Flávio Dino e Roberto Rocha: um projeto que naufragou

Flávio Dino e Roberto Rocha

Repercutiu forte no fim de semana, uma nova troca de ofensas entre o senador Roberto Rocha (PSB) e alguns dos principais aliados do governador Flávio Dino (PCdoB).

Eleitos pela mesma coligação em 2014 e sob o forte discurso de “mudança” no Maranhão, Rocha e Dino deixaram a aliança de lado no ano passado, às vésperas das eleições municipais, ocasião em que não houve entendimento em torno da candidatura de Roberto Rocha Júnior (PSB) na chapa de Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

De lá para cá, já houve inúmeras discussões por meio das redes sociais  – território que eles adoram -, e afastamento político.

Na última sexta-feira em  entrevista à Rádio Nova FM, de Balsas, Rocha disse que o Maranhão não tem um governador. “No máximo um despachante de luxo no Palácio dos Leões”.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), reagiu: disse que o estado possui o senador que “em nada ajudou o Maranhão”.

As trocas de ofensas, a irritação de ambos os lados e a implosão da aliança só evidencia uma coisa: o projeto de Flávio Dino e Roberto Rocha firmado em 2014, não deu certo…

Guerra aberta

Partiu da base governista a articulação para que o secretário de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, fosse convocado para audiência pública na Assembleia Legislativa. Tanto que o requerimento, de autoria do deputado Júnior Verde (PRB), foi aprovado por unanimidade em plenário. E só entrou na pauta por que o deputado Fábio Macedo (PDT) aproveitou-se da condição de presidente em exercício para por a proposição em pauta.

Por trás da questão envolvendo Adelmo – que já comprou briga com os próprios Macedo e Verde por espaços de votação no interior – está uma guerra fratricida entre deputados governistas e membros do governo Flávio Dino que pretendem disputar as eleições de 2018.

E eles são muitos: a começar pelo todo-poderoso secretário de Comunicação, Mário Jerry, passando pelo chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, são pelo menos 12 auxiliares-candidatos, em uma lista que tem nomes como Jeferson Portela e Duarte Júnior, queridinhos do PCdoB.

E para entrar na Assembleia, obviamente, esses pretensos deputados terão que ocupar a vaga de alguém que esteja na Casa. Como é pouco provável que eles consigam tirar as vagas consolidadas de oposicionistas, sobrará exatamente para os membros do governo na Assembleia.

E nesse jogo d gato e rato vale até jogar para a torcida, como o líder do governo, Rogério Cafeteira (PSB), que se faz de desentendido publicamente ao falar sobre o assunto, mas conspira nos bastidores contra os secretários-candidatos.

E a vida de Adelmo Soares não será fácil na sabatina da Assembleia. É bom lembrar que, com menos antipatia que ele na Casa, o secretário de Infraestrutura Clayton Noleto foi tão bombardeado que abriu mão da candidatura a deputado federal.

Da coluna Estado Maior, e O Estado do Maranhão

Dono de prédio da Funac participou da propaganda do PCdoB em 2014

Coincidência. O engenheiro eletricista Jean Carlos Oliveira, filiado ao PCdoB do Maranhão e proprietário do imóvel alugado pelo Governo do Estado para abrigar anexo da Funac na Aurora, participou da propaganda eleitoral do partido nas eleições 2014.

Jean recebeu pelo imóvel alugado ao Governo, mais de R$ 170 mil desde 2015, embora o prédio tenha sido utilizado pelo Executivo somente no dia 3 deste mês.

Na propaganda produzida pelo PCdoB, Jean pede votos para o então candidato a deputado estadual, Júlio Guterres (PCdoB). “Eu voto em Júlio Guterres porque uma das grandes bandeiras, uma das grandes lutas dele é a educação. Eu tenho certeza que na Assembleia Legislativa ele vai continuar essa luta”, diz o comunista.

A residência de Jean, que agora abriga unidade da Funac, foi comitê eleitoral da campanha de Gueterres em 2014 e ponto de apoio de distribuição de material do PCdoB, do governador Flávio Dino.

Mas o contrato da Funac foi mera “coincidência”…

Eduardo Braide afirma que debate o credenciou ao segundo turno

braideO candidato a prefeito Eduardo Braide (PMN) afirmou ontem, logo após o término da votação, num pronunciamento feito aos militantes do PMN e apoiadores, no Comitê Central, no Olho d’Água, que os debates foram decisivos para a sua ida ao segundo turno nas eleições municipais.

Ele citou os debates da TV Guará e da TV Mirante. Este último, da afiliada à Rede Globo, que ocorreu na última quinta-feira, para analistas políticos foi o que o credenciou ao segundo turno.

“Nada substitui o debate. Na propaganda política se você erra, tem como gravar novamente. Há uma equipe técnica e vários assessores o auxiliando. No debate não. É você e os seus adversários. Lá o eleitor conhece quem é quem de verdade”, disse.

Eduardo Braide afirmou que participará de todos os debates possíveis no segundo turno e assegurou estar confiante da vitória sobre Edivaldo Júnior (PDT). “Hoje [ontem] o povo de São Luís fez história. Escolheu um candidato que tinha apenas 10 segundos na propaganda política. Escolheu um candidato que saiu sozinho, pelo PMN, sem coligação ou apoio político. O povo de São Luís tomou uma decisão importantíssima hoje [ontem]”, finalizou.

Braide disputará o segundo turno contra Edivaldo no dia 30 de outubro.

Cláudia Durans será a entrevistada de hoje na Sabatina O Estado

Cláudia DuransA professora universitária Cláudia Durante, candidata do PSTU à Prefeitura de São Luís, será a entrevistada de hoje na Sabatina O Estado.

Ela será a sexta participante do programa, que já ouviu Rose Sales (PMB), Edivaldo Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), Zeluis Lago (PPS) e Fábio Câmara (PMDB).

Cláudia Durans já foi candidatava a vice-presidente da República em duas oportunidades e representará a legenda de esquerda no pleito de outubro.

A Sabatina O Estado começará às 10h e se estenderá até às 11he será transmitida ao vivo pelo site oestadoma.com.

Durante o programa, eleitores e internautas poderão enviar perguntas por meio da hashtag #SabatinaOEstado e pelo WhatsApp 99209-2564.

Após o programa, a íntegra da entrevista será publicada na página do jornal no youtube.

Amanhã, Valdeny Barros (PSOL) será o entrevistado. Na quarta-feira o sabatinado será Wellington do Curso (PP) e na quinta-feira o deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

Ocupando o vácuo

Maura JorgeNos últimos meses, uma figura política passou a surgir com mais intensidade, sobretudo nos eventos políticos no interior maranhense. A prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PTN), no fim de seu segundo mandato municipal ­ e com a experiência de já ter exercido quatro mandatos de deputada estadual ­, passou a fazer contraponto aberto ao governador Flávio Dino (PCdoB). E já desponta como principal liderança de oposição ao comunista no interior do estado.

Essa história começou em janeiro, quando Dino esteve em Lago da Pedra, para um evento que tinha a própria prefeitura como protagonista, em parceria com o governo, mas Dino tentou impedi­la de participar da festa, para beneficiar seus aliados no município. O clima pesou entre os dois, o governador ouviu poucas e boas de corpo presente no palanque e o fato ganhou repercussão estadual.

Mas o que Maura Jorge fez foi ocupar um vácuo na oposição, gerado desde as eleições de 2014, quando, após a vitória do governador Flávio Dino, os líderes partidários que até então protagonizavam a disputa de poder no Maranhão se dispersaram. Dino passou a reinar absoluto, sem ninguém que lhe fizesse contraponto aberto.

A prefeita de Lago da Pedra parece ter visto esse vácuo e passou a ocupá­lo de forma cada vez mais contundente, passando a se projetar de forma estadual como opção ao governo comunista.

Agora filiada e dirigente do PTN no Maranhão, a prefeita deve aproveitar o fim do mandato municipal para sentar praça em São Luís, de onde pretende irradiar suas ações na oposição ao governo. Até porque 2018 já está batendo às portas.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Eliziane Gama inicia 2016 com forte embate a Edivaldo Júnior

A deputada federal e pré-candidata a prefeita de São Luís, Eliziane Gama (Rede), iniciou 2016 “com todo o gás” contra o adversário Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que buscará a reeleição no mês de outubro deste ano.

Até então um pouco distante das discussões políticas, Gama resolveu reagir e contrapor a gestão do pedetista.

Ontem, primeiro dia do ano, ela gravou uma mensagem ao ludovicense em frente ao Palácio La Ravardière, sede da administração municipal, reafirmando candidatura própria.

No mesmo dia, utilizou o seu perfil em rede social para criticar as obras de pavimentação realizadas pelo município. Isso porque no bairro Cohajap, logo após a primeira chuva do ano, um enorme buraco se abriu numa via e um ônibus acabou ficando preso no local. Só foi retirado de lá com o auxílio de um guincho de grande porte.

As primeiras horas de 2016, portanto, mostraram que Eliziane Gama está de fato, disposta a vencer as eleições de outubro.

Eliziane Gama critica Edivaldo

Escutec: Eliziane com projeto consolidado

Eliziane é a principal adversária de Edivaldo

Eliziane é a principal adversária de Edivaldo

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) tem conseguido alcançar a cada dia, um objetivo traçado em 2012, quando foi candidata a prefeita de São Luís.

Naquela oportunidade, sem qualquer estrutura de campanha, a popular socialista conseguiu alcançar a terceira colocação no pleito, ficando atrás do hoje prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) e do ex-prefeito, que buscava a reeleição, João Castelo (PSDB).

Dois anos mais tarde chegou a ensaiar uma candidatura ao Governo do Estado, mas desistiu da disputa para favorecer o candidato comunista Flávio Dino (PCdoB), que desta forma encontrou maior facilidade para consolidar a sua vitória no pleito sem a necessidade de enfrentar um segundo turno.

Eleita a deputada federal mais votada do Maranhão, Eliziane Gama alcançou marca extraordinária na capital, uma demonstração cristalina do seu potencial eleitoral em São Luís.

Agora novamente pré-candidata a prefeita da capital, Gama lidera todos os cenários prováveis para 2016 e que foram apontados na pesquisa Escutec divulgada hoje em O Estado.

Uma candidatura cada vez mais fortalecida. Um projeto a cada dia mais consolidado e um objetivo bem perto de ser alcançado.

Lobão admite possibilidade de disputar a eleição de 2016 em São Luís

Lobão líder oposicionista

Lobão líder oposicionista

O senador da República Lobão Filho (PMDB), admitiu com exclusividade a O Estado a possiblidade de disputar a eleição para prefeito de São Luís em 2016. O peemedebista obteve votação expressiva na capital em 2014, o que o credencia para a próxima disputa eleitoral. Em novembro do ano passado, ele rejeitava a discussão. Agora, já no campo da oposição, ponderou que está ouvindo familiares, amigos e classe política, para somente depois posicionar-se.

Candidato a governador do estado pela coligação “Pra Frente Maranhão” em 2014, Lobão Filho recebeu 150.346 votos na capital, o que representou 31,55% do eleitorado que foi às urnas em São Luís naquela oportunidade.

Considerado como o nome de referência do grupo político que representa após a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) ter declarado que não mais disputará eleições no estado, Lobão Filho tem sido constante citado nos bastidores como maior força política para confrontar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que disputará a reeleição apoiado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Apesar do entusiasmo das lideranças do grupo, Lobão Filho tem adotado cautela ao tratar do tema. Ele afirmou que está ouvindo familiares, amigos e a classe política e ponderou que o momento é de reflexão a respeito dos próximos passos que ele dará na política.

“Em verdade, sou extremamente agradecido pela expressiva votação que recebi em São Luís, pelo carinho que tenho recebido diariamente nas ruas e pela referência que o partido tem me feito. Enfrentei uma campanha eleitoral difícil porque acreditei que poderia realmente mudar a história do Maranhão. Estou agora avaliando todo o cenário, mas acho muito cedo para definições importantes como essa. O momento é de reflexão”, enfatizou.

 Status – Essa foi a primeira vez que o senador Lobão Filho admitiu a possibilidade de disputar a eleição municipal de 2016. Em novembro do ano passado, um mês depois da disputa para o Executivo Estadual, o peemedebista havia descartado  enfrentar nova disputa.

Naquela ocasião, ele afirmou apenas que continuaria como um cidadão politicamente ativo em 2016, que participaria das decisões de seu grupo político e que faria campanha para o candidato que fosse escolhido pelo seu partido.

Até o início de janeiro deste ano, mesmo estando na oposição, se manteve distante das discussões políticas. Na segunda quinzena do mesmo mês, no entanto, passou a atuar como uma voz ativa dentro de seu partido político. Opinou sobre a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e sobre o posicionamento de seu partido político no pleito.

Também destacou e defendeu a postura da deputada Andrea Murad (PMDB) como oposicionista na Casa. Agora, já discute a conjunta para 2016.

Fusões e incorporação de partidos altera cenário para 2016 no estado

César Pires não fica no DEM se partido se fundir a outra siglsa

César Pires não fica no DEM se partido se fundir a outra siglsa

Após finalizado o processo eleitoral no Brasil, partidos políticos intensificam as negociações a respeito de possíveis fusões e incorporações no campo nacional. Esse tipo de movimentação atinge diretamente as estruturas políticas de algumas legendas no Maranhão, que já trabalham perspectivas de possíveis cenários para as eleições 2016.

Negociam fusões o PPS com o PSB e o DEM com PSDB – estes últimos de forma mais tímida. Já no que diz respeito à incorporação, PDT com o PTC. Todas estas siglas, exceto o DEM, integram o grupo oposicionista no estado, liderado pelo governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

Em Brasília, as direções de PPS e PSB já começaram a discutir com mais profundidade a possibilidade de fusão já para os dois últimos meses do ano. O PSB elegeu 34 deputados federais e o PPS outros 10. O objetivo é unificar e fortalecer a bancada, para atuar na oposição ao governo Dilma Rousseff (PT). O Solidariedade (SD) também sustenta a possibilidade de fusão.

Eliziane Gama  torce para que ocorra fusão com o PSB

Eliziane Gama torce para que ocorra fusão com o PSB

No Maranhão, a deputada estadual Eliziane Gama, presidente do diretório estadual do PPS, avalia positivamente a possibilidade de fusão. Ela destacou a O Estado o fortalecimento da legenda que comanda e disse que apoia o modelo proposto por dirigentes nacionais da sigla.

“Se houver de fato a fusão do PPS com o PSB, nós passaremos a ser a quinta maior legenda do Brasil, e isso significa muito. Significa, por exemplo, aumentar a bancada na Câmara Federal, presidir comissões na Câmara, obter mais tempo para debates, ampliação de fundo partidário, ou seja, nós conseguiríamos crescer bastante partidariamente”, afirmou.

Gama explicou que o debate foi iniciado durante a disputa do segundo turno das eleições presidenciais e revelou que a expectativa é de que uma definição ocorra em curto prazo.

“Antes da posse dos deputados federais, que ocorrerá em fevereiro, já teremos uma noção da possiblidade ou não da fusão. Particularmente acredito que é totalmente possível. Nas conversas que a gente tem com alguns colegas, dá para perceber também esse desejo. O PPS já vem tentando há muito tempo uma reformulação. Alguns falam até em refundação. A própria Marina Silva chegou a elogiar a determinação do PPS de debater essa refundação. Acho que os partidos brasileiros hoje precisam ter esse sentimento”, completou.

Não fica – Outras siglas que discutem a possiblidade de fusão no campo nacional, são o DEM e o PSDB, que quer ampliar as suas bases na oposição ao governo Dilma. Até o momento, segundo o deputado estadual César Pires (DEM), as negociações não alcançaram os membros da legenda no Maranhão. Pires, porém, já deixa claro que se a proposta for concretizada, ele deixa o partido.

“Até o momento, nada foi discutido no âmbito estadual, pelo menos que tivesse alcance dos deputados. Mas se houver fusão eu terei de procurar uma outra alternativa. Estarei liberado para isso [juridicamente]. Então o que digo é isso: se houver fusão eu não fico”, enfatizou.