vergonhoso. O movimento político que conduziu Waldir a Dilma, ou a mudança de posicionamento do parlamentar dois dias antes da votação de um processo tão importante para a história do país como esse.

Foi feio o que Waldir fez. Mais feia ainda, é a postura de quem agora o abraça e o “reconhece” como um “defensor” da democracia.

Esse Maranhão tem cada uma…

A já conhecida incoerência de Bira do Pindaré…

BiraJorge Aragão – O principal assunto na Assembleia Legislativa foi o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e a decisão tomada pelo PMDB de desembarcar do Governo Federal.

Entretanto, chamou atenção um discurso incoerente e com dois pesos e duas medidas utilizado pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), que apesar do seu partido ser favorável ao impeachment, ele tem se posicionado contrário, seguindo os passos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Bira ao comentar o posicionamento do PMDB e da ex-governadora Roseana Sarney, classificou a atitude como oportunista.

“Ontem, quando ouvi a declaração da ex-governadora Roseana Sarney dizendo que era o momento certo para o PMDB sair do governo, aquilo é absolutamente a comprovação do oportunismo que sempre presidiu esta aliança entre o PT nacional e o PMDB no Brasil. Isso sim é oportunismo”, declarou.

Mais tarde Bira do Pindaré voltou ao cansado discurso da Oligarquia Sarney, culpando a tal oligarquia pelo atraso do Maranhão. O que Bira não esperava foi a reação do deputado Adriano Sarney (PV).

adrianoDe maneira astuta, Adriano Sarney lembrou que no atual grupo de Bira do Pindaré, comandado por Flávio Dino, existem inúmeros políticos, ou representantes deles, responsáveis pelo atraso do Maranhão, afinal integravam a Oligarquia Sarney e foram governadores, como: Luiz Rocha, José Reinaldo, João Castelo e Epitácio Cafeteira.

Acuado, Bira do Pindaré, de maneira incoerente, disse que esses são dissidentes e a saída, ou troca de lado, foi algo normal.

“Mas é bom dizer que essas pessoas que hoje estão na base do Governo Flávio Dino, que vieram para cá e assumiram o Governo a partir de então, eles são dissidentes. Estiveram lá, mas em um dado momento passaram a ser dissidentes e vieram somar força conosco”, afirmou.

Ou seja, para Bira do Pindaré quando Roseana Sarney deixa o Governo Dilma Rousseff ela é traidora e não dissidente, mas quando qualquer político deixa a tal Oligarquia Sarney e se une a Flávio Dino ele é dissidente e não traidor.

Assim sim, mas assim também não, meu caro Bira do Pindaré.

Faltou coragem, Flávio Dino

flavio carrancudoFlávio Dino (PCdoB) parece ter encontrado uma forma de tentar se desvencilhar e ao mesmo, desviar da presidente Dilma Rousseff (PT), o foco do abandono em que se encontra a principal rodovia do Maranhão, entrada e saída de São Luís: BR-135.

No fim de semana, após ser cobrado pela imprensa e pela população para providenciar, junto ao Governo Federal, uma solução à falta de infraestrutura de trecho da estrada onde a bailarina Ana Duarte foi covardemente assassinada num assalto, Dino passou a culpar o Dnit pela situação da rodovia.

Foi a senha deixada à mídia alinhada ao Palácio dos Leões, para tentar amenizar o desgaste à imagem do comunista.

Oportunista, o militante partidário Flávio Dino, não tem coragem de cobrar efetivamente uma resposta do governo Dilma Rousseff em relação à paralisação das obras de duplicação da BR-135 e de serviços de recuperação de trechos hoje intrafegáveis.

Por isso usa o Dnit como alvo.

Não há um passo sequer de Dino, que fuja do roteiro de interesses partidários.

Dino é político. Não é gestor público.

Por isso não consegue oferecer algo além da política.

E o ataque ao Dnit e a isenção ao governo Dilma, neste momento, reflete de forma cristalina isso.

Ou não?

Brandão reage e se manifesta sobre o impeachment

BrandãoO vice-governador do Maranhão e presidente da executiva estadual do PSDB, Carlos Brandão, se manifestou favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em seu perfil no Facebook.

Confrontado por um leitor a respeito do silêncio adota até então pela cúpula do PSDB, ele justificou o seu entendimento.

“Somente esta semana a Executiva Nacional entrou em consenso, definitivamente. Estamos alinhados com o que diz o partido, não com o que querem que seja dito por A ou B. Portanto, tudo a seu tempo”, disse, por meio de sua assessoria

A direção nacional do PSDB se posiciona favorável ao impeachment, o que segundo Brandão, será seguido no Maranhão.

Na edição de hoje, a coluna Estado Maior, de O Estado, questionava justamente o silêncio tucanos do Maranhão, em relação ao impeachment. Isso levando em consideração a ofensiva do governador Flávio Dino (PCdoB) em favor da presidente e contra a direção do PSDB – que para Dino tenta um golpe contra a democracia -.

Brandão foi o primeiro tucano a se manifestar sobre o tema no estado.

O silêncio dos tucanos no Maranhão

Evangelista e Castelo são dois dos silenciosos

Evangelista e Castelo são dois dos silenciosos

A postura do PSDB maranhense destoa mesmo da nacional. E ontem, em mais um dia de protestos pelo Brasil, não se viu qualquer tucano nas ruas de São Luís.

Liderado no estado pelo vice­governador Carlos Brandão, o PSDB maranhense segue em silêncio, como se aceitasse o que faz o governador Flávio Dino (PCdoB), principal líder da cruzada pró­Dilma no estado, e que classifica o PSDB de líder dos golpistas.

A postura do PSDB foi cobrada ontem nas redes sociais. E o vice­-governador foi o alvo preferido dos internautas, que cobram dele declarações públicas sobre o impeachment.

“Já vi o senhor falar aqui até do Acre, mas nem uma palavra sobre o impeachment. Por acaso a postura do PSDB maranhense é diferente da nacional?”, perguntou um dos internautas, para silêncio do chefe tucano.

Mas não é apenas Brandão a se esconder do debate no ninho tucano maranhense. Lideranças do PSDB com fortes vínculos nacionais, como João Castelo, Sebastião Madeira e Neto Evangelista, também emudecem. Será que temem contrariar o governador? E nem a proximidade de derrubar o governo contra o qual lutam há anos faz com que eles mostrem a cara e saiam às ruas em protesto.

Enquanto o PSDB silencia, Dino vai tendo o reforço do PT e do PDT em sua cruzada. E são exatamente estes partidos que trabalham de olho em 2018, buscando ocupar exatamente os postos que os tucanos ocupam hoje. E diante do silêncio peessedebista, tudo indica que eles vão mesmo conseguir afastar o aliado.

 Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Em carta a Dilma, Michel Temer aponta desconfiança do governo com o PMDB

TemerO vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff (PT) ontem em que apontou “fatores reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB”, segundo informou a assessoria do vice-presidente.

Em mensagens divulgadas no Twitter, a assessoria da Vice-Presidência ressalvou, porém, que ele “não propôs rompimento” com o governo ou entre partidos, mas defendeu a “reunificação do país”.

“Ele rememorou fatos ocorridos nestes últimos cinco anos, mas somente sob a ótica do debate da confiança que deve permear a relação entre agentes públicos responsáveis pelo país. Não propôs rompimento entre partidos ou com o governo. Exortou, pelo contrário, a reunificação do país, como já o tem feito em pronunciamentos anteriores. E manterá a discussão pessoal privada no campo privado”, completou a assessoria.

Leia a íntegra da carta:

São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.

Senhora Presidente,

“Verba volant, scripta manent”.

Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes

últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.

Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.

Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a

necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.

Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei

quais

são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada

daquele dispositivo constitucional.

Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora

e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível

com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.

Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança.

E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à

Vice.

Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio

político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no

partido.

Isso tudo não gerou confiança em mim, Gera desconfiança e

menosprezo do governo.

Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.

  1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice

decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que

tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era

chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.

  1. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir

formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios,

secundários, subsidiários.

  1. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não

renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez

belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele

era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a

registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.

  1. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o

Ministério em razão de muitas “desfeitas”, culminando com o que o

governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome

com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC.

Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz

parte de uma suposta “conspiração”.

  1. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a

coordenação política, no momento em que o governo estava muito

desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal.

Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários.

Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste,

nada mais do que fazíamos tinha sequencia no governo. Os acordos

assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de

60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio

com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela

coordenação.

  1. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora

resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um

acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido.

Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a

senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o

Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.

  1. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente,

com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento.

Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8

(oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi

aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão

equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas

oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio

resolveu difundir e criticar.

  1. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião

de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí

boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a

pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente

dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio

da “espionagem” americana, quando as conversar começaram a ser

retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar

com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado

absoluta falta de confiança;

  1. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores

autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma

conexão com o teor da conversa.

  1. Até o programa “Uma Ponte para o Futuro”,

aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para

recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra

desleal.

  1. PMDB tem ciência de que o governo busca

promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso.

A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter

cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade

partidária.

Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá

tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.

Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no

PMDB, hoje, e não terá amanhã.

Lamento, mas esta é a minha convicção.

Respeitosamente, \ L TEMER

A Sua Excelência a Senhora

Doutora DILMA ROUSSEFF

  1. Presidente da República do Brasil

Palácio do Planalto

Maranhão deu a maior votação proporcional a Dilma Rousseff

Roseana foi quem protagonizou a agenda da campanha de Dilma no estado

Roseana foi quem protagonizou a agenda da campanha de Dilma no estado

O Maranhão deu a maior votação proporcional à presidente Dilma Rousseff (PT) em todo o Brasil. Mais de 78% dos maranhenses votaram na petista. Em números reais, 2,4 milhões de votos para a presidente. O seu adversário, Aécio Neves (PSDB), teve pouco mais de 21%, pouco mais de 660 mil.

A presidente Dilma Rousseff ganhou em todos os municípios maranhenses. Ela conseguiu 2.467.908 votos, que representam 78,76%. No primeiro turno, a petista havia sido votada por 69,59% dos eleitores maranhenses. Aécio Neves quase dobrou sua votação no estado. No primeiro turno ele obteve pouco mais de 11%. Já no segundo, o tucano conseguiu aumentar sua votação, chegando a 21,25%.

Em Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do estado e considerada a cidade maranhense que tem maior oposição ao governo do PT, a presidente obteve mais de 60%. No primeiro turno, Imperatriz foi a cidade em que a petista teve menor votação, com pouco mais de 43%. Aécio Neves conseguiu pouco mais de 39% dos votos. No primeiro turno, o tucano teve pouco mais de 26%.

O município de Belágua mais uma vez se destacou na eleição com a maior votação para Dilma Rousseff: 93,93% dos votos válidos. O tucano Aécio Neves foi votado somente por 6,07% dos eleitores da cidade.

A abstenção no Maranhão aumentou em relação ao primeiro turno, quando 23% dos eleitores deixaram de votar. Neste segundo turno foram mais de 27% (1.228.838) o percentual de eleitores que não compareceram às urnas. São cerca de quatro pontos percentuais a mais que o registrado no primeiro turno.

De O Estado, com reportagem de Carla Lima

PCB classifica postura de Flávio Dino de “oportunismo sem volta”

pcbA direção nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) fez dura critica à postura política adotada pelo governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). A sigla divulgou uma nota em seu site oficial e na página oficial da sigla, sob o título “O caminho do oportunismo não tem volta”.

Para o PCB [leia o texto aqui], a decisão de neutralidade de Flávio apenas beneficiou a campanha de Aécio Neves (PSDB) no estado.

“Como a disputa do segundo turno está muito apertada, Dilma pode até perder a eleição em razão dessa traição, pois Flavio Dino assumiu um compromisso com Aécio Neves de ficar neutro no segundo turno, apesar de a fotografia de ambos estar circulando no Maranhão e em outros Estados”, destaca o texto.

“O PCB faz esta denúncia para contribuir para o fim da confusão, no imaginário popular, do nosso partido com o PCdoB. Em breve, oxalá não tenhamos mais o mesmo sobrenome”, completou.

“Dilma tem olhado por todo o Nordeste”, diz Ricardo Berzoini

Ricardo Berzoini conversou com O Estado

Ricardo Berzoini conversou com O Estado

De O Estado – O ministro de Relações Institucionais do Governo Federal, Ricardo Berzoini, afirmou, em entrevista exclusiva a O Estado, que a presidente da República, Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, governou o país com “um olhar pelo Maranhão e por todo o Nordeste de inclusão social”. Ele criticou o modelo de gestão do PSDB, do senador Aécio Neves, e disse que os tucanos historicamente privilegiaram apenas o Centro-Sul e a região Sudeste do país. Para Berzoini, uma eventual eleição de Aécio significaria retrocesso para o Brasil.

Berzoini destacou os principais programas sociais dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, como o Bolsa Família e o Luz para Todos, e afirmou que o modelo de gestão do PT alcançou todo o país, principalmente os estados das Região Nordeste, segundo ele, pouco atendida pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

“Um de nossos objetivos com a candidatura de Dilma é justamente lembrar para o país todo, principalmente aqui no Nordeste, a importância da política da inclusão social e da redução das diferenças regionais”, disse.

De acordo com o ministro, a candidatura da petista representa a busca pela igualdade social. “O governo do PSDB foi focado muito no Centro-Sul e no Sudeste do país foi focado numa política que não reconhecia a democracia, e que não reconhecia a necessidade de se diminuir as desigualdades sociais. E no Brasil a desigualdade tem um traço regional e social. Se nós não desenvolvermos fortemente as regiões Norte e Nordeste do país, teremos sempre uma federação desequilibrada, uma democracia torta. Nós queremos, contudo, uma democracia para valer”, completou.

Integração – Berzoini afirmou que a gestão da presidente Dilma, por outro lado, atendeu as demandas de todas as regiões do país. “Nós desenvolvemos políticas sociais para atender os mais carentes, os mais pobres, com políticas econômicas que possam reduzir a desigualdade de desenvolvimento e um política de uma integração total entre as unidades da federação”, completou.

O ministro de Relações Institucionais conversou com O Estado após um almoço com lideranças políticas e membros do PT num restaurante situado na Avenida Litorânea.

Lá, ele pediu o empenho da classe política na condução da campanha de Dilma em todas as regiões do Maranhão e também pediu a integração entre as alas da sigla ligadas aos grupos políticos liderados pela governadora Roseana Sarney (PMDB) e ao governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

“Nossa agenda é primeiro de agradecimento pela expressiva votação que a presidente Dilma recebeu no primeiro turno. Nós também não podemos esquecer que temos de recompor os interesses dos dois diferentes grupos políticos no estado e consolidar a vitória nas urnas. Neste aspecto específico, é válido ressaltar, o Maranhão está no caminho certo”, finalizou.