Diante da greve dos professores, Edivaldo diz ter avançado na Educação…

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) utilizou o seu perfil, em rede social, hoje, para vender a ideia á população de que a Educação avançou, na sua gestão.

De acordo com o prefeito, São Luís está num processo “nunca antes visto de reestruturação da rede física educacional”. “Vamos seguir trabalhando para fazer mais, e tornar nossa cidade referência no ensino público”.

O prefeito esquece, contudo, que para tornar São Luís referência no ensino, não basta pintar paredes, ou reformar escolas.

É necessário, primeiro, reorganizar o calendário escolar e fazer retomar as aulas na capital.

Mas não por meio de decisão judicial, como ele tenta, e sim na construção de um diálogo com professores, hoje em greve, em decorrência do não reajuste salarial e da falta de estrutura das escolas.

Ora, se uma das exigências dos professores é justamente melhorar o ambiente de trabalho, por causa da precariedade existente na maioria absoluta das unidades, não é plausível aceitar o discurso do prefeito – depois de uma ou duas escolas reformadas apenas, num universo de dezenas abandonadas -, de que há uma mudança na Educação de São Luís.

Não há.

A maior parte das escolas não oferece estrutura digna a professores e estudantes. Os professores, diga-se, estão em greve. Os alunos, portanto, fora das salas de aula.

O discurso vazio, numa propaganda veiculada na internet, não muda a realidade.

Basta olhar da janela…

Justiça dá aval para que Edivaldo desconte salário dos professores grevistas

Professores permanecem acorrentados na sede da Prefeitura

Professores permanecem acorrentados na sede da Prefeitura

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) extinguiu, através da relatoria do desembargador Antônio Guerreiro Júnior, sem resolução de mérito, ação com pedido de medida cautelar ajuizada pelo Sindicato dos Profissionais do Ensino Público Municipal de São Luís (Sindeducação) contra Município de São Luís. O TJMA entendeu inadequada a via eleita pelo Sindeducação para fazer tal solicitação.

O sindicato pleiteava à Justiça que proibisse o Município de proceder ao desconto nos vencimentos dos servidores em greve, bem como instaurar qualquer procedimento administrativo que tivesse por fundamento a ausência de trabalho por adesão à greve, até o trânsito em julgado da decisão final na ação principal, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil.

“É que a insurgência do requerente atine à decisão liminar proferida nos autos da Ação Ordinária nº 20.836/2014, impugnada tanto por embargos de declaração quanto por agravo regimental. Em ambos os recursos, rejeitei as teses do sindicato ali expostas, que ora se repetem na presente demanda. Ou seja, o autor utiliza a medida cautelar como sucedâneo recursal, o que não pode ser admitido”, afirmou o desembargador em sua argumentação sobre o pedido do Sindicato.

Edivaldo Holanda Júnior (PTC), no entanto, ainda não garantiu que irá descontar os salários dos professores. Até porque a medida seria prejudicial ao projeto político ao qual pertence, uma vez que o comunista Flávio Dino (PCdoB) disputa a eleição para o Governo do Estado.

Edivaldo Júnior debocha da educação e dos professores da rede pública de SL

Edivaldo Júnior aumentou a tarifa de ônibus em 23%, mas não quer aumentar o salário dos professores

Edivaldo Júnior aumentou a tarifa de ônibus em 23%, mas não quer aumentar o salário dos professores

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) debochou na última quarta-feira dos professores da rede municipal de ensino que estão em greve, ao oferecer – além dos 3% anteriormente propostos -, um aditivo de mais 2,99% nos vencimentos dos servidores.

Os docentes exigem reajuste de 20%. Deste montante, pelo menos 8% já teria de ser assegurado pela administração municipal, uma vez que trata-se de recurso já garantido pelo Governo Federal para este fim – é o que asseguram os professores. O restante seria a contrapartida do município.

Com mais de 100 dias de greve, no entanto, Edivaldo sequer alcança os 8% já repassados pela União e que são de direito dos professores.

Esse é o modelo de gestão que ele apresenta como “novo e mudança”. Esse é o governo do diálogo tão prometido por ele na eleição de 2012.

Esse também é o modelo de gestão do PCdoB, que administra a pasta com o professor Geraldo Castro (PCdoB), indicado para o cargo por Flávio Dino (PCdoB) e que já substitui outro comunista, o Alan Kardec (PCdoB), demitido pelo prefeito após o seu fracasso na pasta.

Edivaldo debocha da educação e deixa mais de 90 mil crianças fora da sala de aula. E consegue consolidar ainda mais a mudança em São Luís. Só que para pior…

Edivaldo Júnior e as promessas não cumpridas na Educação

O vídeo acima é mais um atestado de incompetência o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) no trato da educação de São Luís.

Na campanha de 2012, Júnior fez promessas de uma verdadeira revolução na educação da capital, atirou pedras no ex-prefeito e então adversário João Castelo (PSDB) e assegurou compromisso com uma educação pública de qualidade.

Lembrou, por exemplo, que no início daquele ano, os professores do município realizaram greve por mais de 70 dias. Disse que a culpa era a falta de diálogo daquela gestão, com o sindicato dos professores.

No seu governo, no entanto, Edivaldo já enfrenta greve dos professores de quase 100 dias, e resiste em conceder um reajuste minimamente moral à categoria.

“No início do ano, toda a sociedade de São Luís pode observar mais de 70 dias de greve dos professores. Tudo por falta de diálogo da atual gestão com o sindicato dos professores. Quero firmar aqui o meu compromisso e fazer um governo que dialoga com os movimentos sociais, com os sindicatos, enfim, com a sociedade. Quero dizer que nós teremos um compromisso com a educação pública de qualidade”, disse na ocasião.

Se naquela ocasião a greve dos professores era por falta de diálogo, o que dizer do atual momento Edivaldo?

Eis aí a mudança que tanto se prega no Maranhão.

Edivaldo recua e pede a suspensão da ordem de despejo de professores

professoresO desembargador Antonio Guerreiro Júnior suspendeu hoje, a pedido da Prefeitura de São Luís, a ordem de reintegração de posse do Palácio La Ravaridière, sede administrativa da Prefeitura de São Luís, ocupada pelos professores municipais desde a última quarta-feira.

Edivaldo Holanda Júnior (PTC) havia pedido, por meio da Procuradoria do Município, a reintegração de posse, imediata desocupação do prédio, situado na Praça Pedro II.

Como o despejo poderia provocar prejuízos à imagem do modelo de gestão “novo e da mudança”, que tem como representante na eleição 2014 o candidato Flávio Dino (PCdoB), Edivaldo pediu a suspensão da decisão.

A expectativa agora é de que o prefeito consiga entrar em acordo com os professores e conceda um reajuste de salário razoável aos docentes. Caso contrário, crise apenas aumentará…

Mais: O secretário municipal de Educação é Geraldo Castro, do PCdoB, aliado de Flávio Dino.

Greve dos professores do município completa 2 meses

Greve dos professores municipais

Greve dos professores municipais / Biné Morais

A greve dos professores da rede pública municipal de ensino completa hoje exatos dois meses em São Luís. O impasse entre educadores e a administração pública, é mais uma prova da incompetência e do fracasso no discurso do “novo e da mudança”, amplamente defendido por Edivaldo Holanda Júnior (PTC) e seus aliados, que também integram o palanque de Flávio Dino (PCdoB) para a disputa do Governo do Estado.

Edivaldo – que prometeu fazer um governo de diálogo e valorização profissional dos servidores públicos -, sequer recebe os professores para uma negociação direta, se apoia na prática do ingresso à Justiça para a solução de problemas graves, como é o da greve.

Ontem, os professores realizaram ampla manifestação nas principais vias do Centro, e foram recebidos apenas pela Guarda Municipal, em frente ao Palácio La Ravardière, sede da administração pública, quando tentavam mais uma vez chamar a atenção de Edivaldo Holanda Júnior.

Decidido a não ceder aos professores, que pedem reajuste salarial e melhores condições de trabalho, o prefeito de São Luís agora deve cortar o ponto dos professores grevistas, numa clara demonstração de autoritarismo.

Essa é a mudança prometida para São Luís e para o Maranhão…