Roseana contesta censura em inserção que aponta o fim do Viva Luz

A coligação “Maranhão quer mais”, da candidata Roseana Sarney (MDB), ingressou na manhã de ontem com duas contestações à decisões da Justiça Eleitoral que censuram o programa eleitoral da emedebista.

No fim de semana, os juízes eleitorais Alexandre Lopes de Abreu e Clodomir Reis determinaram a suspensão de trechos da propaganda eleitoral de Roseana em que ela acusa o governador Flávio Dino de ter encerrado os programas sociais Viva Luz e Leite é Vida.

A argumentação utilizada por Flávio Dino e aceita pelos juízes é de que a informação é “sabiamente inverídica”.

Mas, não é bem assim.

Decreto assinado pelo próprio Flávio Dino em 2015 atesta que o comunista deu fim ao Viva Luz.

E o decreto foi anexado aos recursos apresentados por Roseana.

A adversária de Dino aguarda agora a revogação da decisão favorável ao comunista.

Edilázio lamenta fim da Expoema

edilazioO deputado estadual Edilázio Júnior (PV) repudiou ontem, na Assembleia Legislativa, a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de tirar da Associação de Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), o controle do Parque Independência, local onde tradicionalmente se realiza a Expoema.

O tema foi explorado na coluna Estado Maior, da edição de ontem, e ganhou forte repercussão no Legislativo e entre os próprios criadores, que já anunciaram a provável não realização da Expoema este ano. O evento, que já faz parte do calendário tradicional do estado, ocorre sempre no mês de setembro.

Para Edilázio Júnior, mais uma decisão intempestiva e incoerente do governador Flávio Dino. O Parque Independência estava cedido à Ascem pelo Executivo até o ano de 2026. A cessão se deu por meio de um contrato de comodato, assinado em 1990 e ratificado em 2009.

“Estive na semana passada com o presidente da Associação dos Criadores do Maranhão, senhor José Assub, e ele me falou muito entristecido do que vinha acontecendo, da forma como nós aqui sabemos, ditatorial que o governador Flávio Dino trata todos. Não existe nenhuma justificativa para findar o contrato que existe até o ano de 2026”, disse.

Edilázio afirmou que além de afetar o turismo, o fim da Expoema resultará num impacto gigantesco na economia local, uma vez que o evento movimentava mais de R$ 20 milhões por ano.

“Nós temos um parque de exposição. Fortaleza tem um parque, Teresina também. Nós já não temos mais o Carnaval, não temos mais o São João e agora vamos perder algo que era já tradicional em nosso calendário. Movimentava-se na Expoema mais de R$ 20 milhões e gerava-se mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. Estou falando de restaurantes, comércios, operadores de máquinas agrícolas, enfim, tratadores. Mas agora o governador Flávio Dino sem ter o menor diálogo com a Associação dos Criadores, acabou com tudo isso”, completou.