Fábio Gentil afirma que Caxias não recebe ajuda do Governo

O Estado – O prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), faz um balanço altamente positivo do seu primeiro ano de gestão e lista uma série de obras impactantes e diversas outras ações realizadas em 2017. Sem ajuda financeira do governo estadual ou de qualquer outro órgão, ele superou as dificuldades financeiras e, com recursos próprios, executou inúmeras benfeitorias, que mudaram a realidade caxiense em apenas 12 meses.

Fábio Gentil toma como referência o último mês do ano passado para demonstrar quão bem-sucedida e responsável tem sido sua gestão. Ele lembra que em dezembro cumpriu o compromisso de pagar o 13º e o salário do mês em um período recorde de 15 dias.

“Isso me deu uma segurança maior na forma de administrar. Nós percebemos que é possível fazer, apesar das dificuldades”, enfatizou, ressaltando que além de manter a folha em dia nos 12 meses de 2017, sempre pagou os vencimentos do funcionalismo antecipadamente, no máximo, até o dia 19.

Reforma e ajuste na folha

Uma das primeiras ações adotadas por Fábio Gentil ao assumir o mandato de prefeito foi reduzir o número de secretarias municipais de 32 para 12. Outra providência foi identificar os servidores que recebiam salários da prefeitura, mas não trabalhavam, conhecidos popularmente como “fantasmas”. “Não eram poucos os funcionários nessas condições, que ganhavam salários entre R$ 2 mil e R$ 11 mil. Após fazermos os ajustes, conseguimos reduzir os gastos com a folha em R$ 1 milhão”, revela.

O prefeito atribui os bons resultados da sua administração à capacidade que sua equipe de governo tem de criar, sobressaindo-se em meio à crise. Para Fábio Gentil, a eficiência e a responsabilidade da gestão possibilitaram à Prefeitura de Caxias investir R$ 25 milhões em obras. A lista inclui a construção de avenidas, de pontes de concreto armado, aplicação de centenas de quilômetros de asfalto e sistemas de abastecimento de água, com perfuração de poços artesianos e interligação dos imóveis à rede. “Somos o único município a investir tamanha soma em obras, com recursos próprios. Desconheço outra cidade em todo o Maranhão que esteja investindo tanto quanto nós com receitas próprias”, assinala o gestor, que projeta para este ano um cenário ainda mais positivo.

Vereador por 20 anos, Fábio Gentil recorda que em seu último mandato legislativo discutiu muito na Câmara Municipal o porquê de Caxias não ter, na gestão passada, uma única placa de inauguração que indicasse que determinada obra fora executada unicamente pela prefeitura. “Em nossa administração investimos logo R$ 25 milhões e todos duvidavam de onde viriam os recursos”, pontua, assegurando que qualquer prefeito pode fazer o mesmo, desde que respeite o pensamento do povo e defina prioridades.

Perdas          

Fábio Gentil relembra que no inicio do seu mandato de prefeito, Caxias amargou perda de recursos que deveriam ter sido destinados pelo Governo do Estado ao município, sobretudo na área de saúde. “Sofremos perdas, mas, não só mantivemos o atendimento, como avançamos, melhorando a assistência médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e aumentando o número de profissionais de saúde”. Ele recorda que recebeu o Município com um hospital de urgência e emergência fechado, que além de ter sido reaberto, está sendo ampliado em mais de dois mil metros quadrados.

Sobre as dificuldades com as quais se deparou ao assumir a prefeitura, o gestor reconheceu que tinha plena convicção das condições desfavoráveis que encontraria. “Não adianta só chorar, nós temos que resolver. E nossa equipe é preparada para dar bons resultados”, salienta.

Responsabilidade

A responsabilidade foi outra marca registrada do primeiro ano da atual gestão municipal de Caxias. Atualmente, segundo o prefeito, todas as despesas com fornecedores e prestadores de serviços estão com pagamentos em dias, restando apenas débitos da administração passada. “A nossa gestão está 100% limpa e regular”, garante Gentil. “Estamos pagando, neste mês, um abono aos professores equivalente ao 14º salário. São poucas as cidades que conseguem isso sem prejudicar o andamento legal e o funcionamento da educação”, ressalta o prefeito, que autorizou reajuste de 9% ao piso salarial dos educadores, superior aos 7% concedidos pelo Governo Federal.

Fábio Gentil afirma que está sempre em busca de convênios com órgãos federais e até mesmo com o governo estadual. Segundo ele, a prefeitura tem diversos projetos elaborados, todos com o intuito de favorecer o povo caxiense. Ele menciona o convênio assinado recentemente com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para a construção de estradas vicinais e para a reforma do Mercado Central.

Em relação à falta de apoio do Estado, ele lembra que os recursos que foram retirados jamais retornaram ao Município, mas frisa que o auxílio que vier será bem vindo e será revertido em prol da população. “Caxias faz parte do Maranhão. O governador tem o compromisso e a obrigação de ajudar não só Caxias, mas todos os 217 municípios maranhenses”, alerta. “Continuamos buscando caminhos para que o Governo do Estado consiga enxergar e respeitar o povo de Caxias e contribuir com convênios e outras ações voltadas à saúde pública do município, como fazia na gestão anterior”.

Município tem investimentos em várias frentes 

O Natal Iluminado de Caxias, com programação alusiva ao período realizada em diferentes pontos do município, foi outro destaque do primeiro ano de gestão, de acordo com Fábio Gentil. O prefeito classificou o evento como um dos maiores e melhores natais do Nordeste, a ponto de Caxias ter sido comparada a Gramado (RS), estimulando, o turismo na cidade. Frisou, ainda, que a mão de obra contratada para as festividades foi predominantemente local, o que fez os recursos circularem dentro do próprio município.

Fábio Gentil listou diversas outras ações realizadas em seu primeiro ano de gestão, a exemplo da inauguração, em 23 de dezembro, da Praça Dom Luís Marelim, um dos maiores logradouros públicos do interior do Maranhão, tanto em termos de área física, quanto em funcionalidade. “Dotamos a praça com tudo o que há de melhor, a exemplo de anfiteatro, fonte interativa, luminosa e musical, academia ao ar livre, pista de cooper, pátio de diversões, dentre outros equipamentos”, enumera.

Livros didáticos

Outra ação inédita da gestão de Fábio Gentil foi a aquisição de livros didáticos para todos os estudantes da educação infantil da rede pública de ensino de Caxias, graças a um investimento de R$ 2 milhões em recursos exclusivos da prefeitura. “Estamos sempre fazendo algo diferente em benefício do nosso povo. No caso dos livros didáticos, nunca, na história do nosso município, os alunos haviam recebido material didático”, exalta.

Outro destaque foi a construção de 100 quilômetros de estradas vicinais, que melhoraram os acessos entre as diversas localidades de Caxias e facilitaram o escoamento da produção agrícola. Sobre essa última atividade, o prefeito informa que a própria prefeitura se encarrega de fomentar o setor, adquirindo os produtos da agricultura familiar para servir na merenda escolar, nos hospitais municipais e em repartições”.

Reportagem de Daniel Matos

Flávio Dino cede à pressão e decide voltar a ajudar a Saúde de Caxias

O Estado – Pouco mais de uma semana após forte pressão do prefeito Fábio Gentil (PRB) – que recorreu a O Estado para denunciar perseguição do Governo do Estado à saúde do seu município -, o governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu recuar e determinar que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) repasse mais R$ 675 mil por mês para ajudar na gestão de Saúde de Caxias.

O dinheiro deve ser aplicado no custeio da maternidade Carmosina Coutinho – especificamente no pagamento de profissionais médicos. A unidade é administrada pela Prefeitura Municipal.

O anúncio do acerto foi feito ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), aliado do governador em Caxias e vem depois de o governo não conseguir sustentar o discurso de que não cortou verbas da cidade.

Para encerrar o assunto, Dino recebeu Gentil no Palácio dos Leões e comunicou que havia autorizado o repasse, que deve começar imediatamente.

Crise – A crise envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Caxias veio à tona depois de o prefeito Fábio Gentil (PRB) acusar o governador Flávio Dino de haver cortado pelo menos R$ 18 milhões da saúde do município em 2017.

Segundo ele, são quase R$ 3 milhões a menos que o Estado repassa para a saúde local desde janeiro. Os motivos seriam políticos, uma vez que Gentil venceu na eleição de 2016 o candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, Léo Coutinho (PSB).

“Os recursos foram suspensos após o candidato apoiado pelo governador Flávio Dino [Léo Coutinho] em Caxias perder as eleições em 2016”, dizia uma nota publicada pela Prefeitura de Caxias no fim do mês de junho. Gentil apresentou documentos comprovando os cortes – sempre negados pela SES.

Dias depois, O Estado revelou que, o Fundo Municipal de Saúde (FMS) de Caxias também poderia ter sido alvo de perseguição política. Dados do Portal da Transparência do Executivo estadual apontam que, em 2017, houve redução de 98% nos repasses, nos seis primeiros meses do ano – e em comparação com o mesmo período de 2016.

Segundo levantamento a partir de informações da plataforma de dados abertos do governo, de janeiro a junho de 2016 a gestão comunista repassou ao Fundo de Saúde de Caxias – cidade então administrada pelo aliado Léo Coutinho – valores que, somados, chegaram a R$ 23.754.369,82.

No mesmo período de 2017 – e já sob a administração do prefeito Fábio Gentil, que é adversário político do Palácio dos Leões – foram repassados apenas R$ 446.067,40. O valor corresponde a 1,87% do que foi enviado ao município há um ano.

SAIBA MAIS

Desde janeiro, a Maternidade Carmosina Coutinho tem enfrentado dificuldades para manter os serviços médicos que atendem a Região dos Cocais. Para amenizar o problema – e após muita reclamação do prefeito – o pagamento dos médicos da unidade ficará a cargo da Secretaria de Estado Saúde (SES) e o custeio de manutenção ficará a cargo da Prefeitura.

Flávio Dino cortou 98% de repasses para a Saúde de Caxias

O Estado – O governo Flávio Dino (PCdoB) reduziu em 98% o total de repasses do Fundo Estadual de Saúde (FES) ao Fundo Municipal de Saúde (FMS) da cidade de Caxias, em 2017.

Os dados constam do Portal da Transparência do Governo do Estado e referem-se aos seis primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016.

Segundo levantamento de O Estado na plataforma de dados abertos do Executivo, de janeiro a junho de 2016 a gestão comunista repassou ao Fundo de Saúde de Caxias – cidade então administrada pelo aliado Léo Coutinho (PSB) – valores que, somados, chegaram a R$ 23.754.369,82.

No mesmo período de 2017 – e já sob a administração do prefeito Fábio Gentil (PRB), que é adversário político do Palácio dos Leões – foram repassados apenas R$ 446.067,40. O valor corresponde a 1,87% do que foi enviado ao município há um ano.

Para se ter uma ideia da disparidade, o menor repasse do ano passado foi de R$ 313,4 mil, quase o total registrado agora.

De outro lado, houve repasses milionários registrados em 2016: R$ 8,1 milhões em fevereiro; R$ 11,7 milhões em maio e R$ 2,2 milhões em junho.

Seletividade

Apesar da flagrante diferença de tratamento ao Município de Caxias após a troca de gestão, o governo Flávio Dino garantiu, em nota, que “os critérios utilizados para repasses de recursos estaduais na área da Saúde para municípios são técnicos e atendem a demandas ao nível regional e municipal, para reduzir lacunas assistenciais históricas”.

Segundo os comunistas, não há “seletividade”, nem “conveniência política para atendimento de demandas”.

O governo afirma, ainda, que a diferença nos valores repassados diz respeito ao fato de que, em 2016, ainda estava em vigor um convênio que garantia verbas para a manutenção da Maternidade Carmosina Coutinho.

Com o fim do convênio, o governo diz que propôs assumir a gestão da unidade. “Justamente para elevar os investimentos no município, a Secretaria de Saúde fez por ofício a proposta de gestão e custeio integral da Maternidade Carmosina Coutinho à gestão municipal, que traria ao longo do ano recursos da ordem de R$ 18 milhões para a manutenção da unidade”, ressalta o comunicado.

A proposta, no entanto, não foi aceita pela prefeitura de Caxias. E os recursos, então, deixaram de ser repassados.

Governo cortou R$ 18 milhões da Saúde de Caxias, afirma prefeito

O prefeito da cidade de Caxias, Fábio Gentil (PRB), afirmou que o governador Flávio Dino (PCdoB) cortou pelo menos R$ 18 milhões da saúde do município em 2017.

Segundo ele, são quase R$ 3 milhões a menos que o Estado repassa para a saúde local desde janeiro.

Os motivos seriam políticos, uma vez que Gentil venceu na eleição de 2016 o candidato do Palácio dos Leões, Léo Coutinho (PSB).

“Os recursos foram suspensos após o candidato apoiado pelo governador Flávio Dino [Léo Coutinho] em Caxias, perder as eleições em 2016”, diz uma nota publicada pela Prefeitura de Caxias em sua página oficial na internet.

Ainda de acordo com o relato do prefeito, até o fim de 2016 o governo repassava R$ 3 milhões mensais para a saúde de Caxias sem qualquer convênio. Mas os repasses pararam após sua eleição.

No dia 6 de junho, Fábio Gentil e o vice-prefeito, Paulo Marinho Júnior (PMDB), receberam a visita institucional de uma comitiva de secretários estaduais. Na ocasião, relataram a necessidade do retorno dos recursos da saúde. O prefeito reiterou que o Governo do Maranhão suspendeu repasses de quase R$ 3 milhões mensais.

“Nós mostramos aos secretários estaduais a necessidade dessa parceria. Nós mostramos a eles que o município de Caxias precisa em todos os âmbitos, que nós aqui do poder público municipal temos tentado de todas as formas possíveis, porém, não temos sucesso. Nós vamos onde tivermos que ir, nós iremos compor, nós iremos trabalhar, nós faremos o que tiver que ser feito para que o povo de caxiense possa ser beneficiado com o apoio do Governo do Estado. Nós precisamos do Governo do Estado. Passamos o recado a todos os secretários que estiveram presentes e acreditamos que os secretários vão sensibilizar o governador e com a sensibilidade dele, retribuir a Caxias aquilo que a gente almeja que é o retorno desse apoio”, afirmou Gentil.

Outro lado

Em entrevista a veículos de comunicação de Caxias, no sábado (24), o governador negou que tenha havido qualquer corte. “Não foi cortado recurso nenhum para a cidade de Caxias. Nós sempre ajudamos o município, tanto é que, mantemos lá um Hospital Macroregional. É um hospital que faz a ação exatamente que compete ao Estado, que é uma ação para a região, ação de alta complexidade para a região. É um dos hospitais que melhor funciona em nosso estado. Essa é a nossa contribuição, contribuição que legalmente nós somos obrigados a dar na cidade de Caxias”, disse Flávio Dino.

Com informações de O Estado

Uma mancha na administração Fábio Gentil…

Uma grave denúncia contra a administração de Caxias feita na manhã de hoje pelo jornalista Gilberto Léda, mancha todo o discurso de renovação política adotado pelo prefeito eleito Fábio Gentil (PRB).

A administração Gentil demitiu dois servidores WhatsApp, durante o Carnaval, pelo simples motivos de ambos terem se divertido num bloco organizado pela família do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT).

A demissão foi motivada pela chefe de gabinete do prefeito, Lycia Waquim, que num grupo de secretários pressionou a secretária da Mulher, Taniery Cantalice.

“Taniery, teus funcionários da sec da mulher estão c bloco na festa do ferdinando [Coutinho]. Ramses e Rocha. Tome providência. São Coutinho doentes (sic)”, determinou, às 19h18.

Cerca de 30 minutos depois, Taniery acionou o assessor, e o comunicou do desligamento.

“Eh meu amigo a repercução foi grande. Já me mandaram msg dizendo que vc e Rochinha estão fora da folha (sic)”, anunciou.

E assim se fez.

Na gestão de Fábio Gentil, servidor é demitido por WhatsApp.

Que coisa…