“O que há de pior no mundo é comunista”, diz Bolsonaro

O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PSL,atacou o comunismo, num vídeo em que ele manifesta apoio a Maura Jorge, pré-candidata ao Governo do Maranhão.

A declaração de Bolsonaro provocou polêmica, uma vez que ele fez referência à ideologia adotada pelo PCdoB, partido do governador Flávio Dino, adversário de Maura na disputa pelo Palácio dos Leões.

“Eu costumo dizer, Maura, que tão ou mais grave que a corrupção é a questão ideológica e o teu estado, o Maranhão, tem o Partido Comunista do Brasil. O pessoal tem noção do que é comunista? O comunismo é a igualdade por baixo. O que há de pior no mundo é comunista. Nós temos que trabalhar para erradicar isso do Brasil”, declarou.

Waldir Maranhão, Eliziane Gama e Weverton Rocha: alguém vai dançar…

Ganhou forte repercussão o pedido de filiação do deputado federal Waldir Maranhão (Avante) aos quadros do PT.

Waldir é uma imposição da direção nacional da sigla para a disputa por uma das vagas ao Senado pela chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

O parlamentar é tratado como prioridade da legenda após ter atuado em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na ocasião em que presidiu, de forma interina, a Câmara Federal.

Ele chegou a anular a sessão que declarou o impedimento da ex-presidente. Depois, ameaçado de ser expulso do PP e por consequência perder o mandato, teve de voltar atrás e dar prosseguimento ao processo de impeachment.

Ocorre que Waldir desembarca numa possível chapa do governador Flávio Dino já pré-estabelecida.

Dino tem como pré-candidatos ao Senado os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

O primeiro foi acolhido por Dino após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, impor o seu nome em troca da manutenção do partido na base do Governo do Estado.

A segunda conseguiu aproximar o comunista – que disputará a reeleição -, da comunidade evangélica, sobretudo da Igreja Assembleia de Deus.

São três os nomes na mesa para a formação da chapa majoritária de Flávio Dino.

Apenas duas vagas, contudo, estarão em jogo.

Alguém vai dançar…

PT, Flávio Dino e as eleições 2018…

Dono de maior percentual no tempo da propaganda no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para a formação de coligação à chapa majoritária de candidato a governador do Maranhão, o Partido dos Trabalhadores (PT) caminha para uma constrangedora aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato a reeleição.

Ao que tudo indica, o partido não terá espaço na chapa majoritária de Dino, mesmo elevando de forma decisiva, o tempo do comunista no programa diário de rádio e TV.

O PT possui 1min02s, o mesmo tempo do MDB, partido da principal adversária de Dino, ex-governadora Roseana Sarney.

Nos bastidores, a informação é de que a direção nacional do partido, espera pela filiação do deputado Waldir Maranhão, para que este concorra a uma vaga ao Senado com o apoio do comunista.

Ocorre que Dino já tem os seus dois pré-candidatos ao Senado: Eliziane Gama (PPS), que aproximou a Assembleia de Deus da pré-candidatura do governador e Weverton Rocha (PDT), já consolidado para uma das vagas desde o ano passado.

Foi inclusive por apoio aos dois, que Dino foi obrigado a romper, politicamente, com o então aliado José Reinaldo Tavares, hoje, mais próximo de Eduardo Braide.

O PT, considerado o grande trunfo de Dino para o período da campanha eleitoral, tem a estatura de um partido gigante, agrega valor, tempo de televisão, espaço na mídia e possui nos seus quadros a figura do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nome para a Presidência da República – seja ele candidato ou não -, de muita força eleitoral no Maranhão.

Apesar disso, é tratado como partido pequeno.

Constrangedor…

 

Ex-presidente do PCdoB declara apoio a Roseana Sarney

O ex-presidente do PCdoB do município de Riachão, Pedro Ubirajara, deixou a base do governador Flávio Dino (PCdoB) e declarou apoio à ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

O anúncio ocorreu no início da semana, na ocasião da passagem da Caravana de Roseana pelo município.

Ubirajara participou de forma ativa da campanha eleitoral de 2014 pelo partido comunista e deu sustentação à militância de Dino no período.

Insatisfeito com os rumos do Governo, contudo, resolveu deixar a legenda e a base de Dino.

Flávio Dino age rápido e assegura ingresso de aliados no DEM

O governador Flávio Dino (PCdoB) agiu rápido, após o rompimento com o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) e assegurou a entrada de aliados no Democratas (DEM).

Zé Reinaldo trabalha junto à direção nacional para ingressar no partido e dar sustentação à candidatura de Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Maranhão.

Atento ao cenário, Flávio Dino conseguiu garantir a filiação de pelo menos meia dúzia de aliados.

Os últimos: Neto Evangelista e [secretário de Estado de Desenvolvimento Social] e Luis Fernando [prefeito de São José de Ribamar].

O DEM é comandado pelo deputado federal Juscelino Filho, que consegue “flutuar” entre o grupo da ex-governadora Roseana Sarney e o de Dino. É o que ocorre, por exemplo, com o também deputado federal André Fufuca (PEN).

A disputa pelas eleições 2018 apenas começou…

Sebastião Madeira também aponta ingratidão de Flávio Dino com aliados

O governador Zé Reinaldo foi o responsável pela entrada do Flávio [Dino] na política. Ele não tinha um voto no Maranhão […] Não tinha um voto. O governador Z’Reinaldo chamou Humberto Coutinho e disse: ‘é para apoiar o Flávio Dino’. Chamou o Tema e disse: ‘é pra apoiar o Flávio Dino’. Chamou o Rubens Pereiria, de Matões: ‘é para apoiar o Flávio Dino’. Ele tirou 120 mil votos, ele não tinha nenhum. E agora, o governador Zé Reinaldo quer ser candidato ao Senado não ouvido, nem cheirado”, Sebastião Madeira.

Marcelo Tavares diz que fica no Governo

Em meio a crise que abateu o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) no último fim de semana, com o anúncio do rompimento do deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSB) com o comunista, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), sobrinho de Zé Reinaldo, afirmou que ficará no Governo.

A declaração do pré-candidato a deputado estadual foi dada ao jornalista Gilberto Léda.

Para Tavares, não houve rompimento do tio com Dino. Ele asssegurou, contudo, que se o afastamento for confirmado por ambas as partes, isso não abalará a sua permanência no Executivo.

“Sinceramente ainda não acredito em rompimento. Mas se houver, sem nenhuma dúvida, permanecerei onde estou”, declarou.

Zé Reinaldo em busca de outros caminhos…

Embora o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) tente forçar a barra de um cenário consolidado a ponto de levá-lo a uma vitória até em primeiro turno, o fato é que nada no processo eleitoral no Maranhão está definido. Dino não sabe, sequer, que adversários enfrentará. Também não tem garantia alguma de que terá partido X ao seu dispor e enfrentará partido Y.

Ao que tudo indica, o deputado federal Zé Reinaldo Tavares, que está prestes a se filiar no DEM, decidiu colocar um ponto final em sua saga de ser um dos candidatos a senador na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

Tavares finalmente percebeu ou explicitou o que todos já sabiam: ele nunca seria escolhido pelo comunista para compor a chapa.

Com esta decisão, o deputado agora deve buscar outro candidato a governador para se aliar e assim entrar na sonhada disputa pelo Senado. Para Tavares, há dois caminhos: Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB).

Pela história dos três, é mais fácil Zé Reinaldo se juntar a Braide, caso este decida lançar candidatura a governador este ano. Por sinal, o deputado do PMN já até externou essa possibilidade.

A relação com o senador Roberto Rocha é mais difícil porque há rusgas desde 2011, com a entrada de Rocha no PSB tirando do deputado o comando do partido, e que se estenderam passando pelas eleições de 2014 – quando Tavares teve que abrir mão de ser candidato a senador na chapa de Dino – e também 2016.

Agora é esperar para saber os próximos passos do deputado federal, que pode até não conseguir o espaço que espera dentro do DEM para ter a desejada candidatura de senador.

 

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão 

Nada definido

Embora o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) tente forçar a barra de um cenário consolidado a ponto de levá-lo à vitória até em primeiro turno, o fato é que nada no processo eleitoral no Maranhão está definido. Dino não sabe, sequer, que adversários enfrentará. Também não tem garantia alguma de que terá partido X ao seu dispor e enfrentará partido Y.

O cenário ainda é totalmente indefinido, tanto do ponto de vista dos candidatos quanto da arrumação dos partidos. O que se pode dizer, apenas, é que tem Flávio Dino disputando pelo PCdoB, Roseana Sarney cotada pelo MDB e Roberto Rocha (PSDB) convicto de encarar qualquer embate. Quantas legendas estarão com Dino, Roseana, Rocha, ou outro pré-candidato que se apresente é precipitado agora estabelecer.

Rocha, por exemplo, tem hoje o controle do PSDB, o que é um trunfo fundamental em um processo – tanto para si próprio quanto para uma negociação de aliança. O deputado Eduardo Braide, por sua vez, se quiser mesmo ser candidato, não tem como ficar no PMN. E se for para o PT, como fica a aliança do partido com Dino? Se, por outro lado, conseguir apoio de legendas da base dinista – ou roseanista – com tempo suficiente na propaganda?

São questionamentos que precisam ser feitos por qualquer um que tenha o interesse na observação do cenário eleitoral maranhense.

Estabelecer agora – faltando ainda mais de quatro meses para as convenções – o número de partidos que cada candidato tem é discutir o sexo dos anjos. A conjuntura nacional, a cooptação de candidatos, as reformulações nas direções partidárias terão influência direta na montagem das chapas.

E o que se vê agora, fatalmente não será o que se terá ao fim de julho, quando terminará o prazo das convenções. Insistir em cenários consolidados hoje, é não ter a capacidade de ver o amanhã. Coisa para poucos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

MDB também vai ingressar com representação contra secretários de Estado

Marcio Honaiser é um dos alvo de denúncias de deputados governistas

Após a revelação, por parte de deputados da base aliada ao Palácio dos Leões, de que secretários da gestão Flávio Dino (PCdoB) estão utilizando a estrutura dos cargos para angariar apoio político eleitoral, uma segunda denúncia deve ser formalizada ao Ministério Público Eleitoral – a primeira foi protocolada na semana passada, pelo Partido Republicano Progressista (PRP).

O Estado apurou que o MDB também estuda a possibilidade de oficializar um pedido de providência. Nesse caso, além dos secretários já citados pelos parlamentares – Márcio Honaiser, da Agricultura; e Adelmo Soares, da Agricultura Familiar -, o partido deve incluir dois novos nomes: o do secretario de Estado da Educação, Felipe Camarão; e o do presidente do Procon-MA, Duarte Júnior.

Camarão realizou recentemente um evento em um hotel de São Luís denominado “Diálogos pela Educação”. Para os peemedebistas, esse é um sinal claro de uso eleitoral da máquina pública, já que o nome faz menção à caravana do próprio governador, quando este ainda era pré-candidato em 2014.

Além disso, o Seduc levou para o encontro, sem motivo aparente que não a promoção político eleitoral, seus dois prováveis apoiados para os cargos de deputado federal e estadual em 2018, respectivamente Rubens Júnior e Duarte Júnior, ambos do PCdoB.

BR-135 – Em relação ao presidente do Procon-MA, o MDB deve reforçar o teor de uma representação já feita pelo deputado estadual Hildo Rocha.

O emedebista protocolou na segunda quinzena de janeiro uma denúncia contra Duarte Júnior após o episódio em que o auxiliar do governo Flávio Dino engrossou um coro de vaias e protesto contra o parlamentar na BR-135, durante o ato de inauguração da duplicação de um trecho da rodovia.

Na ação, Rocha aponta improbidade administrativa do titular do órgão, que levou funcionários do Procon-MA para também protestar contra adversários políticos do chefe do Executivo estadual que participaram do evento.

Para Hildo, como se tratava de um “evento político” – que começou por volta das 9h30 e estendeu-se até as 12h30 -, não havia justificativa para a presença dos fiscais do órgão no local. Todos “identificados com os coletes do Procon, em número de aproximadamente 23 a 25”.

Na ação, ele destaca, ainda, que o episódio envolvendo o órgão na BR-135 pode ser um prenúncio do uso da máquina estadual para fins eleitorais em 2018.

“As eleições se avizinham e os fatos noticiados denunciam, desde já, que a máquina do estado será, conforme ocorreu no caso presente, despudoradamente usada para finas eleitorais”, destaca o deputado.

A representação do parlamentar foi protocolada na Promotoria de Justiça da Comarca de Rosário, de onde Bacabeira – município onde ocorreu o fato – é termo. No caso do MDB, a ação deve ser endereçada à procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Informações de O Estado