Oportunismo e dubiedade

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

O governador Flávio Dino (PCdoB) terá amanhã mais uma oportunidade de colocar em prática a dubiedade da qual está travestido o seu projeto de poder no Maranhão.

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffman, desembarcará em São Luís para participar da inauguração da nova sede do Diretório Municipal da sigla e da Plenária das Mulheres do PT do Maranhão.

E Dino, que tenta manter o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) atrelado a si e ao mesmo tempo, demonstra simpatia ao PT, deve aproveitar a ocasião para mostrar-se um caminho viável para a sigla no estado.

Em 2014 Flávio Dino trouxe para a sua campanha, no Maranhão, o senador Aécio Neves, então presidente do PSDB e candidato a Presidência da República. Prometeu, junto do tucano, construir um caminho de renovação e de mudança no estado.  Ergueu os braços de Neves em palanques e pediu votos para o aliado.

Ao mesmo tempo, deu aval para que parte da militância do PT inaugurasse na capital, o Comitê Eleitoral “Dino-Dilma”, situado na Avenida Beira-Mar. O partido estava na chapa do adversário do comunista. Dino também assegurava ao eleitorado tratar-se de aliado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

E assim foi eleito.

Com dubiedade de projetos e pouca ou nenhuma coerência política.

Saudações, oportunismo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

A primeira derrota de Roberto Rocha para 2018

O senador Roberto Rocha (PSB) já acumula a primeira derrota no projeto que alimenta para a disputa das eleições do Governo do Maranhão de 2018.

No início da semana a direção nacional do PSB – partido pelo qual o senador pretende disputar o pleito -, tirou do comando municipal da sigla, em São Luís, o ex-vereador Roberto Rocha Júnior, filho do parlamentar, e instituiu uma Comissão Provisória.

Mas o problema não para por aí: o presidente da comissão passa a ser o deputado estadual Bira do Pindaré, um dos principais aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa, ambos adversários políticos do senador.

Com isso, Rocha perde espaços na legenda e começa a ter o projeto de candidatura pelo PSB ameaçado.

A decisão da cúpula nacional da legenda tomou por base o voto do ainda socialista em favor da PEC da Reforma Trabalhista, no Senado, na ocasião em que o partido orientava voto o contrário.

E a retaliação não poderia ter sido mais “dolorida”.

Uma derrota amarga, e que desafia Rocha a consolidar-se como candidato.

O jogo é bruto…

Ordens já rugiram

Ordens vindas do Palácio dos Leões já definiram que a base governista na Assembleia Legislativa não deverá deixar passar – mais uma vez – qualquer proposta para emenda impositiva. Pela terceira vez, o deputado César Pires (PEN) tentar colocar em tramitação essa Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para obrigar o Poder Executivo a liberar emendas parlamentares aos 42 deputados estaduais independentes de suas posições.

Em todas as tentativas anteriores, a PEC foi defenestrada para evitar qualquer embaraço para o governo de Flávio Dino. Se se configurar, essa será mais uma demonstração de incoerência do governador Flávio Dino, que fala com discurso republicando, mas na prática suas ações são bem diferentes. César Pires – que conseguiu 17 assinaturas para dar entrada na proposta na mesa diretora – tenta convencer os colegas de que a prática já acontece em outros parlamentos e entre eles, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Mas esse discurso de Pires será contraposto com o discurso dos governistas que já foi até definido: os deputados da base comunista dirão que emenda impositiva na prática não existe e tentarão usar o exemplo da Câmara Federal.

O problema é que esse argumento esbarra em um deputado federal do PCdoB, Rubens Júnior, que, em redes sociais, reconheceu a importância da emenda impositiva para ele, que é oposição ao governo de Michel Temer.

Mas, como sempre, os deputados aliados tentarão fingir que tal declaração nunca foi dada e defenderão até a morte a ordem vinda dos Leões.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Desentendidos…

O governo Flávio Dino (PCdoB) precisou ontem, mais uma vez, lançar mão de uma estratégia já conhecida dos maranhenses quando o assunto são denúncias de corrupção na gestão estadual.

Quando pegos sob suspeita, os comunistas sempre se fazem de desentendidos e tentam dar aos fatos conotações que não condizem com a realidade.

Foi o que ocorreu após a deflagração da Operação Draga, tendo como alvo a Emap.

Ao anunciar o que estava investigando, a Polícia Federal foi clara: há suspeitas graves de que a execução e a fiscalização de um contrato de mais de R$ 60 milhões – para dragagem de píeres do Porto do Itaqui – tenha sido fraudada.

A PF diz mais: que o período de execução das obras foi de 8 de dezembro de 2014 a 13 de março de 2015. Ou seja: entre os governos Arnaldo Melo (PMDB) e Flávio Dino.

Mas isso não é só. A PF também diz quem pode ter fraudado o contrato: um diretor de engenharia nomeado pelos comunistas e um coordenador de projetos que foi mantido na Emap por eles.

Mesmo assim, aliados do governador, em todas as esferas, passaram horas tentando convencer a opinião pública (ou convencer-se de) que o problema era “da gestão passada”.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

César Pires apresenta PEC da Emenda Impositiva na Assembleia

Pelo visto o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pode perder o poder de barganha diante dos deputados estaduais no ano em que buscará a sua reeleição.

Na manhã desta quarta-feira (12), o deputado estadual César Pires (PEN), confirmou que está protocolando junto a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a PEC das Emendas Impositivas. O parlamentar confirmou que já colheu 17 assinaturas, três a mais do que as 14 necessárias para a tramitação da PEC na Assembleia.

Atualmente as emendas parlamentares são liberadas de acordo com a vontade política do governador do Maranhão. Ou seja, aqueles deputados que leem na cartilha do comunista e se submetem as ordens do governador, esses conseguem a liberação de suas emendas, mas aqueles que “ousam” fazer oposição, não conseguem a liberação.

Já se a PEC das Emendas Impositivas for aprovada, como já acontece no Congresso Nacional, todos teriam direito as emendas parlamentares e o controle sobre os parlamentares ficaria bem menor, ou seja, o governador do Maranhão perderia o poder de barganha com os deputados estaduais.

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Flávio Dino volta atrás e anuncia Expoema para novembro em São Luís

Depois de por fim à maior feira de exposição agropecuária das regiões Norte e Nordeste em 2016 e de tomar o Parque Independência da Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem) – que tinha uso contratual do espaço até 2026, o governador Flávio Dino (PCdoB) voltou atrás e admitiu a realização da Expoema em São Luís neste ano.

O evento, contudo, não será realizado em setembro, como há 60 anos ditava a agenda tradicional do agronegócio, mas sim em novembro, em decorrência do impasse entre o Governo do Estado e a Ascem.

No ano passado o governador Flávio Dino havia retirado a administração do Parque Independência da Ascem para iniciar um projeto de construção de condomínios no local.

Foi realizada uma licitação, mas a Justiça Federal suspendeu o processo.

Dino, até então, já anunicava a realização da Expoema – a maior da história, segundo ele, na cidade de Santa Inês.

Mas, agora, mudou de ideia.

Foi convencido por criadores, empresários e empresas ligadas ao agronegócio, de que o evento realizado em Santa Inês sairia num custo muito mais elevado, do que em São Luís. Somente para instalar a Expoema em Santa Inês, o Governo teria de desembolsar R$ 1,300 milhão num parque privado.

Por isso o comunista recuou da própria arrogância.

Esse ano a Expoema volta para São Luís, no local onde sempre ocorreu. Está marcada para o mês de novembro.

Mas Dino já avisou, em 2018 o evento será levado para a cidade de Imperatriz, onde ele perdeu a eleição municipal do ano passado.

Então tá…

Leia também:__________ Edilázio lamenta o fim da Expoema

______________________Flávio Dino diz que não acabou com a Expoema

Estadão aponta estudo para privatização da Caema no Maranhão

O jornal O Estado de S. Paulo informou hoje que o Maranhão é um dos estados brasileiros em fase mais adiantada de privatização do seu sistema de saneamento básico.

O Globo já havia tratado da possibilidade, que é negada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

No estado, a viabilidade técnica e os custos da mudança de serviço, que é executado hoje pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), são avaliados por meio de um estudo contratado pelo próprio Poder Executivo.

Por aqui, esse serviço é de responsabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), mas pode passar às mãos de investidores.

De acordo com o Estadão, grandes companhias como a gestora canadense Brookfield, o fundo de private equity Vinci Partners, a empresa brasileira Aegea, as japonesas Itochu e Mitsui e a sul-coreana GS Corporation começaram a se estruturar para disputar os ativos estatais.

Os estudos para desenhar um programa de concessões foram contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“As concessões ou Parcerias Público-Privadas (PPPs) podem movimentar entre R$ 20 bilhões e R$ 35 bilhões, de acordo com um relatório feito pelo BTG Pactual. Porém, os aportes vão depender especialmente da modelagem econômico-financeira em andamento e da situação macroeconômica do país. Dez Estados já tiveram os estudos técnicos contratados: Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Pernambuco, Sergipe, Acre, Ceará, Rondônia e Santa Catarina. Os próximos a entrar para essa lista serão Amazonas, Bahia, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins”, destaca o veículo.

O Governo ainda não s manifestou sobre o tema.

Roberto Rocha afirma que faz o trabalho que Flávio Dino deveria ter feito

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária.Em discurso, senador Roberto Rocha (PSB-MA).Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

O senador Roberto Rocha (PSB) afirmou, durante o seminário de recuperação dos rios, realizado em Caxias, que convidaria o Governo do Estado para que exerça a função de Executivo e se junte a ele no esforço de salvar os rios maranhenses.

Roberto Rocha falou a mais de 300 pessoas que está fazendo muito mais que sua função, como legislativo e assumindo as vezes de gestor do executivo estadual, por causa da ausência do da gestão Flávio Dino (PCdoB).

“Eu estou ultrapassando muito os limites da minha competência. A minha competência é legislar e fiscalizar. Mas eu sei que o povo do Maranhão, como o resto do povo brasileiro, quer muito mais de um parlamentar. Às vezes, um senador é confundido com um governador. Mas eu sou do poder legislativo. Quem tem o poder executivo é o governador, o prefeito ou o presidente. Mas a gente está fazendo ações executivas”, disse.

Rocha fez uma crítica às ações comunista, que ele classificou de “projeto de poder”. “Infelizmente os projetos que não são de estado, nem mesmo de governo, se transformam em projetos de poder. E aí, fazem com que, ao ganhar uma eleição, se esparrame tudo e se olhem não apenas a futura geração, mas a futura eleição. E é em razão de problemas de natureza política, na execução de obras para o Maranhão, que eu tive que buscar órgãos executivos do governo federal”, completou.

Roberto Rocha lembrou ainda que o rio Itapecuru nasce na cidade de Mirador e deságua em São Luís, portanto é um rio maranhense, não um rio federal. “Essa questão não é nossa, volto a dizer. O governo do estado do Maranhão está convidado para, se, assim desejar, participar desse esforço, que é o esforço, não de um senador, de um prefeito ou de uma pessoa. É o esforço de um estado que procura se levantar para, pela primeira vez, ouvir a voz dos rios, do jeito que tem a voz das ruas. Estamos ouvindo os rios, que pedem socorro. Então, se o governo do estado quiser sentar na mesa para poder contribuir, nós estamos de braços abertos, porque essa é uma política de estado”, finalizou.

Flávio Dino cede à pressão e decide voltar a ajudar a Saúde de Caxias

O Estado – Pouco mais de uma semana após forte pressão do prefeito Fábio Gentil (PRB) – que recorreu a O Estado para denunciar perseguição do Governo do Estado à saúde do seu município -, o governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu recuar e determinar que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) repasse mais R$ 675 mil por mês para ajudar na gestão de Saúde de Caxias.

O dinheiro deve ser aplicado no custeio da maternidade Carmosina Coutinho – especificamente no pagamento de profissionais médicos. A unidade é administrada pela Prefeitura Municipal.

O anúncio do acerto foi feito ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), aliado do governador em Caxias e vem depois de o governo não conseguir sustentar o discurso de que não cortou verbas da cidade.

Para encerrar o assunto, Dino recebeu Gentil no Palácio dos Leões e comunicou que havia autorizado o repasse, que deve começar imediatamente.

Crise – A crise envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Caxias veio à tona depois de o prefeito Fábio Gentil (PRB) acusar o governador Flávio Dino de haver cortado pelo menos R$ 18 milhões da saúde do município em 2017.

Segundo ele, são quase R$ 3 milhões a menos que o Estado repassa para a saúde local desde janeiro. Os motivos seriam políticos, uma vez que Gentil venceu na eleição de 2016 o candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, Léo Coutinho (PSB).

“Os recursos foram suspensos após o candidato apoiado pelo governador Flávio Dino [Léo Coutinho] em Caxias perder as eleições em 2016”, dizia uma nota publicada pela Prefeitura de Caxias no fim do mês de junho. Gentil apresentou documentos comprovando os cortes – sempre negados pela SES.

Dias depois, O Estado revelou que, o Fundo Municipal de Saúde (FMS) de Caxias também poderia ter sido alvo de perseguição política. Dados do Portal da Transparência do Executivo estadual apontam que, em 2017, houve redução de 98% nos repasses, nos seis primeiros meses do ano – e em comparação com o mesmo período de 2016.

Segundo levantamento a partir de informações da plataforma de dados abertos do governo, de janeiro a junho de 2016 a gestão comunista repassou ao Fundo de Saúde de Caxias – cidade então administrada pelo aliado Léo Coutinho – valores que, somados, chegaram a R$ 23.754.369,82.

No mesmo período de 2017 – e já sob a administração do prefeito Fábio Gentil, que é adversário político do Palácio dos Leões – foram repassados apenas R$ 446.067,40. O valor corresponde a 1,87% do que foi enviado ao município há um ano.

SAIBA MAIS

Desde janeiro, a Maternidade Carmosina Coutinho tem enfrentado dificuldades para manter os serviços médicos que atendem a Região dos Cocais. Para amenizar o problema – e após muita reclamação do prefeito – o pagamento dos médicos da unidade ficará a cargo da Secretaria de Estado Saúde (SES) e o custeio de manutenção ficará a cargo da Prefeitura.

A vice

Flávio Dino ao lado do vice-governador, Carlos Brandão

O governador Flávio Dino (PCdoB) passou a enfrentar um problema adicional – além da briga por candidaturas a senador – na montagem de sua chapa para as eleições de 2018. A vaga de vice passou a despertar interesse, sobretudo, pelo fato de que o contemplado pode, em caso de reeleição do comunista, assumir em 2022 já com projeto de ser candidato à reeleição.

E por este motivo, nessa briga entram figuras tão reluzentes quanto improváveis, como os prefeitos Edivaldo Júnior (PDT), de São Luís, e Luis Fernando Silva (PSDB), de Ribamar; os deputados federais Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e Waldir Maranhão (PP) – que ora pleiteiam vaga de senador – e até adversários do governador como o senador Roberto Rocha (PSB) e o deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

A opção por adversários passou a ser admitida no Palácio dos Leões como medida para minimizar os riscos do pleito de 2018. Os dinistas entendem que, com menor número de candidatos ao governo, maior são as chances de vitória rápida, diante da polarização inevitável.

Mas a articulação não consta somente de chamar um Roberto Rocha ou um Eduardo Braide e abrir-lhes a vaga na chapa. É necessário contemplar aliados com outros espaços e evitar desgastes. Por isso a dificuldade de Flávio Dino no trato das questões envolvendo a montagem de seu palanque. Questões que só devem aumentar à medida que se aproxima a campanha.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão