Diárias: Governo já gastou quase R$ 1 milhão em apenas 45 dias em 2017

O Governo Flávio Dino (PCdoB) tem mantido os elevados gastos com diárias, na administração pública estadual.

Somente nos primeiros 45 dias do ano, de acordo com o Portal da Transparência, já foram gastos R$ 980.489,00 mil com diárias. A informação foi dada em primeira mão pelo jornalista Gilberto Léda [veja aqui].

Dos quase R$ 1 milhão já gastos em 2017, R$ 772.651,42 foram em viagens dentro do território estadual e outros R$ 207.837,58 em viagens para outros estados.

E a contenção de gastos?

Edivaldo gastou 4 vezes mais que Eduardo Braide na campanha

edivaldo carreata 2O prefeito reeleito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) foi o candidato que apresentou maior gasto de campanha na eleição 2016 de São Luís. O pedetista ultrapassou a marca de R$ 1 milhão com despesas, montante cerca de quatro vezes superior ao gasto pelo seu adversário no segundo turno, deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

Em números absolutos, Edivaldo Júnior, da coligação “Pra Seguir em Frente”, conseguiu arrecadar R$ 1.473.300,00 de partidos políticos e pessoas físicas.

O pedetista contratou despesas de R$ 1.236.525,54 e efetuou o pagamento de R$ 1.203.525,54. Este último valor é o que foi gasto segundo o último relatório de prestação de contas apresentado à Justiça Eleitoral.

Já o deputado Eduardo Braide, que disputou o pleito sem apoio de partidos políticos, arrecadou apenas 171.000,00, contratou despesas de R$ 290.829,37 e deste montante, já informou gastos de R$ 32.219,70.

Ranking – O ranking de despesas de fornecedor elaborado pela Justiça Eleitoral, revela que Edivaldo Júnior teve maior gasto na campanha com a J.C.M Mesquita e Companhia Ltda – ME. Ao todo, foram gastos R$ 300 mil para a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, jingles, vinhetas e slogans utilizados durante o período. Foram três os contratos assinados pelo prefeito com a empresa.

A empresa que levou a segunda maior fatia dos gastos da campanha pedetista foi a Criativa 360 Criação & Marketing Ltda – ME, com 21% do total ou exatos R$ 265.052,63. Na descrição, há dois contratos com despesas com pessoal.

Embalac Indústria e Comércio Ltda – ME foi a terceira empresa com maior fatia de gastos da campanha de Edivaldo: 15% do total ou R$ 180.000,00. A empresa produziu publicidade por materiais impressos para a campanha.

No que diz respeito ao ranking de gastos de Eduardo Braide, não há contrato assinado com valor igual ou superior a R$ 100 mil.

A empresa que levou maior fatia de gastos foi a Gráfica Minerva Ltda – EPP, com contrato de R$ 91.800,00 ou 32% das despesas informadas pelo deputado. A gráfica foi contratada para o serviço de publicidade por material impresso.

A WTour Ltda – ME consumiu 28% das despesas de Braide, com contrato de R$ 80.000,00 para serviço de publicidade por carros de som e a Duplicar, Comércio & Serviços Ltda – EPP, foi a que levou a terceira maior fatia das despesas de Braide, com contrato de R$ 53.628,00 para serviços de publicidade por materiais impressos.

Mais

No que diz respeito à arrecadação da campanha, Eduardo Braide (PMN) declarou ter utilizado de recursos próprios, R$ 60 mil, ou 35,09% do total arrecadado para a campanha. Já Edivaldo Holanda Júnior (PDT) não investiu dinheiro do próprio bolso na campanha eleitoral.

Clique aqui e veja detalhes da prestação de campanha dos candidatos

Flávio Dino dobrou gastos com aluguel de aeronaves em 2016

flavio-dino-serioO governo Flávio Dino (PCdoB) dobrou gasto com aluguel de aeronaves para uso do comunista e de seus principais assessores em 2016, na comparação com o ano de 2015.

Dados do Portal da Transparência do Executivo estadual consultados pela reportagem de O Estado apontam que até o dia 10 de outubro deste ano já havia sido pagos R$ 5.173.453,29 à empresa Heringer Táxi Aéreo, vencedora de licitação realizada no ano passado, quando a ela foram pagos R$ 2.570.465,09.

O valor total do contrato chega à casa dos R$ 5,6 milhões, e foi renovado em março deste ano, por mais 12 meses.

Impeachment – Alguns dos pagamentos à empresa contratada foram questionados por deputados de oposição, na Assembleia Legislativa.

A peemdebista Andrea Murad, por exemplo, chegou a aditar uma representação que já havia protocolado no Ministério Público solicitando investigação das viagens do governador do Maranhão a Brasília, exatamente no auge do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aliada de Flávio Dino, que então tramitava na Câmara.

Em meio ao processo, o Governo do Maranhão desembolsou aproximadamente R$ 2,5 milhões à Heringer Táxi Aéreo, num período de 23 dias.

A série de pagamentos inicia-se no dia 31 de março, quando começa a se afunilar o processo de impeachment da petista na Câmara. Nesta data foram pagos R$ 525.751,73. Um dia depois, mais R$ 442.380,60. Entre o dia 11 de abril e o dia 22 – justamente a semana decisiva do impedimento -, os maiores volumes, assim distribuídos:

Dia 11 de abril – R$ 859.837,76

Dia 15 de abril – R$ 663.956,56

Dia 22 de abril – R$ 75.536,24

Outro lado

À época, o governo emitiu nota explicando que os pagamentos não tinham relação direta com voos naquele período.

“O valor discriminado no Portal da Transparência corresponde ao pagamento em referência ao serviço prestado em um mês. Portanto, a data está relacionada ao registro desses pagamentos, ou seja, vários voos, e não à data de um determinado voo ou outro”, afirma o comunicado oficial, que reforça:

“Em verdade, o governador Flávio Dino fez somente três viagens à Brasília (sic), neste mês de maio de 2016”.

O Estado [edição para assinantes]

Financial Times: Flávio Dino mentiu sobre redução de gastos nos Leões

flaviodinoGilberto Léda – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) mentiu ao Financial Times, ao relatar de onde está conseguindo dinheiro para programas como o “Mais IDH” e o “Mais Asfalto”, e para a contratação de novos policiais militares.

Disse o comunista ao jornalista Joe Leahy, que esteve em São Luís, que parte dos recursos investidos nessas três áreas advém de cortes da ordem de R$ 68 milhões só com regalias no Palácio dos Leões.

Isso mesmo!

Na conta fantástica de Flávio Dino, ele cortou R$ 68 milhões em gastos excessivos ao eliminar do cardápio do Palácio produtos como champanhe, caviar e lagosta. Além disso, a conta é ajudada pelo corte de metade da segurança que era feita na sede do Poder Executivo por PMs, agora nas ruas.

“Sr. Dino alega que ele está pagando por isso [programas do governo], e muito mais, eliminando a corrupção e excesso. Ele diz que economizou R$ 68 milhões em despesas do Palácio apenas cortando champanhe, caviar e lagostas em banquetes do Estado e reduzindo a segurança governamental pela metade”, afirma o texto da reportagem.

Ocorre que a licitação para abastecer as despensas do Palácio dos Leões e da Vice-Governadoria teve como valor máximo apenas R$ R$ 745.159,12 (veja) – aberto em novembro de 2014, o pregão chegou a ser de R$ 1,3 milhão, mas caiu após repercussão nacional.

Agora, como se chegou a essa conta maluca de R$ 68 milhões, só Dino para explicar.

Rocha emite nota de esclarecimento que apenas confirma gastos com gabinete

Rocha é vice-prefeito de São Luís

Rocha é vice-prefeito de São Luís

O vice-prefeito de São Luís, candidato a Senador da República, Roberto Rocha (PSB), encaminhou nota  de esclarecimento à imprensa a respeito dos gastos municipais com o gabinete da Vice-Prefeitura, o qual ele chegou a afirmar em entrevista que não existe.

A nota do socialista, apenas confirma o que foi amplamente divulgado pela imprensa, com dados amparados pelo Portal da Transparência da Prefeitura de São Luís.

Em respeito ao bom jornalismo e ao direito do contraditório, segue a nota de Rocha, que repito, apenas confirma tudo aquilo que já foi apresentado pela imprensa e por este blog.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Na condição de candidato ao Senado pela coligação “Todos pelo Maranhão, e com o intuito de esclarecer os fatos recentemente divulgados pela imprensa sobre suposto mal uso de dinheiro público no cargo que exerço desde janeiro de 2013, como vice-prefeito, informo:
1 –O contrato de locação do imóvel, localizado na Rua do Sol, Centro, para funcionamento da sede da Vice Prefeitura, foi firmado em setembro de 2013 e foi pago por apenas cinco meses, já que precisei me afastar do cargo para disputar o pleito 2014, e tão logo solicitei a suspensão do contrato de locação;
2 – Ao contrário do que foi divulgado, o contrato trata apenas de uma locação, cujo terreno contempla dois prédios. A escolha do mesmo foi dada à localização estratégica, próximo ao Palácio La Ravardière, e às características físicas similares à estrutura da sede da Prefeitura;
3 – Em referência à dispensa de licitação, o inciso X do artigo 24 da Lei de Licitações nº 8.666, de 1993, permite a compra ou locação de imóveis por dispensa de licitação;
4 – O valor de R$ 1.070.880,94 (um milhão, setenta mil, oitocentos e oitenta reais e noventa e quatro centavos) informado no Portal de Transparência da Prefeitura Municipal refere-se a gastos relativos à Vice Prefeitura durante 1 ano e 8 meses da gestão. Do total, R$ 859.263,38 foram referentes a pagamento da folha de funcionários, que cumprem expediente na estrutura da Prefeitura, e R$ 211.617,56 para locação de veículos, locação do prédio, compra de passagens aéreas, entre outros.
Finalizo reiterando que estarei sempre à disposição para esclarecer qualquer fato que venha a ser apontado com o intuito de denegrir a minha imagem, e que as medidas judiciais cabíveis já estão sendo providenciadas. Aproveito para reforçar o meu compromisso em trabalhar sempre em prol do povo maranhense, prezando pela justiça e responsabilidade.

Roberto Rocha
Vice-prefeito de São Luís e candidato a senador pela coligação “Todos pelo Maranhão”