E a transparência?

O aumento do valor da anuidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional Maranhão, caiu como uma bomba para os advogados. Isso porque quando eleito para o cargo que agora ocupa, Diaz havia assegurado que não haveria aumento na anuidade.

Tratava-se, portanto, de uma promessa de campanha.

Além de ter elevado o valor da anuidade, com o argumento de necessidade de reposição inflacionária, o presidente da OAB também é pressionado a apresentar a prestação de contas de sua gestão.

A transparência da OAB durante o seu mandato também foi uma promessa de campanha.

Uma semana após eleito, Thiago Diaz classificou como prioridade, o seguinte: “a publicação do edital de seleção dos advogados que serão contratados para defender os colegas, profissionalizando a comissão de prerrogativas; a contratação de uma equipe para a implantação do Portal de Transparência e a redução da anuidade em 15%, conforme compromisso assumido em campanha”.

No site da OAB, contudo, na aba Transparência, o último balanço trimestral publicado foi em setembro de 2015.

Falta transparência.

Flávio Dino fará balanço e poderá apresentar mudanças no governo

flávio deslumbradoO governador Flávio Dino (PCdoB) reunirá a imprensa na manhã de hoje, no Palácio dos Leões, para fazer um balanço do seu primeiro ano de governo.

A equipe do chefe do Executivo marcou para às 10h de hoje, uma entrevista coletiva, que poderá contar com a presença de lideranças do Governo, tanto do primeiro escalão da administração pública, quanto da Assembleia Legislativa.

Apesar de a assessoria do governador ter garantido que a coletiva se trata de uma conversa informal, onde Dino fará apenas uma avaliação de sua gestão, a expectativa é de que ele faça o anúncio das primeiras mudanças na estrutura do seu secretariado.

Se Dino mantiver inalterado aquilo que conversou com membros do próprio Governo e com integrantes da bancada governista no legislativo, é provável que ele anuncie, ainda hoje, a junção de pastas e alteração nos comandos de algumas secretarias.

Na última sexta-feira, durante agenda de trabalho, Flávio Dino adiantou a primeira mudança que deverá ocorrer este ano no Executivo.

Ele assegurou que o secretário Felipe Camarão deixará a Cultura logo após o Carnaval, que ocorrerá no início do próximo mês. Na ocasião, contudo, ele não revelou qual seria o destino de Camarão.

“Ainda vamos definir para onde ele vai. O certo é que será uma secretaria mais próxima a mim”, resumiu.

O nome de Camarão já chegou a ser cogitado, nos bastidores, na Casa Civil, na Educação e numa outra pasta que deve ser criada a partir da junção de secretarias ordinárias.

A expectativa também é de que Flávio Dino termine a fusão entre as secretarias de Comunicação, Cultura e Turismo. O titular da Secretaria de Assuntos Políticos, Marcio Jerry (PCdoB), uma espécie de braço-direito de Dino, exerça a função.

Segurança – Na semana passada o governador Flávio Dino determinou a exoneração do coronel Marco Antônio Alves do comando-geral da Polícia Militar do Maranhão.

A exoneração ocorreu logo após o estopim de nova crise na corporação. No dia 8 deste mês, período em que Dino ainda estava de férias, o tenente-coronel Miguel Neto, então comandante do 15º Batalhão da PM em Bacabal, apontou uma arma para um cabo da corporação e seu advogado, durante a apresentação do subordinado ao comandante.

O advogado acabou gravando um vídeo do momento da confusão, que repercutiu negativamente para a Polícia Militar nas redes sociais e na imprensa local.

Os praças do 15º Batalhão da PM chegaram a tentar dar voz de prisão ao comandante, mas ele foi escoltado uma equipe de atuação especial da PM até São Luís. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu a exoneração imediata do tenente-coronel do comando do 15º Batalhão.

Mas, o coronel Alves, ainda no comando-geral da PM, promoveu Miguel Neto ao cargo de Chefe do Estado Maior da corporação, o que provocou revolta entre praças e agentes de Segurança Pública.

Dias depois, Alves deixou o comando da polícia no Estado.

Tempos difíceis

Edivaldo Júnior é prefeito de São Luís

Edivaldo Júnior é prefeito de São Luís

É no mínimo preocupante o quadro que se desenha para este ano em São Luís. Em reportagem publicada domingo, O Estado mostra que a gestão de Edivaldo Holanda Júnior gastou mais do que arrecadou em 2014 e reduziu em 30% os investimentos previstos para o ano passado.

O que esperar para 2015, tendo em vista que as chuvas agravam a precariedade na infraestrutura da capital e, consequentemente, prejudicam ainda mais a mobilidade urbana?

Já no terceiro ano de gestão, Edivaldo Holanda Júnior, que adotou o slogan “Avança São Luís”, não conseguiu avançar em nenhuma das áreas prioritárias. Mesmo tendo investido mais que o mínimo obrigatório em saúde e educação, o Município ainda enfrenta graves problemas nesses setores, como atraso no pagamento de médicos e falta de material nos Socorrões, além de funcionamento de escolas em prédios inadequados.

Se em áreas que receberam volume maior de recursos a situação é caótica, o que esperar para a mobilidade urbana e a infraestrutura viária?

Será que este ano ruas e avenidas que estão intrafegáveis vão merecer alguma intervenção da administração do prefeito, que já tornou público por diversas vezes que está à espera de um socorro, do Governo do Estado ou da União? E a gestão financeira, será capaz de aumentar a arrecadação, reduzir os gastos ou obter financiamento para viabilizar os investimentos, que são emergenciais?

Tempos difíceis para São Luís, pois a gestão municipal não demonstra capacidade para superar as dificuldades, nem a curto nem a médio prazo.

Da coluna Estado Maior

Félix entrou de mãos vazias e saiu sem nada do encontro com o ministro…

FélixO secretário municipal da Saúde, César Felix Diniz, definitivamente é fraco. E mostrou isso ontem, com a sua inexpressiva participação na Oficina Estadual de Mobilização dos Municípios ao Programa Mais Médicos no Maranhão, no Hotel Luzeiros.

Importado pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), ele desembarcou na capital já com um curriculum questionado e não conseguiu até agora mostrar efetividade alguma na saúde pública municipal. Tanto que mesmo com recursos do Governo Federal, não conseguiu sequer manter abastecido o Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II, alvo de vistoria do Ministério Público, que constatou as irregularidades.

Ontem Félix entrou calado e saiu mudo do evento. Foi convidado para compor a mesa – para representar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior -, e de lá apenas observava o mundo em sua volta, parecia até assustado com tanto gestor, tanto político, no local.  Deve ter pensado: “Logo eu, um técnico?”.

Visivelmente constrangido e aparentemente frágil, apressava-se em mostrar que aquele ambiente não o pertencia. Mas deveria pertencer. Félix sequer ousou em se aproximar do ministro, logo, nada pleiteou para São Luís. Nada conseguiu para a capital do estado. Diferentemente da governadora Roseana Sarney (PMDB), que conseguiu para ainda esta semana investimentos de R$ 60 milhões para a rede estadual de saúde.

Mas a culpa não é de Félix, e sim de Edivaldo, que trouxe para São Luís – uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes -, um homem que administrou a saúde de um território com pouco mais de 29 mil habitantes [Canaã dos Carajás].

Culpa também por não ter designado nenhum político da administração municipal, para acompanhá-lo no evento. Afinal, o secretário parece ter ido somente assistir uma palestra, nada mais.

Félix entrou de mãos vazias e saiu sem nada do encontro de ontem. Mas quem perdeu não foi ele, muito menos Edivaldo, e sim o povo de São Luís…