Greve: São Luís pode ficar sem ônibus durante o Carnaval

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário anunciou há pouco que fará uma paralisação geral das atividades durante o período do carnaval.

A “greve” foi decidida pela categoria após o Sindicato das Empresas de Transportes (SET) ter comunicado que em decorrência da falta de recursos, que as empresas somente poderão efetuar o pagamento do mês de janeiro após o Carnaval.

Isaias Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Rodoviários, afirmou que o comunicado revoltou a categoria.

“Já informamos nosso posicionamento ao SET. As empresas não podem causar esse tipo de transtorno aos seus colaboradores. Não vamos mudar nossa postura. Isso é um desrespeito a classe. Os empresários têm sempre essa conduta toda vez que se aproxima a data-base, período que é negociado o reajuste salarial da categoria. Estamos cansados desse tipo de situação. Se o dinheiro não cair na conta dos trabalhadores até essa sexta-feira (5), toda a categoria irá cruzar os braços, durante o período carnavalesco, isso significa que não haverá ônibus circulando em São Luís”, disse.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes ainda não se posicionou sobre a polêmica.

 

Apesar de decisão contrária, Sindjus mantém greve no Maranhão

Imagem meramente ilustrativa, do site do Sindjus MA

Imagem de reunião de grevistas meramente ilustrativa, retirada do site do Sindjus MA

O Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (SINDJUS) convocou para a próxima quarta-feira, assembleia geral extraordinária para avaliar a decisão proferida pelo desembargador Jamil Gedeon Neto, que determinou liminarmente a suspensão da greve. Até, independentemente da decisão, os servidores continuarão com as suas atividades paralisadas.

A decisão de Jamil Gedeon, proferida na última sexta-feira, atendeu a uma ação ingressada pela Procuradoria Geral do Estado do Maranhão, sob a alegação de que o movimento havia descumprido a lei de greve.

A direção do sindicato, contudo, diverge da decisão judicial e sustenta a legalidade do movimento. Os servidores exigem reajuste salarial, com a recomposição de perdas inflacionárias.

Hoje e amanhã, os servidores farão concentração em frente ao Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau.

Na quarta-feira, também em frente ao Fórum, os grevistas realizarão um “bizinaço” e sairão em carreata até a Praça Pedro II, onde ocorrerá o ato público, na porta do Tribunal de Justiça. Em seguida, será realizada a assembleia geral para deliberar sobre a continuidade ou não do movimento.

A crise, ao que tudo indica, deve continuar.

Servidores da Assembleia Legislativa anunciam greve geral

greve-alemaServidores da Assembleia Legislativa do Maranhão decidiram, por unanimidade, deflagrar greve geral a partir do próximo dia 19. A paralisação é uma resposta à recusa da Mesa Diretora da Casa em reformar o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) da categoria.

Será a primeira greve de servidores da história do Poder Legislativo maranhense. Abaixo, o comunicado de paralisação emitido pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Sindsalem):

Hoje foi um dia histórico para os servidores da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). Foi aprovado, por unanimidade, o início da primeira Greve Geral dos servidores da Assembleia Legislativa do Estado Maranhão para o dia 19 de outubro de 2015. Entre a várias táticas de luta aprovadas uma foi a ocupação, caso necessário, do prédio da Alema pelos servidores liderado pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Sindsalem).

Tal greve se justifica, pois a Mesa Diretora da Alema se recusa a cumprir o principal item do acordo publicado no Diário Oficial da Casa do Povo no dia 09 de junho de 2015 que foi a Reforma do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV).

Ascom

Policiais em greve vão atrás de Flávio Dino até no Piauí

dino1Nem mesmo fora do estado o governador Flávio Dino (PCdoB) tem conseguido escapar da cobrança dos policiais civis do Maranhão, que, em greve desde a segunda-feira, 3, seguem firmes no movimento.

Na quarta-feira, 5, no mesmo dia em que a Justiça determinou a suspensão da mobilização a categoria decidiu manter a paralisação.

Ontem, com a greve ainda em pleno vapor, o comunista foi surpreendido por um grupo de policiais civis em Teresina.

Na cidade, o governador foi proferir palestra na abertura do 5º Congresso de Ciência Política e Direito Eleitoral do Piauí, realizado na sede da Ordem dos Advogados do Piauí (OAB-PI). E foi abordado por um grupo de grevistas.

Eles sentaram praça em frente à sede da Ordem. Com faixas e carros de som, mobilizaram-se como se no Maranhão estivessem.

Na saída do evento, Dino dois líderes do movimento conseguiram abordar o governador. Cobraram dele reajuste salarial, mas ouviram do chefe do Executivo que, agora, não há o que se possa fazer por suas reivindicações.

O mesmo que têm ouvido em sucessivas reuniões com representantes do Palácio dos Leões.

Em tempo: investigadores, comissários e escrivães da Polícia Civil tiveram reajuste salarial de apenas 5% e nenhuma proposta salarial para os demais anos, como ocorreu com os policiais militares – que tiveram previsão de aumento até 2018 –; e com os delegados, que tiveram um reajuste de cerca de 70% até junho de 2016.

Os policiais querem algo pelo menos próximo de uma equiparação…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Wellington do Curso manifesta apoio a policiais civis em greve

Wellington apoiou a greve dos policiais

Wellington apoiou a greve dos policiais

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) realizou visita ao Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol), para manifestar apoio à greve da categoria no estado.

Na oportunidade, o parlamentar foi recebido pelo presidente do sindicato, Heleudo Moreira.

De acordo com o presidente do sindicato, são estabelecidas por Lei 3.055 vagas para policiais civis no estado e estão sendo ocupadas somente 2.166.

Além disso, os sindicalistas reivindicam implantação de uma política de valorização salarial para os próximos anos, melhores condições de trabalho, aumento do efetivo e a retirada de presos das delegacias do interior.

O deputado Wellington solicitou uma reunião com a Comissão de Segurança Pública da Assembleia cujo objetivo é discutir sobre possíveis medidas que solucionem o problema.

“Independentemente de questões políticas, enquanto parlamentar estou em defesa dos policiais, dos cidadãos maranhenses, da segurança pública, dos direitos humanos e das minorias”, disse.

Policiais civis decidem iniciar greve no dia 3 de agosto

Policiais civis se deslocaram até o Palácio dos Leões para protestar na manhã de hoje

Policiais civis se deslocaram até o Palácio dos Leões para protestar na manhã de hoje

Policiais civis decidiram hoje, em assembleia geral realizada na Associação Comercial do Maranhão, por iniciar movimento grevista no dia 3 de agosto.

Após o ato, os policiais caminharam até a frente do Palácio dos Leões, sede da administração pública estadual, para protestar contra o reajuste salarial concedido á categoria pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Os civis reclamam que com o reajuste de apenas 5%, os policiais passarão a receber apenas 20% – em termos de comparação -, o equivalente ao que recebe um delegado de polícia.

A insatisfação se dá justamente a diferenciação gigantesca entre as duas categorias: policial x delegado.

Flávio Dino ainda não sabe o que fazer em relação ao assunto.

Greve dos professores em Bom Jardim tem o apoio do SindJus

sindjusO Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (SINDJUS/MA) manifestou solidariedade aos professores de Bom Jardim, em greve desde o dia 27 de abril. O SINDJUS/MA é a favor de todo movimento dos trabalhadores em prol de condições dignas de trabalho e remuneração condizente.

Como forma de apoio ao movimento paredista, o presidente do SINDJUS/MA, Aníbal Lins, que é também primeiro secretário nacional da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil participou de reuniões com os professores. Lins lamentou que a prefeita tenha rebaixado o nível do debate com os professores que estão em greve os quais ela classifica de “mercenários”.

“Não podemos admitir que uma pessoa escolhida pela população trate os professores dessa forma em vez de priorizar a abertura de negociação e restabelecer o diálogo com a categoria”, criticou o sindicalista.

O secretário de comunicação do SINDJUS/MA e secretário – adjunto para assuntos econômicos e de tecnologia da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Artur Araújo Filho, também esteve na cidade para prestar assessoria na organização do movimento sindical e prestar solidariedade ao movimento paredista.

“A luta dos professores municipais de Bom Jardim é mais do que justa uma vez que a educação é o único caminho para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Não se faz uma educação de qualidade com professores mal remunerados e condições estruturais das escolas precárias”, afirmou.

Reivindicações da categoria – De acordo com a presidente do Sinprobem, professora Elisângela Rodrigues, a categoria pede pouco mais de 13% de reajuste salarial. Com o aumento, os docentes passariam a receber R$ 1.917,78 em vez de continuar ganhando R$ 1.697,37. Os professores do município, tentam desde dezembro do ano passado, uma reunião com a prefeita Lidiane Leite.

“Tentamos conversar de todas as formas, mas ainda não tivemos uma resposta positiva”, afirmou a presidente do Sinprobem.

No domingo, dia 3 de maio, os professores emitiram uma nota de repúdio contra a prefeita Lidiane Leite, na qual questionava o destino da merenda escolar na rede municipal de ensino, a falta de material didático e a superlotação nas salas de aula e ainda a ausência de profissionais em outras localidades do município.

Médicos dos Socorrões ameaçam parar as atividades

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Médicos contratados que atendem nos hospitais Djalma Marques (Socorrão I) e Dr. Clementino Moura (Socorrão II) denunciam irregularidades nos contratos de prestação de serviços dos profissionais das duas unidades de urgência e emergência.

Entre as reclamações, estão o atraso no pagamento de salários e corte em mais de 50% nos vencimentos de alguns plantonistas. A situação mais crítica ocorre no Socorrão II, cujo quadro de profissionais é composto em 70% por médicos contratados, que ameaçam entregar os contratos e parar as atividades caso a situação não seja solucionada.

Os salários atrasados correspondem ao vencimento do mês de fevereiro. De acordo com o médico Érico Cantanhede, presidente da Associação dos Médicos dos Socorrões (AMESS) e ex-­diretor do Socorrão I, alguns dos médicos contratados chegaram a receber o pagamento no sábado, dia 7, mas a surpresa veio quando viram que os salários haviam sido reduzidos. Além disso, a maioria dos médicos sequer chegou a receber o pagamento.

“Existem nos Socorrões duas situações de médicos, aqueles que são concursados e os contratados. Os médicos concursados receberam normalmente, mas os médicos contratados foram prejudicados pela Secretaria Municipal de Saúde [Semus], junto com a direção do Socorrão, que de uma forma irresponsável cortou o salário da maioria desses profissionais. Alguns colegas tiveram um corte de R$ 3 mil, outros de R$ 8 mil, e maioria ainda não recebeu. Houve uma discrepância muito grande e estamos revoltados”, afirmou.

Por causa desse corte e também da falta do pagamento, alguns médicos deixaram de ir para os plantões este mês, mas foram convencidos pela AMESS a continuarem com os atendimentos nos plantões para que a população não fosse prejudicada.

“Alguns médicos, muito revoltados, disseram que iriam parar os atendimentos nos Socorrões, o que realmente aconteceu em alguns plantões. Alguns plantonistas não foram, mas não houve prejuízo para a população, pois conversamos com eles e conseguimos mudar essa situação”, disse o médico e presidente da AMESS.

Em nota a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os salários dos profissionais que têm contratos temporários referentes ao mês de fevereiro já foram pagos e que a remuneração recebida foi calculada de acordo com a carga horária trabalhada no referido mês.

Edivaldo não cumpre TAC e desvaloriza professores da rede pública de SL

professores

Em 2o14, professores invadiram sede da Prefeitura em greve e se mantiveram acorrentados

A presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, o assessor jurídico da entidade, Antônio Carlos Araújo, e a professora Cláudia Aquino, cobraram do Ministério Público na quarta-feira providências para o cumprimento, por parte do Município, do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) 003/2014 que trata sobre a concessão de aposentadorias, manutenção das escolas municipais, transparência em relação a licitações de construções de 13 creches e quatro escolas e em relação ao concurso público para a Educação. A reunião ocorreu com os promotores Maria Luciane Lisboa Belo, e Lindonjonson Gonçalves, da defesa da Educação e de Improbidade, respectivamente.

Ao todo, segundo Elisabeth, 449 professores aguardam pela aposentadoria. “Nós encaminhamos diversos ofícios solicitando reunião com o secretário, porém, todas as tentativas tem sido frustradas. Infelizmente não somos respeitados pelo gestor que tem o poder de garantir nossos direitos”, disse, referindo ao secretário Geraldo Castro.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), segundo os sindicalistas, continua a acumular pendências em relação aos direitos estatutários, que em 2013 foram: Progressão Vertical (46 professores); Titulação (315 professores); Difícil Acesso (124 professores); Progressão Horizontal (310 professores). De 2014, as pendências foram as seguintes: Titulação Vertical (301 professores); Difícil Acesso (35 professores); Progressão Horizontal (2.888 professores).

“É insustentável que os professores não tenham uma resposta satisfatória ao TAC, não podemos aceitar isso. O prefeito Edivaldo Holanda Junior e o secretário Geraldo Castro tratam a educação pública municipal com total descaso”, finalizou a presidente do sindicato.