Valor Econômico: extrema pobreza cresce no Maranhão e atinge recorde nacional

Relatório da consultoria Tendências divulgado hoje pelo Valor Econômico, aponta o Maranhão como o estado que lidera o ranking negativo da extrema pobreza no país. O índice registrado pelo estado de 2014 até 2017 atingiu recorde nacional.

Os dados da consultoria Tendências confirmam o que já havia constatado o relatório do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), divulgado em dezembro de 2017 pelo mesmo Valor Econômico, e que apontava aumento da pobreza entre os anos de 2015 e 2016 no Maranhão em decorrência de um baixo desempenho do setor econômico local.

De acordo com o relatório apresentado hoje pela Tendências, 12,2% das famílias maranhenses viviam, até o ano passado, com menos de R$ 85,00 por pessoa. Em 2014 esse índice era de 8,7%.

Em 2015, no primeiro ano do mandato do governador Flávio Dino (PCdoB), a proporção das famílias que passaram a viver abaixo da linha da extrema pobreza no Maranhão subiu de 8,7% para 11,1%.

Em 2016 essa proporção apresentou uma leve queda, para 10,7% e em 2017 bateu recorde nacional: 12,2%.

Passada a eleição e já com o segundo mandato assegurado, o governador Flávio Dino terá, agora, de enfrentar o problema com maior seriedade.

Não há mais “oligarquia” como refúgio em discurso político.

Assembleia garante economia de R$ 1,4 milhão com fim do auxílio-moradia

Presidente da Casa, deputado Othelino foi quem propôs o fim do penduricalho

A Assembleia Legislativa do Maranhão vai economizar aproximadamente R$ 1,4 milhão por ano com o fim do auxílio-moradia dos deputados estaduais. O benefício, de R$ 2.850,00 por deputados era pago mesmo aos parlamentares com residência na capital, sede do Poder Legislativo, e foi oficialmente extinto ontem.

Em votação unânime, o plenário aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 001/2018, que acaba com o auxílio-moradia. Ao receber o próximo salários, os deputados já não mais terão o penduricalho no contracheque.

Antes da votação, a proposição passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto foi publicado na edição de quinta-feira (22) do Diário Oficial da Casa.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que conduziu os trabalhos da sessão plenária, destacou a importância da aprovação da matéria.

“Este Decreto Legislativo é fruto do entendimento de todos os parlamentares desta Casa. Cabe frisar que este projeto foi concebido em face do momento de dificuldades financeiras que o nosso país está atravessando. Agora, com a extinção deste benefício, a Assembleia fica liberada para aplicar estes recursos em áreas prioritárias”, declarou.

Resta saber agora quando o Poder Judiciário e o Ministério Público vão acabar com os penduricalhos…

Depois de tentar desqualificar dados, Governo admite queda do PIB

O Estado – O Governo do Estado, por meio do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), esclareceu, por meio de nota, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) no Maranhão.

Na edição de ontem O Estado apresentou dados de um estudo da Tendências Consultoria Integrada, publicados no fim de semana por O Globo, que atestaram retração de 6,9% nos últimos dois anos no Maranhão.

O Governo admitiu a queda, mas contestou o índice. Para o Governo Flávio Dino, a queda foi de 4,8% e não de 6,9% como apontou o relatório da Tendências e Consultoria.

“O Governo do Maranhão, por meio do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), informa que a variação real do Produto Interno Bruto maranhense é apenas estimativa, e aponta para decréscimo de no máximo 4,8% em 2016, seguindo tendência nacional de queda. Os dados oficiais do IBGE relativos à variação do PIB dos Estados em 2016 serão divulgados somente em novembro de 2018”, destaca trecho da nota.

O Governo também explicou os motivos que levaram à queda do PIB no estado. “Entre os fatores que ajudam a explicar essa estimativa, está a quebra de safra de grãos no estado em 2016, em função da forte estiagem ocasionada pelo fenômeno El Niño, e responsável isoladamente por 2,8 pontos percentuais da redução do PIB estadual naquele ano”, pontua.

O Governo finaliza a nota de esclarecimento, com a projeção de retomada de crescimento de 2,7% para 2017.

Em nota, Governo afirma ter feito economia com dispensa de licitação

Nota

Em conformidade com a Lei Federal de Licitações Nº 8.666/93, a dispensa mencionada neste blog é o procedimento correto para a contratação realizada. Informa-se que a referida contratação foi extremamente benéfica e econômica ao Estado, uma vez que estão inclusos custos com limpeza, energia elétrica, segurança, manutenção predial e manutenção de ar-condicionado. Desta forma, ao mesmo passo que traz benefícios ao cidadão contribuinte, que vê seus impostos bem aplicados, traz um atendimento diferenciado para os que buscam os serviços do VIVA: de segunda a quinta, de 10h às 22h, e aos sábados e domingos, de 13h às 19h.

É importante dizer que a economia feita com a unidade do Shopping da Ilha ganha maior destaque quando compara-se à unidade antiga, localizada no Jaracati Shopping, que custava mensalmente R$ 63,717,37 e seu valor global totalizava R$ 2.293.825,32. Enquanto a nova mega unidade custa mensalmente R$ 27.500,00 e um valor global de R$ 990.000,00. Uma redução de 56,84% ao erário público, que representa investimentos em áreas ainda mais importantes, a exemplo da Educação, Saúde e Segurança.

O órgão destaca ainda que a nova mega unidade no Shopping da Ilha, mesmo custando menos, triplicou a capacidade de atendimento, saindo de 19 guichês para 61 e com a possibilidade de 4 mil atendimentos diários.

O VIVA afirma que sua atuação tem como diretriz a importância que seus serviços possuem para as prioridades do governo do Estado, que são garantir ao cidadão atendimento com dignidade, acessibilidade, segurança e qualidade, além de melhores condições de trabalho para os servidores.

Saiba Mais: Governo dispensa licitação de R$ 990 mil e instala Viva Cidadão em Shopping

Cinco guserias podem fechar as portas no Maranhão

forno de guseria que permanece em atividade em meio a crise no estado

forno de guseria que permanece em atividade em meio a crise no estado / imagem arquivo

O Estado – Cerca de 2.400 empregados de cinco guserias que ainda estão operando no Maranhão correm o risco de serem demitidos caso permaneça a crise no setor e as siderúrgicas tenham que paralisar suas atividades devido à falta de mercado para o ferro­gusa, matéria-­prima do aço, e baixa no valor do produto.

O Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Estado do Maranhão (Sifema) já adiantou que de imediato 30% desse efetivo de pessoal terá férias coletivas a partir de 1º de março. “A atual crise enfrentada pelas guserias é pior do que no seu início, em 2008”, comparou o presidente do Sifema, Cláudio Azevedo, que reassumiu a entidade justamente nesse momento de grande dificuldade para o setor. Ele não descarta o fechamento de guserias e demissões.

Azevedo informou que a situação é tão grave e de enorme repercussão para a economia do país que somente no vizinho estado do Pará oito das nove siderúrgicas de ferro­gusa existentes já paralisaram suas atividades em decorrência da crise. Já no Maranhão, das sete siderúrgicas instaladas, somente a Gusa Nordeste, Siderúrgica Viena, Siderúrgica Pindaré e Siderúrgica Guarani (antiga Simasa), localizadas em Açailândia, e a Margusa, em Bacabeira, ainda estão produzindo ferro­gusa, mas com apenas 30% da capacidade.

A Companhia Siderúrgica do Maranhão (Cosima), em Pindaré-­Mirim, e Ferro Gusa do Maranhão (Fergumar), em Açailândia, já paralisaram por completo suas atividades. Segundo o Sifema, o fechamento das siderúrgicas ainda em operação refletirá na demissão de 2.400 pessoas que trabalham diretamente nas empresas. Mas o impacto total do encerramento das operações das indústrias deve atingir cerca de 15 mil pessoas, entre funcionários diretos e familiares, e empregados de empresas que atuam como fornecedoras de produtos e serviços ao setor, especialmente as instaladas em Açailândia.

“Toda a região sofrerá um forte impacto, caso as siderúrgicas sejam obrigadas a encerrar suas atividades. Até mesmo o comércio da cidade, que vive em função do ciclo de pagamentos dos funcionários e terceirizados das indústrias”, observa o presidente do Sifema, ao lembrar que no período de pleno funcionamento das guserias, Açailândia chegou a registrar o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e 2ª maior arrecadação do Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) do estado.

Discussão – A crise no setor guseiro, que se estende a toda a cadeia ­ siderúrgicas, carvoarias e reflorestamento – foi discutida na sexta-­feira passada pela Associação Comercial e Industrial de Açailândia. A entidade está preocupada com a iminência de demissões de empregados e o impacto disso na economia da região.

A situação também está sendo levada no âmbito do Governo do Estado, em busca de medidas que permitam a sobrevivência das empresas. “Iniciamos as conversas com o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, com o apoio da Fiema, e solicitamos o apoio do governador para que autorize medidas de socorro às indústrias, como a liberação dos créditos de ICMS a que as empresas têm direito por serem exportadoras”, ressaltou Cláudio Azevedo.

Dia 25 deste mês, Cláudio Azevedo irá a Brasília, acompanhado do presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, para discutir o problema com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro.

“Estamos recorrendo também ao Governo Federal, por meio do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, para evitarmos o encerramento da atividade guseira no estado, que seria não apenas uma tragédia econômica, mas também social, em vista do grande número de trabalhadores ameaçados de perderem seus empregos”, enfatizou o presidente do Sifema.