O incoerente Flávio Dino e a “ajuda” ao Aldenora Bello

O governador Flávio Dino afirmou hoje, em seu perfil no twitter, que “diferentemente dos outros governos”, sempre ajudou e ajudará o Hospital do Câncer Aldenora Bello.

Disse isso após a Fundação Antônio Jorge Dino – mantenedora do hospital -, ter anunciado a descontinuidade de atividades e depois de o deputado Eduardo Braide ter cobrado do chefe do Executivo, a liberação de mais de R$ 3 milhões disponíveis no Fundo Estadual de Combate ao Câncer.

E faltou com a verdade.

Em  2017, por exemplo, Dino vetou mais de R$ 12 milhões em emendas da oposição para a Saúde. Desse montante, mais de R$ 1 milhão daria suporte especificamente ao Hospital Aldenora Bello.

Na ocasião, o comunista vetou as emendas de Andrea Murad (R$ 200 mil), Edilázio Júnior (R$ 200 mil) e Eduardo Braide (R$ 700 mil) para a unidade, referência em tratamento de câncer no estado.

E foi duramente criticado pela oposição naquela oportunidade [reveja aqui].

Os deputados já alertavam para um possível colapso no hospital, que agora se confirma.

Não tem como agora, portanto, Dino tentar sustentar o discurso de que sempre ajudou o hospital.

Não mesmo…

Edilázio participa de ato político em Santo Amaro

edilazio-em-santo-amaro-do-maranhaoO deputado estadual Edilázio Júnior (PV) participou de gigantesco ato político, no último fim de semana, no município de Santo Amaro do Maranhão.

Ao lado da prefeita Luziane (PP), candidata à reeleição pela coligação “União Por Santo Amaro”, o parlamentar integrou uma caminhada pelas principais vias do bairro e um comício, do qual participaram lideranças políticas, comunitárias e de partidos da base da prefeita.

No comício, Edilázio conclamou o eleitorado a votar em Luziane no dia 2 de outubro, e assegurou a manutenção da parceria mantida com o município nos últimos anos.

Por meio de emendas parlamentares, todas no governo Roseana Sarney (PMDB), o deputado conseguiu viabilizar calçamento para as principais vias do município e ambulâncias para o hospital municipal. Na atual gestão, o governo Flávio Dino (PCdoB) não pagou nenhuma emenda de Edilázio para Santo Amaro.

Luziane agradeceu o empenho do deputado, e reafirmou compromisso com a administração pública. O deputado federal Aluisio Mendes também participou do ato político.

Oposição irá à Justiça para garantir emendas de Carnaval

oposiçãooposição 1Os deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa estudam entrar com uma ação na Justiça para ter garantido o direito de indicar emendas ao orçamento do Governo do Estado para o Carnaval.

Diante das noticias de que o governador Flávio Dino (PCdoB) acordou com os aliados que cada um dos parlamentares terá direito a R$ 200 mil para ajudar as festividades carnavalescas nas suas bases, os deputados Adriano Sarney (PV), Andrea Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV) e Sousa Neto (PTN) devem recorrer mover um processo judicial para que lhes seja garantido o direito de também indicar municípios onde o recurso será investido.

O objetivo, revelam, é garantir isonomia de tratamento por parte do Executivo e evitar que se repita situação ocorrida em 2015, quando o governo liberou emendas de R$ 150 mil apenas para os deputados aliados.

“Ainda não decidimos. Estamos estudando, sim, essa possibilidade, em virtude das notícias de que o governo vai liberar essa ajuda para o Carnaval, de R$ 200 mil, segundo noticia a própria imprensa, mas contemplará apenas os aliados, aqueles que rezam na cartilha do governo”, declarou o deputado Edilázio Júnior.

No ano passado ele inaugurou esse tipo de ação, quando conseguiu na Justiça uma liminar obrigando o governador a pagar as emendas que ele indicou ao Orçamento de 2015. A decisão foi do juiz Clésio Coelho Cunha, respondendo pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Edilázio recorreu à Justiça após ter constatado tratar-se do único deputado reeleito no legislativo estadual, a não ter as suas emendas pagas pelo governo. A liminar foi derrubada pelo desembargador Cleones Cunha, do Tribunal de Justiça, mas o deputado já recorreu ao plenário.

Isonomia – A O Estado, o deputado Adriano Sarney também avocou o princípio da isonomia para confirmar que pode recorrer à via judicial para garantir seu direito de indicar as emendas do Carnaval.

Segundo ele, o tratamento igualitário de lideranças políticas por parte do Governo do Estado foi uma das bandeiras do discurso de Flávio Dino até o dia da posse.

“Só o que pretendemos é garantir a prerrogativa de tratamento isonômico. Em um governo autointitulado republicano não deve existir diferenciação entre deputados”, comentou.

Reportagem de O Estado do Maranhão

Base quer independência na Assembleia, mas Governo reage

oposiçãoO Estado – Os deputados da base governista na Assembleia Legislativa acenam, desde o início do recesso parlamentar, no fim do ano passado, com uma postura mais independente do Palácio dos Leões.

A opinião das lideranças ouvidas por O Estado na última semana é de que no primeiro ano do governo Flávio Dino (PCdoB) os deputados perderam espaço em virtude da pouca autonomia da Casa.

Os parlamentares avaliam que a ampla maioria formada pelo governador no Legislativo – com apenas quatro dos 42 deputados efetivamente na oposição e o controle de um bloco com nada menos que 22 membros – dificultou o atendimento a seus pleitos pelo Executivo, sobretudo no que diz respeito ao pagamento das emendas.

E é em busca dessa independência que os aliados finalizam as articulações para a divisão do maior bloco da Assembleia, o Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, mais conhecido como “Blocão”.

Liderados por Eduardo Braide (PMN), os deputados desse grupo têm força para aprovar ou rejeitar, sozinhos, praticamente todos os tipos de proposições em plenário – à exceção de matérias que requeiram quórum qualificado.

O objetivo é garantir o “reequilíbrio de forças” em plenário, para uma relação favorável à Casa.

“Existe uma busca por um reequilíbrio de forças, esse seria o termo. Não há que se falar em rompimento, nem racha. Mas apenas a busca por mais autonomia, e um maior poder de barganha no diálogo com o governo”, declarou a O Estado um dos deputados mais próximos do governador.

Sinais – Um segundo parlamentar admite que alguns movimentos feitos bela bancada governista no fim do ano passado – como uma repentina saída de plenário quando a Assembleia deveria votar, em regime de urgência, o projeto do Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio 2016-2019 – foram os primeiros sinais de que uma nova ordem seria estabelecida.

“Aquele foi como um embrião desse movimento que evoluiu para a discussão sobre a divisão do Blocão”, lembrou.

A sessão legislativa de 2016 está marcada para ser aberta no dia 1º e fevereiro, uma segunda-feira, na semana que antecede o feriado de Carnaval.

Governo responde à base de emendas

O comando político do governo Flávio Dino (PCdoB) não está alheio às movimentações de aliados na Assembleia Legislativa.

Percebendo que pode perder força entre a bancada – principalmente pela dificuldade que teve para garantir acordos referentes ao pagamento de emendas parlamentares – o Executivo fez em janeiro três movimentos que têm como objetivo agradar os deputados.

O primeiro deles foi a garantia de aumento do valor das emendas para o Carnaval. Até o fim do ano passado, estavam garantido R$ 100 mil a cada um dos governistas. Após pressão do presidente da Assembleia, deputado Humberto Coutinho (PDT), o valor foi aumentado para R$ 200 mil.

Outro movimento foi a mudança na articulação política com a Casa. A partir deste ano, quem tratará das demandas dos deputados é o chefe da Casa Civil, ex-deputado Marcelo Tavares (PSB). A função anteriormente era do secretário de Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB).

Por fim, o governo decidiu manter na sua liderança em plenário o deputado Rogério Cafeteira (PSC) e trabalha, também, pela antecipação da eleição da Mesa Diretora, garantindo condições para a reeleição do presidente e de seu vice, o deputado Othelino Neto (PCdoB).

Oposição pode se fortalecer com união de partidos

Além da articulação da própria base, os comunistas se deparam com a possibilidade de a oposição ganhar mais musculatura neste ano.

Deputados estaduais do Partido Verde (PV) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) discutem a composição de um novo bloco parlamentar para o segundo ano da atual legislatura na Assembleia Legislativa.

PV e PMDB possuem as maiores bancadas da Casa, ao lado do PDT, com quatro deputados eleitos e em exercício, cada. Caso seja consolidada a nova conjuntura, as legendas forçam mudanças nas composições das comissões técnicas do Parlamento, que são montadas justamente de acordo com os números de membros de cada bloco.

Integram o PV, Adriano Sarney, Edilázio Júnior, Rigo Teles e Hemetério Weba. Atuam pelo PMDB, os deputados Roberto Costa, Andrea Murad, Nina Melo e Max Barros.

De acordo com Roberto Costa, os partidos discutem abertamente a possibilidade de nova composição. Ele destacou que faltam apenas detalhes para a consolidação da aliança.

“O PMDB enxerga com muitos bons olhos essa composição e acredita que os partidos podem sim somar. O que precisamos definir neste momento é justamente qual partido ficará com a liderança do bloco e quais serão os membros indicados para as comissões. Acredito que estamos iniciando um bom diálogo”, disse.

Adriano Sarney também falou da articulação entre as bancadas do Legislativo. “Já existe um diálogo bastante avançado neste sentido, portanto, é possível sim que essa composição seja consolidada”, enfatizou.

Ainda não está confirmado, mas caso os partidos decidam por formar novo bloco parlamentar, o deputado oposicionista Sousa Neto (PTN) também passaria a integrar o colegiado.

César Pires diz que partidos pequenos vendem filiações em troca de emendas na AL

César Pires faz grave denúncia contra partidos

César Pires faz grave denúncia contra partidos

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado César Pires (DEM) escancarou hoje na Casa a insatisfação que há entre deputados da base aliada no que diz respeito à formação de chapa proporcional para a eleição 2014. Ele cobrou uma articulação direta da governadora Roseana Sarney (PMDB) com os deputados e fez uma grave denúncia contra partidos pequenos que, segundo ele, estariam vendendo filiações por emendas parlamentares.

O discurso de César não foi rebatido por nenhum membro da base aliada.

“Espero que o Governo do Estado e quem está liderando o sentimento de coordenação política não vire as costas para os aliados. Que não protejam alguns e liberem ou outros à própria sorte. É preciso que a governadora, líder de nosso grupo político comece a fazer um programa de coordenação dos blocos e partidos aliados, e que não deixe que não deixe cada um tomar à revelia os seus sentimentos. É preciso que o governo, nesse momento, tenha a compreensão exata do que significa estar aqui numa Assembleia limitando-se a defendê-lo sempre e agora sequer sentam conosco e nos deixem os deputados a própria sorte em determinado momento. Não pode continuar desta forma“, afirmou.

César pediu investigação a respeito de uma manobra de partidos políticos que estariam vendendo espaços para àqueles parlamentares que querem trocar de legenda por sentir ameaçado o seu projeto de reeleição na Casa.

Alguns partidos menores vendem as vagas aqui por dinheiro absurdo, que ficam cobrando de deputado as emendas para poder colocá-los. Isso precisa acabar aqui dentro dentro. É preciso que se investigue esse comportamento e que não se dê guarida a esse tipo de postura e são os próprios partidos maiores que tem de unir e defender aqui“, completou.

Ao final de seu discurso, César Pires ainda desafiou os colegas a rebater as suas declarações, e não ouviu respostas.

É por isso que silencia essa Casa mais uma vez, porque não tem o que dizer ao contrário“, finalizou.