Roberto Rocha chega ao PSDB para a disputa do Governo em 2018

O senador Roberto Rocha se filiará oficialmente ao PSDB na próxima quarta-feira, em Brasília.

O ato contará com a presença de lideranças nacionais da sigla. O parlamentar chega com o status de dirigente para controlar a legenda no Maranhão.

Com a filiação, Rocha assegura legenda para a disputa do Governo do Maranhão em 2018. Eleito senador em 2014 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), o agora tucano atua como adversário do comunista.

Apesar do status de dirigente, Rocha ainda deve enfrentar resistência de aliados de Dino no PSDB. Algumas lideranças já admitem deixar a sigla. Outras devem impor dificuldades ao senador na articulação do partido.

 

Esvaziado – Com a chagada de Rocha, quem sai esvaziado na legenda e praticamente sem espaços nas eleições 2018 é o vice-governador Carlos Brandão.

Pouco conhecido no eleitorado maranhense, ele fica sem legenda e sem poder de barganha junto a Dino.

Brandão é o presidente do PSDB no estado.

Mas, os dias no comando da sigla estão contados…

Marcio Jerry não garante candidatura de Jefferson Portela a deputado federal

O Estado – O presidente estadual do PCdoB no Maranhão, secretário Márcio Jerry (Comunicação e Assuntos Políticos) não garante que o secretário de Estado da Segurança, Jefferson Portela, também do PCdoB, será candidato a deputado federal pelo partido.

O próprio titular da SSP já se declarou pré-candidato ao cargo em algumas ocasiões, mas nos bastidores comenta-se que o projeto dele não tem apoio de Jerry.

Em entrevista a O Estado na manhã de ontem, durante participação em solenidade de homenagem à Rádio Timbira, o dirigente partidário confirmou que Portela já demonstrou interesse em ser candidato e acrescentou que o secretário de segurança tem esse direito.

“O Jefferson é militante do PCdoB, no gozo de seus direitos, inclusive de ser candidato. Ele já apresentou isto ao partido e outras pessoas também já apresentaram, para estadual, para federal”, declarou.

Márcio Jerry pontuou, contudo, que, assim como os de outros filiados que postulam entrar na disputa em 2018, o nome de Jefferson Portela ainda será avaliado antes da definição das candidaturas do partido.

“Temos um candidato natural ao Governo do Estado, obviamente, que é o governador Flávio Dino e a gente vai, no momento próprio, decidir todas as candidaturas, porque decidiremos o projeto eleitoral do partido. E, aí, não decidiremos individualmente: A, B, C ou D. Definiremos um projeto eleitoral e todos os nomes que aspiram a uma candidatura serão igualmente avaliados para que o partido defina quais desses nomes irão concorrer às vagas de estadual e de federal”, destacou.

Bira do Pindaré quer a expulsão de Roberto Rocha do PSB

Rocha é hoje adversário de Flávio Dino, por isso a intervenção de Bira do Pindaré contra o ex-aliado

A direção estadual do PSB decidiu, por unanimidade, pelo pedido de expulsão do senador Roberto Rocha dos quadros da legenda.

Trata-se de uma articulação do deputado estadual Bira do Pindaré, que ocupa o comando do diretório municipal, em São Luís, e que quer conduzir o partido a uma aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições 2018.

A decisão pela expulsão de Roberto Rocha ocorreu no fim de semana, durante o Congresso Estadual da legenda, que dentre outras coisas, consolidou a recondução de Luciano Leitoa, prefeito de Timon, à presidência estadual da sigla.

Leitoa também é aliado do governador Flávio Dino.

Roberto Rocha assumiu a liderança do PSB no Senado na semana passada.

Ele é pré-candidato a governador e rompeu politicamente com o governador Flávio Dino no ano passado, depois de não conseguir espaços para o filho – Roberto Rocha Júnior -, na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Desde então o que há entre Rocha e Dino são discussões [em redes sociais], e acusação de perseguição política e de traição.

Resta saber agora, qual será o posicionamento da direção nacional da sigla.

Ida de Roberto Rocha ao PSDB deve esvaziar Carlos Brandão

O possível ingresso do senador Roberto Rocha (PSB) no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), assegurado pelo membro da executiva nacional da sigla, Sebastião Madeira, deve esvaziar na legenda o vice-governador do estado, Carlos Brandão.

Brandão foi quem assegurou a participação do PSDB na chapa do governador Flávio Dino nas eleições 2014.

Ele conseguiu barrar a ala contrária à aliança e conseguiu se viabilizar como o candidato a vice-governador daquela eleição.

Ocorre que Brandão tem perdido espaços no comando da legenda.

Sebastião Madeira, por exemplo, que pretende disputar uma vaga no Senado da República, discute no âmbito nacional, candidatura própria do partido nas eleições 2018.

O objetivo é assegurar a estrutura do partido ao senador Roberto Rocha, hoje oposição ao governador Flávio Dino.

Sem espaços no PSB, Rocha deve mesmo voltar ao ninho tucano.

E se voltar, será para ser candidato.

Caberá a Carlos Brandão, buscar outro caminho para o pleito do próximo ano…

Guerra senatorial

Mais cedo ou mais tarde, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ter de se impor para resolver um problema sério na sua base de apoio, que pode lhe trazer problemas graves na formação de sua chapa. Seus pré-candidatos a senador estão em clima de guerra aberta pelas vagas.

E cada um com riscos claros para o próprio futuro político. Veja a situação de cada um:
Weverton Rocha (PDT): mais articulado entre os pré-candidatos dinistas, o deputado federal tenta mostrar força nacional com sua atuação como líder pedetista. E precisa viabilizar-se candidato porque sua vaga na Câmara é disputada intensamente por aliados.

Waldir Maranhão (PP): o deputado federal pepista tenta gerar fatos de todas as formas para se viabilizar com a cúpula do PT, que ele entende ser o caminho para convencer Dino. Nos últimos dias, foi visto acompanhando Lula no périplo do ex-presidente pelo Nordeste.

José Reinaldo Tavares (PSB): o ex-governador imaginava que seria simplesmente ungido por Flávio Dino, mas sente o desprezo do governador e de seus aliados mais próximos, como o secretário Márcio Jerry, que mostra clara rejeição ao seu nome.

Eliziane Gama (PPS): a deputada negou o apoio da Igreja Assembleia de Deus em uma jogada de risco, em que cedeu a vaga de candidata a deputada federal para outro membro da denominação religiosa. Agora, não pode mais recuar e espera o apoio de Dino.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Dança dos partidos

As eleições de 2018 tendem a reconfigurar o cenário partidário do Maranhão, a partir da articulação para o pleito nacional, sobretudo com a aproximação entre o PMDB e o PSDB. Isso significa, no Maranhão, que alguns partidos, tradicionalmente alinhados em âmbito nacional, devem deixar a órbita do governo Flávio Dino (PCdoB), que tende a seguir a tendência Direita x Esquerda.

Ficam cada vez mais claros os sinais de que o presidente Michel Temer (PMDB) pode apoiar um nome do PSDB nas eleições do ano que vem, sobretudo se esse nome for o do prefeito de São Paulo, João Doria, apoiado pelo capital paulista e pela mídia tradicional brasileira. Uma candidatura de direita, claramente, sem o ranço radical de um Jair Bolsonaro (sem partido), por exemplo.

Essa aliança PMDB/PSDB atrairia partidos como o DEM, o PTB, o PP, o PSD e até o PPS, que se identifica historicamente com os ideais tucanos. E afastaria para o campo da chamada esquerda partidos como o PT, o PDT, o PSB e o PCdoB.

No Maranhão, teoricamente, esta configuração nacional tende a afastar de Flávio Dino o PSDB, o DEM e o PTB, que têm, inclusive, postos no governo. Mas garante ao comunista a aliança com PT, PDT e PSB, replicando no Maranhão a aliança de esquerda. E as consequências para a campanha maranhense serão evidentes.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roseana em Brasília

Uma intensa especulação de bastidores ganhou corpo a partir da semana passada, dando conta de que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) poderá assumir o Ministério das Cidades no governo Michel Temer (PMDB).

A “notícia”, surgida em Brasília e rapidamente espalhada pelo Maranhão, não foi confirmada por nenhum dos membros do grupo da ex-governadora, mas foi suficiente para embaralhar o debate sobre as eleições de 2018.

Desde então, são várias as especulações colaterais a respeito do tema, o que só evidenciou a importância da ex-governadora no cenário eleitoral.

Assumindo o ministério, Roseana estaria afirmando que não será candidata, dizem alguns. Mas ela pode, também, aproveitar o tempo na pasta para aumentar ainda mais o seu cacife eleitoral, pensam outros. E, assim, as mais diversas interpretações e contra interpretações surgiram no noticiário político desde a última quarta-feira, 2.

A história ganhou mais força por causa da vitória de Michel Temer na votação das denúncias apresentadas contra o presidente à Câmara Federal. Ao derrotar os interesses de quem o queria fora do posto, Temer mostrou que deve mesmo ficar até o fim do mandato, promovendo as reformas necessárias.

O fato é que os comunistas encastelados no Palácio dos Leões, apesar de desdenharem das pesquisas que apontam favoritismo de Roseana, reconhecem que o vínculo com o Governo Federal é um trunfo a mais da ex-governadora na disputa de 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

João Alberto abre mão de candidatura por unidade de grupo

O senador João Alberto (PMDB) sinalizou com um gesto que deve mudar os ânimos no grupo político a que pertence, para a disputa do Governo do Maranhão nas eleições 2018.

Candidato natural à reeleição, ele assegurou que está disposto a abrir mão de sua candidatura em prol da unidade do grupo.

Caso o ato se consolide, ele abriria espaço para que o PMDB apoie as candidaturas do ministro Sarney Filho, do PV, e de Edison Lobão (PMDB), que tentará alcançar a reeleição.

“Nós dissemos que Sarney Filho é um excelente candidato. Lobão pai já informou que disputará a reeleição e eu disse que espero a reforma eleitoral, mas que não sou um problema. O que nós queremos é eleger o próximo governador para tirar o Maranhão desse marasmo. Não crio embaraço”, disse.

Sarney Filho, que recebeu o apoio do PMDB à sua candidatura, estava presente no ato.

O dia seguinte

Não há dúvidas de que a vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na votação das denúncias que a Procuradoria-Geral da República apresentou contra ele foi uma demonstração de força política que lhe dá fôlego para cumprir seu mandato na integralidade. E essa vitória terá, obviamente, repercussão importante no processo eleitoral de 2018.

Temer não tem condições de se reeleger presidente, isso é óbvio. Mas com a força da máquina e com a disposição que demonstrou durante o processo para sufocar a denúncia da PGR – enfrentando grandes redes de televisão, o mercado paulista e uma crescente rejeição popular – dá a ele as condições necessárias para garantir a vitória de um candidato sob sua tutela. Não apenas em âmbito nacional, mas também nos estados.

No Maranhão, por exemplo, é clara a oposição liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que fracassou na articulação da bancada e viu 11 dos 18 votos maranhenses serem dados ao apoio a Temer.

A partir de agora, o presidente vai começar a operar uma articulação que possa garantir a formação de uma aliança que tenha, entre outros, o PMDB, o PSDB, o DEM e o PSD, uma frente partidária de peso para a disputa nos estados.

No Maranhão, resta a Flávio Dino concentrar-se em uma frente eminentemente de esquerda, reunindo seu PCdoB com o PDT, PSB e PT. E justamente num momento em que o desgaste com os governos esquerdistas, como o da Venezuela, só cresce mundo a fora.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Crise de egos

Os secretários de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) e da Segurança Pública (SSP), Marcio Jerry e Jefferson Portela, respectivamente, ambos do PCdoB, travam uma disputa de egos na estrutura do primeiro escalão do Governo Flávio Dino, por causa das eleições 2018.

Jerry e Portela são pré-candidatos a deputado federal e têm entrado em conflito na disputa de base eleitoral no interior do estado. Ontem, a crise entre os auxiliares de Dino foi exposta de forma até constrangedora para o Palácio dos Leões.

Portela revelou a um blog que faz a cobertura política da capital que Jerry tem atuado para impedir a sua candidatura à Câmara Federal. – Indiretamente, o Marcio Jerry busca me deixar fora da disputa, mas reitero que sou candidato a deputado federal – disse. Jerry silenciou.

A crise entre os dois tem se arrastado desde o fim do ano passado, quando Portela iniciou movimentação nos bastidores pela sua pré-candidatura. Jerry tem confidenciado a aliados que pretende alcançar pelo menos 150 mil votos em 2018, para tornar-se, assim, o deputado federal mais bem votado da história do Maranhão.

Por isso a cisma com outros membros do PCdoB que alimentam o objetivo de também chegar à Câmara. Portela, contudo, já assegurou que não recuará. E demonstrou não temer o “homem forte” do Governo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão