Aliados de Dino temem apuração de vazamento no STF

Gilberto Léda – É reveladora a reação dos comunistas maranhenses à notícia de que deputados de oposição protocolaram uma representação ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a abertura de investigação do suposto vazamento da delação do ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho ao governador Flávio Dino.

Percebe-se que os governistas temem o desenrolar do caso e, agora, partem para tentar desqualificar a ação dos adversários.

Sustentam os aliados do governador que não houve vazamento porque desde agosto do ano passado já se sabia que Dino teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht.

É verdade!

Mas essa informação, que partiu do jornalista Lauro Jardim, era, até recentemente, a única que se sabia da delação envolvendo a Odebrecht e o governador do Maranhão.

Detalhes do depoimento de José de Carvalho Filho – que foi quem citou o pagamento de propina ao chefe do Executivo maranhense – só vieram à tona após a divulgação da Lista de Fachin.

Em tese, até o dia 4 de abril só quem sabia dos pormenores da delação – como, por exemplo, que José Filho citara o Projeto de Lei nº 2.279/2007, de interesse da Odebrecht – era a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Porque, até aquela data, o caso estava sob sigilo.

Por isso os deputados de oposição querem saber como é que Flávio Dino já dispunha de uma certidão da Câmara dos Deputados, no dia 17 de março, informando que ele não deu qualquer parecer no Projeto de Lei nº 2.279/2007.

E é por saber que essa sequência cronológica de fatos não bate que os comunas andam tão apreensivos.

Aguardemos o que dirá o STF…

“Eu que mando”, diz Flávio Dino a Rose Sales e moradores da Aurora

A vereadora Rose Sales (PMB) relatou em seu perfil, em rede social, mas um episódio lamentável envolvendo o governador Flávio Dino (PCdoB).

Contou Rose ter ido na terça-feira acompanhada de moradores da Aurora num evento do Governo realizado no Palácio Henrique de La Roque. Os moradores têm protestado contra a instalação de uma unidade de ressocialização da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) na comunidade.

Eles alegam falta de segurança das famílias e falta de estrutura do bairro para este tipo de empreendimento.

 

Ocorre que ao ser abordado por Rose Sales e os manifestantes, Flávio Dino deu uma demonstração de autoritarismo, bem diferente do período em que ainda era candidato, em 2014, quando pregava o “diálogos pelo Maranhão”.

“Eu que mando, já determinei e será implantada a Unidade de Ressocialização na Aurora. Vocês querem que eu mate os meninos, que eu os jogue no mar ou no oceano? Já decidi. Está decidido. Vai pra lá e pronto!”, contou Sales.

A vereadora ainda lamentou o episódio.

“Triste e lamentável. Um governante que esquece do povo que o elegeu, e também, de que a comunidade tem a prerrogativa de ser respeitada, ouvida em seus clamores e em seus direitos”, finalizou.

 

“Quem ajuda ele [Flávio Dino] sou eu”, diz Gastão Vieira

Ex-deputado Gastão Vieira

Ex-deputado Gastão Vieira

O ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PROS), presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no Governo Federal, criticou as investidas dos senadores Roberto Rocha (PSB), João Alberto (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) pelo comando da autarquia.

Em pronunciamento no fim de semana no povoado Belo Monte, em Colinas, ele afirmou que a bancada maranhense no Senado não vai conseguir o derrubar.

Durante o discurso, ele criticou a postura de Roberto Rocha, eleitor na chapa de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, e assegurou que é ele, e não o socialista, quem ajuda o governador do Maranhão.

“O que eu lamento é que, depois de uma eleição para o Senado, em que eu não ataquei ninguém, perdi a eleição por menos de 150 mil votos, porque o Flávio [Dino] vendeu a ideia de que ele precisava de um senador de oposição e que ajudasse ele. O senador dele, de oposição, hoje vota com o governo [Michel Temer] e quem ajuda ele [Flávio Dino] sou eu, que trouxe 64 ônibus para o Governo do Estado”, alfinetou.

Segundo ele, os representantes do Maranhão no Senado queriam que se “escondesse os ônibus e não distribuísse, porque o governador era Flávio Dino”.

“E é por isso que, lamentavelmente, os três senadores do Maranhão, seu Roberto Rocha, seu João Alberto e seu Edison Lobão vão para o gabinete do presidente: ‘Olha aqui, presidente, o Gastão com Flávio. O senhor tem que demitir ele daí’”, alegou.

Leia mais sobre o tema aqui

Flávio Dino anuncia obra de mobilidade e diz ter recebido sugestão no Twitter

flavio-dino-projeto-twitterO governador Flávio Dino (PCdoB) utilizou o seu perfil no Facebook para anunciar a obra de uma ponte que fará a ligação entre as estradas de Ribamar e da Maioba, duas rodovias estaduais.

O objetivo da obra, segundo o comunista, é dar fluidez ao trânsito na Forquilha, que também é alvo de um projeto de intervenção da Prefeitura de São Luís.

O detalhe curioso e interessante no anúncio da obra, que segundo o governador, terá duração de 10 meses, diz respeito ao fato de ele ter recebido a proposta por meio de seu perfil no Twitter.

– Um detalhe que faço questão de sublinhar: recebi por intermédio do Twitter a sugestão de estudar a proposta -, disse, sem revelar a autoria da sugestão.

Acima, a publicação do governador na íntegra.

Humberto Coutinho tem agenda extensa como governador do Maranhão

Humberto Coutinho e Flávio Dino

Humberto Coutinho e Flávio Dino

Empossado como governador interino do Maranhão nesta quinta-feira (3), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Humberto Coutinho (PDT), terá agenda intensa nos três dias em que passará comandando o Estado.

Ainda hoje ele oferece um almoço a todo os deputados estaduais e, logo depois, embarca para São Mateus, onde inaugura junto com o prefeiro Miltinho Aragão (PSB) dois poços artesianos.

Na sexta-feira (4) participa da sessão pelos 203 anos de instalação do Tribunal de Justiça, pela manhã, e à tarde dirige-se a Caxias, onde participará de uma série de inaugurações. Coutinho dorme na cidade.

No sábado (5), último dia da sua interinidade, o parlamentar vai ainda a Tuntum e São Domingos.

Informações do blog de Gilberto Léda

Flávio Dino diz à imprensa nacional que elegeu 217 prefeitos no estado

flaviodino

Atualização às 15h50

O autor da entrevista, Renato Rovai, corrigiu o próprio texto.

Onde se lia “Somando PCdoB e aliados, são 217. Do PCdoB são 46”, agora se lê “Elegemos 153, somando PCdoB e aliados. São 217 ao todo. Do PCdoB são 46”.

Registro e correções feitos também pelo Blog do Ronaldo Rocha.

Leia também:

_______ Edilázio: “Flávio Dino deixou rastro de derrotas nas eleições 2016” 

_______ Flávio Dino acumula derrotas nas eleições 2016

Flávio Dino decide tirar férias

flávio deslumbradoO governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu tirar férias de 10 dias do cargo. Neste período quem assume o comando do Palácio dos Leões é o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

As férias vão ser tiradas no início de janeiro de 2016, quando o o legeislativo estadual ainda está de recesso parlamentar. A informação das férias do comunista foi abordada hoje em O Estado.

Mais informações sobre o “descanso” de Dino no blog de Gilberto Léda…

Apenas coincidências?

flaviodinoUma equipe do jornal americano Financial Times deve desembarcar no Maranhão nos próximos dias, para uma missão específica: pretende retratar a suposta “mudança no Maranhão” após o governo Flávio Dino (PCdoB).

Curiosamente, a chegada de estrangeiros da imprensa ao Maranhão começou exatamente após o governador fechar contrato com a empresa Informe Comunicação Corporativa, pertencente à família de ninguém menos que o jornalista Ricardo Noblat.

O contrato da Informe é de R$ 6 milhões ­ ganhos em uma licitação da qual somente esta empresa concorreu ­ e tem por objetivo exatamente furar espaços na imprensa nacional ­ e, ao que parece, internacional.

Ainda enrolado com os resultados de seu governo ­ que patina em questões básicas, como Segurança e Saúde ­, Flávio Dino, mesmo assim, não desistiu de se projetar nacional e até internacionalmente. E os gastos para isso parecem não ter importância para o governador.

Há duas semanas, matéria da revista inglesa The Economist destacou suposta mudança nos índices sociais do Maranhão nestes 10 meses de governo comunista ­ sabe­se lá de onde a revista tirou o resultado desses índices, já que nenhum instituto oficial divulgou qualquer relatório no período. Mas, coincidentemente, a matéria de The Economist, conhecida mundialmente pelas pautas negociadas, saiu exatamente após a assinatura do contrato com a empresa Informe Comunicação.

E, assim, Flávio Dino vai construindo o seu governo, sem nenhum avanço que possa justificar a mudança pregada por ele durante a campanha. Mas com uma imagem construída em matérias internacionais, com custos milionários para o contribuinte maranhense.

Texto sob o título Internacional, da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Oposição recorrerá à Justiça caso projeto sobre eleição indireta seja aprovado na AL

Rubens Pereira Júnior

Rubens Pereira Júnior pode recorrer à Justiça

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), assegurou a O Estado que a oposição ingressará com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adim), caso o Projeto de Lei 208/2014, de autoria do deputado Alexandre Almeida (PTN) seja aprovado na Casa.

“Se for de fato para a pauta de votação e acabar sendo aprovado, vamos judicializar a disputa. Vamos recorrer à Justiça Estadual com uma Adim, até porque o que está sendo proposto vai de encontro ao que diz o texto da Constituição Estadual”, afirmou.

Rubens Júnior destacou que a medida eventualmente a ser tomada pela bancada de oposição, não tem por objetivo confrontar a base governista ou a Mesa Diretora da Casa.

“Vamos defender apenas a legalidade, transparência e democratização. A oposição sempre foi parceira na Assembleia, do próprio presidente Arnaldo, por isso estamos preocupados em garantir uma transição harmônica e democrática. O que buscamos, enfim, é isso”, completou.

Rubens Júnior afirmou, contudo, que ainda não analisou todo o texto do projeto apresentado por Almeida. Afirmou apenas que a oposição permanecerá atenta e se posicionará no momento certo.